Coordenadas 881

Uploaded 15 de Agosto de 2018

Recorded Agosto 2018

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2,6
5,3
10,55 km

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próximo a Bilhó, Vila Real (Portugal)

FOTOS DESTA E DE OUTRAS TRILHAS EM ”CAMINHANTES"

O PR4 Caminhos da Srª da Graça (Bilhó-Srª da Graça) é um percurso linear, com aproximadamente 10 km de extensão que dá a conhecer as magníficas paisagens do Parque Natural do Alvão e as imponentes panorâmicas do Alto do Monte Farinha.
Recomendam-se cerca de 4 horas (só ida) para percorrer todo o caminho e tomar contacto com os vários pontos de interesse de valor natural, cultural, geológicos e paisagísticos do local.

Os mais arrojados poderão realizar o percurso PR7 E PR4 CAMINHOS DA SENHORA DA GRAÇA EM CIRCULO que, com início e fim na Capela do Fojo, une os referidos Caminhos da Srª da Graça, PR7 (Ermelo - Srª da Graça) e PR4 (Srª da Graça - Bilhó), continuando por Pioledo e Varzigueto onde intersecta o PR3 Fisgas de Ermelo até ao ponte de partida, tornando-o circular.


Mapa PR4 Caminhos da Srª da Graça (Bilhó - Srª da Graça)

O percurso inicia-se na aldeia de Bilhó junto à Capela de São Bartolomeu, segue para o centro da aldeia, virando à direita, junto ao café Lopes, para o Lugar de Macieira. Continuando pela estrada de alcatrão cerca de 100 metros, desemboca num estradão de terra batida e uns metros à frente vira à direita em direção a norte, acompanhando a Ribeira do Vale. Daqui segue em direção a Cabaninhas, passando pelos lugares do Soito e Fundo de Vila, ambos na aldeia de Vilarinho, atravessa a Estrada Municipal 1191-1 em direção ao Lugar de Lijó. Aqui começa a subir em direção ao Alto do Monte Farinha e Santuário da Nossa Senhora da Graça onde, já perto da Pedra Alta, coincide com o PR6 que se inicia na ladeia de Atei e vão ter juntos ao Santuário. Grande parte deste percurso é feito num caminho de perfil irregular, por vezes sinuoso, pavimentado com lajes de granito.

No topo do Monte Farinha eleva-se o Santuário da Senhora da Graça, que é, provavelmente, o terceiro templo de culto a ser construído naquele local. Existem documentos históricos que referem que as obras de reedificação foram autorizadas em 1747 e que já estariam concluídas em 1758, embora exista no seu interior uma pedra lavrada que refere a data de 1775.

É o mais bonito, o mais importante e o mais espectacular Santuário Mariano de todo o Trás-os-montes. Um lugar de encanto, de eleição e de grande importância religiosa para os habitantes da Região. Este Monte e o seu Santuário são o ex-libris e o cartão de visita de Mondim de Basto.


Santuário da Senhora da Graça

O monumento é todo de granito da região, de planta composta por torre sineira quadrangular, nave única octogonal e capela-mor e sacristia rectangulares, em eixo. O grupo arquitectónico do Santuário é formado pelo Santuário, sacristia e torre sineira. Junto ao Santuário existe uma casa de artigos religiosos. Nesse mesmo espaço funcionou durante muitos anos uma casa de apoio, com quartos e cozinha onde os romeiros pernoitavam e faziam as suas refeições. Também os mesários e padres utilizavam estas instalações porque era de tradição irem de véspera para as festas. Este espaço era também utilizado para fazer casamentos e para outros eventos de carácter social. Em 1936 foi destruído por um incêndio durante o arraial de Santiago e, mais tarde, reconstruído pelo Comendador Alfredo Álvares de Carvalho Pinto Coelho. À sua volta existe um adro, um conjunto de muros e escadórios e uma praceta para a celebração de missas campais. Tem uma residência onde vive o ermitão, zelador de todo o Santuário.

BILHÓ
Aninhada na vertente do Alvão, de caras para o imponente Monte Farinha que é coroado pelo Santuário de Nossa Senhora da Graça, eis a aldeia de Bilhó, sede de freguesia do mesmo nome, com uma área de 28,12 km2, parte dela no interior do Parque Natural do Alvão. O território, notável pelos lameiros de altura, sempre verdes, onde o gado maronês se apascenta livremente, regista sinais de presença humana de há mais de 5.000 anos. No planalto das Gevancas, a cerca de 1200 metros de altura, encontram-se vários monumentos megalíticos e alguns abrigos sob rocha, marcadas de sedentarização dos primeiros agricultores-pastores, os ancestrais dos que no passado recente construíram mariolas e abrigos temporários, para se orientarem e protegerem do sol ou de alguma tempestade ocasional.

Com o avançar do tempo, as comunidades foram desbravando as densas florestas do vale, procurando fixar-se em locais mais abrigados, como comprovam o Alto da Rebedeira 1 e 2, implantados no rebordo do rio Cabrão. Estes sítios arqueológicos que poderão ter origem na Idade do Ferro, revelam fortificação medieval, talvez do período pré-condal, quando as populações locais tiveram que prover a sua defesa na falta de um poder centralizado.

Para além da arquitectura vernacular, habitacional ou ligada às atividades produtivas, onde se destacam os conjuntos notáveis de moinhos de Pioledo, Travassos e Covelo, é de salientar o património religioso, particularmente a Igreja Paroquial, de feição barroca e a capela de são Bartolomeu, com o seu alpendre e fonte anexa, proporcionando aos peregrinos e viandantes matar a sede e descansar da dura jornada.

Destaque ainda para o seu património viário, nomeadamente a ponte de Travassos, com sabor ainda medieval, a ponte Nova, a ponte de Pioledo, o pontão da Cucaça e as diversas calçadas, estruturas de interligação das diversas aldeias da freguesia e de condução à sede de concelho e ao Santuário de nossa Senhora da Graça, passando por diversos locais de interesse como Cabaninhas e Soito, já no termo de Vilarinho.

Fonte: folheto PR4 Caminhos da Srª da Graça, C M Mondim de Basto



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