Horas  6 horas 47 minutos

Coordenadas 1559

Uploaded 4 de Julho de 2019

Recorded Junho 2019

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668 m
548 m
0
4,4
8,8
17,51 km

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próximo a Vilar, Viseu (Portugal)

- Trilho circular com marcações (algumas já estão pouco percetíveis), com início e fim próximo do Parque de Campismo da Barragem de Vilar (opcional);
- Este trilho desenvolve-se por estradões e caminhos rurais, entre pinhais, pomares e vinhedos e ainda por caminhos de pé posto, junto à Albufeira de Vilar, passando pelas povoações de Vilar, Rua e Faia (parcialmente);
- Trilho essencialmente verde e rural (na primeira parte), passando posteriormente a contornar a albufeira de Vilar, sempre pela margem e o mais próximo possível da água. Destaque para as várias povoações que atravessa, sobretudo a povoação histórica de Rua, edificada num pequeno prado e que possui um núcleo urbano com alguns magníficos exemplares de arquitetura dos séculos XVI - XVIII;
- Muito agradável é também todo o percurso que contorna a albufeira, quer pela esplêndida panorâmica, quer pela observação de aves que este cenário permite;
- Sem dúvida, um trilho excelente para ser realizado na primavera (muito verde) ou mesmo no outono. Na época estival, pode tornar-se demasiado quente pois é muito exposto. No entanto, se soprar uma brisa, e com água tão perto, mesmo com calor supera-se este desafio. E junto à albufeira existem vários cafés com esplanada que permitem paragens para descanso e hidratação.

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PR3 MBR - ROTA DO TÁVORA
Este percurso tem início no Parque de Campismo da Barragem do Vilar. O tema central que dá o nome é a albufeira da barragem do Vilar. Efetivamente, este lençol de água criado pela barragem permite a observação de uma gama variada de fauna e de flora. A paisagem é deslumbrante e existem ainda ao longo da albufeira vários pontos de lazer que podem apoiar o visitante. Cerca de metade deste percurso, a metade oeste, atravessa ambientes de pinhal e ambientes humanizados onde o pedestrianista consegue ter um contacto muito próximo com o mundo rural e as principais produções agrícolas do concelho. Aqui vêem-se extensos pomares de macieiras e vinhedos, olivais e pomares de aveleiras. Ainda nesta área a rota passa pelas povoações de Vilar, Vide e Rua. São povoações repletas de história e de alma. De aspecto mais urbano do que as aldeias da Serra, mantém ainda assim uma ruralidade que as caracteriza. Em termos de património histórico, e em comportamento à história contada pela Rota da Serra, esta rota mostra os vestígios da ocupação romana perpetuados nas diversas lápides funerárias e votivas que se encontram reaproveitadas em construções mais recentes.
DISTÂNCIA - 17km
DURAÇÃO - 06h00m
ALTITUDE MIN - 548m
ALTITUDE MÁX - 668m
DIFICULDADE - Fácil


MOIMENTA DA BEIRA
O Município de Moimenta da Beira, implantado numa zona granítica, de transição e paisagem tipicamente beiraltina, confronta a norte com Armamar, e Tabuaço, a sul com Sátão, Sernancelhe a Leste e a poente Tarouca e Vila Nova de Paiva. A localização geográfica do concelho de Moimenta da Beira, entre o vale do Douro, de clima tipicamente mediterrânico e as terras altas da Beira Alta, de clima de montanha, propicia a existência de comunidades vegetais e animais variadas. Famosa pela produção de vinho, de maçã, principalmente da espécie "bravo esmolfe" e, também, por ter sido o concelho onde Aquilino Ribeiro viveu em várias fases da sua vida, mais propriamente na pequena aldeia de Soutosa.


RIO TÁVORA
O rio Távora nasce próximo a Trancoso e corre para norte até desaguar no rio Douro, do qual é um afluente. Tem como principais afluentes as ribeiras de Gradiz, Rio de Mel, Açores e da Lezíria. Nascendo no concelho de Trancoso (distrito da Guarda) passa por várias localidades como a Vila do Abade, Vila da Ponte (Sernancelhe), Escurquela, Riodades, Granjinha, Távora, Tabuaço, etc. indo desaguar na margem esquerda do rio Douro depois de ter percorrido cerca de 47 quilómetros. Dispõe de uma importante albufeira, criada pela Barragem do Vilar localizada entre as freguesias de Vilar (Moimenta da Beira) e Fonte Arcada (Sernancelhe). Esta albufeira ajuda a normalizar os fluxos hidrográficos do Douro, serve para a produção de energia eléctrica e é também recentemente utilizada para captação de água para abastecimento público.


VALE DO RIO TÁVORA
O vale do Rio Távora atravessa todo o município de Tabuaço, proporcionando paisagens de uma beleza única. O Rio Távora é um afluente do Rio Douro, que desagua na margem esquerda deste, sendo a sua foz no concelho de Tabuaço, a sua nascente nas proximidades de Trancoso e tem um cumprimento aproximado 47 quilómetros. O Távora é um rio de montanha, sinuoso e resguardado por escarpas de granito a tocar o céu, criando uma paisagem sombria, um vale telúrico. Ora manso, ora revoltoso, chega ao Douro sereno e cansado, e entrega as águas que transportou. Ao longo do seu percurso, possuí locais e recantos de grande beleza natural, como por exemplo, os castelos naturais de Cabriz, o Moinho das Poldras e a albufeira do Vilar. Ao longo das suas margens podemos encontrar várias quintas com produção de vinhos, e perto da sua foz, onde o rio é mais largo devido à sua proximidade com o Rio Douro, encontramos o Cais Fluvial da Foz do Távora. É um rio de difícil acesso na maior parte da sua extensão devido ás suas características geológicas, mas que os mais aventureiros vão gostar de descobrir. Paisagens naturais em estado bruto e selvagem que fazem as delícias de turistas e visitantes.


BARRAGEM DE VILAR
A Barragem de Vilar é uma barragem portuguesa erguida no rio Távora, perto da aldeia de Vilar (Moimenta da Beira), e pertencente aos Concelhos de Sernancelhe e Moimenta da Beira. Esta barragem serve para criar uma albufeira, a qual para além de regularizar os caudais deste rio serve para abastecer de água a central hidroeléctrica de Tabuaço (destinada à produção de energia eléctrica), a qual fica a cerca de 5km da vila com o mesmo nome. Possui uma altura de 58m acima da fundação (55m acima do terreno natural) e um comprimento de coroamento de 240m. A albufeira de Vilar é também utilizada actualmente para a captação de água destinada ao abastecimento público (ver ciclo urbano da água) de diversos municípios da região.


VILAR
Vilar é uma freguesia portuguesa do concelho de Moimenta da Beira. Localiza-se sobre a margem esquerda do rio Távora, junto da Barragem que recebeu o seu nome, entre a vila de Moimenta da Beira e as localidades de Escurquela e Fonte Arcada. Esta mesma albufeira constitui um património paisagístico muito importante, tornando esta região detentora de uma beleza singular, com condições para o desenvolvimento de actividades de recreio e lazer. Historicamente ligado a Fonte Arcada, localidade de origem muito antiga cuja ocupação humana se perde no tempo, terá sido arabizada no século X. Com a reconquista cristã os domínios de Fonte Arcada foram concedidos por D. Afonso Henriques, em 1131, ao seu Aio - Egas Moniz, que promoveu o povoamento destas paragens e motivou o aparecimento de um “vilar” (pequeno aglomerado de casas ou casais; pequena aldeia) na outra margem do rio. O importante concelho medieval abrangia as paróquias vizinhas de Escurquela, Chosendo, Freixinho, Ferreirim, Macieira e Vilar. Com a sua extinção em 1855, Fonte Arcada e as restantes freguesias foram integradas no município de Sernancelhe, com excepção de Vilar que passou a fazer parte do concelho de Moimenta da Beira.
Esta igreja de origem românica, que se encontra em bom estado, possui uma sineira de duas ventanas, com o tradicional remate em cruz. Ainda no exterior esta é rodeada por uma paisagem deslumbrante onde é possível avistar-se a albufeira do Vilar.No interior da igreja encontram-se pequenos apontamentos de degradação, no entanto, esta possui um chão lajeado forrado a caixotões e retábulos de talha nacional. Aqui podemos encontrar também uma grande pia batismal gomada e a imagem de Nª Srª da Ajuda feita de pedra ançã do séc. XIII.
A povoação de Rua é muito remota. Por estas paragens pontilham inúmeros vestígios arqueológicos. Foi inexoravelmente um corredor de povos; chegaram e implantaram a sua cultura, mas é a cultura romana e jesuíta que ganha maior expressividade, factos notáveis e visíveis nas frontarias de habitações e capelas. A freguesia de Rua teve sempre uma estreita ligação com Caria, e aquando da Reforma Administrativa, estas duas localidades foram integradas no concelho de Sernancelhe e somente em 1896 passaram ambas a pertencer ao município de Moimenta da Beira.
Mais longe das águas, num pequeno monte pejado de pinheiros e oliveiras, situa-se a Capela do Senhor da Aflição. É ela que olha por Faia. A aldeia retribui com uma celebração em sua honra no terceiro domingo de Agosto.
Faia é, do grupo das aldeias ribeirinhas do Concelho, a que mais deve a sua história recente à vontade do homem em represar as águas do rio e delas retirar energia. Na década de 60, Faia teve de fugir das margens e deslocar toda a povoação para o monte. Debaixo de água ficaram os solos mais produtivos e o impressionante conjunto de sepulturas escavadas na rocha, que denunciam a antiguidade da aldeia. Hoje, o Centro Interpretativo da Aldeia da Faia promove essa visita pela memória dos habitantes locais, através de imagens, de vídeos, de utensílios e, como complemento, pode partir à descoberta da história no percurso pedestre criado junto ao Távora. A Igreja de São Martinho também não passou ao lado da construção da Barragem e teve de ser erguida no alto, fazendo-se rodear de pequenas habitações em granito que serviram de albergues aos funcionários da EDP que aí trabalharam. Passado o sobressalto, a população procurou novas parcelas para cultivar e construiu mais longe do leito do rio. Recente, mas também sinal do aproveitamento dos recursos naturais, é a Zona de Lazer e Recreio, bem enquadrada paisagisticamente.
As águas do Távora, da zona balnear da Albufeira de Vilar, foram consideradas, em 2017, praia “poluição zero” pela associação ambientalista ZERO. O espaço é uma zona de veraneio de excelência com um bom conjunto de infra-estruturas.
As águas da zona balnear da Albufeira de Vilar foram considerada, em 2017, praia “poluição zero” pela associação ambientalista ZERO. Só outra no interior do país (Castelo de Bode, em Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco) igualou honrosa classificação. O espaço é uma zona de veraneio de excelência, e do conjunto de infraestruturas fazem parte um bar de apoio, com esplanada airosa com vista para o espelho de água; zonas de muita sombra; mobiliário urbano; parque de merendas com churrasqueira; instalações sanitárias e duches; gaivotas para percorrer as águas calmas do rio Távora e plataforma de mergulhos. Reúne assim condições a atividades em família, piqueniques, observação de aves, pesca desportiva, entre outras atividades. Nas imediações, há um Parque de Campismo (e caravanismo) com piscina para adultos/crianças, polidesportivo, campo de voleibol e um bungalow.
O Parque Aventura "Crónicas da Terra" oferece um sem número de actividades: slide, circuito de pontes, escalada, paitball, aluguer de embarcações e possui também um bar de apoio.

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