Tempo em movimento  5 horas 18 minutos

Horas  8 horas 10 minutos

Coordenadas 3145

Uploaded 30 de Março de 2019

Recorded Março 2019

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1.075 m
476 m
0
4,7
9,5
18,93 km

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próximo a Coelheira, Viseu (Portugal)

Um dos meus trilhos favoritos, que percurso fantástico, mas muita atenção, só realizar este percurso em dias secos que não esteja a chover nem tenha chovido nos últimos dias, muito perigoso a descida da Ribeira de Palhais, desde a Drave até ao Pêgo.
Iniciamos junto à eólica nº 27, bem perto da estrada de ligação ao São Macário, percorremos esta estrada por algumas centenas de metros, depois deixamos a estrada viramos à esquerda e descemos através de uma das garras da Arada, esta descida apresenta-nos uma paisagem sem igual, de frente toda a encosta da Arada onde se situa a Drave, Regoufe, o Portal do Inferno e mais ao longe a Serra de Montemuro, a descida dura e difícil leva-nos até à ribeira de Gourim, aqui escolher o melhor local para atravessar a ribeira e iniciar a subida através das leiras de cultivo, actualmente abandonadas e que nos leva à aldeia de Gourim, aldeia já desabitada mas que em tempos foi bastante frequentada pela actividade mineira.
Actualmente em Gourim existe apenas uma habitação belíssima, a casa Margot e mais recentemente construíram uma capela já na encosta da subida para a Drave.
Após uma fotos lá iniciamos a subida pela estrada acima em ziguezague que nos leva à cumeada e onde se encontra o cruzamento da Drave, optamos por descer para a Drave pelo caminho tradicional, mais largo e de fácil progressão, toda esta descida é de uma beleza sem igual, nesta altura do ano o amarelo da carqueja e o violeta da urze já se faz notar a sua presença na encosta desta Serra.
Chegamos à Drave, aldeia muito movimentada pela actividade dos Escuteiros, esta aldeia dispensa apresentações, pois é bastante frequentada pelos amantes da natureza.
A partir da Drave começa a nossa aventura pela descida da Ribeira de Palhais, a descida muito técnica, ora se faz pela margem esquerda, ora pela margem direita e por vezes quando não é possível passar nas pedras da ribeira faz-se um desvio pela margem mais acima que pode ter algum mato, leva-nos pelas diversas lagoas existentes, um verdadeiro paraíso da natureza e que as fotos e o video apenas documentam um pouco de toda a beleza.
Mais abaixo, a Ribeira une-se ao Rio Paivô, formando o Rio Paivô, após a confluência do Rio com o Ribeiro, deixamos o leito do Rio e subimos a "trepar" até à cumeada onde se avista o caminho para a aldeia do Pêgo, esta subida é curta mas dura.
Na cumeada, era hora descer e entrar no caminho que nos leva até à aldeia do Pêgo, uma aldeia abandonada junto ao Rio Paivô, após passar na aldeia descemos até ao rio, nós optamos por seguir o trilho à direita e descer até à represa existente mais à direita da aldeia, mas a descida é muito complicada e perigosa, aconselho a descida pelo lado esquerdo da aldeia que tem um trilho e onde a passagem pelo rio se faz sem complicações, mas nós queríamos ir à represa e decidimos virar à direita.
Na represa a passagem para a outra margem só é possível pelo meio da água, assim, descalços, com as botas na mão e com algum cuidado para não cair lá passamos para a outra margem onde se encontram uns carvalhos com bastante sombra e foi este o local escolhido para o almoço que seguia na mochila.
Após o descanso e já almoçados começamos a preparação para a dureza da subida da Garra que nos esperava, uma subida dura muito dura, leva-nos dos 470mt até aos 1080mt em 3 quilómetros.
Primeiro, escolher o melhor local para iniciar a subida junto ao Rio, depois, já na cumeada, obrigatório paragem para apreciar o serpentear deste rio serra abaixo, que beleza, a subida parece que nunca mais termina, foi efectuada a bom ritmo mas com diversas paragens tal a beleza do local, esta subida dura, termina perto da eólica nº 13, no Alto do Cota.
Já no alto foi percorrer o estradão das eólicas com a aldeia da Coelheira e todo o vale da Fraguinha ao nosso lado direito, até chegar à estrada em alcatrão, que seguimos e nos leva até onde iniciamos este percurso.
Lógico que o percurso não tem qualquer marcação, deve ser efectuado apenas para pessoas com alguma destreza física, a descida da Ribeira de Palhais pode ser complicada e a última subida da Garra é bastante dura.
Perigoso no lugar do Pêgo a descida até à represa, aqui só se passa pela água, não aconselho esta descida, existem alternativas junto à aldeia do lado esquerdo.
Não realizem este percurso com as pedras molhadas, em dias de chuva é perigoso.
De resto, fica nos meus favoritos e com a certeza que brevemente irei fazer novamente a Ribeira de Palhais, mas com outro trajecto talvez pelo lado de Regoufe.

2 comentários

  • Foto de João Marques Fernandes (CSM)

    João Marques Fernandes (CSM) 1/abr/2019

    Sem dúvida, Carlos Pinto, este trilho é obrigatório para quem gosta de caminhar em serras duras e imponentes tais como a Arada e a Freita. Tenho-o debaixo de olho para quando surja a oportunidade de fazer a descida de Gourim a Drave e depois subir pela garra, do Rio Paivô até à cumeeira do parque eólico. Quanto ao troço da ribeira de Palhais, entre Drave e o Pêgo, já o fiz e confirmo que é sublime! Duro, técnico, mas deslumbrante. E aquela sucessão de lagoas... não há palavras! Muito bom, mesmo. Obrigado pela partilha. Boas caminhadas!

  • Foto de jorge mar

    jorge mar 2/abr/2019

    Na próxima quero ir!! :))

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