Horas  4 horas 7 minutos

Coordenadas 1349

Uploaded 14 de Agosto de 2016

Recorded Agosto 2016

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  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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13,43 km

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próximo a Figueira, Porto (Portugal)

Percurso Sinalizado por outrora destinadas à Pastorícia no Maciço granítico do Monte Mózinho, assim como, caminhos e recantos agrícolas ainda utilizados nos nossos dias. É um trilho de interesse etnográfico, paisagístico , destacando-se a vista deslumbrante da " Esplanada do Castelo", de onde se complementar, nas diferentes estações do ano, pôr do sol num horizonte de mar sobre a cidade do Porto e Gaia, em épocas destinadas, sobre as Serras.

Por seu lado a bonita Aldeia de Figueira, de construção granítica, é bem representativa do património Rural edificado no norte de Portugal, ao longo dos séculos, sempre que uma povoação se erguia sobre a superfície do Maciço Galaico-Duriense a que pertencem estas serranias.

O Trilho das Lendas de Figueira "por Moinhos, Levadas e Penedos do Mózinho" é um trilho pedestre (TP) de pequena rota, circular com cerca de 12kms de distância, marcado num sentido.
A aldeia é tempo para voltar ás levadas e a outra função que lhes estava inerente, o fornecimento de força motriz para transformação do cereal em farinha que por sua vez alimentaria a população em forma de pão ou broa. para isso era necessário um outro engenho humano “ os moinhos” pelo trilho irá regressar à aldeia pela levada que abastece com o elemento essencial ao seu funcionamento, a água . Alguns dos moinhos estarão abertos e como tal será possível observar o seu interior. Já dentro da aldeia encontramos o conjunto final de 5 moinhos em cascata que será sem dúvida um ex-libris de Figueira.
Regressando pelo meio da aldeia, voltamos ao ponto de partida, à igreja de Santa Marinha, em honra de quem è celebrada uma festa por volta do seu dia ( 18 de Julho). Ainda no âmbito das celebrações religiosas, mas de cariz também etográfico e cultural , tem já projecção nacional o Auto dos Reis Magos, que tem lugar por volta do dia 6 de Janeiro e com periodicidade bienal. As origens deste Auto remontam provavelmente à idade média e ao seu teatro religioso e terá sido representado de forma mais ou menos continua até aos nossos dias (interrupções durante a 1ª república e na década de 70 do séc. XX). Até 1967, ano em que foi coligida a letra do auto, a mesma foi transmitida, de geração em geração, de forma verbal.
A aldeia de Figueira, tem origens ancestrais, existindo referências documentais a Villa Ficaria (Vila de Figueira) de 1085, anteriores portanto à fundação da Nacionalidade.


Fonte: Folheto da Junta de Lagares-Penafiel
A Lenda dos Olhos de Água Conta a história de menina Vera, seus primos Abraão e António a (quem chamavam Brão e Tono), sua ama Gaia e, respectivo marido, Bereno (mais conhecido por Berno) quando Gaia casou com Berno, as crianças passavam muito tempo a brincar sozinhas e a rivalidade e ciúmes entre Abraão Tono Ganhou muita importância a ponto do Brão ter engendrado uma estratagema para nunca mais o Tono pudesse juntar-se à sua prima Vera, quando Vera percebeu que nunca mais voltaria a brincar com o Tono desatou num pranto enorme que criou a lagoa de lagrimas, mais conhecida por olhos de água … O Brão conseguiu também que o Berno tentasse acabar com Tono, o que só não aconteceu por intervenção de Bento, pai do Tono. Mas Berno continuou a perseguir Tono pelos tempos que seguiram e por isso se dizia noutras eras que exuberância rival de Brão ao Tono, só depois da ira em Berno é que a prima Vera volta a Gaia! Entretanto também esta história perdeu a memória e agora apenas consta por aqui que da fartura de Verão-Outono, só depois o Inverno é que a Primavera volta à Terra.
Lenda dos Gigantes e a sua calçada Conta a história dos dois gigantes que vieram do Norte, num confronto épico que esculpiu a orografia no norte da Península Ibérica e que , no ocaso de uma batalha devastadora, encontraram o seu repouso eterno nesta encosta do Mózinho, sendo este o local onde floram, petrificados, os crânios daqueles gigantes gaélicos, que hoje nos servem de calçada monumental. Entretanto em tempos menos remotos este local foi utilizado pelas gentes de Figueira para secar os cereais, daí ser o local conhecido como “Eiras”.
A Lenda de Figueira Conta a história dum velho sábio que aqui vivia com as suas filhas, um dia enquanto brincavam no alto do Monte Mózinho, uma das crianças foi aprisionada por uma serpente medonha que vivia numa enorme Figueira que em tempos aí existiria. A outra menina que presenciara a cena correu a chamar ajuda. Assim que soube da notícia, o velho sábio correu monte acima mas como não havia força que pudesse derrotar a serpente teve de recorrer ás suas porções mágicas para resolver o problema. Por isso, o velho propôs o seguinte acordo à serpente, a criatura deveria libertar a filha em troca da sua liberdade daquele local em que a própria serpente estava aprisionada. A serpente aceitou e o velho fez uma poção mágica com as Figueiras da terra que a libertaram do seu cárcere no alto do monte. Assim que se viu livre, a serpente tentou comer o velho sábio, mas logo aí percebeu que havia sido enganada e que a poção que tomara, além de a libertar da sua maldição, também a encolhera , impedindo-a à condição de predadora de ratazanas. desde essa época longínqua que os habitantes daqui perderam o medo das cobras, pois estas apenas caçam os ratos que devoram as suas culturas e desde essa altura também, que surgiram nos nossos céus águias que patrulham a região para que nenhuma cobra cresça demasiado. É por isso: Enquanto a Águia pairar por Figueira não haverá Cobra para assustar a Mondadeira, nem Rato para esvaziar a Eira.

1 comment

  • Foto de Fábio Daniel Pinto

    Fábio Daniel Pinto 2/out/2016

    I have followed this trail  View more

    Um trilho com cultura rural e lendas , agora fazê-lo com mais água.

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