Horas  7 horas 3 minutos

Coordenadas 1161

Uploaded 23 de Abril de 2017

Recorded Abril 2017

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794 m
28 m
0
3,1
6,2
12,45 km

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próximo a Monjolo, Rio de Janeiro (Brazil)

Travessia de 12,45 km que corta o Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB) de leste a oeste, a partir da sede Pau da Fome, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro (RJ), passando pela Casa Amarela, Alto do Mangalarga, Sítio do Seu Elias, Jequitibá centenário, Cachoeira do Engenho e terminando na guarita da sub-sede Rio da Prata em Campo Grande, Rio de Janeiro (RJ). Lembrando que, da Casa Amarela até os km finais próximos ao Rio da Prata, pertencem ao Trecho 5 da TRILHA TRANSCARIOCA.

A trilha até a Casa Amarela são de aproximadamente 4 km, é toda em leve a moderado aclíve, com boa sinalização e cruzando três leitos de rios no caminho. A partir do último leito de rio, a trilha com forte subida, alterando alguns trechos em zigue-zagues, tornando-o o mais cansativo desta travessia.

Construída por volta de 1920 para ser sede do antigo sítio Santa Bárbara, a Casa Amarela encontra-se no coração do PEPB, e é ponto de parada de trilheiros, caminhantes, excursionistas e ecoturistas que circulam pelo local, pois é ali que as trilhas vindas de Rio da Prata, de Vargem Grande, de Pau da Fome e de Camorim se bifurcam.

Após algum tempo de descanso e lanche, partimos rumo ao Rio da Prata, caminhando 500 metros pela trilha até a bifurcação que direciona à direita, ao Pico da Pedra Branca (o maior pico do município do Rio, com seus 1025 m de altitude). Da Casa Amarela até esta bifurcação, a trilha sobe pouco, onde era possível observar, no percurso, os resquícios de calçamentos de grandes blocos de pedras (conhecidos como "pés-de-moleque").

Após a bifurcação, percorremos mais 1,8 km a frente, onde a trilha seguia em caminho reto ate leve declíve, em trecho razoavelmente fechado pela exuberante Mata Atlântica, cruzando dois leitos de rios, até chegarem a uma outra bifurcação que direciona à esquerda ao Alto do Mangalarga, tendo como ponto de referência, um casebre abandonado e em ruínas. Seguimos à esquerda, caminhando por alguns metros até chegar ao Alto do Mangalarga.

Com seus 774 m de altitude, o ALTO DO MANGALARGA possibilita o caminhante a ter uma vista privilegiada em 360 graus, tornando um dos mirantes mais belos de todo o PEPB. Dali é possível observar à leste, a ponta da Pedra do Quilombo, o Morro de Santa Bárbara e, ao fundo, a Floresta da Tijuca; ao sul/sudoeste, o bairro do Recreio dos Bandeirantes, a Serra Geral de Guaratiba e também parcialmente, o bairro de Campo Grande; ao norte/noroeste, o Maciço da Pedra Branca com o Pico da Independência em primeiro plano.

Infelizmente, devido ao mau tempo e a forte neblina, não foi possível observar nada disso, além de alguns belos e exóticos pinheiros espalhados pelo local, que dava um "ar bucólico e montanhoso" típicos de regiões serranas de climas sub-tropicais, embora estávamos apenas em um Unidade de Conservação situada dentro de uma grande metrópole urbana localizada em clima tropical.

Sem poder ver nada além de neblina, pinheiros, formigueiros e algumas vespas, o retornamos pelo mesmo caminho, de volta a bifurcação anterior e seguiram em frente, rumo ao Rio da Prata. A partir daí, mais a frente, nos deparamos, à direita com uma pequena e interessante gruta, com uma entrada oval que dá acesso a um salão de 3 metros. Havia umidade no chão e alguns pequenos morcegos no teto.

Após alguns minutos de descanso e fotos, seguimos pela trilha, que por sua vez, descia levemente, atravessando densa mata de árvores grande e frondosas alternando com algumas arbustivas, típicas de mata-atlântica, onde em alguns trechos, a mata se abria, possibilitando ver belas paisagens, mesmo que parcialmente. Neste mesmo instante em avançávamos pela trilha, o tempo que antes estava encoberto por densa neblina, foi se abrindo aos poucos, podendo observar um céu parcialmente azul, e juntamente, a aparição de alguns morros e picos que ali era possível observar, e qual foi nossa frustração ao notarmos que, o Alto do Mangalarga, antes totalmente coberto pelas nuvens, surgiu belo e imponente, com seus exóticos pinheiros em sua volta.

Conforme caminhávamos trilha a frente, a vegetação no entorno tornava-se menos densa, e o horizonte a frente se abria, onde era possível observar (bastante encoberto por nuvens), o bairro de Campo Grande e alguns morros e serras do próprio parque e do maciço de Gericinó (Mendanha). A partir daí, a trilha se torna mais larga e bem óbvia, cruzando por algumas porteiras e bifurcações que se direcionavam a alguns casebres de sitiantes locais.

Após quase 2 km de caminhada, decidimos dar uma parada para descanso, na casa de um dos sitiantes locais que vivem no interior do PEPB, chamado "Seu Elias". Notamos que, em volta da casa de Seu Elias, haviam diversos pomares repletos de Caquis, e algumas outras árvores frutíferas como bananas e jacas. Seu Elias e sua esposa nos receberam com toda a alegria e simplicidade típica de quem vive em meio a natureza e longe dos burburinhos da metrópole, nos deram alguns caquis e pegaram duas jacas das quais foram cortadas e divididas conosco, para que pudessem degustar as delícias das frutas plantadas e colhidas naquela região.

Após alguns minutos de descanso e de degustações frutíferas, seguimos por mais alguns metros, descendo por trilha bem lameada e escorregadia devido as chuvas que caíram nas últimas horas e também pela passagem de motociclistas no local, atividade proibída, mas que infelizmente, é prática comum em algumas partes do PEPB.

Mais 800 metros à frente, chegamos ao um interessante, gigantesco e imponente Jequitibá. A partir dali, o caminho segue à direita, descendo continuadamente agora por uma estradinha precária e cheias de pedras no caminho, e claro, muito escorregadia por conta das chuvas, e notadamente, ao longo do percurso, diversos pomares de Caquis.

Mais 1,5 km a frente, chegamos a Cachoeira do Engenho, formada pelas águas do Rio dos Caboclos, com uma queda d'água bem convidativa para um banho, que formava uma pequena piscina natural rasa. Após alguns minutos de descanso e banho, seguimos em direção ao Rio da Prata. O caminho até lá é todo feito em estrada de terra precária, onde no entorno, a vegetação alternava entre bananeiras e pomares repletos de Caquis e alguns casebres.

Mais um 1 km a frente, havia uma bifurcação formada também por uma estrada de terra, que seguia à sudoeste, que é a continuidade da Trilha Transcarioca (que segue em direção ao Alto da Capelinha e Cabungui, formando o Trecho 4: Cabungui x Rio da Prata), enquanto que o caminho a frente, é considerado o "braço de saída" da Transcarioca em direção ao Rio da Prata, e é por onde seguimos para finalizar a travessia 1 km após, já na guarita da entrada da sub-sede Rio da Prata do PEPB.
Sitio do Sr. Elias

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