Horas  6 horas 10 minutos

Coordenadas 1830

Uploaded 25 de Maio de 2019

Recorded Maio 2019

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799 m
337 m
0
5,2
10
20,64 km

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próximo a Roge, Aveiro (Portugal)

- Trilho linear, sem marcações, correspondente à 1ª parte da prova de montanha "Freita Trekking 2019", com início na aldeia de Roge e fim na aldeia de Felgueira. A segunda parte era constituída por mais 15 kms (não realizados por mim);
- Este trilho desenvolve-se por veredas, caminhos rurais e estradões da serra da Freita, passando pela Albufeira Engenheiro Duarte Pacheco, Barreiros de Cepelos, Gatão, Calvela, Pontemieiro, Chão do Carvalho, Mouta Velha e Carvalhal do Chão;
- Trilho de alguma dureza e exigência física, sobretudo pela longa extensão ascendente;
- Muito interessante, do ponto de vista paisagístico, sobretudo na zona da Albufeira Engenheiro Duarte Pacheco (rio Caima), aldeias de Pontemieiro e Chão do Carvalho;
- Embora apresente várias zonas arborizadas e com bastante sombra, também existem troços muito expostos e encaixados entre eucaliptais, que dificultam a progressão em dias muito quentes. No entanto, existem vários pontos de água potável ao longo do trilho;
- Um trilho duro mas excelente para desfrutar das magnificas paisagens rurais e serranas da Freita!

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ROGE
Roge (ou Rôge) é uma freguesia portuguesa do concelho de Vale de Cambra, localizada na margem direita do Rio Caima, dista 5 Km da cidade de Vale de Cambra. A primeira citação escrita encontra-se em documento medieval datado de 924 onde aparece a vila de Soutelo (Vale de Cambra), trata-se de doação feita à Igreja e Mosteiro de São Martinho. Pertenceu a Comarca de Esgueira em 1527, passou a Comarca de Estarreja em 1839, a Comarca de Arouca em 1852, a Comarca de Oliveira de Azeméis em 1874 e atualmente a Comarca de Vale de Cambra em 1980. Pertenceu ao Concelho de Macieira de Cambra a partir de 10/12/1867, ao Concelho de Oliveira de Azeméis 21/11/1885 e desde 31/12/1926 pertence ao Concelho de Vale de Cambra. Pertenceu durante séculos, às Terras de Santa Maria, cuja jurisdição tinha por sede o Castelo de Santa Maria da Feira.

FREITA TREKKING 2019
O Freita Trekking é uma prova desportiva de Montanha, que integra o calendário nacional, com 35 kms de distância, sem qualquer caráter competitivo. Este percurso proporciona aos atletas a passagem por aldeias, zonas agrícolas, florestais e serranas, permitindo-lhe ainda usufruir da frescura dos rios e seus afluentes. O rude e o belo combinam-se neste percurso. Uma particularidade que o torna único no Vale Mágico.
IGREJA MATRIZ DE SÃO SALVADOR - Igreja Matriz de Roge, dedicada a São Salvador, datada do século XVIII, é de traça barroca. A sua fachada é de inspiração joanina e de uma riqueza ornamental. O conjunto religioso Igreja Matriz e Cruzeiro pertencem ao estilo barroco do século XVIII, sendo a construção do templo de uma arquitetura regional. Contudo a fachada deste vai-se inspirar no estilo joanino, em que se nota a demonstração da riqueza de ornamentos denunciando um invulgar arquiteto e artífices que sabiam servir-se do cinzel e de trabalho de cantaria. Dedicada a São Salvador, apresenta uma planta longitudinal formada por uma nave e capela-mor semicircular, com a torre sineira adossada a esta à direita e a sacristia à esquerda. É formada ainda por duas capelas laterais opostas. A fachada é delimitada por pilastras de cunhais e com um friso arquitravado que a separa da empena contracurvada, rematada por pináculos em espiral. O rasgo é feito pelo portal principal de moldura reta ladeado por duas colunas torcidas que servem de sustentação para o entablamento de arquitrave com friso decorado com três querubins e dois tritões-crianças. Sobreposto à arquitrave, uma janela retangular que ilumina o interior do templo está ladeada por dois pináculos em espiral. A fachada é finalizada por um frontão contracurvado de onde emerge uma cruz. CRUZEIRO DE ROGE - O Cruzeiro de Roge está situado no adro da igreja matriz, destacando-se desta. Está datado também do século XVIII e comunga da mesma linguagem barroca que carateriza a fachada do templo. É datado de 1762, segundo as indicações em dois ferros pertencente à estrutura interna do monumento, vistas aquando da recuperação do cruzeiro e consequentemente da cruz. Modelo muito comum e usado no norte do País, simboliza uma das mais importantes vivências religiosas setecentistas. O cruzeiro conjuga motivos vegetalistas com figuras de atlantes e também outros símbolos cristãos, como a cruz bem visível no topo desta estrutura. Ergue-se sobre um soco de graus octogonais, sobre os quais assenta um soco paralepipédico com molduras onde se inscrevem motivos antropomórficos e vegetalistas. Daqui ergue-se a coluna cujo fuste exibe enrolamentos de aves, na parte inferior, sendo o restante composto por losangos dispostas em linhas helicoidais cruzadas. É rematada por um capitel coríntio, terminando com uma cruz assente numa esfera. Está classificado como Imóvel de Interesse Público.
Ou simplesmente Ponte do Castelo, atravessa o rio Caima ligando a Rôge e a Berbedã. Está situada muito perto da igreja e do cruzeiro, podendo-se ir a pé. Não havendo certezas quanto à sua cronologia, é apontada para uma época medieval mas que corresponde a uma ponte romana, com o tabuleiro em cavalete, caraterística daquele período. Construção em alvenaria de pedra de um só arco, de volta perfeita, em cantaria de granito também irregular. O tabuleiro é em cavalete com guardas de grandes lajes.
A barragem de Burgães ou barragem Engenheiro Duarte Pacheco localiza-se no concelho de Vale de Cambra, distrito de Aveiro, Portugal. Situa-se no rio Caima. A barragem foi projectada em 1939 e entrou em funcionamento em 1940. A barragem, construída no Rio Caima, na aldeia de Sandiães entre os anos de 1936 e 1942, teve como projetista a Junta Autónoma das Obras de Hidráulica Agrícola. É uma barragem de gravidade de alvenaria. Possui uma altura de 28 m acima da fundação (20 m acima do terreno natural) e um comprimento de coroamento de 66 m. Possui uma capacidade de descarga máxima de 11 (descarga de fundo) + 312 (descarregador de cheias) m³/s. A albufeira da barragem apresenta uma superfície inundável ao NPA (Nível Pleno de Armazenamento) de 0,05 km² e tem uma capacidade total de 0,408 Mio. m³. A albufeira tem capacidade util para 330.000m³ de água que é utilizada para rega nos tempos de estiagem e possui dique em alvenaria com 24m de altura.
No planalto da Serra da Freita, as águas de vários riachos vão recortando, ao de leve, a paisagem, até confluírem num só. O Rio Caima. Serpenteando por terrenos graníticos, o Caima «explode» na Frecha da Mizarela, ao aproximar-se dos xistos que, ali, começam a surgir. Primeiro, faz correr as suas águas em terrenos com altitudes mais elevadas. Depois, espraia-se por terrenos mais planos, à medida que vai chegando aos concelhos vizinhos de Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis, até desaguar no Rio Vouga.
A ponte do Pisão localiza-se no limite das freguesias de Rôge e Cepelos, à saída do lugar de Sandiães, no caminho municipal entre Cepelos de Baixo e Sandiães, onde cruza o rio Caima. Datada dos séculos XVII/XVIII, esta é uma ponte de tabuleiro horizontal sobre um único arco de volta plena e construção de alvenaria de granito.
O poço do Pisão localiza-se no rio Caima, entre a levada de Santa Cruz e a ponte do Pisão. O rio aqui corre com grande violência no inverno, cavando numerosas marmitas de gigante. Foi outrora o local escolhido para um viveiro de trutas, havendo um canal de desvio no rio que originou uma pequena ilha. O poço do Pisão situa-se num vale encaixado com margens altas e fragas cobertas por densa vegetação, o que dificulta o seu acesso. A configuração original do poço do Pisão faz deste local um sítio de incomparável beleza, onde as águas correntes e a vegetação luxuriante se conjugam numa harmonia sem igual, oferecendo habitat a numerosas espécies da fauna e da flora que aqui encontram refúgio. Hoje já não se encontram trutas neste local, mas podem ser observadas bogas, barbos e bordalos.
O rio Arões nasce na freguesia de Junqueira e desagua no rio Vouga. Faz uma parte importante do seu percurso na Freguesia de Arões (que lhe dá o nome), concelho de Vale de Cambra, distrito de Aveiro. No seu troço final, depois da Freguesia de Arões o rio é conhecido como rio Lordelo. O açude de Arões encontra-se contruido numa garganta apertada do rio Arões e tem uma estrutura de betão com 17 metros de altura. Apartir deste açude parte uma conduta que abastece uma levada que conduz a àgua até à localidade de Souto Mau.
Seguindo pela EN227 Na zona mais alta do Município, em Junqueira, seguindo a sinalética para Junqueira de Baixo e Pontemieiro, numa paisagem verdejante, perto de campos de cultivo e mata natural, a praia fluvial conjuga a natureza com um cuidado enquadramento de zonas de acesso a veículos, acessos para peões, zona de merendas, iluminação pública e sanitários. É uma praia atrativa e com área aquática reservada para os mais pequenos. O rio Amarela serve a esta praia uma magnífica água límpida, refrescante e mineral, pois este atravessa todo um terreno granítico do qual retira os seus minerais. Este rio possui poucos sedimentos no seu leito, dado que o granito é uma rocha de difícil erosão.
A Aldeia de Felgueira é uma das muitas aldeias que integra a rede Aldeias de Portugal, pertence à freguesia de Arões, concelho de Vale de Cambra. Encaixada entre a beleza verde da Serra da Freita e as águas límpidas do Rio Cabrum, em Felgueira poderá observar os campos cultivados e apreciar a traça original da aldeia, que tem vindo a ser recuperada. A agricultura que se faz nesta aldeia, muita dela desenvolvida em socalcos, dá a Felgueira um colorido único, que pode ser facilmente observado nos diversos percursos aqui existentes. Poderá optar por uma caminhada ao longo do PR1 – Varandas da Felgueira. Anualmente, há duas festas religiosas que merecem destaque: a Festa de São Tiago e a dedicada a Nossa Senhora da Liberação. É em Felgueira que existe um dos restaurantes mais recomendados da região, o Mira Freita, com uma gastronomia tipicamente serrana. Aqui poderá saborear vitela assada no forno a lenha, cabrito assado na brasa, ou o famoso “cozido da velha”, entre muitas outras iguarias.

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