Coordenadas 2318

Uploaded 31 de Dezembro de 2018

Recorded Dezembro 2018

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  • Information

     
  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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3,8
7,6
15,15 km

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próximo a Anciães, Porto (Portugal)

Já estava na lista há algum tempo mas só agora tive tempo e oportunidade para descobrir este trilho que se desenha na encosta da Serra do Marão.

De relevo: De todos os que conheço, este é sem dúvida o trilho mais bem sinalizado. Não há um cruzamento que não esteja adequadamente assinalado e mesmo nas tiradas mais longas, quando começamos a suspeitar de que nos passou algum desvio, lá surge a familiar marca a indicar o bom caminho.
Pessoalmente aconselho a realizar o percurso no sentido dos ponteiros do relógio: o início é um pouco mais intenso fisicamente e em termos de paisagem menos bem conseguido (passa-se bastante tempo à vista da auto-estrada) mas em compensação temos todo o regresso desde a Casa do Guarda florestal do Alto de Espinho passando pelas Minas da Ramalhosa e "Viveiro das Trutas" em declive suave e com paisagens de encher o olho.

Nota ainda para a existência de parque de estacionamento num local próximo ao início do trilho.

Do folheto:

A Pequena Rota PR6-Rio Marão inicia-se no centro do povoado de Ansiães a partir do Largo da Pinha próximo da sede da Junta de Freguesia. Segue por caminho em calçada antiga, de feição ascendente, denominado caminho de "Santo António e atravessa os lugares de Eido, Peso e Coval. Depois de deixar o povoado segue-se em caminho de terra batida até ao Viveiro do Torno. A partir deste lugar aprazível, o itinerário ladeia a ribeira do Ramalhoso e segue por uma típica levada de água, em direção às antigas minas de estanho e volfrâmio — as Minas do Ramalhoso. O percurso da levada é interrompido pela EN nº 15 obrigando o caminheiro a atravessar esta via com cautela, apesar do tráfego ser muito reduzido. Depois das minas, percorre-se um caminho florestal panorâmico em curva de nível, próximo da cota dos 900 metros de altitude. Os matos de carqueja e urze em plena floração sobressaem na primavera e é um encanto ver as encostas de cor amarelo, violeta e verde. Este caminho, criado após o grande incêndio ocorrido na serra do Marão em 1985, liga à casa de Guarda Florestal do Alto do Espinho e de novo à antiga Estrada Nacional. Trata-se da primeira casa de Guarda Florestal, construída de raiz, pelos Serviços Florestais, em 1919, em Amarante. Um ponto de paragem ideal para fazer uma pausa e refrescar o corpo com a água de nascente do rio que dá o nome à Pequena Rota. Na vizinhança surge um edifício industrial inativo, uma unidade de produção de água de nascente - as "Águas do Marão". Um pouco mais além situa-se a Pousada de São Gonçalo. De modo descendente percorre-se o caminho antigo ao longo do rio Marão que é atravessado por uma pequena ponte rústica em madeira. O caminho medieval que segue na margem esquerda serviu já no passado os povos da região para transpor a Serra do Marão. Mais abaixo surge uma pequena casa de abrigo já em ruínas. O caminheiro aqui pode observar uma floresta centenária de coníferas com exemplares arbóreos imponentes. Marca presença ainda outra flora e fauna associada aos habitats de montanha, especialmente pela presença de vegetação ribeirinha e frequência de diversas espécies de aves. Mais além surge o "Túnel do Marão" e os vestígios de um apiário antigo (colmeias). É possível depois observar, já próximo da aldeia, alguns palheiros, cortes de gado, moinhos e a ponte de "Val de Baralha". Ao longo deste troço do percurso o caminheiro depara-se com a paisagem ruralizada, em vale. Já na aldeia, o olhar peculiar da gente da serra surpreende o caminheiro e quase sempre num rasgo da paisagem surgem as fantásticas encostas maronesas.
Junto à casa com o mesmo nome.
Abundantes os pontos de paragem para uma foto.
Vulgarmente conhecido como "Viveiro das Trutas."
Grande parte do percurso é feito ao longo desta levada que se estende desde as Minas da Ramalhosa até ao Viveiro.
Essencialmente, extraía-se Volframite.
Uma árvore isolada no caminho à sombra da qual alguém plantou umas pedras a servir de banco.
Mais um exemplo de abandono do nosso património.
Já não existem.
A explorar numa próxima oportunidade, os dois carreiros que daqui partem.

1 comment

  • joaquimtextex 26/jan/2019

    Já fiz parte do trilho, pelas minas e grutas existentes e voltarei para o terminar.

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