Coordenadas 4896

Enviada em 1 de Abril de 2021

Registrada em Abril 2021

  • Avaliação

     
  • Informações

     
  • Fácil de fazer

     
  • Paisagem

     
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-
1.007 m
127 m
0
7,2
14
28,65 km

Visualizado 309 vezes, baixado 16 vezes

perto de Paranapiacaba, São Paulo (Brazil)

ATENÇÃO: A trilha foi editada a mão para melhor compreensão do trajeto.

Estatísticas perdidas ao longo da edição:
Tempo decorrido: 11h13min
Tempo total: 59h27min

Travessia do Rio Quilombo, com primeiro acesso do rio na altura do Simplão de Tudo e Fazenda Matarazzo, descida completa via rio e varando mato até o Poço das Moças, e pra finalizar, volta pela trilha tradicional que passa na Pedra Lisa e caminho da Boa Vista, feita em 3 dias.
Integrantes: Pimenta, Marciano, Amanda e eu.

Dificuldade Física: Difícil
Dificuldade Técnica: Difícil
Dificuldade de Navegação: Difícil
Dificuldade Psicológica: Moderada
Exposição: Moderada

Dia 1
Iniciando nossa caminhada em Paranapiacaba (mentira, o Cidinho deixou a gente do lado do Simplão de Tudo), andamos pelo Caminho do Sal em direção ao famoso camping Simplão ao lado da Fazenda Matarazzo. O Rio Quilombo nasce um pouco pra cima da fazenda, mas como seu acesso fica dentro da propriedade, optamos por acessá-lo por baixo na trilha das Mandalas. Uma singela e escondida entrada que dá a volta por baixo em uma pequena montanha do Alto Quilombo. Ao longo dela encontrará mandalas indicando o caminho certo. Se reparar no track, a gente completou a volta da trilha das mandalas e caiu no Rio Quilombo como previsto, mas a idéia era cortar a trilha das mandalas em seu ponto mais a sudoeste para ir direto ao rio. Não deu certo kkkkk. De qualquer forma estávamos aonde precisávamos para seguir o resto da nossa travessia.
Nenhum de nós (com excessão da Amanda) possuía saco estanque, então sempre que pudemos nos enfiávamos no mato para ir margeando o rio sem ter que molhar a mochila.
Nossa ideia era descer todo o rio até a confluência com o Riacho dos Macacos em um dia, infelizmente nós não contávamos com a dificuldade de locomoção antes de passar no riacho do Anhangabaú. Por várias vezes encontramos pequenas cachoeiras e alguns lagos ao longo do caminho para banho. O esquema é um trecho de rio plano, uma série de cachoeiras, outro trecho plano e mais uma série de cachoeiras, onde depois dessa as pedras já começam a ficar maiores e aumenta os obstáculos do rio, deixando um trecho meio plano e meio encachoeirado. Ao lado esquerdo existe um afluente (que inclusive nunca nem tinha reparado no mapa) em que bem na porta dele tem uma cachoeira bem alta, onde o Márcio e o Pimentel chamaram de Anhangabauzinho, e eu e a Amanda chamamos de Cachoeira Sem Fim.
Depois disso andamos um pouco mais sempre alternando via rio via vara mato. Até chegarmos no Rio da Cachoeira do Anhangabaú, onde fizemos uma breve pausa e seguimos via trilha tradicional até o ponto mais para baixo do rio que a trilha permitia. O principal problema nesse momento é que o dia já estava acabando e não encontrávamos por nada uma boa área pra nossa primeira pernoite. O ponto escolhido foi uma pequena ilhota onde prendemos as redes quase ao lado da água do rio, e a barraca em uma pedra inclinada. Esse local para pernoite é absurdamente péssimo, então se prepare pra acampar ou nas clareiras da trilha principal do Anhangabaú ou em algum ponto mais para baixo, depois do Poço dos Moços.
Sendo assim montamos nossos abrigos e dormimos violentamente mal. Seja por desconforto na barraca ou por frio na rede. E assim finalizamos nosso primeiro dia.

Dia 2
Acordamos por volta das 6h da manhã e sem pressa fizemos nosso café da manhã e desmontamos o acampamento. Por volta das 8h da manhã já estávamos varando mato novamente pra não molhar as mochilas.
É muito importante saber que o trecho do rio não é impossível, só foi várias vezes descartado por nós para evitar molhar as mochilas, então perdemos muito tempo varando mato. O problema do segundo dia foi justamente isso, em alguns pontos o vara mato se demonstra muito perigoso pelo terreno instável e declividade acentuada. Então por várias vezes tivemos que subir muito além da cota do rio pra continuarmos com segurança.
Outro erro: quando estiver prestes a chegar na Cachoeira do Quilombo, acessamos ela via lado esquerdo do rio, pouco antes de chegar nela o vara mato é mais dificil, tendo que fazer uns contornos de doido, mas chegando na altura da cachoeira o caminho se torna mais facil, o único problema é que pra acessá-la é obrigatório terminar de varar tudo e voltar pra subir um pouco e ver a cachoeira. Isso acontece pois o lago da cachoeira do quilombo possui um paredão enorme de mais de 20m, onde fica impossível sair do vara mato pra acessá-la nesse ponto. Quando estiver chegando na cachoeira, é muito melhor que esteja do lado direito do rio e desça pelas pedras em um caminho do rio que só enche em grandes chuvas. A cachoeira do Quilombo é muito gostosa e complexa, com várias quedas ao longo dela e um lago enorme para banho. Pretendo ainda aprender o melhor caminho até lá para chegar bem rápido e passar um dia curtindo.
Depois dela encontramos um ponto (na minha opinião o melhor do rolê) chamado de Quilombão, juntamente com a Cachoeira do Escorrega (tem uma trilha antiga que sai do topo da serra que divide quilombinho e quilombo que dá exatamente aí, em breve vou colocar ela em prática).
Passamos também por duas confluências (que são muito importantes para futuros roteiros) que são a confluência do Quilombinho e a do riacho da Cachoeira do Meio.
O caminho do segundo dia se demonstrou muito cansativo e devagar, tanto que pensamos até em desistir subindo via quilombinho. A boa notícia é que pouco depois da confluência do quilombinho, sempre tinha caminho nas pedras e trilhas laterais para vencer alguns obstáculos maiores, e pouco depois do riacho da cachoeira do meio, o caminho se torna bem mais fácil, acabamos montando o camping do lado do maior lago do rolê (é sério, parece um campinho de futebol). O local do segundo camping foi quase um hotel 5 estrelas comparado ao primeiro, tinha conforto, água limpa de uma nascente ao lado e ficava num ponto alto. Uma maravilha.
O único problema é que nessa cota os mosquitos já enchem muito o saco. Então fizemos uma humilde fogueira para jogar folhas úmidas e fazer fumaça para espantar os malditos. Feito isso, só alegria, dormimos como campeões.

Dia 3
Graças a Deus esse vale deu um pouco de trégua pra gente e deixou seguirmos sem muita dificuldade. Como já sabíamos que faltava pouca altitude pro Poço das Moças, acordamos com mais calma nesse dia, por volta das 7h e saímos do nosso acampamento umas 9h30. Infelizmente tinha chovido a noite e a água estava muito barrenta. Tirando a beleza dela de quando está cristalina. Mas mesmo assim o vale é magnífico.
A descida até o poço das moças foi bem tranquila, tem muitas picadas laterais, praticamente trilha já, o que ajudou muito a gente. Foi tão tranquilo que por volta das 11h já estávamos curtindo aquele Poço maravilhoso.
O que eu não contava é como aquela subida de volta pro mirante seria desgastante de cargueira, e pra piorar, depois da árvore mãe começou a cair uma chuva pesadíssima. Tínhamos saído do poço umas 12h40 e chegamos no mirante umas 16h20, incluindo várias paradas, porque essa subida não é de Deus não. No meio do caminho fizemos até uma parada pra se alimentar. O Pimentel pegou a lona dele, nos enfiamos todos em baixo e tacamos na frigideira atum e calabresa, só pra dar aquele último gás.
Na subida possui algumas bifurcações, são elas: a pedra do coração, a encruzilhada e a perigosa. As duas primeiras são óbvias, porque o caminho alternativo da pedra do coração já está muito fechado e a encruzilhada basta ir reto, agora a perigosa é bem escondida, se passar reto, vai acabar caindo lá na volta da serra.
Depois de termos sofrido na subida, o mirante não quis nos agradar, estava com muita neblina. Então seguimos nosso rumo via caminho da Boa Vista, bem simples até a vila de Paranapiacaba. (Inclusive a cachoeira da macumba tava invadindo a estrada violentamente kkkk). Chegamos na vila e fomos para igreja para ser resgatados pelo Cidinho.
Nosso rolê terminou aí, mas ainda falta muito o que explorar no Vale do Quilombo.

Recomendo:
•3L de água + clorin
•Lanches leves pro primeiro dia + as devidas refeições dos dias seguintes
•Roupas leves e protetoras
•Perneiras
•Luvas
•Bota (é obvio)
•Mochila estanque

NÃO FAÇA EM DIAS DE CHUVA E LEVE SEU LIXO EMBORA PORRA
Risco

Guarita

Chegue antes das 8h e vá embora depois das 17h
Waypoint

Cachoeira da Macumba

Waypoint

Buraco da Jaguatirica

Waypoint

Bifurcação

Waypoint

Bifurcação perigosa

Cuidado aí, vai acabar caindo lá na volta da serra
Waypoint

Buraco da Onça

Queda d'água

Pedra Lisa

Pelo amor de Deus, sai daí irmão, tenha amor pela sua vida
Árvore

Árvore Centenária + Água

Lago

Poço das Moças

No rio quilombo, com acesso por baixo da serra, de forma bem mais fácil
Rio

Nascente Rio Pinheiros

Monumento

Taquarussu + Eucaliptos

Rio

Rio Quilombo

Lago

Poço Comprido

Interseção

Trilha tradicional à direita

Nesse ponto se encontra a trilha que sai por cima da serra do meio de volta ao caminho do sal, o caminho tradicional para a cachoeira do anhangabau.
Ponto de informação

Pronto Socorro

Waypoint

Entrada da Trilha

Rio

Rio Quilombo

Queda d'água

Cachoeira do Tronco

Queda d'água

Cachoeira Bonita

Lago

Lago

Queda d'água

Cachoeira Sem Fim

Nomeamos ela assim pois quando estamos no rio quilombo, conseguimos ver uma queda de água desse afluente, mas a medida que vamos entrando nele para ver, mais a cachoeira se demonstra alta. Precisa subir uma boa cota pra encontrar o topo
Lago

Lago

Rio

Confluência Anhangabaú

Camping

Primeiro Camping

Péssimo local inclusive
Lago

Poço dos Moços

Queda d'água

Cachoeira do Quilombo

A maior do caminho.
Queda d'água

Vista Lateral Quilombão

Queda d'água

Quilombão + Cachoeira do Escorrega

Queda d'água

Queda d'água

Rio

Confluência Rio Quilombinho

Lago

Lago

Rio

Confluência Rio da Cachoeira do Meio

Lago

Maior Lago + Segundo Camping

Rio

Confluência

Rio

Confluência

Lago

Poço das Bruxas

Camping

Clareira

Fonte

Córrego Seco

No dia não estava seco
Pico

Mirante de Paranapiacaba

Waypoint

Pedra do Índio

Waypoint

Bancos

Waypoint

Paranapiacaba

Local religioso

Igreja de Paranapiacaba

Camping

Área de camping

Queda d'água

Cachoeira do Anhangabaú (perdidos)

8 comentários

  • ooTrilheiro 1/abr/2021

    Pode confiar!!

  • Foto de Marcio Natanael

    Marcio Natanael 1/abr/2021

    Varamato sinistro 😆

  • Foto de Marcio Natanael

    Marcio Natanael 1/abr/2021

    Eu fiz esta trilha  Ver mais

    Varamato sinistro 😆

  • Foto de Amanda Barros M.

    Amanda Barros M. 1/abr/2021

    Tô cheia de picada de pernilongo, com o ombro zuado mas foi top kkkkk

  • diogoichiro 1/abr/2021

    Brabo

  • Foto de andre pimentel

    andre pimentel 5/abr/2021

    Rolezao da hora,ja to com sdds

  • Foto de Davi Lourenço

    Davi Lourenço 18/abr/2021

    Desde já meus para pela expedição de vcs.Se Loko tenho um grande desejo de fazer esse rolê, vc me chamaria no WhatsApp 119303432988,desde já agradeço pela atenção Deus abençoe.

  • Foto de Davi Lourenço

    Davi Lourenço 18/abr/2021

    Role pesado,no ano de 99/2001 frequentei muito o poço, e sempre tive vontade de conhecer esse rolê desde o início.

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