Horas  6 horas 46 minutos

Coordenadas 1809

Uploaded 3 de Outubro de 2016

Recorded Outubro 2016

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  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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1.624 m
1.000 m
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4,0
7,9
15,84 km

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próximo a San Martín de Castañeda, Castilla y León (España)

FOTOS DESTA E DE OUTRAS TRILHAS EM ”CAMINHANTES"

Voltamos ao “Parque Natural del Lago de Sanabria y Alrededores” para realizar dois trilhos durante o fim-de-semana. O primeiro une três percursos: “Senda de Los Monjes”, “Cañón del Rio Tera” e “Cueva de San Martín”, tornando o percurso circular. O segundo é a clássica “Ascensión a Peña Trevinca” com passagem pela “Laguna de Lacillo”, também ajustado a percurso circular.

SENDA DE LOS MONJES, CAÑÓN DEL RIO TERA E CUEVA DE SAN MARTÍN

Começamos o trilho em San Martín de Castañeda, no refúgio de montanha de San Bernardo, gerido pela Agrupación Montañera Zamorana, local onde pernoitamos. Seguimos as marcas azuis, da Senda de Los Monjes, em direção a Ribadelago Viego, são aproximadamente quatro quilómetros, com desnível negativo de 250 metros, com algumas zonas de bastante pendente, podendo existir, dependendo da época do ano, locais do caminho com bastante água. As vistas sobre o Lago da Sanábria são magníficas, encontramos as ruínas de um Castro Celta, atravessamos um bosque de carvalhos e aveleiras e entramos em Ribadelago Viego pelas ruínas da antiga igreja padecente da catástrofe de 1959. Chegados à localidade seguimos o trilho do “Cañón del Rio Tera”. Este último é possivelmente o mais popular da zona dos Lagos da Sanábria, não só pela sua beleza mas também pela história que representa a catástrofe de 1959 com a rotura da represa do reservatório de Veja de Tera. Seguimos o trilho muito bem marcado, agora de cor verde e mariolas de pedra, “hitos”. Percorre-se todo o “Cañón” por terreno rochoso paralelo ao rio, passando por várias lagoas. Chegados à “Cueva de San Martín”, nome da última lagoa deste trilho, pode-se optar por continuar até ao “Embalse de Veja de Tera”, são 6 kms, ida e volta. Nós optamos por continuar o trilho sinalizado, “Cueva de San Martín”, até San Martín de Castañeda. Neste troço temos que vencer um grande desnível para sair do vale formado pelo rio Tera, continuando depois a descer até à estrada que sobe para a Laguna de Los Peces, a qual percorremos até chegar ao Refúgio de San Bernardo, local de término deste percurso.



IMPORTANTE:
- O trilho é belíssimo, um dos mais belos do Parque Natural do Lago da Sanabria, com paisagens deslumbrantes que mais parecem terem sido desenhadas. É um daqueles trilhos que provoca enormes emoções, que prende os sentidos, que nos faz querer ansiosamente dobrar cada encosta.
- É um trilho difícil, apesar de o classificar-mos como moderado, principalmente para os menos habituados devido à sua extensão e fortes declives, para quem não estiver preparado fisicamente pode ser uma experiência dolorosa.
- Este trilho não deve ser feito em dias de chuva ou mesmo de chuva nos dias anteriores, pois é feito sobre muita rocha íngreme que molhada constitui um sério perigo!

BREVE HISTÓRIA DA CATÁSTROFE DE RIBADELAGO
O reservatório de Vega de Tera era um pequeno aproveitamento hidroelétrico que fazia parte de um sistema mais amplo dos lagos artificiais e canais denominados Salto de Moncabril que aproveitava as águas do rio Tera em sua passagem pela comarca de Sanabria. Na noite de 9 de Janeiro de 1959, devido a uma má construção que provocaram graves deficiências estruturais e depois de apenas dois anos de construção, quando se encontrava na sua máxima capacidade, um setor de mais de 150 metros de longitude de muro caiu provocando a saída de quase 8 milhões de metros cúbicos de água que percorreram o Canón del rio Tera e rapidamente chegou ao povoado de Ribadelago arrasando-o e provocando a morte e desaparecimento de 144 pessoas.

7 comentários

  • PicosAlpinos 5/out/2016

    Mais um trilho que dá vontade de juntar as botas e a mochila e ir... Obrigado pela partilha.

  • Foto de Phylophysis

    Phylophysis 2/jan/2017

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    Um belíssimo trilho, apesar de exigente, nomeadamente o Cañon del Tera.
    Não recomendável em dias de chuva ou muita humidade.

  • Foto de Caminhantes

    Caminhantes 2/jan/2017

    Saudações Vitor e desejos de um Bom Ano cheio de atividades na montanha.

  • Foto de Phylophysis

    Phylophysis 3/jan/2017

    Obrigado Joaquim pelos votos e pela dedicação na partilha de trilhos excelentemente documentados.
    Bom ano para os Caminhantes!

  • Foto de jpblanco

    jpblanco 5/mar/2017

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    La señaliza con es muy deficiente, intente recolocar los hitos para mejor localización , en esta época (Marzo) patinan mucho las piedras y la la humedad dificulta el agarre en los puntos más complicados , merece la pena ir por las vistas tan preciosas que hay.
    Es preferible tener un poco de nivel y conocimiento de la montaña para poder realizar la ruta sin problemas.

  • Foto de eatheril

    eatheril 15/out/2018

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    Preciosa ruta. En octubre las tonalidades en el paisaje hacen que sea espectacular. Nosotros la hicimos saliendo de San Martín hacia la cueva de San Martín, descendiendo por el cañón hasta Ribadelago y volviendo a San Martín en unas 4.30 horas, pero avanzando muy rápido (la duración normal diría que son 5-6 horas). Coincido con la descripción en que la parte del cañón es de dificultad moderada y hay que saltar, descolgarse y trepar por rocas, por lo que se avanza lento y hay personas que pueden tener muchas dificultades. Nosotros lo hicimos con terreno mojado y las rocas resbalan mucho por lo que la dificultad pasa a difícil y hay que tener mucho cuidado. En días de lluvia no la recomiendo porque puede ser un poco peligrosa.

  • Foto de Caminhantes

    Caminhantes 16/out/2018

    Hola eatheril!
    Me alegro que te haya gustado, es una ruta estupenda!
    Gracias por tu comentario y valoración.
    Saludos.

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