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Distância

10,17 km

Desnível positivo

124 m

Dificuldade técnica

Fácil

Desnível negativo

124 m

Elevação máx

109 m

Trailrank

55

Elevação min

25 m

Tipo de trilha

Circular

Hora

3 horas 28 minutos

Coordenadas

810

Enviada em

12 de dezembro de 2020

Registrada em

dezembro 2020
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-
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109 m
25 m
10,17 km

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perto de Ançã, Coimbra (Portugal)

- Trilho circular com marcações, com início e fim na povoação de Ançã;
- Decorre pelo vale da ribeira de Ançã, ao longo das suas margens, de forma a acompanhar os terrenos agrícolas entre as povoações de Ançã e Portunhos. Após atravessar esta última, o trilho afasta-se da ribeira, subindo ao topo do eucaliptal sobre as pedreiras e regressa novamente à sua margem esquerda, até terminar no centro da povoação de Ançã;
- Misto de caminhos rurais, caminhos de terra e piso alcatroado;
- Trilho muito acessível, sem declives acentuados e que não apresenta troços técnicos nem de especial exigência física;
- É um trilho com alguma exposição solar e pouca sombra. É excelente para ser feito na primavera ou no outono. Nos meses de inverno, se chover, os terrenos junto ao curso de água ficam demasiado lamacentos e, no verão, a exposição solar pode tornar esta zona demasiado quente;
- Destaque para a herança histórica da povoação de Ançã, onde os seus solares evidenciam um passado aristocrático. Especial atenção, também, para o escritor e médico Jaime Cortesão, filho nobre da terra, cujas referências se encontram um pouco por toda a Ançã;
- Destaque, ainda, para a recuperação e adaptação da piscina natural da ribeira de Ançã, que não deixará indiferente quem por aí passe. A harmonização deste curso de água natural com o património edificado merece absolutamente que o mesmo seja usufruído;
- Atenção que, no inverno ou em dias de chuva, não é recomendável fazer este percurso, pois os caminhos de terra transformam-se em lama barrenta e as margens do ribeiro facilmente serão galgadas pelo aumento do caudal de água. Além disso, a pedra calcária fica extremamente escorregadia;
- Existem neste percurso diversos pontos de referência, maioritariamente concentrados na povoação de Ançã, tais como as várias casas solarengas, o centro da vila, os pormenores arquitetónicos das muitas janelas "emolduradas" pela pedra de Ançã ricamente trabalhada, o percurso junto às margens da ribeira e a piscina natural, assim como os vestígios dos vários fornos da cal;
- No seu todo, é um percurso fisicamente acessível, bonito, que se percorre com prazer pela sua diversidade de natureza rural. É uma boa experiência, gratificante, sobretudo no entorno urbano da ribeira de Ançã. Num dia de outono ou de primavera, este será um trilho descontraído e assaz agradável de se percorrer.


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- PR3 CNT - ROTA DO CALCÁRIO
A Rota do Calcário, pequena rota circular, com cerca de 10 km de extensão, insere-se no projeto transversal “Mar e Zonas Dunares” da CIM-RC e pretende valorizar o contributo que a exploração da pedra calcária teve na economia local e na moldura da paisagem rural das freguesias de Ançã e Portunhos/Outil, no concelho de Cantanhede. Sugere-se que inicie este percurso junto ao Posto de Turismo de Ançã. A realização desta rota, de cariz eminentemente interpretativo e educativo, permite a observação direta das pedreiras, para perceber como a pedra era extraída, visitar antigos fornos de cal, aprendendo sobre o processo de transformação da pedra através da cozedura, e testemunhar a sua aplicação no contexto urbano. Comummente designada por “Pedra de Ançã”, a pedra calcária de Cantanhede desempenhou um papel determinante na história da escultura portuguesa, durante os séculos XIV, XV e XVI e tem contribuído, desde então, de forma consistente, para o desenvolvimento económico e artístico de toda a região, enquanto matéria-prima com qualidades arquitetónicas (cantaria) e esculturais. Considerada como pedra muito alva e de fácil talha, das oficinas de Coimbra e seus arredores, onde afluíam os mais talentosos lavrantes, canteiros e escultores saíram, ao longo dos séculos, peças de arte que decoram altares religiosos em todo o país e nelas trabalhou o maior nome da estatuária portuguesa do Renascimento - João de Ruão. A pujança da arte escultórica atingiu tal relevância que levou à criação de um estilo próprio, conhecido por “Renascença Coimbrã”. Localmente, o testemunho dessa importância é visível por todo o concelho e, ao longo do percurso, nas povoações de Ançã e de Portunhos, através da aplicação desta pedra trabalhada nas fachadas das casas, servindo tanto de revestimento como de decoração, sendo também utilizada nos elementos de arte escultórica existentes um pouco por todo o lado. O percurso é também valorizado pela inclusão da Ribeira de Ançã no seu traçado. Este elemento natural constitui um importante aquífero para a região, tendo permitido, em tempos idos, a ligação fluvial ao rio Mondego, e o desenvolvimento da mancha arbórea de pinheiro-bravo, pinheiro-manso e carvalho-cerquinho, de espécies tipicamente calcícolas como o carrasco a esteva, o sanganho, o lentisco, o sanguinho-das-sebes, a roselha-grande e alguns exemplares notáveis de sobreiros. Na margem da ribeira de Ançã podem contemplar-se várias espécies ripícolas, como salgueiros, amieiros, freixos e pilriteiros, que formam pequenas galerias contíguas a campos agrícolas e olivais. Ao nível da fauna, será possível observar um grande leque de espécies, como a rola-comum, o pombo-bravo, o melro, a gralha-preta, a perdiz, o milhafre-negro, o sardão, a lagartixa-do-mato ou a raposa.
Duração aproximada - 2:30h
Tipo de piso - Caminhos rurais e piso alcatroado
Grau de dificuldade - fácil
Local de Partida e de Chegada - Posto de Turismo de Ançã


- ANÇÃ
Situada no extremo sudeste do Concelho, a Vila de Ançã dista cerca de 10 quilómetros da Cidade de Cantanhede e 12 de Coimbra. É conhecida em todo o mundo pela grande produção de pedra calcária, vulgarmente chamada de "Pedra de Ançã". Alva, facilmente trabalhável, foi imortalizada em trabalhos de grandes mestres da escultura renascentista como João de Ruão, Nicolau Chanterene, Teixeira Lopes e João Machado, entre outros. De origens remotas, atribui-se a fundação do povoado original a oito monges italianos enviados pelo patriarca do Ocidente, S. Bento, no século VII. O seu legado histórico e patrimonial é considerado o maior do Concelho.
O nome Ançã é de origem romana ou, pelo menos, de influência romana. Teriam sido os monges italianos a atribuir-lhe esse nome devido à abundância de água e de caça. Abbondanza (abundância) terá, pelo princípio do menor esforço, sido reduzido às duas sílabas finais Anza. Porém, na Enciclopédia Luso-Brasileira podemos ler: "É possível que fundada em um vale – como escreveu o Padre Cardoso – e daqui vai subindo a um monte, nesta, tivesse existido um castro que fosse a matriz originária de Vila Antiana, de Antius, estando-se em presença um dos poucos topónimos deste tipo que se mantêm por todo o País”. O nome da localidade foi evoluindo com o decorrer dos tempos: Antiana> Anzana> Ançãa, Ançã. Seja esta ou não a sua origem, do que não resta dúvida é que, etimologicamente, Ançã deriva do termo latino Anzana, que, sucessivamente, nos vai aparecendo em documentos, com as formas anzam, anzaa, até à sua grafia actual.
Ançã é uma antiga povoação, florescente já por altura da presença romana na Península. Provam-no os diversos achados arqueológicos encontrados nas escavações realizadas em 1842/1843 e 1903, esta última de carácter mais cientifico do que a primeira, orientada pelo arqueólogo Dr. A. Santos Rocha, então Director do Museu Municipal da Figueira da Foz. Pelo estudo do desenho dum pedaço de pavimento de mosaico encontrado e comparando-o com o encontrado na vila romana de Nossa Senhora do Desterro, em Montemor-o-Velho, chegou aquele arqueólogo à conclusão de ter sido empregue, pelo menos, no século III da nossa era, concluindo, mesmo, que a construção de Ançã é anterior à de Montemor-o-Velho. No inicio do séc V a invasão dos povos bárbaros veio acabar com séculos de dominação romana na Península Hispânica. De efémera duração, os reinos bárbaros rapidamente passaram do apogeu para a decadência. Em 711 já são evidentes os sinais de desagregação da monarquia visigótica. Em 966, depois de sacudido o jugo árabe e de quase dois séculos de Reconquista Cristã, Ançã já é um povoado cristão (já em 937 aparece referido num documento). No dia 9 de Julho de 1064, Coimbra é reconquistada definitivamente pelas armas cristãs. Reinava, então, em Leão e Castela, Fernando o Magno. Este monarca entregou o governo daquela cidade e o seu território a D. Sisnando. Entre 1092 e 1098, Ançã é povoado cristão, e embora não fosse uma villa régia, estava integrada no território de Coimbra, dependendo administrativa, jurisdicional e economicamente do governador daquele território. E assim se manteve até ao reinado de D. Fernando. Em 12 de Dezembro de 1371, em Tentúgal, assinou D. Fernando um documento que eleva Ançã à categoria de vila, dá-lhe autonomia, concede-lhe privilégios, enumera-lhe as regalias e demarca a extensão do seu território. Era, assim, concedido o primeiro Foral a Ançã. Através daquele documento podemos conhecer a extensão exacta do então concelho de Ançã, do qual faziam parte as povoações de Ançã, Pena, Valdágua, Barcouço, Portunhos, S. João do Campo, Cioga e Rios Frios. Cerca de 150 anos mais tarde, D. Manuel encarregou Fernão de Pina de reformar os velhos forais que deixaram de estar actualizados e condizentes com o desenvolvimento entretanto verificado em cada um dos lugares e, assim, em 1514 é concedido o novo Foral de Ançã. Muitas vezes, os Reis recompensavam certos senhores pelos serviços que estes lhe haviam prestado, doando-lhes terras, que geralmente abrangiam uma povoação importante e as aldeias em redor delas. Também Ançã serviu de prémio e foi outorgada a fidalgos. A primeira doação de Ançã teve lugar no dia seguinte à sua elevação a vila, a favor de D. João Afonso Tello, Conde de Barcelos, Vassalo e Conselheiro de D. Pedro e de D. Fernando. Quis D. Fernando, recompensá-lo pelos muitos bons serviços prestados “à nossa casa de Portugal”. Mais tarde, Ançã passa para a casa do Louriçal, depois Marquês de Cascais. Aqui morreu, em 11.07.1674, o primeiro Marquês de Cascais, sexto Conde de Monsanto, D. Álvaro Pires de Castro. Foi Conselheiro de Estado e da Guerra, Fronteiro-Mor, Coudal-Mor, Acaide-Mor de Lisboa, Senhor das vilas de Cascais, Lourinhã, Ançã, S. Lourenço do Bairro, Monsanto e Castelo Mendo, administrador das comendas da Ordem de Cristo, de S. Martinho de Bornes, Vila de Rei e Segura. Foi também embaixador de D. João IV em França, por ocasião da morte de Luís XIII. D. João IV nomeou-o Marquês de Cascais, a 16 de Novembro de 1643. Depois da queda de D. Afonso VI, D. Pires de Castro foi desterrado para Ançã e aqui viveu os últimos sete anos da sua vida. A 15 de Outubro de 1799, em Mafra, D. João, Príncipe Regente de Portugal, faz doação de Ançã a sua mulher, a Princesa do Brasil, D. Carlota Joaquina. Esta foi a última donatária de Ançã, já que, em 1863, Mouzinho de Silveira, acabou definitivamente com os senhorios. No tempo de D. Carlota Joaquina, o concelho de Ançã era constituído por Ançã, Portunhos, Pena, Ferraria, Cavaleiros, Barcouço, Vila de Matos, Granja, Mourelos, Rios Frios, Cidreira e Lavarrabos. Por Decreto de 31 de Dezembro de 1853, publicado no Diário do Governo de 3 de Janeiro de 1854, foi extinto o concelho de Ançã. Na altura, faziam parte do concelho as freguesias de Ançã, Ameixoeira, Granja, Loureiro e Quinta do Rol. Ançã era, então, uma povoação com 263 fogos.
Local religioso

Igreja Matriz de Ançã

Dedicada a N. Senhora do Ó ou da Expectação, a Igreja Matriz de Ançã possui uma fachada de grande imponência, datada de 1812, e rica pelo aspecto arquitectónico e enquadramento paisagístico; arcos de entrada das capelas laterais de grande beleza arquitectónica e decorativa; retábulo principal em pedra de Ançã, raro no seu tempo. Não se conhece a data da construção da Igreja Matriz de Ançã. Em dois nichos da capela-mor estão duas esculturas de pedra, da segunda metade do século XVI, representando S. Pedro e S. Paulo. No interior, a Igreja tem três naves, separadas por duas arcadas dóricas, de cinco arcos cada. O coro ocupa o primeiro tramo e é sustentado com três arcos frontais. O interior tem três naves, é do século XVII, mas os arcos foram renovados na era da inscrição. A capela-mor tem abóbada pétrea, em painéis e as outras capelas ficam do lado do Evangelho. A Capela do Baptistério (tem um arco de entradas onde foi posto um brasão de madeira e abóbada de painéis do século XVII). A Capela seguinte é igualmente do século XVII. Tem portal e arco de pilastras lavradas, abóbada de aresta, com florão central. O retábulo, do século XVII, é de quatro colunas.
Waypoint

Jardim do Terreiro do Paço

Monumento

Palácio do Marquês de Cascais / Pelourinho de Ançã

Junto ao Pelourinho, este imóvel seiscentista de planta regular pertenceu a D. Álvaro Pires de Castro, 1.º Marquês de Cascais e Senhor da Vila de Ançã. Viveu na sua residência durante os seus últimos sete anos da sua vida, falecendo a 11 de Julho de 1812. O alçado principal, virado para o Terreiro de Paço, exibe magníficas janelas de avental, em pedra da região, típicas da arquitectura popular dos séculos XVII e XVIII. O corpo central do edifício assenta sobre três arcos robustos de pedra rusticada. Sobre o arco central, virado para o Terreiro do Paço, encontra-se colocado o Brasão de Armas dos Castros. O Pelourinho de Ançã é um monumento de interesse público assim classificado por decreto a 11 de Outubro de 1933. Todo em pedra de Ançã, com cerca de cinco metros de altura, trata-se, segundo o historiador Dr. Jaime Cortesão, de um pelourinho barroco. Quando os pelourinhos se encontravam danificados pelo tempo, eram substituídos. Deverá ter sido o que se passou em Ançã, pois este pelourinho apresenta características setecentistas, tendo sido reconstruído em 1875 ou 1876, a expensas do prior resignatário da vila, Rev. José Carlos de Paulo. Em Ançã, o pelourinho foi erguido junto ao Paço do Marquês de Cascais, antigo donatário da vila, e apresentava na altura ferros, hoje desaparecidos. O pelourinho de Ançã é composto por uma plataforma quadrangular, que está de acordo com o polígono do degrau de acesso. Sobre a plataforma ergue-se a coluna do pelourinho, com secção inferior quadrada e rusticada, e secção superior cilíndrica e lisa, sem decoração. Sobre o fuste ergue-se o capitel, sem ábaco, e ornamentado com folhas de acanto. Apresenta cerca de 5 metros de altura.
Monumento

Solar dos Neiva

Este imóvel, que outrora foi o Solar dos Neiva, é um dos mais imponentes de Ançã, datado do século XIX. Na sua frontaria sobressai o Brasão de Armas dos Bandeira de Neiva, esculpido com mestria, em pedra da região. O edifício apresenta inúmeros pormenores notáveis de construção, tais como cantarias trabalhadas, caixilharias de bandeira com vitrais, cunhais de pedra com frisos que terminam em cornija. É ainda de realçar o magnífico portal em madeira que sobressai na entrada principal. Esta propriedade privada é a mais imponente e mais representativa da fidalguia ançanense.
Local religioso

Cruzeiro do Santo Cristo

Fonte

Fonte dos Castros

Datada de 1674, a Fonte de Ançã tem um caudal de 20640 litros por minuto. De "chapuz"e forma quadrada, coberta por abóboda com telhado e sustentada por 3 arcos e cunhais rusticados, ostenta o brasão dos Castros, pertencente ao Marquês de Cascais, Senhor da Vila de Ançã. Junto dos muros que rodeiam este recinto, existem bancadas capeadas de pedra, que serviam de poiais aos cântaros de vinte litros e aos canecos de madeira com que as moças levavam água para as suas casas, e bancos para os moços que sequestravam as esbeltas raparigas ou as esperavam ao entardecer, para o namoro combinado ou para lhes matarem a sede com a água fresquinha bebida dos próprios cântaros, que depois ajudavam a pôr à cabeça, num gesto de galanteria cavalheiresca. Segundo Vergílio Correia e A. Nogueira Gonçalves, a fonte terá sido usada pelos romanos, tendo sido encontrado mosaicos na sua proximidade. Ali nasce uma nascente importante, e uma ribeira - a Vala de Ançã - que atravessa a Vila, servindo as suas águas para regar as terras agrícolas até à povoação vizinha (S. João do campo).
Monumento

Moinho da Nascente de Ançã

Moinho situado a poucos metros da Fonte de Ançã, ainda em funcionamento, e cujas primeiras referências remontam ao ano de 937. Foi recuperado no ano de 2000. Imóvel antigo, de traço popular e forma rectangular. Aí funciona um antigo moinho de milho cuja força motriz provém da água da Nascente de Ançã. Constitui um forte pólo de atracção turística, aliado ao espaço envolvente da Fonte de Ançã. Este é um exemplo de como se pode manter vivo um secular processo artesanal que é um património de todos.
Rio

Piscina Natural de Ançã

Inserida num ambiente agradável, a piscina natural de Ançã, em funcionamento nos meses de Verão, é alimentada pelo caudal da Fonte de Ançã.
Local religioso

Capela do Senhor da Fonte

É de pequenas proporções, tem planta quadrangular e cobertura igual à do alpendre da Fonte. Foi mandada construir, provavelmente, pelo Marquês de Cascais. A capela do Senhor da Fonte, o pórtico da Fonte e o Cruzeiro de Senhor de Cristo têm afinidades com os arcos arquitetónicos do Palácio do Marquês de Cascais. A capela tem uma pequena sacristia anexada ao seu lado, as suas paredes interiores têm frescos, cujos traços ainda podem ser vistos. Ela remonta a 1674.
Rio

Ribeira de Ançã

Monumento

Casa da Quinta de S. Miguel

Monumento

Casa onde nasceu Jaime Cortesão

Poeta, dramaturgo, professor, médico, deputado, político, soldado, jornalista, artista, bibliotecário, pedagogo, contista, etnógrafo, conferencista, historiador, Jaime Cortesão nasceu na vila de Ançã a 29 de abril e pereceu em Lisboa a 14 de agosto. Estudou Direito e Medicina na Universidade de Coimbra, mas concluiu o seu curso na Escola Médica de Lisboa em 1909. Foi um dos impulsionadores e cultores da “Renascença Portuguesa”, participando na publicação e edição de revistas marcantes deste movimento literário. Esteve exilado em Espanha, França e Brasil num longo período que se estende entre 1927 e 1957, ano em que recebeu o título de cidadão benemérito da cidade de São Paulo e se fixou definitivamente em Lisboa. Aquando da sua estada no Brasil, especializou-se na história dos descobrimentos portugueses e na formação deste país.
Rio

Ribeira de Ançã

Waypoint

Portunhos

Situada na zona sudeste do concelho, dista cerca de 7 km da cidade de Cantanhede. Com povoamento concentrado, é composta pelos lugares de Portunhos, Pena e Vale de Água, separados entre si cerca de 2 km. A exploração do calcário (brita, rachão, calçadas, cantarias) é a principal fonte de rendimentos da população. Da pedreira d’El Rei saiu a matéria-prima que, pelas suas características únicas – maciez, alvura, plasticidade – tem sido usada, desde a Renascença, na arquitectura (Hotel Palace do Buçaco) e na escultura, No lugar da Pena, no sítio chamado Pardieiros, foi descoberto em 1991 um “tesouro” de cerca de duas mil moedas romanas, datadas dos finais do séc. IV e inícios do séc. V. A Freguesia de Portunhos, mais precisamente o lugar da Pena, viveu também a sua Revolta da Maria da Fonte (assim chamada naturalmente pela semelhança que teve com o levantamento do Minho). Lê-se em “O Marialva”: “Tratava-se de dar execução à lei que institui os cemitérios, acabando com os enterramentos dentro das igrejas. O primeiro enterramento no cemitério, que era o do cadáver de uma criança, provocou tal indignação no mulherio que o sino, chamando a rebate, pôs todas as mulheres em pé-de-guerra! Nem o Padre (…) nem o administrador do Concelho (…), que foi desrespeitado e ofendido, conseguiram acalmar a revolta feminina (…). Vieram tropas de infantaria e da cavalaria para dominar o tumulto; e só passados dias, e depois de cenas violentas, é que as tropas conseguiram acalmar os revoltosos, que foram presos em grande número e condenados no Tribunal de Cantanhede”. O cortejo fúnebre que então se dirigia para o cemitério de Portunhos foi interrompido de assalto por uma mulher que leva os restos mortais da criança para a igreja da Pena, a que de pronto toda a população se junta e protege, impedindo que enterrem a criança em Portunhos. Estes acontecimentos remontam ao ano de 1867.
Ponte

Ponte sobre Ribeira de Ançã

(ligação à Variante de Portunhos)
Waypoint

Pedreiras

A extracção de calcário das importantes jazidas que se estendem a sul do Concelho (Ançã, Portunhos, Outil e Vila Nova) e as actividades que sempre lhe estiveram associadas têm produzido marcas da natureza antropológica, cultural e artística cujo valor patrimonial importa perpetuar. Genericamente denominados "Pedra de Ançã", os calcários de Cantanhede constituem, há muitos séculos, factor importante de desenvolvimento económico, permitindo o incremento da actividade escultórica que tornou Cantanhede e a sua região, neste domínio, um dos mais importantes centros do país.
Parque

Parque de Merendas dos Fornos de Cal

Este é um espaço fresco e agradável, inserido numa área natural onde, no passado, funcionavam os fornos de cal de Ançã. Possui relvado, uma churrasqueira, 2 mesas para 10 pessoas e 2 mesas para 4 pessoas.
Ponte

Ponte sobre Ribeira de Ançã

Ponte

Ponte sobre Ribeira de Ançã

Local religioso

Capela de Nossa Senhora das Mercês

É uma Capela particular, tem uma fachada do século XVIII, porta com pilastras, frontão curvo e óculo em forma de quadrado.

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