Horas  8 horas 2 minutos

Coordenadas 2131

Uploaded 16 de Junho de 2019

Recorded Junho 2019

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903 m
390 m
0
5,0
9,9
19,85 km

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próximo a Carrazedo, Braga (Portugal)

- Trilho circular e alargado, apenas com marcações no percurso referente ao PR6 (e estas já estão pouco percetíveis), com início e fim próximo da EM526 (opcional), tendo em conta a dificuldade para estacionar quer em Agra, quer em Carrazedo;
- Este trilho desenvolve-se por veredas, caminhos rurais e encostas da Serra da Cabreira, passando pelas aldeias de Agra, Lamedo, Carrazedo e Vila Boa (parcialmente), assim como alguns moinhos do Ave, distribuídos ao longo do percurso junto ao respetivo rio;
- Trilho essencialmente verde, rural e muito bonito. Destaque para as várias aldeias que atravessa, sobretudo a aldeia histórica de Agra, com as suas típicas casas de pedra, algumas muito bem recuperadas (turismo rural), nomeadamente a Casa do Cruzeiro do Ave, a Casa do Delgado e a Casa da Varanda da Eira;
- Muito interessante também são os vários moinhos que dão nome a este trilho, levando o caminhante num périplo por levadas, ao longo da margem direita do rio Ave, assim como a belíssima ponte medieval da Candosa;
- Embora apresente algumas subidas e descidas, apenas considerei o trilho moderado tendo em conta a sua distância e a subida (em corta-mato opcional) até ao vértice geodésico do Monte do Castelo;
- Sem dúvida, um trilho excelente para ser realizado na primavera (muito verde) ou mesmo no outono. No entanto, não é de forma alguma recomendável fazer este trilho em dias de chuva, pois o mesmo tornar-se-á muito escorregadio e bastante perigoso.

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PR6 VRM - MOINHOS DO AVE
Tipo: percurso pedestre não circular
Extensão: 4,8 Km
Duração: 3 horas
Desnível máximo: 250m

DESCRIÇÃO
O percurso, com início (opcional) no lugar de Lamedo (freguesia de Rossas), decorre entre verdejantes paisagens, pontes romanas e quedas de água, como a conhecida Cascata da Candosa, até à histórica aldeia de Agra. O mote para o título do percurso resulta da presença de inúmeros moinhos de água, pequenos edifícios de planta retangular, frequentemente construídos com rude aparelho granítico, que proliferaram a partir dos séculos XVII-XVIII com a difusão do cultivo do milho. A Aldeia de Agra conserva alguns desses moinhos, outrora responsáveis pela preparação da farinha, quer para alimentação da população da aldeia, quer para rações naturais de criação e engorda dos animais, e com eles criou um percurso de descoberta. Assim, entre verdejantes paisagens, pontes romanas e cascatas, podem vislumbrar-se cerca de 50 moinhos de interesse etnográfico e patrimonial, um dos quais pertencente aos proprietários da Casa do Telhado. Esta rota, que pode ser iniciada em Lamedo ou em Agra, tem uma extensão de aproximadamente 4 km e é facilmente realizável pelo visitante. Explora-se uma zona rural, por entre “caminhos de cabras”, sendo possível apreciar a paisagem fantástica que a Serra tem para oferecer. Este percurso leva o explorador por um trilho riquíssimo em património e devido ao carácter rústico da área envolvente, permite-nos desfrutar de uma paisagem magnífica pela sua extensão e sobretudo pela beleza da serra. Os moinhos existentes ao longo do percurso são testemunhos de um passado caracteristicamente minhoto. O visitante encontrará também um conjunto considerável de pequenas cascatas que se formam ao longo do rio Ave, onde poderão também ser observados inúmeros elementos geológicos: marmitas de gigante, fenómenos de vertente, etc…


RIO AVE
O Ave é um rio português, que nasce no alto da serra da Cabreira, concelho de Vieira do Minho, a cerca de 1200 m de altitude e proporciona cascatas e lagoas naturais, convidando caminheiros e veraneantes ao descanso e a um mergulho. Percorre cerca de 85 km até desaguar no oceano Atlântico, a sul de Vila do Conde. A sua bacia hidrográfica tem uma área aproximada de 1390 km², abrangendo 15 municípios. O rio banha sucessivamente os concelhos de Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso, Trofa e Vila do Conde. Os seus afluentes mais importantes são o rio Este (margem direita) e o rio Vizela (margem esquerda), destacando-se ainda os rios Pele e Pelhe. Subindo o Rio Ave desde o lugar de Lamedo até a aldeia de Agra, o caminhante poderá desfrutar de uma paisagem de extrema beleza, contemplar meia centena de moinhos, uma das mais características expressões arquitectónicas do Minho, a Cascata da Candosa, o Poço Negro, e ainda refrescar-se nas várias lagoas de água límpida. De acordo com a lenda, estará na origem do Rio Ave uma bela e triste história de amor que envolve uma jovem cabreira e um cavaleiro: “ (…) Chorou tanto, tanto, que o caudal das suas lágrimas se transformou num Rio e esse rio foi banhar a terra daquele que a abandonou: “Vila do Conde”. E o bom Povo quis perpetuar, com toda a justiça, o amor desgostoso da moça pastora. Por isso, deu à Serra onde ela vivera a sua grande paixão, o nome de Serra da Cabreira e já que ela queria ser ave e voar, passou a chamar ao Rio da Vila do Conde, o Rio Ave…”. Infelizmente, após cruzar a Barragem de Guilhofrei (também conhecida por Barragem do Ermal), este rio encontra-se bastante poluído, devido aos efluentes industriais e domésticos que desde há décadas contribuem para que, na prática, se tenha tornado um rio morto, apesar de ainda ter vida fluvial.


SERRA DA CABREIRA
Reza a lenda que a Serra da Cabreira deve o seu nome a uma jovem e bela cabreira que por ali costumava guardar seu rebanho: “ (…) E o povo quis perpetuar para sempre, com toda a justiça, o amor desgostoso da moça pastora. Por isso, deu à serra onde ela vivera a sua grande paixão o nome de Serra da Cabreira e, já que ela queria ser ave e voar, passou a chamar ao rio da Vila do Conde, o Rio Ave… “. Seja a pé, de btt ou de viatura, a Serra da Cabreira é passagem obrigatória para quem visita Vieira do Minho, e para quem deseja desfrutar de uma exuberante paisagem serrana. A Serra da Cabreira estende-se pelos territórios de Vieira do Minho e de Cabeceiras de Basto. O seu cume, o Talefe, com 1262 metros de altitude, oferece ao visitante uma paisagem verdadeiramente deslumbrante e sublimes panorâmicas sobre as aldeias serranas, albufeiras e a Serra do Gerês. A sua Fauna é dominada pelas espécies típicas das zonas de matos e das florestas de coníferas, estando as espécies dos restantes habitats muito confinadas. Convém, no entanto salientar que a diversidade de espécies é ainda assim, relativamente elevada, quando comparada com outras zonas do país. Destacam-se, pelo seu estatuto de protecção e/ou raridade: entre os anfíbios a salamandra-lusitana, o tritão-de-ventre-laranja e o tritão-palmado; entre as aves o tartaranhão-caçador, melro-d’água. De referir ainda a existência de duas espécies (o dom Fafe e a felosa-das-figueiras) cujo valor patrimonial é elevado devido à raridade dos locais conhecidos de nidificação em Portugal. Já no que diz respeito aos mamíferos, merecem menção, a toupeira de água, o lobo, a lontra e o gato bravo. A região da Serra da Cabreira encontra-se numa zona que, do ponto de vista biogeográfico, se classifica como de transição entre a flora da região cantábrica e a flora da região ibero-atlântica. O primeiro tipo de flora é mais próximo da flora eurosiberiana, dominada por espécies adaptadas ao calor e relativa secura, mas em que ambos os factores são atenuados pela presença regular de massas de ar húmidas e frescas, provenientes do Atlântico. A coexistência destas espécies vegetais é possível pela particularidade do clima da Serra da Cabreira, que congrega uma grande disponibilidade de água, com influência do clima mediterrâneo, que marca progressivamente as regiões mais a sul. Na Cabreira foram recenseadas 256 espécies de plantas, possuindo 43 um particular interesse para a conservação do património natural devido à sua raridade, vulnerabilidade, carácter endémico ou perigo de extinção, como azevinho ou perigo de extinção, como o azevinho ou a Drosera rotundifolia (espécie carnívora). A Serra da Cabreira conserva ainda um importante núcleo de vestígios arqueológicos, como abrigos pré-históricos, sepulcros megalíticos, mamoas, gravuras rupestres que atestam a antiguidade da ocupação humana neste concelho. Aqui encontramos também os Fojos de Lobo, armadilhas de caça através das quais os lobos e a caça grossa eram capturados, e ainda as cabanas que abrigavam os pastores quando estes apascentavam o gado. São conhecidos 4 fojos, Fojo da Alagôa, Fojo Grande, Fojo do Meio e Fojo Novo. Este conjunto monumental é constituído por paredes com cerca de 2,5m de altura. A sua área de implantação abrange as freguesias de Anjos, Ruivães e Rossas, estendendo-se no seu conjunto por 2,5 km. As cabanas são construções mais modestas, quase sempre de planta circular, com paredes de pedra, cobertura de lajes e de torrões de terra. Estas foram construídas entre os finais do século XVI e inícios do século XVIII. Contudo, para conhecer a Cabreira, descobrir os seus encantos e alcançar lugares recônditos, nada melhor que experimentar um dos trilhos pedestres (Percurso do Turio, Percurso da Costa dos Castanheiros, Percurso de longo curso aos Fojos, etc.) e caminhar por entre a natureza. Esta será a melhor forma de contactar com a fauna, a flora e o património humano dessa serra. Para cada percurso encontra-se publicado um desdobrável que contem uma ficha técnica com as características do percurso, a descrição do trilho, o perfil altimétrico e o mapa. Estes podem ser adquiridos no Posto de Turismo de Vieira do Minho.
Uma paisagem de rara beleza enquadra a aldeia de Agra. Localizada na freguesia de Rossas, concelho de Vieira do Minho, fica no sopé da serra da Cabreira e é banhada pelo rio Ave. Percorra sem pressas este aglomerado de casas, caminhando pelas suas ruas calcetadas em granito, e deixe-se surpreender pelos apontamentos religiosos que vão surgindo aqui e ali, como as alminhas, os cruzeiros, e a própria Capela de São Lourenço, que outrora mataram a sede à alma da população. Para matar a sede do corpo, por toda a aldeia se encontram também fontanários e bebedouros. Além da bonita paisagem natural, que alia ao ambiente serrano uma configuração recortada pelos pequenos terrenos agrícolas cultivados e divididos por muros e sebes, herança do passado agrícola, a aldeia é pontuada por diversos locais de interesse que não deve deixar de conhecer. O percurso pedestre que descobre os Moinhos do Ave ou a interessante Ponte Românica são visitas obrigatórias! As casas e restante arquitetura da aldeia revelam o seu passado e identidade marcadamente rurais, na simplicidade e funcionalidade das formas que merecem um olhar atento. Este aglomerado rural de Agra envolve uma série de casas que caracterizam muito bem a traça da arquitectura vernária, constituindo uma das aldeias mais típicas do país (Casa de Josefa, Casa do Cruzeiro, Casa de Fundevila…). No restaurante de Agra delicie-se com os pratos típicos locais, com destaque para os saborosos vitela barrosã, o cabrito e as couves com feijões! Para dedicar mais tempo a usufruir deste local tranquilo, escolha um dos alojamentos da povoação: Casa do Cruzeiro, Casa do Delgado e Casa da Varanda da Eira. Se quiser levar uma lembrança desta bonita aldeia para casa, saiba que além de adquirir peças artesanais típicas feitas no local, com destaque para a tecelagem e os bordados, pode mesmo aprender a elaborar estes objetos - e queijos artesanais - na oficina existente na aldeia!
Vieira do Minho é um desses concelhos que poucos falam mas que esconde pérolas destas. A Cascata da Candosa, próxima da povoação de Lamedo, é um abundante duche de água cristalina. Situada no Rio Ave, um dos mais icónicos cursos de água nortenhos – nasce no Minho e finda no Douro Litoral, na sempre vivaz terra que é Vila do Conde. Trata-se de um jacto que cai de uns oito metros de altitude, do topo de uns penedos até uma lagoa que tem a cor das nascentes – vemos todo o nosso corpo dentro de água, os pés ondulados lá no fundo, e o chão a tapetear. A água cai na poça do inferno, da qual se diz que não se conhece a profundidade e a beleza circundante, o rio, os rochedos, os moinhos, transformam-se num prazer imenso. É obrigatório subir ao rochedo onde se vê melhor a cascata, ficar lá no alto a admirar o som da água e a tranquilidade do local. À volta forma-se uma parede de pedra e mato que, na maioria das horas que um dia tem, nos submete à alçada da sua sombra. Mas é esse isolamento forçado por aqueles biombos pétreos que transforma esta visão numa experiência de silêncio, tão calado e tão privado. Para levarmos com sol, é preciso procurar subir até ao lado sul, onde a rocha esburaca e a que sobra já está em brasa da exposição ao grande astro. Aí vemos água também, mas entre ribeirinhos a passar por estreitas frechas.
A ponte de Lamedo é uma construção medieval e eleva-se acima do Rio Ave com cerca de 19m de comprimento e 3m de largura.
Sita no Lugar de Lamedo, a Casa do Telhado foi construída no século XVIII (a primeira fase de construção remonta ao ano de 1701) e está classificada como imóvel de interesse patrimonial da freguesia de Rossas, concelho de Vieira do Minho. A Casa tem ainda uma Capela dedicada à Nossa Senhora das Necessidades, erigida no ano de 1788. Construída numa zona cimeira do Lugar de Lamedo, e a cerca de 300 metros do Rio Ave, a Casa do Telhado foi, durante largas décadas, pertença do Clero, tendo sido posteriormente adquirida por uma família abastada da região e transmitida de geração em geração, até ser votada ao abandono. Nos anos oitenta do século passado foi adquirida pelos actuais proprietários, a Família Lobo Vilela, quando se encontrava praticamente em ruínas. No seu acervo incluem-se ainda umas “Alminhas”, bem como um moinho de água, existente nas proximidades da Cascata da Candosa. A reconstrução respeitou a memória arquitectónica deste imóvel, com cerca de 500 m2 de área coberta, que – além da mencionada Capela (completamente restaurada por especialistas em arte sacra) e de um tradicional Espigueiro minhoto – se distribuem por três pisos: no piso inferior existe um antigo Lagar, recuperado e funcional, que predomina numa pitoresca adega, com mesas e bar de apoio. No piso térreo, o claustro interior é a porta de entrada para todas as partes da Casa e a sua cobertura envidraçada transformou-o num espaço aprazível e confortável, repleto de luz natural. Neste piso, as antigas cortes de animais deram lugar a um pequeno Salão/Museu com alfaias agrícolas e outras ferramentas antigas, típicas da lavoura, guardadas cuidadosamente pelos proprietários. Já a antiga zona de acesso e apoio à Eira e ao Espigueiro existentes no logradouro, deu lugar a dois espaços de convívio e refeição: um enorme salão com lareira, piano e mesa de snooker; bem como uma cozinha com sala de jantar e mesa com capacidade para 12 pessoas (cujo tampo, em jeito de homenagem à memória da Casa, é feito com o seu antigo portão de entrada). No piso superior encontram-se os cinco quartos da casa (Quarto do Esconderijo; Quarto Rosa, Quarto Amarelo, Quarto da Sineta e Quarto Octogonal), todos eles com casa-de-banho privativa e vistas privilegiadas, quer para o Monte de Castelo, quer para as típicas paisagens verdejantes, típicas da região. Neste piso existe ainda uma bonita Sala de Leitura com vista para a Capela. No exterior poderá desfrutar da piscina e do jardim relvado, que ladeia a Eira e o respectivo Espigueiro.
Encravada na Cabreira, sobre esta pequena aldeia pairam lendas de castelos e mouras encantadas que povoam o imaginário popular. A ponte, a casa das fidalgas, conferem-lhe uma singular beleza, banhada pelo Rio Ave. As gentes, de trato franco e acolhedor labutam contra as agruras da serra, conquistando-lhes terrenos de cultivo, que em socalcos se apresentam ladeados pelas numerosas vinhas de enfocado que predominam. O património edificado, a ponte, a caça, a pesca, os trilhos pedestres e as belas paisagens envolventes dotam esta localidade de grande beleza.
A Casa do Lodeirô, em Covêlo, encontra-se em elevado estado de degradação. É um imóvel de construção setecentista e possui uma capela com estilo de D. Pedro V.
O chamado Monte do Castelo localiza-se próximo ao lugar de Calvos, na freguesia de Rossas, concelho de Vieira do Minho, distrito de Braga, em Portugal. Trata-se de um sítio arqueológico onde existem vestígios de um antigo castro, denominado Castro do Ovo da Rainha. O sítio regista ocupação humana desde o período Paleolítico, como o testemunham as chamadas covas rupestres. Aí foram encontrados diversos testemunhos arqueológicos como uma ponta de lança, um busto de Júpiter, e outros, que atestam os diversos povos e civilizações que por lá passaram.
Acentuadamente agrícola, esta aldeia dominada pela cultura do milho, assumia até há pouco tempo um papel de destaque no universo económico local. Os canastros – espigueiros – que aqui existem são disso exemplo. Entre eles encontra-se um canastro que merece especial referência por ser considerado o maior do Minho (uma vez que tinha capacidade para armazenar entre 14 e 18 toneladas de milho). Nesta terra, localizada no sopé da Cabreira, rica em monumentos, um cruzeiro, artesanato e caça, pairam ainda nos espíritos mais antigos as façanhas dos padres da Casa da Eira. Padres que ao que consta tinham poderes “sobrenaturais”, exorcizando os processos pelo Demo e fazendo reaparecer objectos desaparecidos.

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