Horas  6 horas

Coordenadas 2793

Uploaded 16 de Abril de 2019

Recorded Abril 2019

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  • Information

     
  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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14,08 km

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próximo a Carvoeiro, Faro (Portugal)

- Trilho linear com marcações, com início na Urbanização Vale da Lapa (opcional) e fim na praia da Marinha, em Lagoa;
- Este trilho resulta da junção de 3 trilhos lineares: Caminho dos Promontórios, Caminho do Algar Seco e PR1 Percurso dos 7 Vales Suspensos. Relativamente ao primeiro, iniciou-se este percurso no seu último terço. Quanto aos restantes percursos, estes foram feitos na totalidade;
- Este percurso desenvolve-se por caminhos, trilhos de pé posto e passadiços das arribas do barlavento algarvio, passando pelo pesqueiro Cama da Vaca, praia dos Três Castelos, arriba da Salgadeira, praia Vale Currais Este, praia do Paraíso, praia do Carvoeiro, Forte de Nossa Senhora da Encarnação, a Boneca, Algar Seco, praia de Vale Covo, praia de Vale Centeanes, Farol de Alfanzina, praia do Vale Espinhaço, Leixão de Ladrão, Cabo Carvoeiro, praia do Carvalho, praia e Algar de Benagil, praia da Corredoura, praia Cão Raivoso, praia da Mesquita e praia da Marinha;
- Trilho de uma beleza paisagística deslumbrante. No entanto, requer atenção e cuidado na aproximação dos limites das arribas, pois estas são muito instáveis e o perigo de derrocada está sempre presente. Atenção também aos muitos algares, espalhados ao longo do percurso, embora estes estejam vedados;
- Ter em conta que este percurso é bastante exposto, pelo que requer cuidados com a exposição solar e com o vento.

IMPORTANTE: embora o trilho seja acessível a qualquer pessoa, alguns troços são fisicamente exigentes. Nota negativa para as marcações do PR1 Percurso dos 7 Vales Suspensos, que são escassas e nem sempre bem visíveis. Além disso, neste percurso existem vários pontos onde seria fundamental o apoio de cordas ou corrimão, pois são bastante íngremes e escorregadios e que, inexplicavelmente, são inexistentes!!! Contrariamente, os Caminhos dos Promontórios e do Algar Seco estão muito bem marcados, o que não se compreende tendo em linha de conta a massiva divulgação feita à volta do PR1... enfim, algo a rever com urgência!

- Uma última nota para quem pretenda fazer estes trilhos nos meses de verão: a excessiva afluência de turistas, curiosos, desportistas, famílias e caminheiros poderão tornar estes percursos "intransitáveis", pelo que se recomenda que os mesmos sejam percorridos logo nas primeiras horas da manhã!

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- LAGOA
Lagoa é uma cidade portuguesa pertencente ao distrito de Faro na província, região e sub-região do Algarve, com cerca de 6 000 habitantes. É sede de um município subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte e leste pelo município de Silves, a oeste por Portimão e a sul tem costa no Oceano Atlântico. O azul-turquesa do mar emoldurado por falésias ocres e praias de areia macia. Cachos de uvas amadurecendo ao Sol quente do verão. As formas, as cores, os desenhos de uma cerâmica com origens seculares. Uma colina ergue-se sobre os terrenos planos onde em tempos, diz a tradição, existiu uma lagoa. Lá no alto, a torre de uma igreja, um dédalo de ruas onde predomina o branco. Esta é a Lagoa onde portais manuelinos, janelas recortadas a azul e a torre-mirante de um convento fazem parar o tempo, evocando formas de viver já esquecidas. Atrativos de Lagoa e do seu concelho completados pelo colorido do porto de pesca de Ferragudo, pela romântica capela de Nossa Senhora da Rocha alcandorada sobre o mar e pelas imaginosas rochas do Algar Seco. Se a data da fundação de Lagoa é desconhecida e se só a partir de 1773, com a elevação a vila, a sua história está documentada, sabe-se no entanto que Estômbar e Porches foram importantes centros no período islâmico e medieval e que Ferragudo teve muralhas de defesa. A pesca e a indústria de conservas de peixe trouxeram, nos finais do séc. XIX e primeiras décadas do séc. XX, prosperidade e dinamismo a Lagoa. Papel hoje desempenhado pelo turismo e por uma crescente diversidade de atividades económicas, que inserem Lagoa e o seu concelho no moderno Algarve.

- CAMINHO DOS PROMONTÓRIOS
O litoral do concelho de Lagoa caracteriza-se pelo aspecto recortado e rendilhado de uma linha contínua de arribas, quase sempre abruptas sobre o oceano. Esta morfologia é determinada por uma geologia muito peculiar, lentamente modelada pela água das chuvas, pela energia das ondas, e pelo vento. O 'CAMINHO DOS PROMONTÓRIOS' acompanha o contorno da orla costeira e estende-se por 6 km, entre a praia do Molhe, junto à foz do rio Arade, e a praia do Paraíso, nas proximidades da vila do Carvoeiro. A partir do promontório da Ponta do Altar, para nascente, uma sucessão de pontais ou pequenos promontórios, alternam com reentrâncias que acolhem pequenas praias encaixadas ou depósitos rochosos e pedregosos resultantes de antigos desmoronamentos. Mas são as arribas o elemento dominante na paisagem, desdobrando-se em relevos imponentes e de singular beleza. Ao longo do percurso o caminhante encontra, sistematizada em painéis interpretativos, informação sobre a geologia, a litologia e a geomorfologia, os ecossistemas marinhos e a vegetação costeira, a par de testemunhos da antiga ocupação humana do litoral.

- CAMINHO DO ALGAR SECO
Por debaixo do Cabo Carvoeiro chega à zona marítima do Algar Seco por um labirinto (com 134 degraus) de rochas avermelhadas esculpidas pelo mar. Pode observar os alpendres abertos de várias grutas meio submersas. À direita, um curto túnel desemboca numa caverna com duas aberturas naturais das quais se vêm as falésias do Oeste. À esquerda, um caminho leva a um promontório que permite contemplar a entrada de uma profunda gruta submarina.

- PR1 PERCURSO DOS 7 VALES SUSPENSOS
Propõe-se aos caminhantes um Percurso de Natureza pedonal denominado “ 7 Vales Suspensos” que se estende por 5,7 Km, ligando a Praia de Vale Centeanes à Praia da Marinha. O percurso desenvolve-se ao longo de uma linha quase contínua de arribas, apenas interrompida por linhas de água que, na sua maioria, desembocam acima do nível do mar, dando origem aos vales suspensos que emprestam o nome ao percurso. Cada vale suspenso esteve, num passado distante, associado à foz de uma linha de água e testemunha a intensa erosão a que esta orla costeira está sujeita, já que deve a sua formação a um recuo rápido do litoral não acompanhado pelo entalhe da linha de água. As arribas desta orla costeira, esculpidas pela água ao longo de milhões de anos, são o elemento dominante na paisagem, desdobrando-se em relevos imponentes de singular beleza. Para além do seu valor geomorfológico e paisagístico, estas arribas calcárias proporcionam a existência de habitats únicos que acolhem flora e fauna assinalável. É o caso dos matagais de zimbro, uma comunidade relíquia que ocupa o topo das arribas, das diversas aves marinhas que se abrigam nas paredes rochosas ou dos morcegos que utilizam as grutas típicas destes ambientes cársicos.
Localização: Concelho de Lagoa
Início / fim: Praia da Marinha - Praia de Vale Centeanes
Tipo de Percurso: Pequena Rota Linear
Distância: 11,4 Km ida e volta
Duração Média: 6h ida e volta
Grau de Dificuldade: Média
Altitude Máxima:  45,50 m (Praia de Vale Centeanes)
Altitude Mínima:  7,50 m (Praia de Benagil)
Época Aconselhada: Primavera e Outono
Caminho dos Promontórios
Algar é uma cavidade natural de desenvolvimento predominantemente vertical. Em Portugal é também chamado algarão ou algarocho. Pode ter várias origens. Pode ser escavado por águas que sobem ou descem - como é no caso nas ilhas dos Açores. Pode também ser produzido por movimentos de lavas bastante fluidas que se movimentam no interior da terra e que, ao recuarem com alguma rapidez, deixam uma caverna aberta no seu lugar. São muito comuns na região do Barlavento do Algarve, a sul de Portugal. Os algares formam-se, normalmente, em pisos calcários onde devido aos agentes erosivos a rocha vai erodindo formando assim uma cavidade. Quanto à gênese, os algares classificam-se em: - algar de dissolução - tem a forma de um poço, derivando da dissolução do calcário na vertical; - algar de abatimento - tem a forma de um sino, uma vez que a sua origem se deve ao abatimento da sala de uma galeria. Existe também uma forma mista, que resulta da dissolução junto à superfície, com abatimento na sua base.
No Plano Geral de Alumiamento da Costa de Portugal aprovado por decreto de 15 de janeiro de 1883, estava projetado um farol no Cabo Carvoeiro do Algarve. Em 1913 iniciam-se as primeiras considerações técnicas sobre o farol de Alfanzina assim como a escolha do local para o efeito. Em 18 de dezembro de 1915 adquire-se o terreno para a sua construção. Entrou em funcionamento em 1 de dezembro de 1920. O aparelho óptico é de 3ª ordem, grande modelo (500 mm distância focal), cuja rotação é produzida pela máquina de relojoaria, e tem como fonte luminosa a incandescência pelo vapor de petróleo. Foi eletrificado através de grupos eletrogéneos em 1950, passando a ter como fonte luminosa uma lâmpada de incandescência elétrica. Em 1952 foi construída uma casa de habitação, fazendo-se o aproveitamento da casa do forno já existente, obra que se tornava urgente e indispensável visto estarem as famílias de dois faroleiros a habitarem a mesma residência. A estrada que dá acesso ao farol foi construída em 1961. A 14 de julho de 1980 o farol fica ligado à rede elétrica de distribuição pública, vindo a ser automatizado em 1981. Em 12 abril de 2004 foi remodelado com o sistema modelo DF. Foi equipado com motor rotação trifásico SATI 400V/Ac, cambiador modelo DF 2003 c/3 lâmpadas Halo. Carregador bateria POWER 24V/12 A e motor Lister TS2, Alternador 11KVa.

2 comentários

  • Axe_man 18/ago/2019

    I have followed this trail  View more

    Excelente ajuda e informação muito completa e importante para um trilho excecional. Obrigado pela partilha

  • Foto de João Marques Fernandes (CSM)

    João Marques Fernandes (CSM) 18/ago/2019

    Obrigado pela avaliação e pelo comentário, Axe-man. É sempre um prazer saber que esta partilha se torna útil.
    E este trilho é mesmo excecional! Continuação de boas caminhadas!!!

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