Horas  5 horas 46 minutos

Coordenadas 483

Uploaded 21 de Fevereiro de 2018

Recorded Fevereiro 2018

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próximo a Segovia, Castilla y León (España)

FOTOS DESTA E DE OUTRAS TRILHAS EM ”CAMINHANTES"

Aproveitando a escapadinha a Madrid destina-mos um dos dias para visitar Segóvia que dista sensivelmente uma hora de viagem de autocarro da capital espanhola. Segóvia foi declarada Património da Humanidade pela UNESCO em 1985. É conhecida internacionalmente pelo aqueduto romano. Destacam-se igualmente a catedral e o alcázar.

Para a deslocação de Madrid a Segóvia optamos pela carreira regular de autocarros da empresa La Sepulvedana. A viagem tem início na central de transportes de Moncloa (acesso metro pela linha 3 ou 6).

Esta trilha tem inicio na Estación de Autobuses de Segóvia, seguimos pela Avenida del Acueducto, passando pela Iglesia de San Millán, uma das mais antigas da cidade, com destaque para a sua torre pré-românica de estilo mudéjar (Sec. XI) - Denomina-se arte mudéjar ao estilo artístico que se desenvolveu entre os séculos XII e XVI nos reinos cristãos da Península Ibérica, que incorpora influências, elementos ou materiais de estilo ibero-muçulmano. Trata-se de um fenómeno exclusivamente ibérico que combina e reinterpreta estilos artísticos cristãos (românico, gótico e renascentista) com a arte islâmica.

Continuando pela avenida encontramos um pouco à frente, do lado direito, a Iglesia de San Clemente, templo de estilo românico (Sec. XII - XIII), notável pela estrutura e decoração da abside - O termo arquitectónico abside, do latim absis ou absidis e originariamente do grego apsis ou apsidos, que significa arco ou abóbada), é a ala de um edifício (normalmente religioso) que se projeta para fora de forma semicilíndrica ou poliédrica e em que o remate superior é geralmente uma semicúpula (planta circular) ou abóbada (planta poligonal). Nas igrejas orientadas, este anexo é aberto para o interior (capela-mor) no seguimento do eixo da nave, situando-se na extremidade Leste. Após o altar, na área do coro, este anexo pode ainda acoplar absides mais pequenas (capelas radiantes).

Avenida del Acueducto termina na Plaza del Azoguejo, antiga praça do mercado da cidade, é também neste local que atinge maior altura o Aqueduto de Segóvia - é um aqueduto romano e um dos monumentos antigos mais importantes e mais bem preservados deixados na Península Ibérica pela civilização romana. Como o aqueduto carece de uma inscrição legível (uma foi aparentemente localizada no subsolo da estrutura), na data de construção não pode ser definitivamente determinado. A data geral de construção do aqueduto foi por muito tempo um mistério embora acredita-se que tenha sido durante o século I dC, durante os reinados dos imperadores Domiciano, Nerva e Trajano. No final do século XX, Géza Alföldy decifrou o texto na placa dedicatória estudando as âncoras que seguravam as letras de bronze que ficavam na estrutura. Ele determinou que o imperador Domiciano (81-96) ordenou a sua construção. Al Monún de Toledo derrubou parte do aqueduto em 1072, mas os Reis Católicos, no século XV, promoveram a restauração da obra. Segundo o arqueólogo Ernesto Quintana toda a estrutura do aqueduto está apenas suportada pelo próprio peso das pedras.

Passamos na Oficina de Turismo de Segóvia onde recolhemos informação sobre os locais a visitar. Prosseguimos pelo Postigo del Consuelo com magnificas panorâmicas sobre o aqueduto, passamos por vários edificações religiosas e museus até Alcázar de Segovia ou Alcácer de Segóvia - é um palácio fortificado em pedra, erguido em posição dominante sobre um penhasco rochoso na confluência dos rios Eresma e Clamores, próximo das montanhas de Guadarrama, é um dos mais distintos castelos-palácios em Espanha em virtude da sua forma – como a proa de um navio. O alcácer foi inicialmente construído como uma fortaleza, mas serviu, desde então, como palácio real, prisão do estado, Colégio Real de Artilharia e academia militar. Como muitas outras fortificações na Espanha, o alcázar teve as suas origens em uma fortificação islâmica que não existe mais. Sua primeira construção foi em 1122, 34 anos depois da reconquista de Segóvia pelo Reino de Leão (durante o período em que Afonso VI de Leão reconquistou terras para sul do rio Douro até Toledo e mais além). Ao longo dos séculos, foi renovado e ampliado várias vezes, e seu perfil atual é graças a Felipe II de Espanha. No entanto, evidências arqueológicas sugerem que o sítio deste alcázar já fôra usado no tempo dos romanos como fortificação. esta teoria é substancializada pela presença do famoso aqueduto romano de Segóvia. Em 1931, o edifício foi declarado monumento histórico artístico. No ano de 1953 foi criado o patronato do alcázar, entidade responsável pelo museu que se pode visitar no seu interior. Actualmente, o alcázar permanece como um dos mais populares lugares históricos da Espanha, sendo uma das três principais atracções turísticas de Segóvia. Entre as salas mais notáveis encontram-se a Galeria dos Ajimeces, a qual contém muitas obras de arte, a Sala do Trono e a Galeria dos Reis, com um friso representando todos os Reis e Rainhas espanhóis desde Pelágio das Astúrias até Joana, a Louca depois de se mudar para o Palácio Real de Madrid.

Depois de visitar o palácio Alcázar seguimos pela Calle del Socorro com o seu magníficas vistas sobre o Valle del Clamores, passamos a Puerta de San Andrés, voltando a entrar nas murallas e juderia em direção à Catedral de Nuestra Senhora de La Assunción y San Frutos ou Catedral de Santa Maria de Segóvia – A catedral, conhecida como a Dama das Catedrais, devido às suas dimensões e à sua elegância, foi construída entre os séculos XVI e XVIII, de estilo gótico tardo com traços de renascentismo. A catedral de Segóvia é uma das catedrais góticas passado da Espanha e da Europa, construído no século XVI (1525-1577), quando a maioria da Europa, dominou a arquitetura do "renascimento". A catedral tem uma estrutura em três cúpulas altas e ambulatorial, tem janelas bonitas com fino rendilhado e vitrais de qualidade excepcional. O interior tem uma notável unidade de estilo (em estilo gótico tardio), exceto na cúpula construída em torno de 1630, e parece impressionante e sóbrio. Abóbadas góticas atingem 33 metros de altura e medem 50 metros de largura e 105 de comprimento. A grande cúpula foi concluída por Pedro de Brizuela, no século XVII. A torre poderoso chega a quase 90 metros. A chapitel de pedra actual ao torre, data de 1614, erguido após um grande incêndio causado por uma tempestade. A torre original, totalmente gótico, foi construída de mogno americano tinha estrutura piramidal, e era a torre mais alta de Espanha.

Estamos na Plaza Mayor num dia que convida a sentar numa esplanada a disfrutar do magnífico sol de inverno… e assim foi, fizemos uma longa pausa e depois seguimos pelas movimentadas ruas de comércio: Calle Isabel La Católica, Calle Juan Bravo e Calle Cervantes voltando a intersectar o percurso na Avenida do Acueducto até à Estación de Autobuses de Segóvia onde termina esta ruta monumental de Segóvia.

Fonte: Wikipedia

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