Horas  2 dias 5 horas 15 minutos

Coordenadas 7024

Uploaded 4 de Agosto de 2017

Recorded Agosto 2017

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  • Information

     
  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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2.800 m
1.517 m
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7,6
15
30,58 km

Visualizado 4111 vezes, baixado 434 vezes

próximo a Lamins, Minas Gerais (Brazil)

Sentido tradicional, saindo da Toca do Lobo (Passa Quatro-MG) e chegada às margens da BR-354 (Itamonte-MG). Caminhada feita em três dias, com pernoite na base da Pedra da Mina e no pico Três Estados.

LOGÍSTICA:
Quatro localidades podem ser consideradas como base para a Serra Fina: Passa Quatro, Itanhandu, Itamonte e Santana do Capivari (Pouso Alto-MG). Qualquer seja o transporte escolhido para chegar a essas localidades, é preciso combinar transfer para o início e fim da travessia, já que as extremidades da travessia não são acessíveis por transporte público.

O início atual da trilha, Fazenda Santa Amélia, está a cerca de 9km do bairro de Pinheirinhos (Passa Quatro-MG). O acesso é por estrada de terra em condições medianas. Em períodos chuvosos a estrada pode estar inacessível para veículos de passeio e/ou vans.

O término da travessia, Sítio do Pierre, fica às margens da rodovia BR-354, a cerca de 17km de Itamonte. Segundo moradores locais, ônibus de linha não trafegam nessa rodovia.

A minha logística foi seguir de carro até Itanhandu, onde combinamos o transfer (ida e resgate) com uma amiga. Itanhandu fica no meio termo entre as extremidades da travessia, não demandando um longo deslocamento.

A TRAVESSIA:
A Serra Fina pode ser dividida em vários trechos, para facilitar, vou usar como base os dias de caminhada.

1º dia:
Subida suave a moderada até a Toca do Lobo, primeiro ponto de água. Depois começa uma subida pesada em meio a mata. O trecho até o Alto do Capim Amarelo alterna subidas e descidas muito acentuadas, com aclives mais longos, é claro. O segundo ponto de água fica na base do Quartzito, em um local à direita da trilha.
A subida final do Capim Amarelo é muitíssimo acentuada, em alguns trechos foram colocadas cordas e algumas escadinhas para facilitar a subida. O cume é relativamente grande e bem abrigado.
Depois do Alto Capim Amarelo, a trilha alterna subidas e descidas moderadas a difíceis, com pequenos trechos de escalaminhadas, sempre pela cumeada. Após a descida do Melano o relevo fica menos acidentado até o acampamento na base da Pedra da Mina. Um pouco antes da base há a terceira fonte de água da rota, nas nascentes do Rio Claro. O camping na base fica dentro de um capão de mata, bem abrigado do vento. Pequenos camundongos fazem companhia para os montanhistas. 14,2km.

2º dia:
A caminhada começa com a subida ao topo da Pedra da Mina, são 1,2km de subida moderada a difícil (sem cargueira ~30 minutos/com cargueira ~45 minutos). Após o ponto culminante da Serra da Mantiqueira, começa uma forte descida até o Vale do Ruah. O vale é relativamente plano, mas a dificuldade é passar entre os tufos de capim. Na saída do vale há o quarto ponto de água da rota, as nascentes do Rio Verde. Após o vale a trilha volta a alternar subidas e descidas, de moderadas a pesadas. O destaque fica por conta do visual do vale do Rio das Cruzes.
Após o Cupim de Boi, a trilha faz um forte mergulho ao fundo do vale e começa uma pesada subida até o pico Três Estados. O trecho final é bem íngreme e escorregadio.
O pico é bem abrigado e possibilita um belo visual do Parna Itatiaia, das cidades mineiras e fluminenses. 8km.

3º dia:
Pode ser dividido em duas partes. A primeira consiste em um contínuo sobe e desce, passando por três "pequenos" cumes antes do Alto dos Ivos. Depois do último pico, a trilha segue descendo pela cumeada até embrenhar na mata atlântica. Após trechos de descida forte, o relevo estabiliza e a trilha segue pela curva de nível de uma antiga estradinha. Na chegada ao Sítio do Pierre, a trilha vira realmente uma estradinha que segue até às margens da BR-354. Um pouco antes e logo depois do sítio estão as duas últimas fontes de água da travessia. 11km.

OBSERVAÇÕES:
> Travessia de respeito, recomendada para pessoas experientes no trekking e com bom condicionamento físico. Não recomendo como primeira travessia;

> Trilha bem batida como um todo, de fácil navegação e poucas bifurcações (com exceção dos trechos entre capins). O trecho Toca do Lobo x Pedra da Mina está melhor sinalizado, possuindo faixas reflexivas para caminhantes noturnos. Já Pedra da Mina x Sítio do Pierre existem alguns laços coloridos nas árvores e a presença de totens de pedra.

> Dentre as principais dificuldades da rota: aclives e declives contínuos e acentuados; escassez de água ao longo do trajeto; baixas temperaturas;

> Coleta de água para travessia de 3 dias:
Iniciei com 2,5L que me acompanharam ao longo do dia. Já próximo à base da Pedra da Mina fiz a reposição e finalizei com os 2,5L. No segundo dia, ao final do Vale do Ruah, enchi todos os recipientes, totalizando 4L. No terceiro dia, próximo ao Sítio do Pierre, coletei 1L de água pra finalizar a travessia.
>> Com os 4L do Vale do Ruah rolou de cozinhar arroz, escovar os dentes e beber um bocado de água durante a caminhada. E ainda cheguei no último ponto de abastecimento com cerca de 500ml de água.

> Ao longo da rota existem diversas áreas de acampamento, a maior parte está marcada no tracklog. Atenção: algumas são pequenas e não cabem mais que DUAS barracas;

> Sinal de celular em boa parte da travessia, principalmente nos cumes (Alto Capim Amarelo, Pedra da Mina, Três Estados, Alto dos Ivos, etc). Em alguns desses pontos somente a conexão de dados funciona, não sendo possível efetuar ligações (a não ser as de emergência);

> Noites de inverno realmente frias, quase sempre próximo aos 0ºC. Vista-se adequadamente e utilize equipamentos adequados, como isolantes térmicos de maior espessura e sacos de dormir para frio;

> Se fizer questão da pernoite na Pedra da Mina no 1º dia, comece a caminhada cedo, no MÁXIMO às 8:00.

> Atente-se para tomar as saídas certas no Capim Amarelo e no Três Estados. Há trilhas que se afastam da rota principal;

> Principalmente no Vale do Ruah, dificilmente será possível seguir fielmente este ou qualquer outro tracklog, em função das características do terreno e vegetação. Tenha em mente o rumo desejado, sempre acompanhando o Rio Verde pela margem direita;

> Na altura da Pedra da Mina, a única rota de fuga possível é pela trilha do Paiolinho. Trata-se de uma trilha que segue para o norte e com cerca de 9km de extensão. A descida é pesada e este trajeto leva em torno de 5/6 horas em condições normais;

> Vista-se adequadamente durante a caminhada: não ande com braços e pernas desprotegidos. A vegetação é rebelde em muitos trechos e pode acabar acontecendo pequenos cortes nas partes expostas;

> Evite transportar algo mais largo que a cargueira (tipo barraca, isolante térmico e outros penduricalhos na posição horizontal). A vegetação é bem fechada em alguns pontos e esses objetos acabam te freando. Atente-se também para o que está do lado de fora da cargueira, os bambuzinhos e capins podem acabar te "roubando";

> Tempo que levamos (incluindo paradas):
Toca do Lobo x Alto Capim Amarelo: 4h
Alto Capim Amarelo x Base Pedra da Mina: 4h50
Base Pedra da Mina x Três Estados: 6h40
Três Estados x BR-354: 5h

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2600m
2517m
Direita para Garganta do Registro
2655m
Manter à esquerda na saída

8 comentários

  • Foto de pedrovital

    pedrovital 20/ago/2017

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    No primeiro dia, maior parte do trajeto e maior parte da subida. Cansativo porém recompensador até o pico do Capim Amarelo. Da descida do Capim Amarelo até a base da Pedra da Mina, durou +/- 6h numa caminhada lenta devido à lesão de nosso companheiro(virou o tornozelo).
    Segundo dia mais leve, noite bem dormida e bem descansada. Vale do Ruah é maravilhoso! E a até o Pico dos Três Estados é tranquilo. Há umas partes que é possível aumentar o ritmo. A descida dos Três Estados é um recompensadora com a vista do Itatiaia.

    Fui com alguns quilos (2 a 3) a mais na mochila devido a inexperiência mas um amigo ajudou levando uma blusa volumosa no último dia. Recomendo racionar o uso da água e levar somente o necessário para evitar peso. (2L)

    Imersão na natureza e dores garantidas mas cada gota de suor vale a pena!

  • Foto de Hélio Jr

    Hélio Jr 21/ago/2017

    Olá pedrovital,
    que bom que deu tudo certo, fizeram em 2 dias? realmente a vista do Itatiaia compensa aquela descida puxada do Alto dos Ivos. e o peso a gente vai aprendendo com a experiência. rs

  • Foto de 8592mf

    8592mf 8/mar/2018

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    Muito boa! Rumo Andes!

  • Foto de stenanni

    stenanni 23/mai/2018

    Ótimo relato! no início do seu trajeto você viu algum ponto onde as pessoas deixam os carros estacionados? tem espaço pra isso? É seguro? Não li nenhum relato desse tipo. Aguardo Obrigada!

  • Foto de Hélio Jr

    Hélio Jr 23/mai/2018

    olá stenanni,

    bem no início do tracklog, no ponto "desembarque" tem um local onde as pessoas costumam deixar os carros. quando fui tinham quatro veículos estacionados lá e tinha espaço pra mais de 10, é uma área bem ampla.
    sobre segurança, se eu fizesse um ataque ao capim amarelo, deixaria meu carro lá. é um local "sem saída", acessado somente pelos poucos moradores locais e fica distante da cidade. além disso a estradinha não é tão boa, dá um certo trabalho pra chegar de carro de passeio. por via das dúvidas, vc pode consultar os moradores locais ou até mesmo ligar na delegacia local pra saber se tem alguma ocorrência de arrombamento/furto neste ponto, mas acredito que seja um ponto seguro

  • Foto de wandeco

    wandeco 28/jul/2019

    quando instalo no gps as marcaçoes aparecem como ''ponto alto e ponto baixo'' oq signficaria isso?

  • Foto de Hélio Jr

    Hélio Jr 28/jul/2019

    Wandeco,

    é isso mesmo. O GPS costuma indicar, por trechos, os pontos mais baixos e mais altos do trajeto. Na hora de navegar você consegue ter uma noção de quando a maldita subida termina, por exemplo rs. Espero ter ajudado.

    Bons ventos!

  • Foto de wandeco

    wandeco 28/jul/2019

    brigadãooooooooo boas férias

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