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19,98 km

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próximo a Lapela, Vila Real (Portugal)

No passado sábado fomos aos Carris por uma das vias que não passa pela Zona de protecção total do PNG . Saímos das proximidades de Xertelo, Chã da Suzana, e seguimos por trilho paralelo ao Ribeiro do Penedo, até à Lamalonga .

Sair de Chã da Suzana, em lugar de sair de Xertelo, poupa 6 Km ( mais ou menos 2 horas ) no total do percurso. Chegar à Chã da Suzana é mais problemático.
Com carro de tracção integral, pode-se ir directamente de Xertelo pelo estradão que contorna por poente a aldeia.

Já se a viatura for de tracção normal, o melhor é seguir de Xertelo em direcção à barragem da Paradela durante cerca de 7 KM, pela estrada M308. A partir dos 6,5 Km convém estar atento ao aparecimento de um estradão do lado esquerdo, que faz um angulo muito apertado com a estrada . É este estradão que nos leva em 2,5 Km até uma zona onde podemos estacionar diversas viaturas junto a um apiário, ou 3,5 Km até à entrada do troço em direcção ao Ribeiro do Penedo . O estradão não estava em mau estado, havendo no entanto a necessidade de o fazer com muita paciência e a baixa velocidade, demorando cerca de 12 intermináveis minutos.

No local onde estacionamos, estavam quatro pessoas num afã à volta das colmeias . Cheguei-me à beira para perguntar onde podia comprar mel daquele que alí era produzido, quando uma abelha guerreira não achou piada ao intruso, e me correu dali para fora . Eu bem fugi para dentro do automóvel , mas ela também entrou, vesti a parka mas ela entrou no capuz, sempre com uma energia impressionante. Só ficou satisfeita quando me picou a parte de baixo do nariz. Aí sim, já pôde ir para a beira das outras com a missão cumprida . Não consegui entrar sequer em contacto com os apicultores, e estes nem me viram, tal era a concentração no trabalho !.

Dado termos entrado já depois das 11h no trilho, o almoço foi logo realizado na Lage dos bois, com vista para a magnífica formação da Lage dos infernos. Depois seguimos em direcção à Lamalonga , sob o olhar do Borrageiro 2, à nossa esquerda . A entrada nos Carris pelas Lavarias encontra-se um bocado em mau estado, mas desde que feita com cuidado, não trás problemas .

Chegados aos Carris , uma das zonas mais movimentadas do Gerês – encontramos um grupo de dois caminheiros que tinham vindo da Portela do Homem, mais um grupo de quatro caminheiros portugueses que tinham acedido aos Carris a partir do concelho de Lóbios-Espanha, para evitar as restrições, disseram eles. Tiradas as fotos da praxe, e uma vez que ainda estávamos com a hora de inverno, decidimos descer para chegarmos ao fim ainda com luz do dia.

Até ao início da Lamalonga utilizamos o mesmo percurso da subida , mas depois começamos o desvio em direcção a nascente , para acedermos ao topo da vertente nascente do curso de água Ribeira das Negras- Ribeiro do Penedo. Entretanto, após termos passado o curral da Lamalonga, vimos um grupo de cabras Montês, o que parece ser bastante frequente nesta zona. Na tentativa de não gastarmos muito tempo , e de evitarmos mais subidas, começamos a descer em direcção ao Ribeiro . No entanto, chegamos a um ponto espectacular onde a descida, embora parecendo ter caminho de animais, descia de forma muito abrupta. Voltamos um bocado atrás , e descemos para nascente, indo apanhar o Ribeiro abaixo. Depois foi só descer em caminho de animais, ora de um dos lados do Ribeiro, ora do outro, bastando seguir algumas pequenas mariolas ou, noutros casos, a observação da outra margem, sempre que do lado de cá a progressão se complicava. Mas tudo muito simples, até chegarmos à levada pela qual já tínhamos passado na subida . Os últimos raios de luz desapareceram exactamente quando chegávamos ao estradão, faltando apenas 1Km até ao automóvel.

Em resumo , uma boa jornada numa zona muito característica do Gerês.

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