Horas  7 horas 40 minutos

Coordenadas 1347

Uploaded 30 de Novembro de 2015

Recorded Novembro 2015

  • Rating

     
  • Information

     
  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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635 m
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15,01 km

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próximo a Ucanha, Viseu (Portugal)

Este percurso, circular, com início e término em Ucanha, desenvolve-se em plena região vitivinícola demarcada de Távora-Varosa, entre vinhas, pomares e castanheiros, numa paisagem rural muito marcada pela mão do homem. Para além deste ambiente de grande beleza e comunhão com a natureza, o percurso leva-nos ainda a percorrer a rica história da região. Ucanha, detentora de património de grande relevo, com o Pelourinho, a igreja setecentista de São João Evangelista e a Ponte Fortificada de Ucanha, esta última construída no século XII sobre o Rio Varosa e ainda hoje em excelente estado de conservação. Era aqui, nesta ponte com torre de cobrança de portagens, única em Portugal, que se controlava a entrada no couto de Salzedas. O percurso segue por Vila Pouca, com passagem pela bonita Ponte Romana de Vila Pouca, até à aldeia medieval de Salzedas, onde fomos visitar o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, imponente templo da Ordem de Cister. Daqui continuamos para Ucanha, fizemos assim a ligação entre duas das principais Aldeias Vinhateiras da Rota das Vinhas de Cister, no Vale Encantado. Com piso essencialmente de terra e pedra, muitas vezes entre muros antigos, mas também com algum (pouco) alcatrão em estradas estreitas, este é um trilho bastante acessível e muito agradável de percorrer. Já depois de terminar este trilho ainda houve tempo para visitar o Museu do Espumante e provar uma das iguarias da região: O arroz de salpicão!

A ORIGEM LENDÁRIA DO VALE ENCANTADO
Consta que um certo monge, da Ordem de Cister, de seu nome: Lalim de Bigorne, frade residente em S. João, homem afável e palavroso, muito alto, largo de ventre, já entradote e muito dado aos prazeres mundanos. As liturgias monacais obrigatórios eram cada vez mais uma maçada e um suplício, nem mesmo "O alívio", por ser pequeno e baixo lhe trazia conforto às pesadas cadeiras e aos jarretes cada vez mais incomodativos, no entanto o seu pensamento vagueava, constara -lhe que entrara uma nova noviça, Isabel de Britiande no Convento de Salzedas. Pensado e feito, por todos os motivos e mais este, ali faria mais uma incursão, pela calada da noite, puro vício Na madrugada seguinte ao escapulir-se, à saída de Salzedas encontra-se com a caravana de Josué Mezio "o Almocreve “a caminho de Lamego, como amigos que eram (favores mútuos, só ficava a perder na sua fazenda o pérfido Sr. De Cambres) o bom frade debaixo das vestes, passava a portagem da Torre e Ponte Murada de Ucanha, ouro perfumes, especiarias e mesmo sedas. Como contrapartida, garantia, os manjares e o bom vinho da Tasquinha do Matias do outro lado da ponte. Após o suculento repasto de bazulaque e de 12 canecas emborcadas, uma por cada um dos santos apóstolos, em amena cavaqueira com Josué e um dos guardas, do Sr. De Cambres, à Torre e ponte de Ucanha, sente-se mal, coração a palpitar, calores, frios e a desfalecer. Transportado e deixado por Josué, no Hospício de Idosos de Tara Ouca (surda), ao cuidado das irmãs, foi-lhe ministrada uma infusão de licor à base baga de sabugueiro, o que o reanimou o suficiente para começar a namoriscar com as irmãs, escusado será dizer que do pescoço para cima funcionava tudo muito bem, o problema era do pescoço para baixo, posto isto e após ter emborcado uma caneca de um vinho com borbulhas e espuma, segredo das irmãs do Hospício, sente-se suficiente bem para retomar o caminho de regresso. Caminho acima em direcção ao mosteiro, matutando no que lhe acontecera, levanta a vista em direcção aos montes na direcção de Santa a Helena, e estes parecem-lhe os seios da bela Britiande deitada nas nuvens, baixa a vista, concluíra que só poderia ser obra do DEMO, ou ao algum mal-entendido com nosso Sr. Jesus Cristo, lembrara-se que não emborcara a 13ª caneca em sua homenagem. Na passagem por Outeiro e com os jarretes em ferida resolve mergulhar os pés na Ola do Varosa, um verdadeiro alívio para os pés. Retomando o caminho lá chega e entra no mosteiro, prometendo a construção de uma ermida no alto do monte em homenagem à Santa e não esqueceu o Cristo Rei para manter o DEMO bem longe lá para as suas Terras (Terras do DEMO)."
Fonte: © Pacheco,09 - Lendas e Narrativas do Portugal Profundo

2 comentários

  • PicosAlpinos 15/dez/2015

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    Espetacular!

  • Foto de fernandapacheco

    fernandapacheco 25/jan/2016

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    Excelente!

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