Tempo em movimento  2 horas 42 minutos

Horas  3 horas 15 minutos

Coordenadas 2268

Uploaded 25 de Novembro de 2018

Recorded Setembro 2018

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652 m
259 m
0
3,2
6,5
12,98 km

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próximo a Casal Boieiro, Leiria (Portugal)

Recordo a primeira vez que ouvi alguém falar num trilho que subia os Candeeiros e passava no "pocinho que nunca seca" a meio da encosta oeste: estava a beber um copo numa tasca à beira da EN-1 depois de uma "marrecada" de parapente. Chamava-lhe então, o ancião que contava a história, "o trilho do pastor". Quando passei a voar mais baixinho procurei esse trilho. Fugiu-me durante muito tempo. Encontraram-no primeiro os jovens do BTT. Depois disso vislumbrei-o quando, como é meu costume, apreciava a beleza desta serra. Não me escapou mais. Já o subi e desci várias vezes. Desta vez decidi registar o "evento".
O parque de campismo das Pedreiras foi o meu ponto de início e término desta caminhada. Este é um sítio agradável onde até existe um belo percurso de manutenção.
Por carreteiros, entre olivais, caminhei junto às faldas da serra. Um trilho de manutenção dos postes de eletricidade foi o meu derradeiro caminho para o "trilho do pocinho".
Bem trilhado tem sido, porquanto se encontra limpo e até as partes de mato serrado foram fáceis de transpor.
Acima de meia encosta encontra-se o pocinho que "nunca seca". Bem, não sendo visível, e apesar de o verão não ter acabado ainda, a água ainda por ali estará já que a taboa, que apenas se dá onde a há, ali existe em profusão. Já por ali encontrei marcas de javalis, hoje não se notam. Os bichos andarão agora por terras mais baixas.
Passo para lá do vale feito por águas de muitos invernos. A vegetação mais alta do que eu franqueia-me a passagem por estreito corredor entre sebes de carrascos e tojo. Contorno esta parte da serra e subo pela encosta norte do vale seguinte para um imenso planalto, ou quase, de alecrim atapetado. A imponente torre do radar de controlo de tráfego marítimo aparece agora à minha frente. Os Candeeiros continuam a função que os batizou, só que agora através de ondas hertzianas.
Sigo por carreirinhos pouco visíveis por entre o alecrim que perfuma o ar. Aprecio durante alguns momentos a paisagem que se estende até ao mar. Lá bem ao fundo vêem-se as Berlengas. Na costa identificam-se bem a Pederneira e o Sítio da Nazaré; S. Martinho e Salir do Porto de guarda à "concha"; a Benedita, Turquel, Alcobaça, Pataias, etc... etc...
Deixo o meu deleite e caminho agora descendo por um trilho que me leva ao largo dos Carvalhos. Este é o mais provável dos sítios improváveis que por aqui existem. Não sei qual ocupação do construtor deste sítio. A casa, designada "Monte dos Carvalhos" parece saída de um conto dos irmãos Grimm. O sítio tem as condições para uma tarde em grupo. Não falta a churrasqueira nem o campo para uma peladinha. No entanto o letreiro é bem esclarecedor: trata-se de "propriedade privada".
Sigo agora pelo carreteiro que ladeia os campos murados do vale. Terrenos férteis estes.
Chego ao vale da Malhada. A descida faz-se por um carreiro que se encontra muito difícil cá em cima porque a vegetação tomou conta daquilo que as gentes deixaram de usar. Lá em baixo corto à esquerda e vou visitar mais uma singularidade desta serra: o Areeiro da Malhada. Tem todo o aspeto de uma lapa mas, dizem os estendidos, não o é. Trata-se de uma enorme gruta de onde foi saindo areia para as construções das aldeias ao redor.
Perto da lapa jaz a incendiada casa dos caçadores. Um dia, há uns anos atrás, a serra ardeu e a casa está na serra...
Desço mais. Paço por terrenos de cultivo e, na "rotunda da oliveira" saio na segunda saída. Passo mais um belo carreteiro que atravessa o pinhal e "chegou ao seu destino".
Sim, cheguei e de baterias recarregadas.
  • Foto de Com os Candeeiros à minha esquerda
  • Foto de Por entre olivais em direção a sul
  • Foto de Subindo para o trilho
  • Foto de A paisagem estende-se até ao mar
  • Foto de As formações cársicas, falhas e lapiás, são uma constante
  • Foto de Vales plenos de vegetação pouco alta mas muito densa
  • Foto de A beleza do grande lapiás
  • Foto de O pocinho
  • Foto de O pocinho
  • Foto de O pocinho
  • Foto de O pocinho
  • Foto de No alto a estação de observação e controlo marítimo
  • Foto de No alto a estação de observação e controlo marítimo
  • Foto de O carreirinho no meio do alecrim
  • Foto de A estação
  • Foto de O abrigo das costas do pastor
  • Foto de Uma pedra como tantas outras por aqui
  • Foto de No 'Largo dos Carvalhos'
  • Foto de No 'Largo dos Carvalhos'
  • Foto de No 'Largo dos Carvalhos'
  • Foto de No 'Largo dos Carvalhos'
  • Foto de No 'Largo dos Carvalhos'
  • Foto de  Ainda o 'Largo dos Carvalhos' com a extraordinária casa construída com pedrinhas
  • Foto de  Ainda o 'Largo dos Carvalhos' com a extraordinária casa construída com pedrinhas
  • Foto de  Ainda o 'Largo dos Carvalhos' com a extraordinária casa construída com pedrinhas
  • Foto de  Ainda o 'Largo dos Carvalhos' com a extraordinária casa construída com pedrinhas
  • Foto de  Ainda o 'Largo dos Carvalhos' com a extraordinária casa construída com pedrinhas
  • Foto de  Ainda o 'Largo dos Carvalhos' com a extraordinária casa construída com pedrinhas
  • Foto de Uma porta da Serra
  • Foto de Campos de cultivo num fértil vale
  • Foto de Campos de cultivo num fértil vale
  • Foto de À Leão!
  • Foto de À Leão!
  • Foto de Flor no outono
  • Foto de O areeiro do Vale da Malhada
  • Foto de O areeiro do Vale da Malhada
  • Foto de O areeiro do Vale da Malhada
  • Foto de O areeiro do Vale da Malhada
  • Foto de O areeiro do Vale da Malhada
  • Foto de O areeiro do Vale da Malhada
  • Foto de Uma piteira viva e uma casa morta
  • Foto de Uma piteira viva e uma casa morta
  • Foto de Uma piteira viva e uma casa morta
  • Foto de O abrigo das alfaias e dos agricultores destes campos
  • Foto de O abrigo das alfaias e dos agricultores destes campos
  • Foto de O abrigo das alfaias e dos agricultores destes campos
  • Foto de Uma casinha no meio do pinhal

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