Horas  8 horas 27 minutos

Coordenadas 2110

Uploaded 6 de Janeiro de 2019

Recorded Janeiro 2019

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1.110 m
362 m
0
4,4
8,8
17,63 km

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próximo a Fafião, Vila Real (Portugal)

FOTOS DESTA E DE OUTRAS TRILHAS EM ”CAMINHANTES"

Os Caminhantes voltam ao coração do Gerês e desta vez para percorrer os baldios de Fafião, subindo à serra em direção aos currais e cabanas usados nos meses da vezeira.

As cabanas, pequenos abrigos espalhados pelos montes, servem de pernoita aos pastores nos meses de vezeira. Estas são construídas maioritariamente, em pedra, possuindo diversas variantes, conforme a época em que foram construídas. Muitas vezes, na sua construção, é aproveitada a natureza do terreno (elevação, pedras grandes ou rochas para uma parede).

A Vezeira consiste na junção dos rebanhos duma aldeia para serem pastorados em terrenos comuns, badios. É baseada no agrupamento dos proprietários de gado, seguindo regras de funcionamento comunitário, transmitidas de geração em geração. O papel principal de todos os membros da vezeira é conduzir o rebanho á vez.

A Vezeira das vacas
A associação desta vezeira é constituída pelos representantes das famílias envolvidas. A vezeira é regida por regras específicas, efetuada em Maio e Setembro, utilizando em comum os terrenos baldios da serra e o touro de cobrição. Um participante deverá guardar um número de vezes aproximadamente proporcional ao número de cabeças que possui. No caso de Fafião, dois bovinos correspondem a um dia a guardar o rebanho num sistema rotativo. No caso, de possuir, por exemplo, três cabeças e gado, deverá num ciclo guardar uma vez e no ciclo seguinte duas vezes chamado o “Pernão”. O número de rodas numa época, dependerá do número total de participantes e de cabeças de gado.
Os participantes que vão iniciar a guarda do gado deverão subir de tarde, de modo a que seja possível às pessoas que se encontram na serra descer à aldeia antes de anoitecer.

A Vezeira da rês
Cada proprietário deverá pastorear o gado caprino um número de dias proporcional aos seus efetivos. No caso da vezeira da rês, em Fafião, de 18 a 22 cabeças implicarão a obrigação de guardar um dia durante o período total. Se um proprietário possuir apenas 10 cabras, irá uma vez numa circulação, ficando dispensado no período seguinte.
O pastor, normalmente acompanhado por um cão, volta ao fim do dia, com o rebanho para a aldeia. Nos meses de Verão, a partir do primeiro dia de Junho, os animais, após o dia de pastagem, pernoitam na serra num curral bem cercado. Quanto ao pastor, volta para passar a noite na aldeia.

Descrição do trilho
O trilho tem inicio na aldeia de fafião, freguesia de Cabril, concelho de Montalegre, é parte integrante do Parque Nacional Peneda - Gerês (PNPG). É considerado de elevado grau de dificuldade, quer pela distância a percorrer, aproximadamente 18 quilómetros, quer pelos desníveis do percurso, desde 360 metros aos 1110 metros de altitude.
Saindo do povoado, seguimos pela estrada que liga a aldeia à Ermida até à ponte sobre o Rio Fafião/Toco, aqui cortamos à direita e iniciamos a acentuada subida em direção a Bicos Altos. Ao longo do percurso existe um conjunto espetacular e fantástico de formas graníticas, talvez do melhor do Gerês. Chegados à Cabana dos Bicos Altos aproveitamos para beber água fresca da sua fonte. Continuamos o trilho até ao mítico Prado e Cabana da Amarela, onde fizemos a paragem de almoço.

Almoço feito, retomamos caminho em direção ao Vale do Rio Laço, que percorremos até à sua Cabana-Abrigo, continuamos pela margem do Rio Laço até ao Prado e Cabana da Touça. Incrível a sua localização: confluência do Rio Laço, Rio da Touga e Corga do Salgueiro, local estratégico e arrebatador. Seguimos daí até à albufeira de Porto da Lage. Local de extrema beleza paisagística. Depois foi contornar a represa, logo a seguir do nosso lado direito o Abrigo da Choupana. Agora o trilho ganha contornos de aventura de alta montanha, dobram-se encostas, desafiam-se vertigens, sempre na companhia do Rio Fafião/Toco, no minúsculo trilho da encosta da montanha. ALERTA: este troço não deve ser feito em dias de chuva ou mesmo de chuva na semana anterior, pois é feito sobre muita rocha íngreme que molhada constitui um sério perigo!

Chegados ao caminho florestal foi seguir encosta abaixo até à aldeia de Fafião local onde terminamos este magnífico trilho de paisagens deslumbrantes e emoções fortes!

OBSERVAÇÕES:
- Trilho inserido no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), não carece de autorização prévia do ICNF para grupos até 10 caminhantes.
- Percurso não sinalizado, existem mariolas mas levam para diferentes trilhos, aconselha-se o uso de GPS.
- O trilho é belíssimo, um dos mais belos do Gerês, com paisagens deslumbrantes que mais parecem terem sido desenhadas. É um daqueles trilhos que provoca enormes emoções, que prende os sentidos, que nos faz querer ansiosamente dobrar cada encosta.
- É um trilho difícil, principalmente para os menos habituados devido à sua extensão e fortes declives, para quem não estiver preparado fisicamente pode ser uma experiência dolorosa, daí classificar-mos como difícil.
- Este trilho não deve ser feito em dias de chuva ou mesmo de chuva nos dias anteriores, pois é feito sobre muita rocha íngreme que molhada constitui um sério perigo!


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A equipa Caminhantes

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