Horas  6 horas 37 minutos

Coordenadas 1475

Uploaded 2 de Dezembro de 2018

Recorded Dezembro 2018

-
-
120 m
25 m
0
3,7
7,4
14,85 km

Visualizado 201 vezes, baixado 11 vezes

próximo a Póvoa, Leiria (Portugal)

- trilho sem marcações, por caminhos de pé posto e de serventia a pomares, no sopé da serra de Aires e Candeeiros;
- com início e fim na Travessa da Várzea Redonda (terreno privado), com passagem pelas povoações de Cós, Alpedriz e Montes, Capela de Santa Rita e Mosteiro de Santa Maria de Coz;
- este trilho é, de uma forma geral, muito acessível e de fácil progressão. No entanto, a sua classificação de DIFÍCIL deve-se às passagens, entre os kms 3,7 a 4,2 (encosta sobre o rio da Areia) e kms 10,3 a 11 ("Amazônia" de Cós), cujos terrenos calcários barrentos, inclinados, conjugados com uma vegetação densa e húmida, tornam estes dois trajetos muito perigosos e fisicamente exigentes, aconselhando-se uma progressão TÉCNICA muito atenta e cuidadosa.

- CÓS
Cós ou Coz é uma freguesia portuguesa do concelho de Alcobaça. Reza alguma História que sete séculos antes de Cristo, terão fundado os fenícios, próximo de Alcobaça, uma colónia a que deram o nome de Cós, em memória da ilha com o nome de Kos, de que então eram senhores, pertencente ao arquipélago de Esporádes, nas proximidades das costas da Ásia Menor. Extractos de Coz Minor et Maior:
"A região de Alcobaça não se encontrava despovoada quando, em 1147 ou 1148. passou para o “lado cristão". Há vestígios de povoações pre-históricas, romanas e pós-romanas em Cós. O primeiro historiador a defender um contínuo povoamento pré-Cister da região alcobaciana, de uma forma clara. foi Frei António Brandão, na Terceira Parte da Monarquia Lusitana. Em geral os cronistas de Alcobaça, por razões que facilmente se percebem, foram acérrimos defensores de uma terra deserta que pela primeira vez depois de muitos anos o trabalho dos monges e a sua visão colonizadora povoaram e fizeram frutificar. Boa parte dos camponeses muçulmanos teriam fugido diante do avanço dos guerreiros cristãos. mas alguns se teriam mantido na região, em zonas de mais difícil acesso e longe dos caminhos dos exércitos. A toponimia da zona aponta para algo mais do que simples camponeses cultivando clareiras isoladas na extensa floresta de pinheiros, carvalhos e castanheiros que cobria boa parte da terra alcobacense. Não de excluir que o próprio topónimo "Cós" possa ter uma origem árabe, se aceitarmos que poderá derivar de “al-qos” que significaria "célula de ermita” e adapta-se perfeitamente a um indício referido da existência de um lugar chamado Monasterrum, nas proximidades da Póvoa de Cós. A primitiva Cós localizava-se na actual Póvoa de Cós. que conservou o seu nome até aos nossos dias. O termo “Póvoa” não faria parte do topónimo. mas designaria apenas a "Condição" da pequena localidade. que não poderia ser considerada vila como Aljubarrota por exemplo. Talvez mesmo para o lugar onde teria existido o referido "Mosteiro" da primitiva toponimia, que poderia não passar de restos do que tinha sido uma primitiva comunidade cenobitica (ou uma simples céluia eremitica. como sugere o topónimo árabe, transformada em local de culto. Junto se teria edificado mais tarde a igreia de Santa Eufémia. O templo parece só ter sido construído em 1248, com autorização do bispo de Lisboa, D. Aires Vasques. Junto a Póvoa de Cós apareceram vestígios pre-históricos, romanos e pos-romanos. o que pode sugerir que esse local foi escolhido desde muito cedo para a fixação da populações, sendo a actual Cós um polo só activado mais tarde."
Cós era um dos coutos de Alcobaça, tal como resulta do foral da vila de 1514, recebido do Rei D. Manuel I. Como toda a região de Alcobaça, esteve durante muito tempo sob a influência dos monges cistercienses, baseados no Mosteiro de Alcobaça. Foi sede de concelho até ao início do século XIX. O antigo município era constituído apenas pela freguesia da vila e tinha, em 1801, 753 habitantes.
- ERMIDA DE SANTA RITA A Ermida do Bom Jesus do Calvário de Cós, vulgarmente chamada de Capela de Santa Rita, situa-se num monte a 600m da localidade, com uma bela vista sobre toda a área em redor. O nome original, de Bom Jesus do Calvário, foi-lhe atribuído no séc. XVII por um monge de Alcobaça. Na "Memória" do Padre João de São Paio de Freitas, de 20 de maio de 1758, podemos ler: "Tem mais esta Vila e Freguesia a Ermida do Bom Jesus do Calvário, sita defronte da mesma Vila e do Mosteiro dela para a parte do Norte, em um Monte tão alto e vistoso, que dele se descobre o Mar, e muitas légua de terra, para a parte do Sul, Nascente e Poente. Tem no Altar-Maior a Imagem do Milagroso Bom Jesus, e nos colaterais, em um deles a de Nossa Senhora da Piedade, muito pia e devota, e em outro a Imagem da Gloriosa Santa Rita, e outras mais Imagens de Santos e Santas, todas muito pias e devotas." Segundo a tradição, uma religiosa do Convento de Cós, ou uma criada do Mosteiro, viu no cimo do monte uma luz. Dirigindo-se a esse local viu uma cruz levantada da terra, que levou para o mosteiro. No entanto essa cruz voltaria misteriosamente para o local onde apareceu, onde está agora a capela, tendo-se repetido este facto alguma vezes. Tal como em muitos outros casos, estas aparições deram lugar à construção da capela, ou ermida, e à consequente peregrinação. Existe uma Via Sacra que inicia na localidade e sobe até esta Capela do Calvário. O terramoto de 1755 destruiu grande parte do mosteiro, no entanto esta capela foi poupada, ficando sem estragos.
- MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE CÓS Este Mosteiro foi fundado no século XIII durante o Abaciato de Frei Fernando, que patrocinou a edificação daquele que viria a ser um dos mais importantes mosteiros femininos da Ordem de Cister. Foi no reinado de D. Manuel I que ocorreram as obras de maior envergadura. No entanto, a estrutura actual provém dos trabalhos realizados durante a última metade do século XVII. Na fachada evidencia-se o portal datado de 1671 e as esculturas das grandes figuras da Ordem de Cister (São Bento e São Bernardo). O interior obedece à gramática estilística do primeiro barroco português. A capela-mor foi concluída em 1675 e, no ano seguinte, procedeu-se à montagem do altar de talha dourada. A igreja é totalmente revestida de azulejos de padrão e figuras avulsas dos finais do século XVI e inícios do século XVII. Evidencia-se ainda o belíssimo cadeiral de talha do coro das monjas.

Comentários

    You can or this trail