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Distância

14,89 km

Desnível positivo

625 m

Dificuldade técnica

Moderada

Desnível negativo

625 m

Elevação máx

642 m

Trailrank

21

Elevação min

342 m

Tipo de trilha

Circular

Coordenadas

455

Enviada em

19 de julho de 2015

Registrada em

julho 2015
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642 m
342 m
14,89 km

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perto de Carvalhais, Viseu (Portugal)

O percurso inicia-se num arboreto constituído por carvalho alvarinho e negral, junto à Igreja de Carvalhais. Segue para a povoação de Roçadas, onde encontramos a capela de Nª Srª do Resgate, pertencente à Quinta das Roçadas. Daqui partimos em direcção ao Castro da Cárcoda.

Logo após, descemos até ao Bioparque de S. Pedro do Sul, onde podemos encontrar um parque de merendas, parque infantil, piscinas, e outras infra-estruturas de lazer e recreio. Deste ponto, e quem quiser, pode seguir por um estradão florestal que permite circundar uma parte da Serra da Arada.

Saindo do Bioparque, enveredamos em direcção á aldeia do Pisão, até ao ponto de partida em carvalhais, sem antes passar pelo Caminho das Rãs, com os seus moinhos de água em ruínas, ao longo da margem da Ribeira da Contença.

Este é um dos mais importantes e imponentes povoados castrejos de toda a Região de Lafões. Situado em plena encosta da Serra da Arada , abrange uma área de 10 hectares e eleva-se 610 metros de altitude, é composto por várias dezenas de casas e por pinturas rupestres espalhadas por quinze rochedos.

Encontra-se situado junto à localidade de Carvalhais, no concelho de São Pedro do Sul.

Descrição

A origem etimológica de Cárcoda deriva do vocábulo erudito Carcova, que significa: passagem escondida, passagem secreta ou subterrânea. Já a origem cronológica deste povoamento fortificado remonta á idade do Bronze, prolongando-se a sua ocupação até ao período Romano. Tem, portanto, a designação de Castro Romanizado.

Tal como as outras construções deste tipo, também o Castro da Cárcoda é circundado por uma dupla muralha, e dois cursos de água, que constituía um excelente sistema defensivo para os seus habitantes.

No interior da muralha, a zona de habitação era disposta em pequenas plataformas onde se construíam as habitações, em pedra, com paredes de mais de 2 metros de altura no momento da sua descoberta. As casas deste castro têm planta circular, oval ou rectangular, apresentando algumas um átrio rodeado por um muro.

As paredes eram constituídas por pequenas pedras assentes em barro e o seu teto era formado por materiais vegetais, tendo sido mais tarde utilizada a telha romana. Neste castro eram utilizadas lareiras, pias e silos.

Este castro terá a sua origem no Bronze Final e terá sido ocupado até finais do século III.

Escavações Arqueológicas

As primeiras escavações, que tiveram lugar nos anos 50 e 70, puseram a descoberto um vasto espólio arqueológico que compreende cerâmica, vidros, metais, moedas, gravuras rupestres, pias rasgadas na rocha, instrumentos em bronze e ferro, e outros objectos lípticos, que se encontram na “Colecção Distrital de Viseu” tendo já estado exposto com todo o destaque, no “Museu Nacional de Arqueologia”, em Lisboa.

O castro foi estudado pelos Doutores Amorim Girão e Bairrão Oleiro de Coimbra e pelo Professor Correia Tavares de Viseu (em cinco campanhas arqueológicas)

Em 2000 foram efectuadas escavações no Castro, coordenadas pela arqueóloga Drª Ivone Pedro. Este trabalho, ainda em fase de execução, realizou-se no âmbito de uma candidatura ao programa Leader II, que além da limpeza dos 10 hectares do terreno, permitirá melhores acesso, a vedação, sinalização, reconstrução de três casa castreja e a implantação de um posto de informação

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