Horas  6 horas 16 minutos

Coordenadas 2152

Uploaded 18 de Junho de 2017

Recorded Junho 2017

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1.666 m
807 m
0
2,6
5,2
10,32 km

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próximo a Mombuca, Minas Gerais (Brazil)

Travessia passando pelos picos da Serra do Lobo: Itambé e Itacolomi. O início é atrás da escola do povoado de Mata Grande e o término é no meio da estrada entre Itambé do Mato Dentro e Santana do Rio Preto (Cabeça de Boi).

COMO CHEGAR/LOGÍSTICA:
O início da travessia é na escola do povoado de Mata Grande, que está a 7km de Cabeça de Boi, por uma estrada de terra em condições medianas/precárias, com aclives acentuados. Nas estações chuvosas o acesso por carro de passeio pode ser comprometido.
Outro acesso é pela estrada que sai de Senhora do Carmo, aí são 10km de distância em uma estrada de terra em melhores condições, mas com aclives acentuados.

Como estávamos em Cabeça de Boi, combinamos com o Pedro Henrique da Pousada Serra do Lobo para nos levar até o ponto inicial; no dia seguinte o filho dele nos levou até lá. Para os que se interessarem, eles também fazem passeios guiados pela região de Cabeça de Boi. Quando chegamos ao ponto final da trilha, caminhamos de volta para Cabeça de Boi, pegando uma carona no meio do caminho (mais fácil de acontecer em feriados).

A TRILHA:
De uma forma geral, é uma trilha que exige um condicionamento físico médio, não precisa ser um superatleta, mas é bem mais difícil fazê-la sendo sedentário. As subidas e descidas, às vezes bem acentuadas, são constantes. O X da questão nesta travessia é a navegação, várias partes da rota não possuem qualquer rastro de trilha e mesmo com GPS dando a localização, é preciso que o montanhista reconheça na hora os pontos de passagem. Por conta disto classifico essa travessia como difícil, recomendo somente para pessoas com boa experiência em navegação. Se você for um iniciante na atividade, contrate um guia da região ou vá com algum grupo de caminhada (Caminhada Mineira, por exemplo).

Paisagens sempre belíssimas por todo o caminho, mesmo com a neblina/cerração da manhã.

A primeira parte, do povado de Mata Grande até o Pico Itambé, possui trilha batida em grande parte, com alguns pontos de trilha suja. A navegação é relativamente tranquila neste primeiro trecho. A subida inicial é acentuada e perdura por quase 1km. No final da cerca, contorna-se o morrote pela esquerda, uma subida mais leve. Deixamos a trilha aparente para subir até o topo do morrote que contornamos, onde há um cruzeiro com visual para Mata Grande e região. O ataque ao cruzeiro não possui trilha batida, mas como é um trecho sobre lajes rochosas basta seguir no rumo.

Na volta do cruzeiro, interceptamos uma trilha suja próximo a uma matinha, adiante começa uma subida mais acentuada, com um pequeno trecho de escalaminhada. Vencida a subida chegamos ao Pico do Itambé, ponto mais alto dessa travessia. O GPS marcou 1.666m de elevação.

O segundo trecho, do Pico Itambé até o 2º pico da rota, começa com uma longa subida sem trilha demarcada, por campos rupestres ou lajes rochosas. Passamos por alguns exemplares gigantes de canelas de emas. Vamos nos aproximando de imensos blocos rochosos e passamos entre eles, encarando uma pequena escalaminhada para novamente descer por lajes rochosas.

Neste trecho, há uma espécie de nascente à direita de quem desce. No ponto marcado no GPS é preciso cruzar a fonte mirrada de água, encarar uma pequena subida meio fechada por vegetação rasteira e tornar a descer por lajes rochosas. Quando as lajes dão lugar aos campos rupestres, é possível notar rastros de trilha, provavelmente feitas por gado ou outros caminhantes. No final da descida mais um fonte mirrada de água, aqui é possível visualizar uma trilha suja que sobe em direção ao Pico Itacolomi.

A subida é em meio uma vegetação de por arbustivo, há algumas bifurcações pelo trecho, mas o destino costuma ser o mesmo. Em determinada ponto começamos acompanhar uma cerca de arame farpado, adiante precisamos cruzá-la, embora uma trilha batida siga acompanhando a cerca. No ponto onde cruzamos havia uma placa com os dizeres: "Não mexa na cerca". Não mexemos. No final da subida alcançamos o segundo pico, GPS marcou 1.431m de elevação.

O terceiro trecho da rota, entre o 2º pico e o Pico Itacolomi possui trilha suja, sendo que, em alguns pontos, a vegetação esconde os rastros de trilha. Este trecho começa com uma descida pesada. Passamos por vários exemplares gigantes de canelas de ema. A ascensão ao Pico Itacolomi pela rota que vem do sul exige muita atenção. Em alguns pontos é preciso fazer uma "escalaminhada" por passagens bem íngremes e estreitas. O trecho possui muitas canelas de ema e uma vegetação rasteira bem densa que esconde a trilha. Batemos a cabeça neste trecho, mas para chegar ao pico é preciso cruzar o "cucuruto" pela direita, encarar uma subida puxada com muitas canelas de ema e uma espécie de arco formada pela erosão das rochas. Assim que vencer as subidas puxadas, haverá uma bifurcação. A trilha que segue para esquerda vai em direção ao pico, a da direita desce em direção a estrada.

Conquistado mais um pico, vem a quarta e última parte da rota, que é a descida até a estrada. Vale ressaltas que esta trilha também é uma das vias para se chegar ao pico, então possui trilhas sujas por quase todo o trecho, facilitando a navegação. Além disso, com o tempo aberto é possível ver para onde as trilhas se encaminham. O único trecho que demanda atenção é ao final do acentuado declive do pico. Chega-se a uma espécie de passagem, onde uma trilha batida se encaminha para oeste-noroeste, por uma descida muito acentuada que termina nos pastos de uma fazenda. Este é um "atalho" para o Cabeça de Boi, são aproximadamente mais 4km até o povoado.

Nossa opção foi continuar pela Serra do Lobo, pegando uma trilha que contorna um morrote pela direta, sentido leste e depois retoma o rumo norte. Depois dessa passagem por um vão da serra não há qualquer dificuldade até o ponto final.

CONSIDERAÇÕES:
- Fontes muito mirradas de água pela rota, melhor não contar com elas. Leve água suficiente. Como o dia amanheceu bem fechado e frio, e caminhamos sem Sol por um bom tempo, 1L d'água por pessoa foi suficiente. Em um dia com Sol forte e tempo aberto o consumo será maior, sem dúvida;
- 99,9% da rota é caminhando, mas em três ou quatro trechos é preciso "escalaminhar", ou seja, subir ou descer com a ajuda das mãos;
- Cenário é belíssimo, com o tempo aberto é possível ver muita coisa!
- O ponto marcado como "resgate" é onde carros chegam, caso opte por fazer a travessia desta forma. Estão colocando mourões e cercando as margens de boa parte da estrada em Itambé e Cabeça de Boi, é possível que dentro de algum tempo seja preciso combinar o resgate na beira da estrada;
- Do ponto final são 4,5km até Cabeça de Boi e 5,2km até Itambé (centro); em feriados conseguir uma carona é mais tranquilo;
- Há sinal de celular no cruzeiro (TIM), acredito que no Pico Itacolomi e Itambé também (não tive como comprovar por estar sem bateria);
- Duas rotas de fuga: descer em direção a estradinha, no final da descida do Pico Itambé (onde a trilha batida reaparece) ou descer à esquerda no vão de serra após o Pico Itacolomi;
- ATENÇÃO NA TRILHA! Algumas passagens são estreitas, com risco de queda de uma altura considerável. Não é uma trilha recomendada para pessoas com fobia de altura;
- O Wikiloc dá uma "roubadinha" nas rotas do site, por mais que a pessoa grave os pontos no menor intervalo possível. Embora seja possível fazer tranquilamente com a rota que estou disponibilizando, caso queira o arquivo gpx original, basta entrar em contato comigo através das mensagens diretas.
- Bons ventos!
Início da trilha
Subir até o fim da cerca depois seguir pela esquerda beirando a serra
Adiante trecho sem trilha definida
ATENÇÃO: trecho de difícil navegação vegetação alta
Esquerda para Pico e direita continua pela serra
Esquerda desce a serra e atalha para Cabeça de Boi direita continua pela serra
Acesso por carro

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