Tempo em movimento  4 horas 58 minutos

Horas  6 horas 46 minutos

Coordenadas 2411

Uploaded 11 de Maio de 2019

Recorded Maio 2019

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1.005 m
432 m
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3,3
6,6
13,17 km

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próximo a Porta Cova, Viana do Castelo (Portugal)

Trilho de montanha muito bonito. Aconselhamos a que seja feito no sentido correcto - ir em direção à Branda do Furado e não à Branda de Castribô, ou seja na bifurcação, optar pelo sentido NNE 22° magnéticos e não SE 145° magnéticos. É mais prazenteiro.

O Trilho do Glaciar e do Alto Vez é um percurso pedestre denominado de Pequena Rota (PR), cuja marcação e sinalização cumprem as directrizes internacionais.

Este percurso localiza-se na vertente norte da Serra da Peneda, no extremo noroeste do concelho de montanha de Arcos de Valdevez e envolve o território da freguesia de Sistelo, percorrendo parte do lugar de Porta Cova.

Partindo do local de estacionamento junto à pitoresca aldeia, seguimos pela estrada até ao rio com o mesmo nome. À medida que caminhamos, vamos observando diversos elementos paisagísticos de singular beleza que contribuem para o enriquecimento patrimonial desta região de montanha. Destaca-se o monumental complexo, agro-silvo-pastoril constituído pelos núcleos habitacionais, socalcos, regadios, espigueiros, eiras e calçadas, um dos mais importantes de toda a Europa. Percorrendo o carreteiro, assim designado por aí passarem os carros de bois, podemos observar as estranhas formas geológicas dos blocos graníticos que envolvem a paisagem -o trilho e toda a sua envolvente são ocupados por dois tipos de rochas graníticas: o Granito da Serra Amarela e o Granito de Extremo. Pouco-a-pouco, entramos no Vale Glaciar da Serra da Peneda. Por este, passou um antigo glaciar, extinto há milhares de anos, que foi formado por enormes massas de gelo, que por gravidade se deslocavam lentamente, moldando a superfície da montanha, formando os característicos vales em U.
Os materiais arrastados pelo glaciar acumulavam-se em depósitos alinhados designados por moreias. Maioritariamente na margem direita do Rio Vez, com uma aparência facetada e polida, os blocos erráticos destacam-se na paisagem, grandes blocos graníticos arrastados e depositados pelo glaciar ao longo do seu percurso. O riquíssimo e diversificado número de vestígios geomorfológicos do Período Glaciar, aqui existentes contribuiram para a formação duma paisagem única e de beleza ímpar. Depois de passarmos a Branda do Furado, onde é possível observar xistos, rochas metassedimentares, continuamos a subir pelo caminho lajeado, para chegarmos à Chã, onde podemos observar uma vasta área da paisagem alto minhota. Passado algum tempo, alcançamos um complexo de brandas de cultivo – Branda Outeiro Gordo, Branda Costa do Salgueiro e a Branda da Lapinheira -, constituídas por pequenos conjuntos de edificações dispersas e pequenos campos, para seguirmos ao encontro da Branda de Crastibô, também de cultivo. Esta branda, hoje praticamente abandonada, encontra-se num espaço de singular beleza, rodeada por pastagens de montanha, constitui um excelente abrigo para homens e animais. Deixando para trás a branda, continuamos a nossa jornada, por um percurso, bordeado por manchas de carvalho-alvarinho (Quercus robur).

Por fim reencontramos o lugar de Porta Cova, precisamente o local onde teve início este trilho pelo Glaciar e pelo Alto Vez.

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