Horas  8 horas 37 minutos

Coordenadas 3154

Uploaded 17 de Novembro de 2019

Recorded Novembro 2019

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877 m
316 m
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6,0
12
24,04 km

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próximo a Cabeça, Guarda (Portugal)

- Trilho circular não oficial, com marcações apenas nos troços correspondentes aos vários PRs com que vai coincidindo, com início e fim junto à Igreja de Nossa Senhora a Divina Pastora, na aldeia de Cabeça, Seia, no Parque Natural da Serra da Estrela;
- Este trilho desenvolve-se essencialmente por estradões florestais, caminhos serranos e rurais e acompanha várias levadas ao longo do Vale da Ribeira de Loriga;
- Não sendo um trilho oficial, pois foi desenhado para percorrer um conjunto de Poços da Broca, coincide com 3 Percursos oficiais do concelho de Seia, mais concretamente o PR2 SEI - Rota da Ribeira de Loriga, PR3 SEI - Rota dos Socalcos, PR13 SEI - Rota da Ribeira de Alvoco e GR22 - Grande Travessia das Aldeias Históricas de Portugal;
- Neste trilho percorre-se um conjunto de pontos de referência, tais como o Poço da Broca de Aguincho, Poço da Broca de Fradigas, Poço da Broca de Barriosa e Poço da Broca de Muro, assim como algumas povoações serranas, mais concretamente: aldeias de Cabeça, Fontão, Aguincho, Fradigas, Barriosa, Muro e Casal do Rei;
- Todo este percurso é fantástico, quer pela beleza imponente dos vários vales encaixados nas franjas da Serra da Estrela, quer pelo serpentear dos ribeiros nas encostas, passando pelas aldeias típicas da serra e, claro está, as incríveis e imponentes quedas de água dos vários Poços da Broca... um trilho belíssimo!;
- Trilho com características moderadas do ponto de vista físico, tendo em conta a sua extensão, as várias levadas que se percorrem assim como pelos declives que se têm que transpor.

AVISO: este trilho apenas deve ser realizado com tempo seco, pois as características do terreno tornam-no muito escorregadio e extremamente perigoso se este estiver molhado. Outro fator a ter em conta são as várias levadas que se percorrem e que estão a precisar urgentemente de manutenção. Existem muitas partes em risco de derrocada e outras apresentam perigo de queda para quem sofra de vertigens.


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SERRA DA ESTRELA
A Serra da Estrela, situada na região do Centro (Região das Beiras), designa a cadeia montanhosa onde se encontram as maiores altitudes de Portugal Continental. O seu ponto mais elevado, com 1993 metros de altitude e denominado Torre, torna-a na segunda montanha mais alta de Portugal (apenas a Montanha do Pico, nos Açores, a supera em 358 metros). Faz parte da mais vasta cordilheira denominada Sistema Central, no subsistema designado como sistema montanhoso Montejunto-Estrela, que se desenvolve no sentido sudoeste-nordeste desde a serra de Montejunto, e o seu cume-pai é o Pico de Almançor. A serra da Estrela é uma zona de paisagem integrada no Parque Natural da Serra da Estrela, que após a sua constituição em 16 de Julho de 1976 se instituiu como a maior área protegida em solo português. Além da neve, da fauna e flora extraordinárias, o viajante é também atraído pela orografia de proporções colossais bem como pela riqueza humana, cultural, histórica e gastronómica da região. A Serra é também rica do ponto de vista hidrológico, pois deste maciço escorrem numerosas linhas de água. Três rios nascem na Serra da Estrela: o Rio Mondego; o Rio Zêzere (que 200 Km a jusante é tributário do Rio Tejo) e o Rio Alva (que tributa ao Rio Mondego, nascido da mesma Serra). Beneficiam as três maiores bacias hidrográficas do país: Douro, Mondego e Tejo - e sem que se apercebam, todos os dias, os habitantes de Lisboa, Porto e Coimbra usufruem e dependem da água proveniente da Serra da Estrela. Julga-se que a serra da Estrela corresponda à elevação a que os tratadistas romanos da Antiguidade chamavam de Montes Hermínios (Herminius Mons) ou "Montes de Hermes" (deus greco-latino dos pastores, também conhecido por Mercúrio). Esta região terá sido o berço do guerreiro lusitano Viriato, sendo as povoações de Loriga e Folgosinho as principais candidatas. É descrita em 1677 no livro "Epitome das Histórias Portuguesas": "Habitada pelos povos Hermínios dos vales profundos, encostas e picos do Monte Hermininio. Seu nome moderno, Serra da Estrela, deduz-se de uma rocha que superior a todas, termina no modo como a rocha pinta as estrelas. A associação desta serra a uma estrela pode remontar à pré-história. Investigações Arqueológicas permitiram reconstruir uma imagem da vida no quinto milénio a.C, no Neolítico antigo, quando pequenas comunidades sobreviviam à base da caça e da recoleção, a recolha de bolota e outros frutos, e pastorícia migratória. Esta última sugere que estes "pastores" passariam os meses quentes nos pastos altos da Serra da Estrela, e o inverno nas cotas menos elevadas dos vales dos rios. A importância da Serra da Estrela na cultura Neolítica das Beiras pode ser observada na descoberta de Monumentos megalíticos do vale do Rio Mondego, em particular no Carregal do Sal, onde foram predominantemente construídos de modo a permitir que a Serra pudesse ser vista do interior das suas câmaras. Encontram-se também vestígios do Megalitismo, do período Calcolítico, nas margens do Rio Alva. Ao mesmo tempo, a estrela Aldebaran, a mais brilhante da constelação do Touro, nasceria sobre a Serra. O seu nascer, na alvorada, aconteceria em finais de Abril, inícios de Maio e este evento poderia ter sido usado para marcar a transição para climas mais quentes e, portanto, para os pastos da Serra da Estrela. Esta narrativa proveniente dos registos arqueológicos encontra-se no entanto bastante próxima das lendas e mitos que explicam o nome da serra.

PR2 SEI - ROTA DA RIBEIRA DE LORIGA
Tipo de percurso: pequena rota linear
Sentido recomendado: descendente
Início do percurso: Loriga (largo da Carreira)
Coordenadas de início: N 40° 19.531’ / W 07° 41.382’
Fim do percurso: Vide (Igreja Matriz)
Coordenadas de fim: N 40° 17.664’ / W 07° 47.056’
Distância: 16,830 km
Desníveis acumulados : + 805 m / - 1282 m
Altitudes: mín. – 292 m / máx. - 768 m
Duração aproximada: 5h 30m
Grau de dificuldade: IV - difícil
Época recomendada: todo ano
Cartas militares (IGEOE / 1:25000) n.o: 222, 223, 233
A rota da Ribeira de Loriga desenvolve-se num vale encaixado, atraves- sado pela ribeira de Loriga, que faz a ligação entre Loriga e Vide. O percurso abrange uma paisagem dominada por bosques, matos e campos em socalcos, seguindo por veredas antigas e acompanhando, numa grande extensão, uma das mais extensas redes de levadas de rega da serra da Estrela. Nos locais mais inacessíveis, persistem núcleos de azinheiras, azereiros e azevinhos, relíquias da vegetação natural deste vale. Na ribeira a erosão modelou cavidades de grandes dimensões, designadas de marmitas de gigante. No Serapitel e no Muro, em meandros apertados, foram abertos canais para desvio da ribeira e aproveitamento dos terrenos drenados. Datadas de há cerca de 200 anos, estas obras, conhecidas como poços de broca, resultaram na formação de imponentes quedas de água.

PR3 SEI - ROTA DOS SOCALCOS
Tipo de percurso: pequena rota circular
Sentido recomendado: horário
Início / fim do percurso: Cabeça (Igreja Matriz)
Coordenadas de início / fim: N 40° 19.174’ / W 07° 44.119’
Distância: 2,830 km
Desníveis acumulados: +197m / -197m
Altitudes: mín. 400 m / máx. 522 m
Duração aproximada: 1h 45m
Grau de dificuldade: II - fácil
Época recomendada: todo o ano
Carta militar (IGEOE / 1:25000) n.o: 223
A rota dos Socalcos desenvolve-se na envolvente da aldeia da Cabeça, num vale de vertentes abruptas e de marcado carácter rural. Na aldeia, alojada no topo de um cabeço sobranceiro à ribeira de Loriga, o casario tradicional constitui um dos melhores exemplos de uma povoação de traça típica em xisto, na serra da Estrela. No trajeto, percorrem-se áreas de socalcos e, nas margens da ribeira, sobressaem bosquetes de azereiros e azevinhos, testemunhos da vegetação natural do vale em épocas anteriores ao último período glaciário.

PR13 SEI - ROTA DA RIBEIRA DE ALVOCO
Tipo de percurso: pequena rota linear
Sentido recomendado: descendente
Início do percurso: Alvoco da Serra (capela de Sto. António)
Coordenadas de início: N 40o 17.690’ / W 07o 40.277’
Fim do percurso: Vide (Igreja Matriz)
Coordenadas de fim: N 40° 17.664’ / W 07° 47.056’
Distância: 17,095 km + 4,760 km (derivação de Vasco Esteves de Cima)
Desnível acumulado : +214 m / -587 m (exclui derivação de Vasco Esteves de Cima)
Altitudes: mín. 292 m / máx. 682 m
Duração aproximada: 6h 30m
Grau de dificuldade: IV - difícil
Época recomendada: todo ano
Cartas militares (IGEOE / 1:25000) n.o: 222, 233, 234
A rota da Ribeira de Alvoco desenvolve-se num vale extenso e sinuoso, acompanhando, numa grande extensão, um caminho que no passado era a principal ligação entre as povoações dispersas ao longo do vale. A paisagem apresenta-se dominada por pinhais, matos e áreas agrícolas. São inúmeros os testemunhos que atestam o carácter agro-pastoril deste vale. Assinalam-se os aluviões cultivados que bordejam as ribeiras e os terrenos dispostos em socalcos, o lagar de vara da Barroca Escura, os poços de broca, as levadas e os muros de pedra para proteção dos campos agrícolas das cheias. Nas margens da ribeira merecem referência, ainda, bosquetes de azereiro e azevinho que se destacam pela exuberância da sua folhagem e pela biodiversidade que suportam.

GR22 - GRANDE ROTA DAS ALDEIAS HISTÓRICAS DE PORTUGAL
Natureza em estado selvagem. Castelos medievais. Lugares repletos de lendas, sabores e tradições. A pé ou de bicicleta siga a Grande Rota das Aldeias Históricas de Portugal e descubra este magnífico traçado que, com cerca de 600km, une todas as 12 aldeias. Para os aventureiros em duas rodas, a GR22 é o percurso por que sempre sonharam. Uma rota imensamente variada, sem igual no mundo, com caminhos que atravessam serras, planícies, paisagens agrícolas, zonas ribeirinhas, parques naturais e reservas protegidas, aventurar-se pelo território das Aldeias Históricas de Portugal em bicicleta não podia ser mais emocionante. Grande parte do trajeto coincide com a vertente walking, no entanto, existem alternativas cicláveis que oferecem novas perspetivas para descobrir a história, o património e a natureza do território. Homologada e classificada como Grande Travessia a nível nacional, a GR22 dispõe ao longo da sua extensão de uma rede de Centros BTT e Bikotels que garantem serviços de apoio exigidos pelos amantes de bicicletas.
Arquitetura religiosa

Igreja de Nossa Senhora a Divina Pastora

Ponte

Ponte sobre Ribeira de Loriga

Waypoint

Levada

Ruínas

Aldeia em ruínas

panorama

Miradouro natural

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Linha de água

Arquitetura religiosa

Capela Nossa Senhora da Ajuda (fonte)

Ponte

Ponte sobre Ribeira de Fontão

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Fontão

Surgida no século XVI, , a aldeia de Fontão de Loriga foi fundada por uma família de pastores e agricultores que escolheram aquele local aprazível para se fixar. Nossa Senhora da Ajuda é a Padroeira de Fontão de Loriga, orago da capela local, e as festas em sua honra realizam-se anualmente no segundo domingo de Agosto. A aldeia de xisto do Fontão não tem tido a divulgação que outras aldeias com as mesmas características têm tido. Como resultado, por isso esa aldeia não é conhecida. Esta pequena aldeia tem apenas seis habitantes. Visitar a aldeia de Fontão de Loriga é uma verdadeira aventura de regresso ao passado: casas típicas com paredes e telhados de xisto, ruas estreitas em degraus, tudo rodeado de quintas em socalcos num pequeno vale verdejante e soalheiro! Fontão tem cerca de 25 casas, quase todas em xisto, está isolada num vale profundo a 5 km da estrada principal e a 8 km de Loriga, no concelho de Seia.
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Aguincho

Situada em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, bem perto da Torre (em linha recta), na margem direita da Ribeira de Alvoco, fica a aldeia de Aguincho. É a mais distante e menos populosa aldeia da freguesia de Alvoco da Serra, de que dista 8 km, e a que permaneceu quase inacessível por carro até há poucos anos. Estima-se que a origem do povoamento de Alvoco da Serra poderá recuar até à Idade do Bronze, devido à descoberta de pinturas rupestres nas encostas das ribeiras de Alvôco e do Piódão. Quanto ao Aguincho, sabe-se, desde 1884, que os Romanos passaram por ali, porque se descobriu no sítio da Barroca do Galego um tesouro de denários republicanos. Desconhece-se a sua toponímia, mas sabe-se que até ao século XVIII apenas havia referência nos registos de baptizados ao Pavão, lugar que fica nas imediações do Aguincho. Todavia, a capela, inicialmente dedicada a S. Domingos - talvez pelo facto de o Barão de S. Domingos e Alvito ali ter construído uma quinta de recreio repleta de estátuas de bronze que a população carinhosamente chamava de «santos negros» –, foi construída em 1726, tendo sido reconstruída já em pleno século XX. Hoje, é dedicada à Nossa Senhora da Agonia, devido, dizem, a promessa feita por Mário Luís Freire à Santa. O Aguincho pouco mais tem para oferecer aos seus visitantes do que a sua fabulosa paisagem, marcada por socalcos feitos pelo homem para tornar a terra mais produtiva; a calma da água a correr na ribeira; o canto dos pássaros; a monumentalidade da água a cair na «Broca»; banhos refrescantes em águas límpidas e tranquilas; as trutas que habitam o viveiro e a serenidade regeneradora de dias tranquilos. Em rigor, o Aguincho oferece saúde e bem-estar.
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Panorâmica da Truticultura do Aguincho

Ponte

Ponte sobre Rio Alvoco

Queda de água

Poço da Broca de Aguincho

Existe ainda a dúvida se os belos Poços das Brocas foram realizados nos séculos XVIII e XIX para ganhar terrenos agrícolas, ou se foram obras de origem romana com objectivos de mineração. Para já não se sabe a resposta, embora a tradição popular afirme que se realizaram para ganhar terrenos agrícolas. O que se sabe é que nos vales de Loriga e Alvoco, as respectivas ribeiras contornam os meandros serpenteando e levando a vitalidade das águas cristalinas, oriundas do alto da Serra, aos montes, onde a vontade humana construiu dos mais belos conjuntos de socalcos. Em cinco desses meandros, ao que se crê, a acção e o engenho humano desviou o curso das ribeiras a fim de conquistar à natureza mais terrenos agrícolas. O desnível destes cortes formou belas cascatas e poços, os chamados Poços das Brocas. Vale bem a pena percorrer uma Rota pelos Poços das Brocas, a que o povo chama «cortes» ou «obras». No vale de Loriga, encontramos um Poço da Broca perto de Serapitel, no caminho entre Loriga e a aldeia de Cabeça, e outro na aldeia de Muro. No vale do Alvoco, há Poços em Aguincho, Frádigas e Barriosa.
Waypoint

Levada

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Frádigas

Frádigas é uma pequena aldeia , situada no extremo sudoeste no Parque Natural da Serra da Estrela e nas proximidade dos limites da Serra do Açor. É uma das 28 anexas da Freguesia de Vide, concelho de Seia.Fica localizada a uma altitude de 400 metros, na margem direita da Ribeira de Alvoco, afluente o Rio Alva. Localizada no fundo de uma encosta de um vale cavado pela Ribeira de Alvôco que nasce nas proximidades da Torre numa depressão glaciária a cerca de 1800 metros de altitude. A partir de Frádigas a ribeira de alvoco que desce abruptamente, começa a correr mais calma, verificando-se ainda inúmeras quedas de águas construidas pelo homem para roubarem terreno fértil ao rio, aqui denominados "POÇO DA BROCA", que a par dos socalcos agricolas "leiras" talhados em xisto como que varandas do rio, algumas levadas ainda utilizadas na irrigação dos campos, tornam todo o vale de Alvôco uma zona de extrema beleza paisagistica. É o local priveligiado para uns dias de descanso e encontro com a natureza. O ar puro, o silêncio, as águas cristalinas sem poluição, quer para banhos no verão quer para canoagem nos dias de maior caudal, aliados à boa gastronomia do cabrito, e da chanfana e trutas do rio, o bom vinho e jeropiga convidam a uma visita. O encontro com a população envelhecida, mas afável e acolhedora e de uma sabedoria ancestral , as festas popolares de verão são um motivo para uma visita a Frádigas.
Arquitetura religiosa

Igreja Nossa Senhora da Boa Sorte

Queda de água

Poço da Broca de Frádigas

Existe ainda a dúvida se os belos Poços das Brocas foram realizados nos séculos XVIII e XIX para ganhar terrenos agrícolas, ou se foram obras de origem romana com objectivos de mineração. Para já não se sabe a resposta, embora a tradição popular afirme que se realizaram para ganhar terrenos agrícolas. O que se sabe é que nos vales de Loriga e Alvoco, as respectivas ribeiras contornam os meandros serpenteando e levando a vitalidade das águas cristalinas, oriundas do alto da Serra, aos montes, onde a vontade humana construiu dos mais belos conjuntos de socalcos. Em cinco desses meandros, ao que se crê, a acção e o engenho humano desviou o curso das ribeiras a fim de conquistar à natureza mais terrenos agrícolas. O desnível destes cortes formou belas cascatas e poços, os chamados Poços das Brocas. Vale bem a pena percorrer uma Rota pelos Poços das Brocas, a que o povo chama «cortes» ou «obras». No vale de Loriga, encontramos um Poço da Broca perto de Serapitel, no caminho entre Loriga e a aldeia de Cabeça, e outro na aldeia de Muro. No vale do Alvoco, há Poços em Aguincho, Frádigas e Barriosa.
Waypoint

Levada

Ponte

Ponte medieval

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Barriosa

Barriosa é uma aldeia situada na freguesia de Vide no concelho de Seia. Esta aldeia é banhada pelo rio Alvôco e encontra-se perto da Serra da Estrela, num lugar paradisíaco, com belas cascatas de água, açudes e uma magnífica praia fluvial. Perto da aldeia encontra-se um ícone seu, o Poço da Broca que, no inverno, o rio Alvôco faz com que se proporcione uma bela queda de água.
Queda de água

Poço da Broca de Barriosa

Existe ainda a dúvida se os belos Poços das Brocas foram realizados nos séculos XVIII e XIX para ganhar terrenos agrícolas, ou se foram obras de origem romana com objectivos de mineração. Para já não se sabe a resposta, embora a tradição popular afirme que se realizaram para ganhar terrenos agrícolas. O que se sabe é que nos vales de Loriga e Alvoco, as respectivas ribeiras contornam os meandros serpenteando e levando a vitalidade das águas cristalinas, oriundas do alto da Serra, aos montes, onde a vontade humana construiu dos mais belos conjuntos de socalcos. Em cinco desses meandros, ao que se crê, a acção e o engenho humano desviou o curso das ribeiras a fim de conquistar à natureza mais terrenos agrícolas. O desnível destes cortes formou belas cascatas e poços, os chamados Poços das Brocas. Vale bem a pena percorrer uma Rota pelos Poços das Brocas, a que o povo chama «cortes» ou «obras». No vale de Loriga, encontramos um Poço da Broca perto de Serapitel, no caminho entre Loriga e a aldeia de Cabeça, e outro na aldeia de Muro. No vale do Alvoco, há Poços em Aguincho, Frádigas e Barriosa.
Ponte

Ponte sobre Rio Alvoco

Queda de água

Poço da Broca de Muro

Existe ainda a dúvida se os belos Poços das Brocas foram realizados nos séculos XVIII e XIX para ganhar terrenos agrícolas, ou se foram obras de origem romana com objectivos de mineração. Para já não se sabe a resposta, embora a tradição popular afirme que se realizaram para ganhar terrenos agrícolas. O que se sabe é que nos vales de Loriga e Alvoco, as respectivas ribeiras contornam os meandros serpenteando e levando a vitalidade das águas cristalinas, oriundas do alto da Serra, aos montes, onde a vontade humana construiu dos mais belos conjuntos de socalcos. Em cinco desses meandros, ao que se crê, a acção e o engenho humano desviou o curso das ribeiras a fim de conquistar à natureza mais terrenos agrícolas. O desnível destes cortes formou belas cascatas e poços, os chamados Poços das Brocas. Vale bem a pena percorrer uma Rota pelos Poços das Brocas, a que o povo chama «cortes» ou «obras». No vale de Loriga, encontramos um Poço da Broca perto de Serapitel, no caminho entre Loriga e a aldeia de Cabeça, e outro na aldeia de Muro. No vale do Alvoco, há Poços em Aguincho, Frádigas e Barriosa.
Ponte

Ponte sobre Ribeira de Loriga

Waypoint

Muro

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Casal do Rei

Povoação localizada na freguesia de Vide, na encosta norte da ribeira de Loriga, entre os contrafortes da Estrela e do Açor. Trata-se de uma das mais típicas aldeias em xisto do Parque Natural da Serra da Estrela. Nas imediações existe uma mata com vestígios de vegetação primitiva. Destaque para o lagar de azeite, os açudes, o moinho e as levadas. O queijo da serra e os enchidos fazem parte da riqueza gastronómica da região, a par do cabrito assado, da truta de escabeche e da truta salmonada.
Building of interest

Moinho

Waypoint

Levada

Ponte

Ponte do Porto (Ribeira das Forcadas)

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Cabeça

A aldeia da Cabeça, encravada num vale de vertentes encaixadas dominadas pelo xisto, situa-se no topo de um cabeço granítico, encontrando-se particularmente bem adaptada à orografia local. O núcleo habitacional antigo estrutura-se em redor da igreja de São Romão, antiga igreja paroquial, ao longo de duas ruas principais concêntricas, interligadas entre si por escadinhas e ruelas estreitas. A maioria das casas foi construída em pedra de xisto e muitas ainda mantêm a tradicional cobertura de lousa, formando um conjunto que constitui um dos melhores exemplos de uma povoação de traça típica em xisto na serra da Estrela. Na envolvente da povoação, em vertentes de declive acentuado, ao longo de séculos, foram construidas amplas áreas de socalcos, com vista ao cultivo de terras que se afiguravam pouco adequadas a essa função. Estas estruturas foram erigidas segundo as curvas de nível, sendo o solo suportado por muros em xisto ou granito, consoante a litologia dominante no local de implantação. O espaço agrário caracteriza-se pela fragmentação da propriedade em pequenas parcelas, dedicadas na sua maioria ao cultivo de produtos hortícolas, árvores de fruto e olival. Revelador do carácter inovador e dinamismo dos seus habitantes, em 2007, a Cabeça foi a primeira freguesia no país a proporcionar o acesso livre à internet por wireless. Já no ano de 2011, recebeu o título de 1ª Aldeia LED de Portugal, por ter sido a primeira aldeia a adotar a tecnologia LED na iluminação pública. Desde 2013, durante as celebrações de Natal, as gentes da aldeia empenham-se em organizar Cabeça – Aldeia Natal, muito contribuindo para o êxito destas festas as decorações criadas com materiais naturais recolhidos nos campos em redor da aldeia.

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