Horas  5 horas 4 minutos

Coordenadas 1241

Uploaded 5 de Março de 2014

Recorded Março 2014

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14,3 km

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próximo a Lazarim, Viseu (Portugal)

O nome deste percurso, deve-se ao facto da existência, de um Carnaval genuíno em Lazarim, “O Entrudo de Lazarim” que mantém as tradições ancestrais, que perduram ao longo dos anos.
O percurso é circular sendo o resultado da junção dos percursos: PR6 Percurso das Mascaras de Lazarim e o PR4 Percurso da Anta de Mazes.
Iniciamos em Lazarim (não deixar de visitar uma oficina de um dos artesãos das famosas máscaras. São 3; O Costinha; O Adão e o Afonso Castro. Basta perguntar a um dos locais), seguindo no sentido do ponteiro do relógio em direcção à aldeia de Mazes, esta parte do percurso está mal marcado, pelo que é conveniente ir muito atento. Chegados a Mazes e na intersecção com o PR4 seguimos este para o lugar da Anta de Mazes, passando pelos Moinhos da Faia. Daqui, iniciamos a subida para a Anta de Mazes formada por um pequeno aglomerado de casas em pedra, antigamente cobertas por colmo, hoje só encontramos uma, que serviam de refúgio aos pastores. Saímos do lugar por uma pequena ponte de pedra e continuamos o PR4 em direcção a Mazes, mas logo que intersectamos o PR6, junto à cruz do alto de Mazes, seguimos este em direcção à aldeia de Parafita. Daqui foi sempre a descer até Lazarim.
Nesta rota tivemos o privilégio de admirar paisagens magníficas com caraterísticas peculiares destes locais, pena foi o Céu encoberto e a chuva miudinha que caracterizaram o dia. Já em Lazarim e em contacto com os locais, descobrimos histórias, segredos e tradições antigas, como é o caso do entrudo de Lazarim.

Entrudo de Lazarim
“O testamento burlesco proferido por um rapaz e uma rapariga locais, são um momento bastante importante do Carnaval de Lazarim que ocorre na Terça-Feira de Carnaval (Terça-Feira Gorda). Estes dois jovens recitam, em praça pública, versos (geralmente quadras) previamente criados. A que se referem estes versos? Aos jovens solteiros da aldeia, e à exploração das diferenças entre rapazes e raparigas – a Comadre fala dos rapazes e o Compadre das raparigas –, bem como a elementos satíricos e jocosos – à crítica –, que fazem com o que os espectadores, que acorrem em massa a estes testamentos, se riam e divirtam.
Outro aspecto curioso destes testamentos é a atribuição de partes do corpo do burro e da burra àquele que está a ser satirizado.
A seguir aos testamentos serem pronunciados, ocorre uma espécie de cortejo – o compadre, a comadre e os mascarados do sexo masculino seguem à frente – até ao local em que a comadre e o compadre, representados por bonecos que já estavam presentes no testamento, serão simbolicamente queimados. Hoje em dia estes dois bonecos são compostos por pequenas peças de pirotecnia, o que faz com que dancem e rebentem.
Existe finalmente um concurso de máscaras. Todos os “caretos” participantes possuem um número – este está escrito num papel e é colocado em alguma parte do fato. No fim, será premiada a melhor máscara e, portanto, o melhor artesão. Convém aqui mencionar que as máscaras são feitas por artesões locais que colocam nas máscaras toda a sua criatividade.
O caldo de farinha e a feijoada de porco acompanhados pelo vinho são o jantar, oferecido a todos aqueles que participaram e assistiram aos sucessivos momentos da festa anteriormente descritos.”
“Caretos” de Lazarim
Em Lazarim, as máscaras dos “caretos” são feitas de madeira de amieiro, esculpidas à mão por artesãos. Possuem traços fisionómicos como os olhos, as orelhas e o nariz – por vezes exagerado. Podem ser compostas por barba (esculpida) – sempre pequena –, sobrancelhas, cornos ou chifres – estes podem ser bastante extensos, mais curtos, ou enrolados, à semelhança dos de um carneiro – e por vezes surge uma língua a sair da boca. Algumas têm serpentes no alto da cabeça, ou junto da boca, outras são embelezadas com chapéus. Alguns mascarados fazem-se acompanhar por um pau que pode ser liso ou trabalhado.
Algumas máscaras imitam animais, nomeadamente o porco.
Crê-se que ainda durante o século XIX as máscaras de madeira eram ornamentadas com bigodes e sobrancelhas feitas de pêlo de coelho. Outro elemento presente nas máscaras eram as cobras ou sardões (eram pendurados nas máscaras).

1 comment

  • Foto de gmvr.trekking

    gmvr.trekking 25/fev/2017

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    Caminhada realizada em 25/02/2017, com 10 companheiros do GMVR, a terminar com visita ao CIMI. Bem haja aos Caminhantes pela partilha do trilho.

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