Horas  10 horas 16 minutos

Coordenadas 1940

Uploaded 23 de Maio de 2018

Recorded Maio 2018

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  • Information

     
  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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1.323 m
422 m
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6,0
12
24,0 km

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próximo a Curral das Freiras, Madeira (Portugal)

FOTOS DESTA E DE OUTRAS TRILHAS EM ”CAMINHANTES"

O trilho tem por base o traçado do MIUT 2018, realizado em sentido inverso e dividido por seis etapas em autonomia. Teve como ponto de partida o Aeroporto da Madeira, em Santa Cruz e segue para norte até Porto Moniz ao longo de veredas, levadas e caminhos florestais.
Vamos tentar mostrar como cinco caminhantes se propuseram fazer a travessia total da Ilha da Madeira em seis dias, cerca de 120Kms, num sobe e desce constante, com um acumulado impressionante, um verdadeiro desafio às capacidades físicas e mentais para quem planeia umas atividades mais arrojadas no futuro. Antes de mais queremos salientar o facto de se tratar de um percurso “DIFÍCIL” para ser realizado em seis dias e “MUITO DIFÍCIL” para ser realizado em autonomia durante seis dias em condições meteorológicas adversas, chuva e vento por vezes forte que tornaram a progressão difícil devido ao estado do terreno, como foi o caso. Tenham isso em atenção, porque em certas alturas do ano com pessoal inexperiente ou menos preparado fisicamente pode tornar-se uma atividade perigosa… Mesmo assim e como já somos batidos nisto :-), lá fomos nós, como manda a regra em autonomia (para quem não sabe o caracol é o melhor exemplo… ou seja com tudo as costas, casa, cama, comida, roupa, etc.).
O trilho realizado percorre parte de alguns PR`s da ilha, principalmente veredas e levadas no entanto são usados caminhos florestais e de pé posto sem marcação sendo obrigatório o uso de gps. Alerta-se para o facto de alguns troços terem sido abertos para o MIUT 2018, os quais poderão estar fechados por vegetação noutra altura do ano.

TRILHAS DAS ETAPAS
ETAPA 1/6
AEROPORTO DA MADEIRA - POSTO FLORESTAL DOS LAMACEIROS
ETAPA 2/6
POSTO FLORESTAL DOS LAMACEIROS - CASA DO BURRO
ETAPA 3/6
CASA DO BURRO - PICO FURÃO
ETAPA 4/6
PICO FURÃO - VARGEM
ETAPA 5/6
VARGEM - POSTO FLORESTAL DO FANAL
ETAPA 6/6
POSTO FLORESTAL DO FANAL - PORTO MONIZ


TRILHA COMPLETA
TRAVESSIA TOTAL DA MADEIRA EM AUTONOMIA


ETAPA 4: PICO FURÃO (CURRAL DAS FREIRAS) - VARGEM

PERCURSO: Pico Furão - Curral das Freiras - Fajã Escura - Ribeira da Achada - Encumeada - Vargem
TIPOS DE CAMINHO: Estrada - Vereda - Levada - Caminho Florestal
DISTÂNCIA: 24.0kms
DURAÇÃO: 10h09min
TEMPO EM MOVIMENTO: 6h27min
TEMPO PARADO: 3h42min
MOVIMENTO MÉDIO: 3.7kms/h
ACUMULADO POSITIVO: 1918m
ACUMULADO NEGATIVO: 2094m

Estava-mos a meio da Travessia, a pernoita na Casa de Pico Furão possibilitou maior conforto e um banho de água quente, que tanto nos agradou, ainda mais que durante a noite esteve a chover. Começa-mos o quarto dia da travessia com ameaça de chuva, o que se veio a confirmar pouco depois, na dura subida para a Encumeada. Antes disso, passamos pelo Curral das Freiras, única localidade da travessia com todos os serviços: farmácia, centro de saúde, bombeiros, multibanco, mercearia, café, restaurante. Aproveitamos para tomar o pequeno-almoço no café-padaria. Visita ao pequeno centro da localidade e lá seguimos o trilho que por breves metros intersecta, na estrada regional, o percurso inicialmente realizado. Deixamos a estrada e seguimos, à esquerda, pelo Caminho da Fajã Escura em direção ao pequeno povoado com o mesmo nome. Tinha-mos de enfrentar uma longa e penosa subida até ao Caminho Real da Encumeada, são aproximadamente quatro quilómetros onde se tem de vencer um desnível de 740 metros. A chuva e o nevoeiro também quiseram fazer-nos companhia o que impossibilitou de apreciar as magníficas paisagens de toda a envolvência do trilho em direção à Encumeada, com vistas sobre escarpas vulcânicas e envolvida pela Laurissilva. Esta etapa oferece paisagens de extrema beleza permitindo atravessar dois tipos de ecossistemas incluídos na Rede Europeia de Sítios de Interesse Comunitário - Rede Natura 2000, sendo estes o Maciço Montanhoso Central e a Floresta Laurissilva. Ao longo da etapa, é possível transitar do escarpado vulcânico da ilha característico dos andares fito climáticos superiores a 1400 m até aos envolventes cenários cobertos de espécies da floresta Laurissilva como o Til (Ocotea foetens), o Loureiro (Laurus novocanariensis), o Folhado (Clethra arborea), o Sanguinho (Rhamnus glandulosa), o Massaroco (Echium candicans), a Orquídea da Serra (Dactylorhiza foliosa) e a Estreleira (Argyranthemum pinnatifidum). Com a proximidade da Encumeada a sensação de estar no centro da ilha aumenta, pois pode-se contemplar, num dia de céu limpo, a paisagem panorâmica sobre os majestosos vales do Curral das Freiras, as paisagens a Sul da Serra D´Água e os vales de São Vicente a norte.
Já no ponto mais alto, rodamos à direita seguindo o Caminho Real da Encumeada em direção à Ribeira da Achada, atravessamos a floresta Laurissilva até encontrar a longa conduta de água que nos acompanhou na ingreme descida até à Ribeira da Achada. Já na Ribeira da Achada, aproveita-mos um abrigo parecido com uma paragem de autocarro para nos proteger da chuva enquanto almoçávamos uma sopa quente que nos aqueceu a alma. Refeição feita, voltamos ao caminho seguindo por alguns metros a estrada até cortar por uma escadaria, entre as típicas casas da ilha, que nos leva a um atalho de pé posto, o qual seguimos até encontrar novamente uma estrada alcatroada. Pouco depois estávamos no Café da Estalagem da Encumeada, a chuva era intensa, nada melhor que fazer uma pausa para café! Mas hoje, a chuva não estava para parar, lá voltamos à estrada, agora seguimos a ER228 durante algum tempo até ao entroncamento com a ER110, na Boca da Encumeada, seguimos o PR21 Caminho do Norte. Este traçado segue os vestígios de uma antiga vereda utilizada, noutros tempos, pela população para a ligação entre as localidades da zona sul e zona norte da ilha, para as trocas comerciais e para a participação nas tradicionais romarias. Seguimos, na primeira parte, pelo interior da exuberante floresta Laurissilva, atravessamos por duas vezes a ER228 e seguimos em direção à localidade de Vargem pelo Caminho do Quebra Panelas, mais uma ingreme descida dificultada pela chuva e piso escorregadio até intersectar a estrada regional ER104, que percorremos alguns metros. Deixamos a estrada e seguimos à esquerda, iniciando a subida entre campos de cultivo e casas isoladas dos arredores de Vargem. Identificamos, num aglomerado de quatro casas com algumas leiras circundantes, o local ideal para a pernoita. Batemos à porta de uma das casas e pedimos autorização para montar acampamento num dos terrenos, talvez tenhamos tido sorte, à primeira obtivemos consentimento para montar tendas e usar o alpendre da casa com banca de louça e água para confecionar o jantar.

Ver site sobre percursos pedestres recomendados na madeira: http://www.visitmadeira.pt/pt-pt/o-que-fazer/atividades/pesquisa/madeira/atividades/percursos-pedestres-recomendados

1 comment

  • DiogoHiker 30/jun/2018

    Excelente! Já está nos meus favoritos!

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