Horas  4 horas 7 minutos

Coordenadas 1189

Uploaded 21 de Julho de 2019

Recorded Julho 2019

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628 m
485 m
0
3,2
6,3
12,64 km

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próximo a Santa Eugénia, Vila Real (Portugal)

- Trilho circular, com marcações, com início e fim na aldeia de Sta. Eugénia, inserido no Parque Natural Regional do Vale do Rio Tua;
- Este trilho desenvolve-se por estradões de terra batida da serra da Burneira, entre as aldeias de Sta. Eugénia e Carlão, no limite da região Demarcada do Douro, passando pela meia encosta do vale do rio Tinhela;
- Trilho serrano, muito exposto, com declive pouco acentuado e excelentes vistas sobre o Vale do rio Tinhela e o Douro Vinhateiro. Destaque para o núcleo arqueológico do Castelo de Carlão e a Via Romana;
- Um bom trilho para ser realizado na primavera ou no outono. Na época estival, pode tornar-se demasiado quente pois é totalmente exposto.

NOTA: devido ao excessivo calor que se fazia sentir, foi decidido encurtar o trilho, deixando para uma altura mais fresca voltar a realiza-lo, desta feita por inteiro, ou seja, com subida ao miradouro e capela de Sta. Bárbara, visita ao Eco Museu de Sta. Eugénia, Castelo de Carlão e esticar um pouco mais o trilho, até ao excecional núcleo rupestre de Pala Pinta.


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PR4 ALJ - TRILHO DE STA. EUGÉNIA / CARLÃO
A Pequena Rota “Trilho de Santa Eugénia - Carlão” é um percurso pedestre circular, que se desenvolve na Região Demarcada do Douro e em território do Parque Natural Regional do Vale do Tua. Tem o seu início e fim junto ao painel informativo localizado no Ecomuseu de Santa Eugénia, onde se podem vivenciar as artes e ofícios, e os ambientes e modos de vida locais de um passado rural não muito distante. Saindo do Ecomuseu de Santa Eugénia, o percurso segue em direção à capela no alto da ermida do monte de Santa Bárbara, onde é possível desfrutar, desde o seu miradouro, de uma fantástica vista panorâmica. Regressando a Santa Eugénia, o percurso atravessa o núcleo urbano da povoação, onde são de assinalar diversos elementos do seu património arquitetónico, como a Igreja Matriz com seu altar- mor em talha dourada do século XVII, ao estilo barroco, a Fonte de Mergulho e Lavadouro, a Laje do Concelho, o Chafariz e o Cruzeiro. O percurso segue agora em direção à aldeia de Carlão. Sensivelmente a meio do percurso, no lugar do Poio, poderá optar-se por seguir uma variante para regressar a Santa Eugénia. A aldeia de Carlão possui um património com profundas raízes históricas. Segundo o Portal do Arqueólogo (CNS 3693), o legado da sua ocupação romana manifesta-se no denominado Castelo de Carlão, conjunto arqueológico formado por três núcleos: um primeiro núcleo, que inclui um antigo povoado com vestígios da idade do ferro, do período romano e medieval, com caraterísticas para ser considerado como um povoado fortificado; um segundo núcleo de ocupação, onde se situam a Capela de Nossa Senhora dos Remédios, três rochas com arte rupestre e, a leste do morro do castelo, um conjunto de 6 ou 7 ‘lagares’ escavados na rocha; no sopé sul do morro da Azinheira existe um terceiro núcleo de ocupação, também, com alguns ‘lagares’ escavados na rocha. No centro de Carlão é ainda de destacar o Chafariz e a Igreja Matriz – um templo do século XVIII, que conserva no seu espólio uma sagrada custódia setecentista, uma imagem de Jesus Cristo crucificado da autoria de Teixeira Lopes, e três altares dedicados ao Santíssimo Sacramento, à Nossa Senhora do Rosário e a São Sebastião. Deixando a povoação de Carlão, o regresso a Santa Eugénia faz-se acompanhando uma via romana até ao lugar da Lavandeira, e prossegue pela meia-encosta do aprazível vale do rio Tinhela.
Extensão - 13,4 km
Tipo de Percurso - Pequena rota circular
Grau de dificuldade - Médio
Duração - 4:30 horas
Época Aconselhada - Primavera, Verão e Outono
Desnível - 396+
Ponto de Partida / Chegada - Sta. Eugénia


PARQUE NATURAL REGIONAL DO VALE DO TUA
A área do Parque Natural Regional do Vale do Tua ( PNRVT ) é de aproximadamente 25 mil ha., situado no Baixo Tua, entre os distritos de Vila Real e Bragança, e integra os municípios de Alijó, Murça (margem direita do rio Tua), Vila Flor, Carrazeda de Ansiães (margem esquerda do rio Tua) e Mirandela. Na envolvência do PNRVT subsiste um conjunto de áreas protegidas, designadamente o Parque Natural do Douro Internacional, o Parque Natural do Alvão, o Parque Natural do Montesinho e a Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo. O PNRVT tem uma particularidade importante: agrega 5 concelhos de culturas e tradições identitárias, que faz com que exista uma grande diversidade de escolha, por parte de quem o visita, ao nível da gastronomia, vinhos e artesanato, geologia e hidrogeologia, micro-reservas, e flora e agrossistemas. A paisagem é diversificada e marcada por serras, planaltos e vales encaixados, nomeadamente os dos rios Douro, Tua e Tinhela. A causa principal desta diversidade reside na variedade de litologias e estruturas geológicas que constituem a base destes relevos. A geomorfologia da região envolvente é bastante variada, fruto de características estruturais e litológicas específicas, e inclui vales profundos e vertentes declivosas, principalmente nos troços finais dos rios Tua e Tinhela, bem como afloramentos rochosos imponentes (cristas quartzíticas) e zonas de planalto, com relevo pouco acentuado. A área é caracterizada por uma diversidade climática que se traduz na paisagem vegetal, que apresenta como vegetação natural potencial mais característica, bosques de sobreiro – Quercus suber (com presença variável de azinheira e zimbro), nas áreas mais quentes e secas do vale, e bosques de carvalho-negral – Quercus pyrenaica, nas áreas mais frias e chuvosas do planalto e das principais serras. A flora da região é bastante variada, estimando -se que possam ocorrer na área de estudo cerca de 700 espécies de flora vascular e cerca de 400 espécies de flora criptogâmica (briófitos e líquenes). A fauna da região envolvente do Vale do Tua é numerosa e diversificada, tendo sido até ao momento identificadas 943 espécies, sendo 744 de invertebrados terrestres, 15 de peixes, 12 de anfíbios, 20 de répteis, 123 de aves e 29 de mamíferos, das quais 14 são quirópteros (i.e., morcegos). A este total há ainda a juntar um número indeterminado de espécies de invertebrados aquáticos, agrupados em 72 famílias. Em termos de património cultural, para além da inclusão parcial no Alto Douro Vinhateiro — Património da Humanidade, a área do PNRVT possui um vasto conjunto de valores patrimoniais arquitetónicos, arqueológicos e etnográficos. Importa destacar a atividade termal, a partir das nascentes das Caldas de Carlão/Santa Maria Madalena e da fonte termal das Caldas de São Lourenço, bem como um conjunto importante de quintas vocacionadas para a cultura da vinha, com potencialidades para o enoturismo, que têm vindo a desempenhar um papel cada vez mais relevante no desenvolvimento económico da região. Esta diversidade de valores naturais e patrimoniais presentes no PNRVT devem ser mantidos, valorizados e dados a conhecer, pelo que reúnem as condições necessárias para prosperar e acima de tudo para proporcionar à população residente momentos únicos e inesquecíveis.


ALIJÓ
A vila de Alijó, situada a cerca de 45 quilómetros da capital do Distrito - Vila Real - localiza-se numa vasta área de cultura castreja. É sede de um concelho essencialmente agrícola que se estende desde a margem direita do rio Douro até aos limites do Concelho de Murça e, ainda, entre os rios Tinhela, Tua e Pinhão. Rios, montanhas e vales, são a essência da paisagem de Alijó, a que as vinhas dão um toque final de requinte estético, oferecendo a quem as contempla um espectáculo inesquecível. Pelo Concelho, existem dispersas várias manifestações do seu povoamento antigo, desde castros a pinturas rupestres e a vestígios de estradas romanas. A presença humana dentro da área do concelho de Alijó, data de há muito tempo atrás. No campo da arte primitiva, (Neolítico e Idade do Bronze), existem as Pinturas Rupestres da Pala Pinta - Carlão, um dos três únicos exemplares actualmente conhecidos no país. Regista-se também a existência de Gravuras Rupestres: Igreijinha e Botelhinha em Pegarinhos a que se podem acrescentar as Gravuras (fossetes e pegadas), do Castro do Castelo em Carlão, em cuja área se encontra igualmente um curioso exemplar de incultura. Um berrão. Da cultura Megalítica, destaca-se o Dólmen ou Anta da Fonte Coberta, a cerca de um quilómetro para noroeste da povoação de Vila Chã. O conjunto de arquitectura religiosa nesta vila, completa-se com as capelas do Senhor do Andor ou dos Passos; a capela de Nossa Senhora dos Prazeres, no monte da Cunha, a de Santo António, no monte do Vilarelho; A arquitectura civil, com excepção do pelourinho, está praticamente circunscrita à existência do edifício da Câmara Municipal - Paços do Concelho - parte do qual construído no século XVIII e outra parte no século XIX. O brasão que coroa este edifício encontra-se picado, feito levado a cabo pelos soldados franceses na Guerra Peninsular e no qual, em vez das armas do concelho, mandaram pintar as águias napoleónicas, então ainda triunfantes. Destaque para a excelente gastronomia regional e excelente vinho da região, em especial o célebre Moscatel de Favaios. Á mesa em Alijó reinam o cabrito assado, o cozido à portuguesa, as tripas à transmontana, as carnes fumadas, a célebre bola de carne, e os milhos (da zona da montanha). É de salientar também o famoso pão de Favaios muito apreciado e procurado por toda a região. Na doçaria, o destaque vai para as célebres cavacas e amêndoas cobertas de Santa Eugénia, quinzinhos, pudim de amêndoa, pão-de-ló de água, bolo borrachão e muitos outros de reminiscência conventual. No que diz respeito ao lazer, Alijó tem imensas propostas a oferecer aos visitantes, como o turismo fluvial no rio Douro, o turismo ecológico na foz do rio Tua, local privilegiado para a pesca desportiva e uma riqueza imensa de miradouros e paisagens.
O miradouro da Senhora da Cunha (Senhora dos Prazeres) proporciona um cenário grandioso no cimo de um monte provavelmente antes associado ao culto da Lua e bem evidenciado na pintura rupestre da Pala Pinta. É um espaço milenarmente sagrado a que, a partir do Séc. XVIII se associou a veneração da Sra dos Prazeres. O antigo culto ao “Monte da Lua”, tradicionalmente associado às práticas agrícolas, um pouco e dentro da mesma lógica se pode compreender a tradicional bênção do gado, outrora feita pelo pároco de Pegarinhos, na festa do Senhor dos Aflitos. A Senhora dos Prazeres é um culto exclusivamente português e uma das invocações mais antigas relativas ao culto mariano no nosso país. A Capela de Senhora da Cunha é dedicada à Nossa Senhora dos Prazeres, estando localizada num característico monte em forma de cunha. A festividade da Nossa Senhora dos Prazeres, à semelhança de típicas tradições, tem como significado a celebração religiosa do início das ceifas, sendo uma festa de agricultores. Os locais comentam que, há uns anos, os habitantes da Chã tentaram virar a imagem da santa para si mas ela adquiriu vontade e voltou-se para Alijó, mantendo-se a disputa do local de pertença da santa entre as duas localidades.
NOTA: desvio à direita efetuado para visitar amigo, não pertence ao trilho e deve ser evitado. Neste ponto, seguir pela esquerda, em direção ao centro de Carlão.
A Freguesia de Cartão situa-se na zona nordeste do Concelho de Alijó e dista 14 km da sua sede. É composta pelas aldeias de Casas da Serra e Franzilhal. É delimitada pelo Rio Tinhela e pelo Tua. O seu Orago é “Santa Águeda”. As suas principais culturas são a vinha, o azeite, a batata, a amêndoa e os tão famosos figos secos. Em termos de riqueza patrimonial destaca-se a Igreja Matriz, um templo do século XVIII que conserva no seu espólio uma sagrada custódia setecentista e uma imagem da autoria de Teixeira Lopes, representando Jesus Cristo crucificado. Com três altares, o do Santíssimo Sacramento, o de Nossa Senhora do Rosário e o de S. Sebastião. Possui uma Estação Termal de águas sulfúreas sódicas ou primitivas com excelentes propriedades para cura de doenças da pele e reumatismo. Existe também, a leste desta freguesia, um conjunto arqueológico constituído pelo morro do castelo, onde se localizam vestígios de um povoado fortificado e onde se podem descobrir imensas marcas de actividade deste povo da Idade do Ferro, posteriormente romanizado. Mais à frente na direcção de Franzilhal, vamos encontrar aquele que em termos arqueológicos será o mais valioso espólio existente no Concelho – O abrigo da Pála Pinta. Trata-se de um conjunto de pinturas rupestres do período do Neolítico/Calcolítico, utilizado supostamente como santuário rupestre.
A igreja paroquial é um templo do século XVIII e destaca-se por conservar no seu espólio uma sagrada custódia setecentista, uma imagem de Teixeira Lopes, representando Jesus Cristo crucificado. Com três altares, o do Santíssimo Sacramento, o de Nossa Senhora do Rosário e o de S. Sebastião.
O Castelo de Carlão, um morro granítico situado ao lado de outro, da Azinheira, também ele, tal como o vale entre os dois, local de vestígios arqueológicos, caracteriza-se fundamentalmente pelos vestígios tipificados de habitações várias, escavadas em ou adaptadas a blocos pétreos, com orifícios de suporte e canal de drenagem, datadas da Idade do Ferro. NOTA: local para visitar. As fotografias são apenas do acesso.
Em Carlão, encontra-se um curioso exemplar de inscultura - um berrão, localizado nas imediações do castelo de Carlão e do atual cemitério. O curioso berrão zoomórfico figura um porco, animal apreciado pelos antepassados e provavelmente objeto de culto, como parece acontecer no local descrito onde existem degraus escavados na rocha até ao topo.
No vale entre os dois morros observámos os lagares da época romana, aproveitando as rochas para moldarem os recipientes dos sítios onde se fazia o vinho, sobretudo, e com alguma certeza o azeite, com a ajuda de prensas cuja presença é atestada por vestígios no local e por iconografias publicadas. Uma característica comum e curiosa é o canal de drenagem, com desnível suficiente ao escoamento completo do líquido, às vezes aproveitando canais naturais da rocha.
Do outro lado do morro da Azinheira, também existem vestígios de ocupação e utilização do espaço, comprovado pela presença de material cerâmico à superfície, lagares e fossetes, assim como a gravação de uma alabarda num afloramento granítico.
Situada a nordeste de Alijó desfruta de uma belíssima paisagem do sopé do monte de Santa Bárbara, esta freguesia está situada no limite da região Demarcada do Douro, faz a transição entre as paisagens durienses e as marcadamente transmontanas que tão bem caracterizam este Concelho. Freguesia de carácter essencialmente agrícola, onde predomina o cultivo da vinha, do azeite e da amêndoa. São típicas desta freguesia as “Amêndoas Cobertas” fabricadas de forma artesanal e também as famosas “Cavacas de Santa Eugénia” ex-líbris da doçaria regional. O Orago desta freguesia é Santa Bárbara, cuja capela se encontra no alto da ermida. Santa Eugénia é possuidora de um interessante património arquitectónico, onde se destaca Solar dos Malheiros, de 1810 e o Solar da família dos Santos Melo com capela particular e pintura nos tectos e ainda a talha dourada barroca, do altar-mor da Igreja Matriz, uma das mais antigas do Concelho e a Sagrada Custódia do mesmo estilo.

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