Dificuldade técnica   Moderado

Horas  3 horas 25 minutos

Coordenadas 2588

Uploaded 6 de Junho de 2017

Recorded Junho 2017

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1.212 m
565 m
0
16
31
62,99 km

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próximo a Conselheiro Mata, Minas Gerais (Brazil)

Trajeto por estradas de terra entre o povoado de Batatal (Diamantina-MG) e o de Curimataí (Buenópolis-MG). No período de chuvas intensas, a travessia do Rio Pardo Grande pode ser impraticável.

COMO CHEGAR:
O povoado de Batatal está a 36km de Diamantina, acesso não pavimentado pela estrada MG-220, que também faz a ligação com Conselheiro Mata e Monjolos. Em relação a Belo Horizonte o povoado está a 320km de distância pelo trajeto mais rápido (segundo Google).

A ESTRADA:
Saindo do povado de Batatal, segue-se no sentido norte, por uma estrada em boas condições. A estrada alterna aclives e declives suaves por grande parte do trajeto, a única exceção é a descida para Curimataí. Com 5,2km, é preciso entrar à direita numa porteira, onde há uma placa de agropecuária. Após a porteira começa um trecho de descida e logo é preciso cruzar o Córrego Batatal, com águas cristalinas.

Chama atenção o fato da estrada estar em boas condições, de um moto geral. Em muitas partes é possível observar montes de material de cobertura, areia e "talco". Por conta da mineração no alto da serra, a estradinha foi melhorada em diversos pontos. Diminuindo o desafio de cruzar o trecho.

Com 13,5km é preciso cruzar o Rio Pardo Grande, a passagem pelo leito arenoso do rio foi melhorada, calçada com cascalho para facilitar a travessia. A travessia é próximo do encontro do Córrego Buriti com o Rio Pardo, local bom para banho. A jusante, aparentemente há alguns poços mais profundos, a área como todo é interessante para camping no estilo natural.

ATENÇÃO: durante o período de chuvas intensas, a travessia do Rio Pardo Grande pode ser impraticável, mesmo para veículos com snorkel. Certifique-se com moradores da região sobre a possibilidade de travessia se deseja fazer o trajeto entre novembro e março.

Depois da travessia, passa-se por algumas fazendas e propriedades. Para motos é preciso sempre estar atento, já que são muitos trechos arenosos. Atenção também na navegação, já que por conta da mineração na região algumas estradas não mapeadas (e ainda não disponíveis no Maps) foram abertas e a sinalização deixa a desejar. Outro cuidado é com as tronqueiras, muitas são difíceis de visualizar, ao menos no período da tarde.

Com 35,5km chega-se a bifurcação próximo ao povoado de Santa Rita. Não há sinalização no local, para Curimataí ou Santa Bárbara é preciso seguir à esquerda, passando por uma cerca. Com 41,6km outra bifurcação, desta vez o caminho da direita leva a Curimataí, por uma estrada em condições medianas. Já a estrada da esquerda pode levar a região de Santa Bárbara ou de volta a Conselheiro Mata, mas não sei precisar a condição dessas estradas e nem se é possível fazer o trajeto de 4x4 ou moto.

Com 45km de estrada chegar ao início da descida pela borda oeste do Espinhaço. A descida tem cerca de 11km e um desnível que supera os 600 metros. Embora existam alguns trechos bem acentuados, a descida está em boas condições, mesmo para aqueles que sobem a serra. Alguns trechos bem críticos foram calçados e a estrada ganhou novos contornos.

No final da descida segue-se à direita, sentido Curimataí. No sopé da serra a estrada está em boas condições e segue sem dificuldades até o pequeno povoado que pertence a Buenópolis.

CONSIDERAÇÕES:
- Trajeto feito no período de seca. No início ou final da estação da estação chuvosa a dificuldade deve aumentar um pouco nas travessias de rio. Já nas outras partes do trajeto a dificuldade deve até diminuir, já que os trechos arenosos devem ficar mais firmes;
- Em caso de chuvas constantes na região, evite fazer o trecho ou certifique-se que é possível atravessar o Rio Pardo Grande;
- O trajeto passa próximo a algumas propriedades e também do povoado de Santa Rita. Existem algumas tronqueiras e porteiras pelo caminho. Contudo, o acesso é livre;
- É possível que alguns pontos da rota tenham sinal de celular, principalmente no trecho de descida da serra;
- Curimataí possui alguns bares e alguns orelhões (que não estavam funcionando). Não vimos pousadas ou pensões para passar a noite. Como levamos barracas, acampamos na Praça Cachoeira, onde os forasteiros geralmente ficam.

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