Horas  3 horas 16 minutos

Coordenadas 2423

Uploaded 20 de Julho de 2015

Recorded Julho 2015

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  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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16,21 km

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próximo a São Pedro de Muel, Leiria (Portugal)

Existem 3 percursos pedestres implementados pela Câmara Municipal da Marinha Grande em parceria com Autoridade Florestal Nacional, no âmbito do Plano de Valorização Ambiental e Turístico de São Pedro de Moel, a saber:

  • PR1 Trilho da Antiga Linha Linha do Comboio de Lata

  • PR2 Da Orla Costeira às Pedras Negras

  • PR3 Da Orla Costeira ao Ribeiro de São Pedro


A minha proposta foi fundir num só os Percursos PR2 e PR3, já que grande parte do seu trajecto é comum.
Optei por iniciar o percurso na Praia Velha. Esta praia tornou-se nos dias de hoje um local privilegiado para observar as plantas que colonizam ecossistemas dunares e que estão perfeitamente adaptadas à sobrevivência num meio de condições adversas. Entre elas podemos encontrar os frágeis cordeirinhos-da-praia (Otanthus maritimus), o lírio-da-praia (Pancratium maritimum), e o estorno (Ammophila arenaria). No areal desta praia desagua o Ribeiro de São Pedro que atravessa a Mata no sentido Nascente-Poente e tem um pequeno caudal frequentemente “empurrado” pelo vento até ao topo Sul da praia. Daqui parti para a Praia das Pedras Negras, que toma o seu nome pelos afloramentos de margas escuras e avermelhadas.
Daqui o percurso segue para o interior da mata através de uma estrada florestal que margina o Ribeiro de S Pedro.
Este trajecto situa-se no seio de um bosque ribeirinho de enorme beleza, constituído por amieiros (Alnus glutinosa), choupos (Populus nigra), salgueiros (Salix sp.), loureiros (Laurus nobilis), carvalhos-americanos (Quercus rubra), carvalhos-alvarinhos (Quercus robur), acácias (Acacia melanoxylon), eucaliptos (Eucalyptus globulus), entre várias espécies de árvores. Do ponto de vista faunístico este local adquire natural importância, uma vez que constitui uma área de refúgio e de biodiversidade, proporcionando alimento para diversas espécies de répteis, aves e mamíferos, dos quais se destacam a trepadeira-azul (Sitta europaea), a gineta (Genetta genetta), o esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris), a lontra (Lutra lutra), a rã-ibérica (Rana
iberica) e o lagarto-de-água (Lacerta schreiberi). No local designado por Ponte Nova ainda se conserva hoje o açude de uma das duas serrações hidráulicas que laboraram no interior do Pinhal do Rei desde finais do séc. XVIII / princípios do séc. XIX. Este é um dos locais onde poderá fazer uma paragem para observar vestígios de antigas serrações e moinhos hidráulicos.
Neste local existe ainda mais uma Árvore Notável, no caso um Eucalipto de grandes dimensões. Aqui resolvi sair do trilho marcado e segui pela estrada da esquerda, sempre acompanhando o ribeiro tendo depois inflectido por um carreiro arenoso até ao Ponto Novo, uma torre de vigia localizada num dos pontos mais elevados da Mata. Daqui retomei o percurso até S Pedro de Moel, tendo desembocado junto ao Farol
Uma pequena ponte, já na praia, que permite ultrapassar o Ribeiro de S Pedro. Parte integrante dos passadiços de madeira que existem na zona
A Praia das Pedras Negras tem um areal muito extenso com cerca de 1,9 Km. No extremo Sul, a Ribeira de Moel forma uma pequena lagoa junto ao mar. Aqui encontra-se, o icónico na região, Restaurante Bar Old Beach. Na zona central existem, no cimo das dunas, dois largos de terra batida que proporcionam o apoio ao estacionamento.
Um Passadiço de madeira, sobranceiro à Praia das Pedras Negras e que permite a passagem entre os dois parques de estacionamento existentes.
O Ribeiro de São Pedro de Moel é um curso de água corrente que atravessa a floresta litoral para se fundir com o Oceano Atlântico, onde desenha, de forma desigual, a sua foz no extenso areal da praia dourada (Praia Velha). Situado no seio do Pinhal do Rei, o pequeno ribeiro convida à realização das mais diversas atividades, desde um piquenique a um simples passeio para contemplar um lugar que surpreende pelos seus jogos de luz e árvores notáveis que constroem recantos de rara exuberância. Este ribeiro tem uma grande importância ecológica, dada a biodiversidade das espécies florísticas e faunísticas associadas. Esta biodiversidade deve-se ao facto de possuir água durante todo o ano. Possui ainda uma importância peculiar como barreira à progressão de incêndios, dado ter associado um cordão de espécies ripícolas, composto por folhosas de reduzida combustibilidade, constituindo uma descontinuidade às manchas de resinosas (de elevada combustibilidade) existentes nos limítrofes. Nas margens dos cursos de água desenvolve-se uma comunidade vegetal com características de floresta indígena local. Estes bosquetes revestem-se de importância no que respeita à variedade de espécies que aqui ocorrem. À semelhança do que acontece em habitats similares, junto dos cursos de água, toda a comunidade vegetal constituinte deste meio assegura a proteção das margens do ribeiro e proporciona refúgio e alimento a numerosas espécies animais. No Ribeiro de São Pedro de Moel coexistem bosquetes mistos de caducifólias autóctones, onde se destaca o carvalho alvarinho (Quercus robur) pela sua abundância. Também o carrasco (Quercus coccifera), existente em zonas de menor humidade, está presente nas vertentes mais elevadas. Para além destas espécies, surgem no estrato arbustivo e sub-arbustivo, a gilbardeira (Ruscus aculeatus), o loureiro (Laurus nobilis), o folhado (Viburnum tinus) entre outras espécies de Pteridophytas em que dominam o feto real (Osmunda regalis), o polipódio (Polypodium australe) – sobre os troncos caídos em decomposição – e a erva pinheirinha (Equisetum arvense). Do ponto de vista faunístico, este local adquire naturalmente importância, uma vez que constitui uma área de grande biodiversidade, proporcionando alimento e refúgio para diversas espécies de répteis, aves e mamíferos, destacando-se o gaio (Garrulus glandarius) e a geneta (Genetta genetta), espécie protegida incluída no Anexo III da Convenção de Berna, que embora presente em toda a mata, seleciona preferencialmente este habitat.
Um dos muitos locais apropriados para a nobre arte de merendar que existem ao longo dos caminhos da mata.
Árvore de interesse público
Piso arenoso.
O posto de vigia Ponto Novo, foi construído em 1937, a uma altitude de 110 metros. Com o principal objectivo de ajudar na detecção de incêndios na mata. A fiscalização dos focos incendiários era efectuada pelos jornaleiros que viviam durante toda a época de defeso (Maio a Outubro), numa casa anexa, situada junto ao ponto de vigia. Sem direito a prémios, mas sujeitos a castigos, estes trabalhadores, ocupavam o seu período de descanso fabricando colheres e garfos de madeira de urze. Os incêndios são o maior inimigo do pinhal e nem sempre as medidas de prevenção e de combate se revelam suficientes no combate a esse flagelo que são os fogos florestais. Existem espalhados pela mata vários pontos de vigia que ao longo de vidas, foram o único recurso de prevenção aos fogos, equipados desde 1887, somente com uma luneta giratória e um telefone. Hoje em dia, três destes postos de vigia, são activados no período estival e comunicam via rádio.
O farol do Penedo da Saudade entrou em funcionamento em 15 de Fevereiro de 1912, com um aparelho óptico de 3ª ordem, grande modelo (500mm de distância focal), de rotação. A fonte luminosa utilizada era a incandescência pelo vapor de petróleo e a rotação da ópti-ca era produzida por uma máquina de relojoaria. Tem uma torre com 32 metros de altura e 55 metros de altitude. De Março de 1916 a Dezembro de 1919 o farol esteve apagado devido à Primeira Grande Guerra. A primitiva óptica não se manteria no farol do Penedo da Saudade por muito tempo, visto que foi deslocada para o novo farol do Cabo Mondego em 1921. De 3 de Março de 1921 até 27 de Julho, o farol esteve apagado para substituição da referida óptica. O aparelho lenticular instalado foi, também, de 3ª ordem, grande modelo, de rotação, dando grupos de dois relâmpagos. A telha marselha que cobria o edifício do farol, foi substituída em 1937 por telha de lusalite. Em Julho de 1947, foi electrificado com a montagem de dois grupos electrogéneos. O farol começou a funcionar com incandescência eléctrica, sendo instalada uma lâmpada de 6000 watts. Foram adicionados painéis aeromarítimos à óptica em 1950, passando a funcionar com a característica de aeromarítimo. No ano de 1966 a potência da fonte luminosa foi reduzida, sendo instalada uma lâmpada de 1500W. Local: 800 m a Norte de São Pedro de Moel Altura: 32 m Altitude: 55 m Luz: FI (2) W 15 s Alcance: 30 M Óptica: 3ª Ordem 500 mm Ano: 1912 Foi ligado à rede eléctrica de distribuição pública em 1980, iniciando-se também a automatização. A lâmpada foi substituída e sofreu nova redução de potência (1000 W). Uma forte trovoada em Outubro de 1983 causou várias avarias na parte técnica do farol. O Posto Marítimo passou a ser fornecido de energia eléctrica a partir de uma linha retirada do quadro geral das habitações do farol, no ano de 1984. Foram feitas grandes obras de reconstrução e remodelação, no interior e exterior dos edifícios e nos telhados, entre 1997 e 1998.
Pequena praia abrigada entre falésias, a Praia da Concha adquiriu o seu nome por ter um pequeno areal em forma de concha, "cercado" pelas falésias e pelo mar. O acelerado processo de erosão a que tem estado sujeita, levam a aconselhar prudência à sua utilização. No entanto, o passadiço na zona Norte e a escadaria na zona Sul, facilitam o acesso ao areal sem incidentes. Durante a maré baixa ficam expostas formações rochosas na zona de banhos que outrora estiveram imersas. O local é bom para a pesca à linha e para a apanha de percebes. Existe, na zona Sul, uma pequena área que prima pela ausência de rochas. No topo das falésias que rodeiam a praia, pode-se usufruir de uma vista esplêndida em qualquer das direções escolhidas, e respirar o ar fresco e perfumado que emana do mar.
No Pinhal do Rei, hoje Mata Nacional de Leiria (Pinhal de Leiria), na orla marítima da Praia Velha, encontram-se imponentes Pinheiros-serpente, que a elevada salinidade, proveniente da costa, impelida pelos ventos, impede o seu normal crescimento.

1 comment

  • Foto de Bernard Serckx

    Bernard Serckx 28/mai/2016

    I have followed this trail  View more

    Nice environment and wood for walking and biking but this easy walk go’s the major off the time over asphalted streets and that’s not so pretty.
    Missed chance because there are a lot of small pads in the wood.
    Good walk for family’s that want to combine an easy walk with a pick-nick under the shadow of the trees. There are a lot of pick nick tables around the walk.
    This walk through the forest and along the beach is around 16 km but can easily be shortened.

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