Coordenadas 3156

Uploaded 21 de Dezembro de 2014

Recorded Dezembro 2014

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próximo a Turcifal, Lisboa (Portugal)

O percurso tem o seu inicio junto à Igreja Matriz do Turcifal, seguindo depois em direção à Junta de Freguesia, virando à esquerda para passar pela encantadora Capela do Espírito Santo. Após passar pelo complexo desportivo segue por entre vinhas, em direção ao Campo Real, passando pelos campos de golfe até chegar à Cadriceira.

A partir daqui tem inicio a subida à Serra do Socorro, por entre densos eucaliptais, que será recompensada por uma vista deslumbrante no seu topo, onde se situa a Ermida de N. Sra. do Socorro. Inicia-se então a descida, passando junto à Quinta de À-do-Guerra, seguida de nova subida à Serra do Monte Deixo. A descida para o Furadouro segue por uma parte do caminho militar, em que ainda é bem visível o seu característico empedrado.

Passado o Furadouro tem inicio mais uma subida em direção ao Forte da Archeira, seguindo o percurso pela cumeada sobranceira à A8, passando também pelo Forte da Feiteira, antes de chegar ao Centro de Interpretação da Área de Paisagem Protegida das Serras do Socorro e Archeira, situado junto a Figueiredo.

Segue depois em direção ao pouco visível Forte do Catefica, onde segue um dos trajetos mais bem preservados do caminho militar, que desce em direção à Mugideira.

Quase com o Turcifal à vista, ainda há tempo de passar pela Semineira, antes de regressar ao ponto de partida, junto da Igreja Matriz.


Localização: Freguesias de Turcifal, União das Freguesias de Dois Portos e Runa, União das Freguesias de Torres Vedras e Matacães


Mais informações

Igreja do séc. XIX, no lugar da Cadriceira.
Esta ermida seviu de paróquia durante 41 anos, tempo que durou a construção paroquial do Turcifal que terminou em 1751. Precede a fachada um alpendre de colunelos toscanos. No interior admira-se uma pintura dos finais do séc. XVI, "o Pentecostes", semelhante às obras saidas da oficina de Diogo Teixeira.
Ermida existente no lugar do Furadouro cuja origem remonta ao séc. XVII.
Inserindo-se na Rota Histórica das Linhas de Torres, esta área expositiva foi inaugurada em Novembro de 2008, inserindo-se no Circuito da Enxara. A Serra do Socorro domina paisagisticamente o "coração das linhas de torres", rodeada de fortes e quartéis-generais, tendo aqui sido instalada a estação central das comunicações das Linhas de Torres (1810-11). A exposição patente organiza-se em três núcleos: a História e Património da Serra do Socorro, as Comunicações Visuais na Guerra Peninsular e o Telégrafo da Serra do Socorro. O Centro Interpretativo encontra-se instalado na área anexa à ermida da Serra do Socorro ou das Neves, edificada na primeira metade do século XVI (Rota das Enxaras). • Mais informações
Situada no limite dos concelhos de Mafra e Torres Vedras, no cimo da Serra do Socorro, embora esteja construida em terrenos do concelho de Torres Vedras, pertence à igreja da Enxara do Bispo, concelho de Mafra. Tem uma concorrida romaria a 5 de Agosto (N.Sra.das Neves), ocasião em que se faz uma grande feira, outrora denominada de "feira de Montachique" e mais tarde "feira do Socorro". Em tempos antigos o terreiro para a feira era todos os anos arrematado, sendo parte do valor destinado à ermida. Há referencia de que ainda em 1668 se fazia esse remate. Não se conhece a sua origem e popularmente consta ter sido uma antiga mesquita. Sabe-se que teve ermitão, com casa própria, bem como casas para romeiros, devido à grande afluencia que tinha (e ainda tem). Estas construções ainda existem junto à ermida. Em 19 de Março de 1996 um incendio na capela provocou a destruição do côro, provocando também grandes danos no tecto. A ermida encontra-se no meio de um castro. DESCRIÇÃO A ermida, de arqutectura Gótica-Manuelina, é precedida de uma galilé abobadada construida posteriormente. O interior é de uma só nave, coberta por uma abóbada de dois tramos, de nervuras chanfradas com bocetes. A capela-mor, de planta quadrada, cortada aos cantos por nichos, é antecedida por uma teia de marmore. Forram as paredes paineis de azulejos azuis e brancos com os evangelistas. Cobre-a uma abobada de nervuras. Na pia de água benta encontra-se gravado um curioso desenho do que poderá ser um 'adorador'. Este desenho poderá ser originário, bem como a pedra onde ele se encontra, do castro existente no mesmo local. No altar-mór encontra-se a imagem de Nª Senhora com o menino nos braços. A imagem é de pedra e mede cerca de 1,10 m de altura. A imagem é adornada com mantos de seda. Segundo o Santuário Mariano, é tradição de que a imagem terá aparecido numa rocha, ou lapa, embora não se saiba quando. Está Classificada, conjuntamente com o castro que a envolve, como Imóvel de Interesse Publico desde 1992. • Mais informações
Guarnição de 350 homens Forte munido com 9 bocas de fogo (seis de calibre 9 e três de calibre 12) O Forte da Feiteira apresenta um perímetro de 287,5m e uma área de cerca de 5.901m2. Constituindo parte do dispositivo de defesa desta posição, a par dos fortes do Catefica e da Archeira, respectivamente a Norte e a Sul desta fortificação. Defendia os vales de Runa e da Ribaldeira, sob o comando, respectivamente, do Barão d'Eben e do General Spencer. O seu número de ordem no sistema defensivo das Linhas de Torres era o 129 e pertencia ao 3.º Distrito da 1ª Linha de Defesa.
As origens da igreja matriz do Turcifal remontam, muito possivelmente, à época medieval, pois há notícia da sua existência em 1353 (TORRES, 1988, p. 86), referindo-se-lhe, também, os registos paroquiais do século XVI (SANTANA, 2002, p. 125). Deste templo primitivo, apenas se conservou o pavimento, com lápides sepulcrais quinhentistas, pois a remodelação de que foi alvo, entre a última década do século XVII e meados da centúria seguinte, alterou profundamente a sua arquitectura, conferindo-lhe a estrutura que hoje conhecemos, e cujo projecto é atribuído a João Antunes, arquitecto régio de D. Pedro II. De acordo com os mais recentes estudos de Daniel Santana (200, pp. 123-138), que temos vindo a seguir, o início das obras ocorreu alguns anos antes do que era anteriormente aceite, permitindo-nos definir várias campanhas de obras, muito possivelmente, resultantes de diversos constrangimentos financeiros. Assim, o começo dos trabalhos deverá situar-se na década de 1690, e em 1708, data apontada por Frei Cláudio da Conceição (1829, pp. 73-74) para o princípio da obra, já a capela-mor se encontrava concluída, pois a tela do retábulo-mor é de Bento Coelho, falecido a 3 de Março desse mesmo ano (SANTANA, p. 132). As dificuldades financeiras fizeram-se sentir, também, ao nível do retábulo proto-barroco, que nunca foi dourado. Por outro lado, as diferenças de tratamento, ao nível dos materiais utilizados, entre a capela-mor, onde não há mármores, e o corpo da igreja, são significativas. Nesta medida, a cronologia de Frei Cláudio deverá corresponder a um segundo período construtivo, que vai de 1708 a 1749 (data inscrita no portal principal), e no qual se concluiu o corpo da igreja. A decoração do interior do templo reflecte, naturalmente, estas etapas, e à talha, azulejos e pintura do início de Setecentos, opõem-se as telas das capelas laterais, de época joanina. A arquitectura da igreja matriz do Turcifal apresenta soluções de grande depuração e sobriedade, que podem ser cotejadas com outros trabalhos da autoria de João Antunes, como a igreja matriz de Alcácer do Sal, onde o modelo utilizado está, também, mais próximo da arquitectura chã. Contrariamente a outras obras inovadoras, como Santa Engrácia ou a igreja do Menino Deus, em Lisboa, o arquitecto régio parece ter optado por um modelo mais "tradicionalista", com planta longitudinal de nave única e capela-mor (IDEM, p. 135). A segunda torre, que certamente fazia parte do projecto original, nunca chegou a ser construída, mas o remate da existente deixa adivinhar a sua conclusão numa época já avançada do século XVIII, pois o contraste entre a fachada e o remate em coruchéu com pináculos, é significativo. No interior, voltamos a encontrar a linguagem decorativa característica de João Antunes. As paredes da nave são revestidas por embutidos marmóreos, de grande dinamismo, numa solução que se encontrava em perfeita consonância com o que se fazia em muitas das igrejas da capital (GOMES, 1998; SANTANA, 2002, p. 129). Permanece por comprovar, todavia, a ligação entre esta igreja e D. Pedro II, que teria contribuído para a sua edificação (IDEM, p. 126). Por sua vez, também o risco do retábulo-mor é atribuído ao arquitecto régio, com base na comparação com o da igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia (IDEM, p. 137). Edificada em épocas diferenciadas, a igreja de Santa Maria Madalena ganha especial importância no contexto da arquitectura de finais de Seiscentos por representar uma das soluções utilizadas por João Antunes, cuja depuração contrasta vivamente com o interior dinâmico e que conjuga diversas técnicas e discursos plásticos, numa solução barroca, de "obra de arte total". (Rosário Carvalho) • Mais informações
O topo da Serra do Socorro foi cristianizado através da construção de uma ermida, cujos vestígios mais antigos correspondem à primeira metade do século XVI. Sob o signo da arte manuelina, ergueu-se um pequeno templo rodeado por alpendre e do qual se conservam a abóbada da nave e o portal lateral Sul. Em meados do século XVIII, reformulou-se o discurso simbólico da capela-mor: construiu-se um retábulo de talha dourada; revestiram-se as paredes com azulejos onde se representaram os Evangelistas e encomendaram-se imagens aos escultores do Palácio-Convento de Mafra. Por 1820 registou-se a derradeira intervenção. Ao mesmo tempo que se fechou o antigo alpendre, limitou-se o acesso à capela-mor com novo arco triunfal e concebeu-se um programa pictórico destinado a enaltecer a figura da Virgem. São três os momentos da história da ocupação do ponto mais elevado desta serra ilustrados no centro interpretativo, anexo à ermida. A viagem inicia-se nos tempos proto-históricos (Idades do Bronze e do Ferro), épocas em que aqui se instalou uma comunidade, presumivelmente defendida por uma linha muralha. As várias fases construtivas e artísticas da ermida constituem o segundo capítulo, desde as origens no século XVI até às campanhas oitocentistas. Por fim, aborda-se o valor estratégico da serra nas Linhas de Torres, em particular na 3.ª invasão napoleónica (1810-11), altura em que o Duque de Wellington escolheu a parte mais elevada da serra para construir um telégrafo, cuja réplica se encontra no Centro e um dispositivo em tamanho real é montado no exterior em algumas alturas do ano. O Centro Interpretativo é complementado com a visita a dois fortes (Forte Grande e Pequeno), sobranceiros à estrada que liga as Enxaras do Bispo e dos Cavaleiros, recentemente beneficiados para a fruição de quantos os queiram conhecer. • Mais informações

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  • Foto de Ismael Marta

    Ismael Marta 12/ago/2019

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    Trilha fantástica!

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