Horas  6 horas 35 minutos

Coordenadas 1698

Uploaded 3 de Agosto de 2019

Recorded Agosto 2019

-
-
474 m
215 m
0
4,1
8,3
16,54 km

Visualizado 34 vezes, baixado 2 vezes

próximo a Santo Aleixo de Além Tamega, Vila Real (Portugal)

- Trilho circular, com marcações, com início e fim na margem esquerda do rio Tâmega, junto à Ponte de Arame (por opção);
- Este trilho desenvolve-se, essencialmente, ao longo da levada, mas também por caminhos rurais e florestais, entre a aldeia de Santo Aleixo de Além Tâmega e o Parque de Lazer das Bragadas;
- Trilho muito fresco, com muita sombra e sem declives assinaláveis, com excelentes vistas sobre os vales do rio Beça e do rio Tâmega . Destaque para as diversas casas brasonadas, na sua maioria, dos séculos XVII e XVIII, que se encontram na aldeia de Santo Aleixo, assim como para o núcleo muito bem recuperado de moinhos de água;
- Um bom trilho para ser realizado na primavera, verão ou no outono. Não é aconselhável no inverno, mais concretamente em dias de chuva, pois todo o percurso ao longo da levada tornar-se-á muito perigoso.

NOTA: existe uma alternativa, a meio do percurso, que permite passar pela aldeia de Bragadas e depois retornar à levada. Como não o efetuei, nada posso acrescentar acerca da sua mais valia. Refira-se ainda que foi por opção que se iniciou o trilho junto à Ponte de Arame, coincidindo assim com o troço final do PR1 - Caminho do Abade, combinando este com o PR2 a partir de Santo Aleixo. Este trilho também se cruza, pontualmente, com o GR1 - Rota do Volfrâmio.


__________________________________________________________________________________________


PR2 RPN - LEVADA DE SANTO ALEIXO
O percurso pedestre “Levada de Sto Aleixo” localiza-se na freguesia de Santo Aleixo de Além Tâmega e deve a sua designação à existência de uma levada, na freguesia de Santo Aleixo. Partindo da Igreja de Santo Aleixo de Além Tâmega e percorridos escassos metros, o caminheiro depara-se com um conjunto de moinhos. Reiniciando o percurso, que decorre por antigos caminhos rurais, passando pelos Parques de Lazer e de Campismo de Bragadas e descendo em direção ao rio Beça, o caminheiro cruza-se com a Levada de Sto Aleixo onde adota a direção do “túnel”. Este troço ao longo da levada, coberto pelas copas de carvalhais e castanheiros, proporcionará ao caminheiro o contacto com as diversas espécies de fauna e flora e desfrutar de uma belíssima paisagem sobre o rio Beça, que passa por um vale estreito e encaixado. Chegado ao “túnel” o caminheiro terá de enveredar por um caminho florestal e acompanhar a levada, um pouco mais à frente, ou, em alternativa, fazer um pequeno desvio à levada, optando pela derivação que passa pelo centro de Bragadas. Retomado o caminho pela levada, deixa-se para trás uma paisagem maioritariamente florestal, para dar lugar à paisagem agrícola. Após um longo trajeto lado a lado com a levada, envereda-se por um caminho ancestral, que tem impregnado na calçada os sinais do tempo nas marcas dos rodados dos carros de bois e que leva o caminheiro até ao ponto de partida. No entanto, antes de terminar o percurso o caminheiro terá ainda a oportunidade de contemplar o património arquitetónico e cultural do aglomerado populacional.
Extensão - 13,8 km
Tipo de Percurso - Pequena rota circular
Grau de dificuldade - Médio
Duração - 5:30 horas
Época Aconselhada - Primavera, Verão e Outono
Desnível - 826+
Ponto de Partida / Chegada - Santo Aleixo de Além Tâmega


PR1 RPN - CAMINHO DO ABADE
O “CAMINHO DO ABADE” é um percurso linear com 6km de extensão, com início no centro da Vila de Ribeira de Pena, em concreto da Igreja Matriz de Ribeira de Pena (Igreja do Salvador) até à Igreja Matriz de Santo Aleixo de Além Tâmega, ou vice-versa, guiando o caminheiro por caminhos carregados de história e simbolismo, que alguns pontos notáveis da região conjugados com a paisagem deslumbrante transformam o “Caminho do Abade” num percurso revigorante e de singular beleza. Considerando o ponto de partida a Igreja Matriz de Ribeira de Pena (Igreja do Salvador), o caminheiro inicia a sua caminhada em direção a Friúme, deixando o núcleo urbano para trás. Trilhado algum percurso, o caminheiro emboca num caminho de calçada antigo, ladeado por muros, por vezes irregular devido ao desgaste sofrido ao longo dos tempos, que serve de ligação a Friúme, local onde Camilo Castelo Branco residiu, entre 1840/1842, e se inspirou na elaboração, de algumas, obras.
Segundo consta, este caminho era percorrido pelo Senhor “Abade” para celebrar a Eucaristia Dominical, fonte de inspiração para o nome do presente percurso. É provável que este caminho tenha sido percorrido por Camilo Castelo Branco, nos tempos em que viveu na pequena comunidade de Friúme. Nesta povoação é local de paragem obrigatória, entre outros, a casa Museu “Casa de Camilo”, onde Camilo Castelo Branco terá vivido com a mulher Joaquina e que depois de recuperada passou a ser um núcleo interpretativo da ligação do escritor a Ribeira de Pena. Após uma pequena paragem, retoma-se o “Caminho do Abade” em direção a Santo Aleixo de Além Tâmega com o rio Tâmega como companhia. Este troço do percurso pedestre possibilita a visualização, de um prisma único, do Vale do Tâmega e da linha de água que corre na sua base. O vale, de terras ricas esculpido ao longo dos tempos pelas gentes da localidade, é um cenário distinto do apreciado até aqui, e merecedor de contemplação. No seguimento do percurso, o caminheiro poderá ainda contemplar, suspensa sobre o rio Tâmega, a Ponte de Arame e a magnifica vista para a ponte de Santo Aleixo e para o mosaico florestal, na encosta. Continuando o percurso o caminheiro tem a possibilidade de contemplar na aldeia de Santo Aleixo de Além Tâmega, local onde termina o percurso junto à Igreja Matriz de Santo Aleixo de Além Tâmega, casas brasonadas na sua maioria, dos séculos XVII e XVIII, tendo como uma das suas origens as fortunas conseguidas com a Emigração para o Brasil, a que geralmente se seguia um processo de enobrecimento do novo-rico, como Camilo Castelo Branco conta em algumas obras.
Extensão - 6 km
Tipo de Percurso - Pequena rota linear
Grau de dificuldade - fácil
Duração - 2:30 horas
Época Aconselhada - Primavera, Verão e Outono
Desnível - 158+
Ponto de Partida / Chegada - Ribeira de Pena


GR1 - ROTA DO VOLFRÂMIO
O percurso Rota do Volfrâmio definida no “Estudo do percurso pedestre do volfrâmio” é parte integrante da rede de percursos pedestres do concelho de Ribeira de Pena. A Rota do Volfrâmio pretende criar infraestruturas de apoio ao turismo de natureza, procurando promover o património do concelho, enquadrado numa estratégia de desenvolvimento sustentável. Esta rota, para além de promover o turismo de natureza, também promove o turismo cultural, histórico, geológico, gastronómico e ambiental, de forma a dar a conhecer o património local e regional. Cabe ainda salientar o importante papel que este uso social do monte acresce no que respeita à vigilância civil na prevenção de futuros incêndios florestais.
Tipo de Percurso: Grande Rota (GR - Linear)
Localização: Ribeira de Pena
Âmbito do Percurso: Histórico-Panorâmico
Distancia Percorrida: 33 km
Grau de Dificuldade: Baixo


RIO TÂMEGA
O rio Tâmega (Támega em galego) é um rio internacional, que nasce na Serra de San Mamede, província de Ourense, (Galiza, Espanha) e desagua em Entre-os-Rios no rio Douro. Entra em Portugal pela extensa veiga de Chaves, vale estrutural (linha de fractura, Verin-Régua), inactivo do ponto de vista sísmico. Este é de abatimento e dissimétrico, conservando ainda o testemunho sedimentar de importante fase lacustre. O rio Tâmega, seguindo sempre uma direcção Norte-Sul, serve de fronteira internacional numa extensão de cerca de 2 quilómetros. Embora nasca na província de Ourense, percorre a maior parte dos seus 145 Km em terra lusa. Passa por Chaves e Amarante e abaixo do Marco de Canaveses antes de se juntar ao Douro em Entre-os-Rios. Para além da barragem do Torrão está a avançar o projecto da barragem do Fridão. Tendo a primeira engolido a ponte de Canaveses, irá a segunda inundar a zona onde se implanta a ponte de Vilar de Viando. Conforme subimos o vale do Tâmega, iremos encontrar dois modos de atravessamento do rio. Nas zonas mais escarpadas, recorre-se a uma ponte pênsil (localmente designada de ponte de arame). Nas zonas em que o leito do rio se alarga, vemos pontões baixos, apoiados em poldras unidas por travessas graníticas. Assim, abaixo de Balteiro podemos ver a ponte de arame e um pontão, ambas condenadas a desaparecer na barragem de Daivões.
A construção desta ponte data de 1913, com o objetivo de estabelecer comunicação entre as freguesias de Salvador e de Santo Aleixo de Além-Tâmega que antes se fazia por "poldras" e "presa" que permitiam as passagem a vau e, mais tarde, por barcas. A ponte encontra-se suspensa por arames torcidos sobre si mesmos, mais de uma centena ao longo de quase 20 metros, que se apoiam em pilares graníticos em cada lado da ponte. O passadiço de madeira tem 1,5 metros de largura e serve de base às paredes laterais da estrutura, também em cabos de arame. Reza a história que a ideia para esta construção se deveu ao Padre Álvaro Pimenta que, vendo-se privado de bacalhau para a sua consoada no rigor do inverno, o mandou fazer atravessar o rio através de um cabo de arame e uma roldana.
A Casa da Fecha, enquadrada num meio rural e agrícola, não deixa de relembrar a riqueza proveniente da agricultura e da presença, nesta aldeia, de fidalgos que não desdenhavam a sua terra. Apresenta-se-nos com uma belíssima fachada onde se encontra o seu brasão, mesmo por cima da porta de entrada. Construída entre os séculos XVII e XVIII, hoje dedica-se ao Turismo em Espaço Rural (TER), dispondo de 8 quartos e 11 camas para oferecer ao visitante que pretenda pernoitar nesta bela localidade.
Levada de Santo Aleixo foi construída no ano de 1869 e foi mandada construir pelo benemérito Padre Albino Alves Afonso. A Levada de Santo Aleixo tem uma extensão, desde o ponto de partida do percurso da levada, de cerca de 8000 metros, com uma dificuldade baixa o que permite um passeio agradável a todos os visitantes.
RIO BEÇA - Rio que nasce na Serra do Barroso, perto de Sarraquinhos no município de Montalegre. Desagua na margem esquerda do rio Tâmega nos arredores de Cabeceiras de Basto. Tem o rio Covas como afluente.
NOTA: este troço da levada requer atenção redobrada, pois é necessário progredir sobre as guias o que, devido aos curtos 15 cm de largura, implica equilíbrio para evitar acidentes graves.
O Parque de Lazer de Bragadas localiza-se na freguesia de Santo Aleixo e é o de maior dimensão no concelho. Envolvido num grande espaço arbóreo, o parque dispõe de várias mesas; um telheiro com capacidade para 300 pessoas e dois espaços com quatro assadores cada. Junto ao parque existe ainda um lago artificial, onde é possível observar algumas espécies de aves; um campo de futebol e diversos equipamentos infantis. Contíguo a esta área de lazer encontra-se o Parque de Campismo de Bragadas com capacidade para 1500 a 2000 pessoas.
Igreja de arquitetura seiscentista com nave e capela-mor e tetos de madeira no interior. Tem no interior coro-alto, púlpito no lado do Evangelho, pia de água benta a ladear porta travessa direita, retábulos laterais e retábulo-mor de talha, revivalista com elementos maneiristas.
Santo Aleixo de Além Tâmega situa-se na zona norte do concelho de Ribeira de Pena, num vale fértil do rio Tâmega. Reza a História que, durante muitos anos, a aldeia ficou isolada de Salvador, sede da freguesia, pela subida das águas do Tâmega. O problema de comunicação só foi resolvido com a construção, em 1913, da Ponte de Arame, desativada a partir de 1963 e hoje um dos pontos de atração turística de visita obrigatória. Além da estrutura engenhosa e original, exemplar único no país, toda a envolvente é deslumbrante. Para apreciar convenientemente tudo o que a povoação tem para oferecer, o melhor é andar a pé. Percorra os antigos caminhos rurais por onde terá andado, por exemplo, Camilo Castelo Branco no caminho para a sua casa na vizinha Friúme. Caminhe pelo trilho existente na berma da levada de Santo Aleixo e deixe-se encantar pela beleza natural que a envolve, desde as encostas de Ribeira de Pena ao verdejante vale do Tâmega, ou as cumeadas da serra do Alvão. O património edificado também merece toda a atenção. Não deixe de visitar a Igreja do Senhor de Santo Aleixo; a Alminha do Senhor dos Milagres; as casas brasonadas como a Casa do Barroso, a Casa da Aldeia ou a Casa da Fecha, atualmente transformada em habitação de turismo rural; as casas rurais abastadas como a Casa da Eira, a Casa da Teixeira, a Casa do Outeiro ou a Casa do Casal. Aprecie os tradicionais espigueiros, as eiras, as casas típicas com os seus alpendres, os relógios de sol e os moinhos comunitários. À mesa, aprecie os sabores tradicionais do porco, do cabrito, da couve tronchada e dos enchidos. A tecelagem, a tamancaria e a cestaria são as artes mais comuns entre os artesãos da terra. Facilmente encontrará a recordação perfeita.

Comentários

    You can or this trail