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Distância

12,63 km

Desnível positivo

398 m

Dificuldade técnica

Fácil

Desnível negativo

398 m

Elevação máx

529 m

Trailrank

32

Elevação min

330 m

Tipo de trilha

Circular
  • Foto de Queimadela
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Tempo em movimento

3 horas 26 minutos

Hora

4 horas 35 minutos

Coordenadas

2232

Enviada em

15 de julho de 2021

Registrada em

julho 2021
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529 m
330 m
12,63 km

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perto de Sinfães, Braga (Portugal)

O trilho tem troços muitos distintos, a primeira parte, junto à barragem, e até às aldeia do Pontido, vale bem a pena, pela beleza do local e o som da água sempre presente. Depois temos cerca de 1 km de estrada, até virar à direita, para um caminho de terra batida que leva a Ribeiras, uma povoação aparentemente sem nada digno de registo. De Ribeiras à barragem o percurso faz-se entre matas ressequidas do omnipresente eucalipto. Passada a albufeira, com enquadramento e panorâmicas belíssimas, o trilho que se segue, na margem direita do rio, é também belíssimo, apesar da cor das águas do Vizela não inspirar muita confiança. O problema desta parte do trilho começa após cruzarmos a ponte romana, para a sua margem esquerda. Seguem-se uns bons minutos a "trepar", em caminho de terra, repleto de lixo, plástico e garrafas de vidro, sinal que a praga da espécie humana se encontra próxima, até entrarmos num num povoado do qual se sai em direcção... ao alcatrão. São alguns quilómetros de alcatrão para transpor, sem uma única sombra. Que mal fizemos à vida para merecer semelhante castigo?
Passado o suplício, e após deixarmos a estrada, virando à esquerda, entra-se num trilho de pé posto, de vistas amplas, que em minutos se transforma numa descida inclemente, sobre areão e pedras soltas, que colocam à prova a nossa capacidade de permanecermos em pé, e sem equimoses. Para piorar as coisas a descida desemboca num autêntico matagal, de giestas, silvas e carqueja, de muito difícil progressão, e risco elevado de colecionarmos uma boas marcas no corpo. No final de uma denodada aventura de corta mato, vamos dar de novo ao alcatrão, o da estrada que nos leva à barragem.
Um trilho muito complicado. Que ajuda a concluir que na Queimadela pouco há de jeito para dar às pernas. Ou seja, trilhos bons, só os curtos, que são meros passeios de até meia dúzia de quilómetros. Apesar da imensa beleza à solta, não há investimento da administração local. Ou há, mas é para estragar. Na Queimadela estão a construir os inefáveis... passadiços. Já tardava. Quase 200 mil euros a serem enterrados ali para destruir o que de melhor a Queimadela tem, a sua imensa beleza natural. Mas a economia é quem manda e não tem escrúpulos. E a nós compete-nos fazer de conta que somos ceguinhos.
Trilho absolutamente a evitar, a não ser nos troços feitos a montante da barragem e, a jusante, apenas no troço que vai até até à ponte romana, percurso excelente para uns passeios românticos, apesar do piso ser algo técnico em algumas zonas, e exigir por isso algum cuidado.
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1 comentário

  • Foto de rique.faria

    rique.faria 15 de jul de 2021

    Ia comentar muito mais, mas o meu parceiro de aventuras disse tudo. Apenas quero acrescentar o meu repúdio perante o que se preparam para fazer na barragem da Queimadela, os ditos passadiços. Um atentado à natureza. Vai chamar muitos humanos que adoram divertir-se à fartazana, mas que cuidam muito pouco da natureza. Parabéns para a dita Economia, que tudo esvazia e destrói. Adeus, barragem da Queimadela.

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