Horas  11 horas 20 minutos

Coordenadas 2090

Uploaded 23 de Maio de 2018

Recorded Maio 2018

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  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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1.623 m
298 m
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5,8
12
23,28 km

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próximo a Senhora do Rosário, Madeira (Portugal)

FOTOS DESTA E DE OUTRAS TRILHAS EM ”CAMINHANTES"

O trilho tem por base o traçado do MIUT 2018, realizado em sentido inverso e dividido por seis etapas em autonomia. Teve como ponto de partida o Aeroporto da Madeira, em Santa Cruz e segue para norte até Porto Moniz ao longo de veredas, levadas e caminhos florestais.
Vamos tentar mostrar como cinco caminhantes se propuseram fazer a travessia total da Ilha da Madeira em seis dias, cerca de 120Kms, num sobe e desce constante, com um acumulado impressionante, um verdadeiro desafio às capacidades físicas e mentais para quem planeia umas atividades mais arrojadas no futuro. Antes de mais queremos salientar o facto de se tratar de um percurso “DIFÍCIL” para ser realizado em seis dias e “MUITO DIFÍCIL” para ser realizado em autonomia durante seis dias em condições meteorológicas adversas, chuva e vento por vezes forte que tornaram a progressão difícil devido ao estado do terreno, como foi o caso. Tenham isso em atenção, porque em certas alturas do ano com pessoal inexperiente ou menos preparado fisicamente pode tornar-se uma atividade perigosa… Mesmo assim e como já somos batidos nisto :-), lá fomos nós, como manda a regra em autonomia (para quem não sabe o caracol é o melhor exemplo… ou seja com tudo as costas, casa, cama, comida, roupa, etc.).
O trilho realizado percorre parte de alguns PR`s da ilha, principalmente veredas e levadas no entanto são usados caminhos florestais e de pé posto sem marcação sendo obrigatório o uso de gps. Alerta-se para o facto de alguns troços terem sido abertos para o MIUT 2018, os quais poderão estar fechados por vegetação noutra altura do ano.

TRILHAS DAS ETAPAS
ETAPA 1/6
AEROPORTO DA MADEIRA - POSTO FLORESTAL DOS LAMACEIROS
ETAPA 2/6
POSTO FLORESTAL DOS LAMACEIROS - CASA DO BURRO
ETAPA 3/6
CASA DO BURRO - PICO FURÃO
ETAPA 4/6
PICO FURÃO - VARGEM
ETAPA 5/6
VARGEM - POSTO FLORESTAL DO FANAL
ETAPA 6/6
POSTO FLORESTAL DO FANAL - PORTO MONIZ


TRILHA COMPLETA
TRAVESSIA TOTAL DA MADEIRA EM AUTONOMIA


ETAPA 5: VARGEM - POSTO FLORESTAL DO FANAL

PERCURSO: PERCURSO: Vargem - Levada do Pacinho - Levada do Plaino Velho - Chã das Poças - Estanquinhos - Fontes Ruivas - Fanal
TIPOS DE CAMINHO: Estrada - Vereda - Levada - Caminho Florestal
DISTÂNCIA: 23.3kms
DURAÇÃO: 11h20min
TEMPO EM MOVIMENTO: 7h34min
TEMPO PARADO: 3h46min
MOVIMENTO MÉDIO: 3.1kms/h
ACUMULADO POSITIVO: 2325m
ACUMULADO NEGATIVO: 1684m

Penúltima etapa, que consideramos a mais longa e dura da travessia. O dia nasceu cinzento com nuvens carregadas nas cumeadas, há que desmontar rapidamente o acampamento para evitar a água da chuva que a qualquer momento irá cair. Uma vez mais aproveitamos o alpendre da casa para o mata-bicho do despertar. Estomago aconchegado, tudo arrumado, mochilas às costas, agradecimentos feitos ao proprietário do terreno e pés ao caminho!... Seguimos a vereda em direção à Levada do Pacinho, percorremos durante alguns metros e viramos à esquerda, seguindo o trilho que se desenvolve por entre uma floresta de transição, onde predominam exemplares da floresta exótica, atravessamos a Ribeira da Vargem e seguimos até à interseção com o PR17 Caminho do Pináculo e Folhadal. Aqui, seguimos o PR pela direita. Ao longo do percurso, em dias de céu limpo, pode-se observar uma magnífica paisagem sobre o vale de São Vicente, as levadas construídas para o transporte da água e os túneis abertos na rocha para trazer a água do lado norte para o lado sul da ilha. O trilho segue ao longo da levada, no entanto em alguns pontos deixa-se de a acompanhar passando a percorrer a vereda empedrada. Chegando ao topo da vereda na zona do Pináculo vislumbra-se uma magnífica paisagem sob o vale da Ribeira Brava e ao fundo a Cordilheira Central onde se destacam o 1º e 2º mais alto da Madeira – O Pico Ruivo (1861m) e o Pico do Areeiro (1817m), infelizmente não nos foi possível contemplar as espetaculares vistas devido ao denso nevoeiro, ficamos pelo devaneio do momento.
Seguindo o trilho, atravessamos a Ribeira Seca, onde foi possível contemplar uma magnífica cascata, passamos por Chã das Poças e intersetamos a estrada regional ER208, que não é mais do que um estradão florestal de terra batida que sobe a encumeada até aos 1580 metros no Posto Florestal de Estanquinhos. A chuva miudinha e gélida persiste, aproveitamos o beiral da Casa Florestal para confecionar a sopa, que uma vez mais, quente aconchegou a lama.
Retomando o caminho, a instabilidade do joelho que persistia desde o dia anterior num dos elementos do grupo condicionou a progressão levando à desistência de três dos elementos do grupo. Viajaram de táxi para Porto Moniz, pernoitaram na Pousada da Juventude e aguardaram a chegado, no dia seguinte, dos outros dois elementos que continuaram a travessia.
O trilho continua por caminho florestal ingreme e escorregadio devido à chuva, passa por Fontes Ruivas e segue vereda abaixo para Levazes, uma descida dos 1500 metros para os 310 metros em quatro quilómetros, uma dureza para os joelhos, considerando a mochila de 13 quilos. Como tudo o que desce acaba por subir, lá voltamos a subir acentuadamente a vereda que sai de Levazes em direção ao Fanal. Sempre a subir, a chuva mantinha-se como companhia, a visibilidade era reduzida, impedindo de contemplar toda a beleza da envolvência do momento. Já muito próximo do planalto encontramos obras de manutenção da vereda, estavam a recuperar e a construir alguns degraus para ajudar a vencer o acentuado desnível da vereda. Insere-se em área de coberto florestal originário da Madeira, em exuberante estado de conservação e desenvolvimento, floresta Laurissilva classificada de Património Mundial Natural pela UNESCO, desde Dezembro de 1999 e integrante da Rede Europeia de Sítios de lmportância Comunitária - Rede Natura 2000.
Intersetamos o PR13 Vereda do Fanal e na zona conhecida como sítio do Fio, pode-se apreciar o trabalho engenhoso de instalação de cabos para transporte de lenha e matos recolhidos na zona do Fanal, para a atividade agropecuária dos habitantes do Chão da Ribeira e Seixal.
Continuamos pelo PR13 até à zona do Fanal, chuva, muito nevoeiro e vento impediram-nos de aproveitar a magnífica zona do Fanal. Trata-se de uma pequena caldeira vulcânica, classificada de "Reserva de Repouso e Silêncio" pelo Parque Natural da Madeira, onde é possível usufruir de um momento de puro relaxamento. Aqui, a sua beleza reside não só nos imponentes e centenários bosques de tis (Ocotea foetens), realçando-se alguns exemplares que resistem desde o descobrimento da ilha, como também as espectaculares paisagens visíveis desde os miradouros, que terão de ficar para uma próxima incursão em que o sol seja companhia.
Junto ao abrigo do Fanal montamos acampamento, ainda tínhamos brasas na lareira do abrigo, aproveitamos para nos aquecer e secar a roupa do corpo, jantamos e recolhemo-nos à tenda para dormir pois o dia tinha sido longo, consideramos esta a etapa mais dura da travessia.


Ver site sobre percursos pedestres recomendados na madeira: http://www.visitmadeira.pt/pt-pt/o-que-fazer/atividades/pesquisa/madeira/atividades/percursos-pedestres-recomendados

1 comment

  • DiogoHiker 30/jun/2018

    Obrigado pela partilha. Já está nos meus favoritos!

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