Horas  7 horas 25 minutos

Coordenadas 2976

Uploaded 24 de Março de 2019

Recorded Março 2019

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105 m
9 m
0
6,9
14
27,63 km

Visualizado 41 vezes, baixado 12 vezes

próximo a Vilarinho, Porto (Portugal)

Ao traçado GPS que aqui coloquei faltam-lhe 1,4km. Isto porque o GPS estava mal sintonizado à saída de Vairão, pelo que no início de Vilarinho tive de o reiniciar. Portanto, no total do percurso foram 29km..As fotos podem não ter muita qualidade, pois foram tiradas enquanto realizava filmagens.


Início de Primavera. Sol. Calor. Tudo bons motivos para desentorpecer o corpo com uma viagem pelo Caminho de Santiago, entre Vairão e S.Pedro de Rates, num total de 29km. Mas não só! 4 motivos me levaram a fazer este percurso:
1. Moldar as minhas novas botas de caminhada (que embora sejam o modelo tão conhecido da Salomon - X Ultra, não vejo forma de me adaptar a elas)
2. Ir com o meu pai, como forma de fazer um pré-teste ao caminho que queremos fazer em abril (que também não sabemos bem qual vai ser!)
3. Ver como estou fisicamente, pois sinto-me uma "vaquinha", lenta, pesada e sem qualquer flexibilidade.
4. À chegada a Macieira da Maia, fazer o caminho "original" e não o que está sinalizado como "desvio" (em 2015 e em 2018, fiz este percurso, mas não estava certo que fosse o melhor).


A viagem programada foi:

1.Ir do Mosteiro de Vairão até S.Miguel de Arcos e ir até Rates, pelo Caminho mais recente.
2. Chegar a Rates, ir até à Padaria Nova (que RECOMENDO pela simpatia, produtos e pela limpeza).
3. Regressar até S.Miguel de Arcos, pela outra possibilidade do Caminho (penso que era o traçado anterior), que ainda está sinalizado até como o Caminho de Fátima.



Este percurso é excelente para quem quer fazer um teste para ir a Santiago. O percurso é calmo, bonito, com história. Tem um piso que considero muito duro. Aliás, foi este piso que me condicionou negativamente em outubro de 2018, quando fiz Porto-Santiago em 7 dias: muito paralelo, muito granito solto, muitos desníveis no solo. Quem aguentar este piso, certamente aguentará o resto do caminho. Dependerá claro do número de km/dia, da preparação, do calçado, etc. De qualquer das formas, para quem quer treinar para o Caminho de Santiago, esta etapa é excelente!
Logo à saída do Mosteiro de Vairão, encontramos um percurso florestal. Em outubro de 2018, tinha-me enganado na seta. Em vez de seguir pelo caminho florestal, fui para a N306. OOPS! Corrigi a distração!
À saída de Vilarinho, seguimos por uma reta infindável!
Tanto em 2015, como em 2018, segui pelo desvio. Desta vez, segui pelo caminho original. RECOMENDO. É o caminho mais fiel, passando pelas Portas da Maia, como local de passagem obrigatória entre Maia e Vila do Conde. A Ponte D'Zameiro era o único ponto de travessia do rio Ave.
"Já no século XIII, as Terras da Maia compreendiam uma área que se estendia desde o Porto até à margem sul do Ave. E só em 1934, com a reforma administrativa planeada por Mouzinho da Silveira, esse domínio administrativo terminava com cedência de muitas das terras aos concelhos vizinhos. Um dos concelhos que mais beneficiou com essa divisão foi o de Vila do Conde. No entanto, antes disso, certamente com o intuito de marcar e tornar bem visível essa antiga delimitação geográfica, deve ter sido construído este pórtico para que, depois de atravessada a única ligação que durante séculos uniu Maia e Vila do Conde (a Ponte D'Ave ou Ponte D. Zameiro), as pessoas tomassem nota de que iriam entrar nas Terras da Maia. Certamente daí a alusão de Portas da Maia que é dado a este pórtico. Hoje, a administração deste território cabe ao Concelho de Vila do Conde, a freguesia em que está implantado (Macieira da Maia) procurou dar um arranjo e algum enquadramento a este monumento, durante dezenas de anos esquecido no meio dos silvados."
Em 2018, havia uma placa em madeira, com informação sobre a Ponte D'Zameiro. Em março de 2019, já não estava lá a placa. :( Terá sido substituída por uma outra que lá se encontra? (mais feia por sinal)
A ponte de D. Zameiro é uma das várias estruturas de passagem que existiram sobre o rio Ave ao longo da História. A sua origem deve buscar-se à época romana, apesar de a configuração actual não possuir qualquer indício de uma cronologia tão recuada. Nessa altura, a ponte era parte integrante da Via Veteris (designada, na Idade Média, por Karraria Antiqua), uma estrada que, partindo do Porto, ligava à Maia e a Rates, passando o rio Ave na ponte de D. Zameiro e o rio Este na ponte dos Arcos. A ponte que actualmente existe é o produto de uma (re)construção da época medieval, com grande probabilidade executada no século XII, uma vez que o testamento de D. Fernando Martins, de 1185, já a refere, e outras indicações da primeira metade do século XIII confirmam a sua existência. É uma estrutura de apreciáveis dimensões mas heterogénea, composta por oito arcos de volta perfeita, assimétricos entre si, existindo alguns de vão mais amplo, cujo ponto de maior elevação é imediatamente abaixo do tabuleiro, e outros de menores dimensões, sobressaindo a sua abertura pouco acima do leito do rio. Entre eles, existem talhamares a montante, de perfil triangular, e talhantes a jusante, de secção quadrangular, elementos que desviam o curso das águas e reforçam os pontos de apoio da ponte. O aparelho é regular e revelador de uma relativa qualidade construtiva, dispondo-se em fiadas horizontais, ainda que os silhares apresentem grandes diferenças entre si. As aduelas dos arcos, pelo contrário, são bastante homogéneas, de desenho fino e comprido, sendo mais um elemento que comprova a qualidade da obra medieval. O tabuleiro é ligeiramente rampante, mas dominado pela horizontalidade, facto que pode ter explicação na sua ascendência romana, que tão claramente se afasta dos típicos duplos cavaletes das pontes medievais. É protegido por guardas em cantaria, de silhares mais regulares que os do enchimento, tendo o pavimento original sido substituído aquando do recente restauro. Apesar das obras de consolidação e de desobstrução de arvoredo efectuadas na década de 90 do século XX, em 2001 deu-se a derrocada de um dos arcos, o que obrigou a uma intervenção mais profunda. Os trabalhos então executados foram praticamente integrais, reforçando-se todas as juntas do aparelho com cimento, aplicando-se uma manta de asfalto sobre o pavimento e reconstruindo-se a parte do arco em falta. Em Outubro de 2003, findo o restauro, foi possível verificar a radicalidade da intervenção, que "mascarou" o monumento com uma capa de modernidade. Ao longo dos tempos, esta secção do rio Ave foi densamente ocupada e explorada pelas populações, instalando-se, nas suas margens, diversos equipamentos, de que são exemplo um açude, duas azenhas e um moinho. Estes imóveis, cuja laboração aproveitava a existência da ponte para permitir a passagem de pessoas e de bens, são de construção popular e utilitária (por isso, mais vulneráveis à erosão do tempo), mas a sua conservação impõe-se como testemunho de um outro tempo, em que o rio foi fonte de rendimento e de sobrevivência, de atracção e de fixação das populações que humanizaram esta paisagem. http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/156116/
A rua Camilo Castelo Branco parece que nunca tem fim.
Fonte: wikipedia
A A 7 é uma autoestrada portuguesa. Inicia-se na Póvoa de Varzim (nó com a A 28 ), segue pelo vale do Ave até Vila Nova de Famalicão (nó com a A 3 ) e Guimarães e termina em Vila Pouca de Aguiar no nó com a A 24 . O troço Póvoa de Varzim–Guimarães desta autoestrada é paralelo com o troço Esposende–Guimarães da A 11 . As duas autoestradas juntam-se nas proximidades de Guimarães e seguem um traçado comum ao longo dos 6 km seguintes. A A7 foi originalmente pensada para ser apenas um ramal que ligasse Guimarães à A3 (em Vila Nova de Famalicão). Com esse objetivo, a construção da A7 foi adicionada à concessão da Brisa em 1991.[3] O primeiro troço (entre Famalicão e Serzedelo) abriu em 1994 e a autoestrada chegou a Guimarães em 1996, ficando com uma extensão de cerca de 20 km. O governo português acabou por decidir prolongar a autoestrada, quer para oeste (até à Póvoa de Varzim), quer para leste (até ao então futuro IP3, que faria a ligação a Chaves).[4] A A7 foi inteiramente concessionada à Aenor (atual Ascendi) em 1999 (por 30 anos), no contexto da concessão Norte, uma concessão que também inclui a A11.[5] O prolongamento da A7 foi concluído em 2005, ficando a autoestrada com um comprimento de 104 km. A A7 é parte integrante do IC 5 e da Estrada Europeia E 805 .
Uma boa zona para contemplar São Miguel de Marcos. O piso torna-se irregular, com muitas pedras soltas e terra.
Descemos o "caminho de cabras", até à entrada de São Miguel de Arcos, entrando pela Ponte de São Miguel de Arcos, que data do século XII.
"A Ponte de S. Miguel de Arcos é mais uma ponte romana de três arcos, que fazia parte do caminho principal entre o Porto e Galiza, a "Via Veteris". Atualmente é também utilizada no percurso "Caminhos de Santiago", fazendo a ligação a Santiago de Compostela, na Galiza.
Não há certeza quanto à sua origem, mas em 1136 já existia aqui uma povoação com o nome de Arcos. Possivelmente este nome era devido a já existir uma passagem do rio, em arcos, uma estrutura decerto suficientemente importante para atribuir o nome à localidade. Este facto e o tipo de ponte faz supor que é do período romano, embora não haja qualquer documento que o confirme.
Na Baixa Idade Média, período denominado entre os séculos XI e XV, esta ponte fazia parte do caminho que ligava o Porto a Galiza, em Espanha, a Via Veteris. Fazia também parte dos Caminhos de Santiago, fazendo a ligação a Santiago de Compostela. O caminho, depois de passar pelo Mosteiro da Junqueira, segue por Rates, na Póvoa de Varzim, e pela sua Igreja de S. Pedro.
Esta estrada era a preferida sobre outras duas existentes, que passavam uma por Braga e outra pelo litoral, o caminho da Beira-Mar, dada a sua menor extensão. Além disso o caminho pelo litoral, por ser junto ao mar, era mais ventoso e obrigava a passar sobre a foz dos rios, o que aumentava a dificuldade.
A ponte atual provavelmente não corresponde à original de 1136. Num dos silhares da ponte existe a inscrição de 1144, que também não deve corresponder à sua construção.
A ponte é constituída por três arcos de volta perfeita, sendo o central bastante maior que os restantes, com os vãos construídos com aduelas compridas e estreitas. A restante estrutura da ponte é construída com silhares em posição horizontal. Alguns dos silhares, tanto do vão como do enchimento, apresentam sinais de degradação.
A ponte é reforçada, como habitual neste tipo de pontes, por talha-mares triangulares no lado montante e contrafortes retangulares no lado jusante, dois de cada lado a ladear o arco central.
Na rua Dona Salvina Gonçalves Ferreira, podemos encontrar uma das principais ALTERAÇÕES AO PERCURSO realizadas em 2017.
O percurso seguia para a direita, fazendo com que chegassemos a Rates do lado oposto ao da Igreja de São Pedro de Rates (ver o meu wikiloc de 2015 - 5. Porto a Ponte de Lima (2015).O percurso atual faz com que se passe pela Igreja de Rates e pelo centro de Rates.
Neste track GPS, viramos à esquerda, seguindo pelo atual percurso, mas regressamos pelo outro percurso. Aliás, que ainda está marcado como o Caminho de Fátima.
Em 2018, considerei uma boa mudança de percurso. Sinceramente, tanto um como outro são bons. No geral, gosto mais de seguir pela via da esquerda, para evitar uma longa estrada a chegar a Rates.
Qual o percurso mais curto?São iguais. Mas o caminho que segue pela direita é mais suave. O da esquerda tem piso e altimetria mais duros.
De Vairão à Igreja Românica de Rates foram 13.7km (o GPS diz 12.23, mas faltavam cerca de 1,5km, devido ao problema no GPS à saída de Vairão).
Fomos nas calmas, pelo que a média com paragens foi de 4,2km/h. O que me fez lembrar da "brutalidade" de andamento do caminho que fiz em outubro de 2018 - Porto-Santiago em 7 dias - com uma média com paragens de 5km/h, num total de 38km. Nesta etapa, apenas tinham sido 13,7km e numa média inferior. Ainda assim, senti-me "pesado" e com dor no pé esquero. Não me consigo habituar às Salomon X-Ultra (embora sejam sobejamente conhecidas).
Logo acima do Albergue de Peregrinos de Rates (que estava fechado. Abre às 14h30 e eram 14h) temos um mini-mercado. Dá jeito para cozinhar no albergue. Este albergue é dos mais completos do que conheço. Tem um cozinha TOTALMENTE EQUIPADA, com forno, fogão, frigorífico, etc.
Não estou a fazer publicidade encomendada. Falo porque recomendo sinceramente. Em 2018, precisava de pão. Esta é a única padaria. O mini-mercado apenas tem pão de forma.
Fui muito bem atendido. A padaria é impecável em limpeza. O pão é bom.
Nesta etapa, fiz questão de lá ir. E mantenho a recomendação.QUEM FICAR EM RATES, QUE VÁ A ESTA PADARIA!

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