Coordenadas 2108

Uploaded 6 de Julho de 2019

Recorded Julho 2019

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12,63 km

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próximo a Capuchos, Lisboa (Portugal)

Uma volta em Sintra (último treino antes da Floresta Negra 🙂 ), desta vez alteramos ligeiramente o nosso percurso tradicional, inspirando-nos no trajecto publicado pelo "toloqueverdeguea"
Baptizei o percurso como "Sintra: lendas, milagres e mistérios". Vamos ver porquê.

Deixamos o carro junto do Convento dos Capuchos. Há normalmente lugar no pequeno parking, mas e estiver cheio, então um pouco acima, antes de entrar no desvio para o Convento, há sempre onde parquear.
E é sempre uma boa oportunidade para visitar o pequeno convento no final da caminhada. É uma edificação muito modesta, que nunca terá albergado mais de 12 monges, construído no séc. XVI por Álvaro de Castro. Local de lendas e de milagres:

"De acordo com a lenda, durante uma caçada na serra de Sintra, quando em perseguição a um veado, o 4º vice-rei da Índia, D. João de Castro, se terá perdido vindo a adormecer de cansaço debaixo de um penedo. Em sonho, ter-lhe-á sido revelada então a necessidade de se erigir um templo cristão naquele local.
Vindo a falecer mais tarde (1548), sem que tivesse tido oportunidade de cumprir essa obrigação, transmitiu-a ao filho. Desse modo, um convento de frades franciscanos da mais estrita observância da Província da Arrábida foi fundado em 1560 por D. Álvaro de Castro, Conselheiro de Estado de Sebastião I de Portugal e administrador da Fazenda.
A primitiva comunidade era composta por oito frades, sendo o mais conhecido Frei Honório que, de acordo com a lenda, viveu até perto dos 100 anos de idade, apesar de ter passado as últimas três décadas da sua vida a cumprir penitência habitando uma pequena gruta dentro da cerca do convento.
Com a extinção das ordens religiosas masculinas no país (1834), a comunidade de franciscanos foi expropriada e viu-se obrigada a abandonar as dependências do convento. Posteriormente, ainda no século XIX, o espaço foi adquirido por Francis Cook, 1.º visconde de Monserrate.
Em 1949 o imóvel foi adquirido pelo Estado Português, tendo chegado ao final do século XX em precário estado de conservação. A partir de 2000 passou à responsabilidade da empresa "Parques de Sintra, Monte da Lua, S.A.", que tem como um dos objectivos centrais da sua actividade a recuperação do espaço."
(wikipedia)

Logo a seguir embrenhamo-nos na frondosa mata de Sintra, para chegar, em menos de um quilómetro de caminho, a um miradouro natural de belíssimas vistas para ocidente, divisando-se toda a linha de costa lá longe. O caminho está um pouco invadido pela vegetação e há que pular algumas rochas, mas não tem dificuldade.
Ficamos um pouco a mirar a densa e luxuriante vegetação que desvce por ali abaixo até ás planuras que antecedem as vertiginosas arribas sobre o mar. Lembrei-me dos Lusíadas e do Monte ou Promontório da Lua, nome que os Romanos davam à serra de Sintra (porquê? mistério?).
Camões no Canto III, estrofe 56, durante o discurso de Vasco da Gama ao rei de Melinde, descreve Sintra como um lugar mítico e de contemplação:

"E, nas serras da Lua conhecidas
Subjuga a fria Sintra, o duro braço.
Sintra onde as Náiades escondidas
Nas fontes, vão fugindo ao doce laço:
Onde Amor as enreda brandamente,
Nas águas acendendo fogo ardente"


Depois iremos passar junto de umas casas e iniciar a subida que nos leva, ao fim de 5 km de caminhada, a um ponto mágico desta Serra da Lua: a Anta de Adrenunes, ruína de uma possível necrópole megalítica de formidáveis dimensões. Texto retirado do site da DGPC:

"A designada "Anta de Adrenunes" encontra-se num dos mais elevados picos da Serra de Sintra, envolta por uma vegetação que dificulta o acesso. É uma formação rochosa natural, erroneamente designada "Anta".
O Sítio é composto por um aglomerado de pequenos penedos, entre os quais se abre, do lado poente, uma galeria com cerca de cinco metros de altura, estreitando para o interior e onde pedras amontoadas, de grandes dimensões, impedem qualquer passagem. Do lado oposto, o conjunto é formado pela aglomeração desordenada de calhaus com formas e dimensões variadas. Esta galeria é encimada por longos monólitos maciços que assentam, horizontalmente, por cima de outros que se encontram na vertical. Em torno da estrutura central dispõe-se outros rochedos fragmentados que desmoronaram do núcleo granítico.
No lado poente, onde se abre a pequena galeria já mencionada, considerou-se poder corresponder a um local de deposição de enterramentos, formando assim uma possível necrópole coletiva. No entanto, não são conhecidos quaisquer artefactos que provem esta suposição.
De facto, o local não parece apresentar condições para a realização de enterramentos, o que fez com que alguns investigadores considerassem a designação de "Anta" incorreta, nomeadamente os arqueólogos Félix Alves Pereira e Paulino Montez nos anos 40 e 50 do séc. XX. Mais recentemente outros investigadores afirmaram, igualmente, tratar-se de uma designação questionável, considerando ser este um monumento "hibrido, que conjuga elementos naturais graníticos com alguns elementos arquitetónicos" (SOUSA, 1998, pág. 136). No entanto, o facto de não ser conhecido espólio proveniente do local, poderá também estar relacionado com a falta de estudos sobre este sítio desde a sua descoberta no século XIX.
A "Anta de Adrenunes" foi identificada pela primeira vez como sítio arqueológico em 1867 por Joaquim Possidónio Narciso da Silva, fundador da então Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes, numa das suas primeiras incursões pelos arredores de Lisboa em busca de uma melhor compreensão sobre o megalitismo nacional. Embora a escavação que realizou não tivesse revelado quaisquer artefactos corroboradores da utilização funerária da estrutura, apresentou os resultados da sua investigação numa das sessões do "Congresso Internacional de Antropologia e Arqueologia Pré-Histórica" em 1871, na cidade de Bolonha, onde o atribuiu à "Idade da Pedra", descrevendo-o como um monumento funerário megalítico.
Assim, apesar de ter sido classificada como Monumento Nacional em 1910 pelo Conselho Superior dos Monumentos Nacionaes.com o nome de "Anta de Adrenunes", continua a suscitar, junto de vários investigadores, dúvidas em relação à sua real natureza."


De surpresa em surpresa, mal descemos da anta entramos num dos mais encantadores trechos do percurso, que atravessa um denso bosque de cedros-do-Buçaco, local sombrio e fresco onde não resistimos a descarregar o peso das costas e sentar um bocado a uma das mesas ali disponíveis, aproveitando para comer uma peça de fruta.

"O nome comum atribuido a esta espécie - cedro-do-Buçaco - induz duplamente em erro, uma vez que esta espécie é na verdade um cipreste (Cupressus) e não um cedro (Cedrus), além de fazer alusão ao Buçaco, dando ideia que a espécie é originária de Portugal, quando na realidade a sua origem é centro-americana. Esta confusão parece dever-se em parte ao nome científico desta espécie, Cupressus lusitanica, no entanto a atribuição deste nome é compreensível, pois foi no nosso território, que o botânico francês Joseph Pitton Tournefort (1656-1708), em 1689, a observou pela primeira vez, denominando-a “Cupressus lusitanica patula fructu minore”, sendo abreviada pelo botânico Philip Miller (1691-1771), em 1768 para o atual binómio científico.
É a espécie de cipreste mais presente no nosso país, de crescimento moderadamente rápido, de grande valor ornamental, apresentando significativo interesse florestal. A sua madeira é muito apreciada uma vez que apresenta boas características: leve, aromática, duradoura mesmo dentro de água, resistente, homogénea, de cor rosada ou amarelada. Apreciada em marcenaria, para produção de móveis de qualidade."

(retirado do site da fundação Mata do Bussaco)

Prosseguindo o nosso passeio, vamos encontrar a Ermida de S. Saturnino e logo depois, o Santuário da Peninha, onde nos sentamos a almoçar, enquanto espraiávamos o olhar pela imensa paisagem costeira que dali se avista.

"ERMIDA DE SÃO SATURNINO Um pouco abaixo da ermida de Nossa Senhora da Peninha, para poente, ergue-se a ermida de São Saturnino, já referenciada em 1191 no documento de doação de terras a Pêro Pais, alferes-mor de D. Afonso Henriques. Escavações arqueológicas levadas a cabo no local revelaram a existência de um edifício manuelino, o qual, decerto, terá substituído a estrutura medieval. Mais tarde, já nos finais do século XVI e a mando de São Vicente de Fora, aquele templo foi derrubado e no mesmo sítio erigiu-se a grande ermida que ainda ali subsiste apesar, de há muito, se encontrar abandonada. No exterior evidenciam-se possantes contrafortes que protegem a o edifício da força dos ventos marítimos, prolongando-se este prospecto vernacular pelo interior, destacando-se a estrutura musculada da arquitetura chã, tão característica, aliás, do nosso maneirismo. Ainda acerca desta ermida, destaca-se a referência a um painel de azulejos seiscentista, hoje deslocado da ermida, com a seguinte inscrição: Esta obra mandaram fazer os oficiais da Nao de Nossa Senhora da Oliveira de Guimarães, era de 1636."
Mas aqui há um grande mistério, ainda por esclarecer: será que aqui existiu um santuário romano dedicado ao deus Saturno, quem sabe edificado sobre outro de culto pré-histórico, e que mais tarde o Cristianismo se apropriou como muitas vezes aconteceu?

"ERMIDA DE NOSSA SENHORA DA PENINHA Segundo a lenda, a primeva ermida foi construída com pedra solta depois de, na sequência [de um milagre] da aparição de Nossa Senhora a uma pastorinha, se ter encontrado naquele local uma imagem da Virgem, facto que, segundo a narrativa, terá ocorrido ainda no reinado de D. João III. O actual templo, todavia, resulta da intervenção do ermitão Pedro da Conceição, em 1690, contando depois com patrocínio régio de D. Pedro II. Por conseguinte, na pequena capela barroca de planta longitudinal com capelamor saliente, patenteia-se, na nave, o revestimento integral com painéis de azulejos, datados de 1711, alusivos à vida de Nossa Senhora, atribuídos a Manuel dos Santos e ao monografista PMP. No lado da Epístola sobressai o púlpito com mármores. Bem lançado arco triunfal, ladeado por mármores com motivos geométricos, conduz à capela-mor forrada com embrechados de mármore, incluindo a abóbada de berço com caixotões. O trono, também em mármore, permanece ladeado por colunas salomónicas e dois nichos, cujo traço se deveu a João Antunes. Na continuação da capela evidencia-se um pavilhão, constituído por corpos diferenciados rematados por merlões rectilíneos, no corpo central rasga-se janela serliana, mandado construir, em cerca de 1918, por Carvalho Monteiro, segundo projeto de António Rodrigues da Silva Júnior."
(cm-Sintra, PDM - Relatório de Caracterização e Diagnóstico do Concelho de Sintra)

E daqui há que descer, seguir um estradão nivelado que a dada altura trocamos por um trilho de downhill em que vamos fazer uma empinada subida para chegar a outro estradão lá em cima que em pouco tempo nos leva a um ponto de cruzamento dos PR6 e PR11 de Sintra, muito perto do tholos do Monge, que se pode ir visitar a umas dezenas de metros a nascente. Mais um mistério ainda não totalmente esclarecido, por isso o monumento ainda não foi classificado - mas é de certeza um sítio pré-histórico, com espólio recolhido:

"Quando os Serviços Geológicos foram instituídos, em meados do século XIX, no âmbito do Ministerio das Obras Publicas, Commercio e Industria, reunir-se-iam as condições essenciais ao desenvolvimento da jovem ciência arqueológica que, nas principais capitais europeias resultara na formação de sociedades, institutos e espaços museológicos que lhe eram inteiramente consagrados. Tentava-se, assim, ultrapassar paulatinamente os anos de atraso verificado em Portugal neste domínio científico, em grande parte devido às décadas em que se vira envolvido numa profunda crise interna, da qual as lutas liberais foram apenas uma das faces mais visíveis.
Instalado na capital portuguesa, era natural que as primeiras indagações realizadas no terreno por iniciativa dos engenheiros militares que predominavam neste organismo estatal privilegiassem a península de Lisboa, numa época em que os meios e as vias de comunicação ainda não conseguiam suprir as dificuldades de quem pretendia e necessitava de percorrer o país. Em todo o caso, foi graças aos estudos geológicos encetados de forma concertada e sistemática que se deram os primeiros passos no entendimento da pré-historicidade humana no actual território português, como se verificara, ademais, nos restantes países europeus onde a "Pré-história" já constituía uma disciplina plenamente afirmada, sobretudo após aquele que é considerado como o seu annus mirabilis (1859).
E, de facto, os estudos desenvolvidos desde então na península de Lisboa têm demonstrado, em grande parte graças à iniciativa precursora do conhecido engenheiro militar e geólogo Carlos Ribeiro (1813-1882), a riqueza arqueológica das suas regiões, com realce para a sintrense, como evidencia o número de arqueosítios já identificado e escavado, numa prova inegável das condições cinegéticas que desde sempre possibilitou a uma duradoura permanência humana. Esta presença é, aliás, bem patente nos diferentes testemunhos megalíticos aí existentes, acentuados por um marcado poliformismo denunciador da diversidade de influências culturais diacrónicas e sincrónicas observadas na actual península de Lisboa. Tipologia esta que, também, na região de Sintra, se encontra bem representada por alguns exemplares, como no caso dos tholoi, essencialmente destinados a inumações colectivas.
Identificado e escavado em 1878 por C. Ribeiro (vide supra), o "Tholos do Monge" encontra-se isoladamente no topo de uma das maiores elevações da Serra de Sintra, erguido durante o Calcolítico Pleno, entre c. de 2300 e c. de 2000 a. C., numa altura em que se reforçavam os sistemas defensivos de alguns povoados e se fortificavam novos "habitats" de cumeada estremenhos (JORGE, S. de O., 1990, p. 184), sendo posteriormente reutilizado já no Bronze Final(JORGE, V. de O., 1990, p. 243).
Aproveitando uma depressão natural do próprio maciço, o sítio é constituído por uma câmara de planta subcircular com cerca de quatro metros e meio de diâmetro máximo e paredes erguidas com lajes de diferentes dimensões colocadas horizontalmente, com aproximadamente dois metros de altura, coberta em falsa cúpula, tipo "clarabóia", "[...] cujas afinidades morfológicas mediterrânicas são bastante incisivas." (JORGE, S. de O., Idem, p. 126). E ainda que remanesçam quase em exclusivo os elementos estruturantes da câmara funerária, o sítio possuía originalmente corredor e átrio exterior . O espólio do tholos, basicamente recolhido ainda na segunda metade de oitocentos (vide supra), é constituído por cerâmica comum calcolítica e sílexes, actualmente expostos no Museu dos Serviços Geológicos de Portugal."

(do site da DGPC)

Em seguida passamos pelo memorial aos militares que perderam a vida no incêndio de 1966:

"A 6 de setembro de 1966, sensivelmente por volta do meio-dia, eclode aquele que viria a tornar-se no maior incêndio florestal de que há registo na serra de Sintra.
O “grande fogo da serra de Sintra”, como ficou eternizado, irrompe na Quinta da Penha Longa e adquire rapidamente dimensões incontroláveis, favorecido pelas elevadas temperaturas e constantes mudanças de vento forte.
Em poucas horas, Sintra tornou-se numa vila refém. Toda esta região ficou “…envolta numa enorme nuvem de fumo - negro e espesso – visível a vários quilómetros de distância. À noite, as chamas iluminavam a Serra. Chegavam constantemente mais Corporações. As sirenes eram como gritos da noite!” (in Diário de Noticias, de 10 de setembro de 1966).
Apesar da adversidade extrema, da incipiência e escassez dos meios disponíveis, inexistência de apoio aéreo e de sistema de telecomunicações, os nossos bombeiros e militares defenderam, à exaustão, o património edificado de Sintra, impedindo de forma decisiva que o incêndio atingisse maiores proporções do que os 50 km2. de área arborizada devastada pelas chamas.
Grande parte da Serra perdeu o seu encanto ao ver-se convertida num cenário dantesco, autêntico horizonte negro. Os Parques da Pena e de Monserrate foram salvos mas, lamentavelmente, a Tapada do Mouco foi praticamente consumida pelas chamas.
Todavia, é no Pico do Monge que acontece a maior tragédia com que este incêndio nos marca a memória: a perda de 25 vidas humanas. Como se pode ler em várias placas de homenagem em torno do local Mina da Água, tudo aconteceu na noite do dia 7 de setembro, no momento em que o fogo atingia o seu auge, um grupo de militares do R.A.A.F que operava no local, foi surpreendido e cercado pelas chamas.
Nesse local onde, na tarde do dia seguinte, 8 de setembro de 1966, dois engenheiros encontraram os corpos sem vida, foi erigido um monumento em sua homenagem e 25 ciprestes erguem-se em sua memória."

(http://assembleiamunicipal.cm-sintra.pt/assembleia/noticias/505-grande-incendio-da-serra-de-sintra-6-a-12-de-setembro-de-1966)

E daqui é um saltinho até ao ponto de início.
Espero que gostem do percurso!
Sítio arqueológico

Anta de Adrenunes

Interseção

Caminho dos Moínhos

Ruínas

Ermida de São Saturnino

Waypoint

Memorial homenagem aos militares mortos no incêndio

panorama

Miradouro

Caminho cerrado. Algumas rochas
estacionamento

Parking Capuchos

Piquenique

Parque de merendas no bosque de cedros

Informação

Poste indicador PR10 SNT

Informação

Poste indicador PR10 SNT

Informação

Poste indicador PR6 e PR11 SNT

Poste indicador pr6 pr11 snt
Waypoint

Quinta da Urca

Waypoint

Quinta da Urca acesso principal

Waypoint

Quinta da Urquinha

Waypoint

Quintinha do Paizinho

Lago

Represa

Arquitetura religiosa

Santuário da Peninha

Sítio arqueológico

Tholos do Monge

fonte

Torneira

2 comentários

  • Foto de joaobarcelos

    joaobarcelos 22/jul/2019

    I have followed this trail  View more

    Muito bom! Obrigado

  • Foto de papaleguas

    papaleguas 22/jul/2019

    Obrigado, João Barcelos, boas caminhadas!

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