Horas  5 horas 17 minutos

Coordenadas 1458

Uploaded 28 de Julho de 2019

Recorded Julho 2019

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758 m
459 m
0
2,8
5,7
11,35 km

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próximo a Piódão, Coimbra (Portugal)

- Trilho circular, com marcações, com início e fim na aldeia de Piodão, uma das aldeias incluídas na Rede das Aldeias Históricas de Portugal;
- Este trilho desenvolve-se por caminhos rurais, florestais e de pé posto, entre as aldeias de Piodão, Pés Escaldados, Chãs d'Égua, Eira da Bocha e Foz d'Égua, em plena Serra do Açor;
- Trilho belíssimo, com algum declive mas excelentes vistas sobre os socalcos do Vale da Ribeira de Piodão e o Vale da Ribeira de Chãs d'Égua. Destaque para as diversas aldeias e lugares que se atravessa, de visita obrigatória, nomeadamente Chãs d'Égua, Eira da Bocha e o parque de lazer da Foz d'Égua;
- Um bom trilho para ser realizado na primavera, verão ou no outono. Não é de todo aconselhável no inverno, ou mesmo em dias de chuva, pois o xisto torna-se excessivamente escorregadio, conferindo-lhe um elevado grau de perigosidade, pelo que deve ser evitado.

NOTA: existe uma alternativa, a meio do percurso, que permite encurtar ligeiramente o trilho. Mais concretamente, em Foz d'Égua, pode-se optar por seguir o PR2.1 ou continuar no PR2. Se optar pela variante, segue-se num trilho de terra batida, que vai subindo progressivamente ao longo do Vale da ribeira de Piodão. No entanto, aconselho seguir o PR2. Logo à saída de Foz d'Égua deparamo-nos com uma subida íngreme que, durante cerca de 1700 mts vai requerer algum esforço físico, até se chegar à estrada. A partir daí, retoma-se o trilho através de um caminho sinuoso, sem declives assinaláveis, e de uma beleza paisagística deslumbrante, ao longo do vale, pela margem oposta à aldeia de Piodão. Compensa sobremaneira todo o esforço inicial!!!


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PR2 AGN - OS POVOS DAS RIBEIRAS DE PIODAM
Há muitos séculos que as verdes pastagens da Serra do Açor atraíam grupos de pastores que aí levavam os seus rebanhos. Diz-se mesmo que esses pastores seriam os Lusitanos, hábeis criadores de cavalos que povoavam os Montes Hermínios (Serra da Estrela). Ao longo dos tempos as populações foram criando condições para a sua subsistência, conquistando à Serra cada pequena leira cultivada em socalcos. A agricultura, pastorícia e a apicultura constituíram assim as principais atividades destas populações. Pelo alto da Serra do Açor, passava a antiga estrada real que ligava Coimbra à Covilhã por onde circulavam caravanas de carros de bois que traziam do litoral o peixe e o sal para levarem no regresso a carne, o queijo, os lanifícios e até gelo, das terras do interior. Por ali passavam mercadores e pastores e até salteadores. Diz-se também que terão sido os ataques dos salteadores que incentivaram a união dos solitários pastores, espalhados por aquelas agrestes penedias onde criavam éguas, cavalos, ovelhas e cabras.
Extensão - 10 km
Tipo de Percurso - Pequena rota circular
Grau de dificuldade - Médio
Duração - 4:40 horas
Época Aconselhada - Primavera, Verão e Outono
Desnível - 751+
Ponto de Partida / Chegada - Piodão


SERRA DO AÇOR
A Serra do Açor é uma serra no centro de Portugal, junto à Serra da Estrela, que abrange áreas de seis concelhos, na totalidade: Arganil, Pampilhosa da Serra, parcialmente: Covilhã, Seia, Oliveira do Hospital e Góis, onde se localizam freguesias históricas como o Piódão, Vide, Avô, Fajão, e São Gião (nesta última freguesia começa a Serra do Açor). Esta serra faz parte da Cordilheira Central, da qual também fazem parte a Serra da Lousã e a Serra da Estrela. O ponto mais alto da Serra do Açor é o Pico de Cebola (1418 metros). Este local está situado na zona limítrofe dos concelhos da Covilhã, Pampilhosa da Serra e Arganil e é o 5º ponto mais alto de Portugal Continental (o 9º se incluirmos os arquipélagos). A Serra do Açor tem ainda outros pontos de grande elevação, dos quais se destacam, o Monte do Colcurinho (1242 m de altitude), o Alto de São Pedro (1341 m), no Alto Ceira, e o Cabeço do Gondufo (1342 m de altitude) onde perto deste cabeço, a 1118 m de altitude, nasce o rio Ceira. Todos este locais, são zonas de grande beleza e pontos de interesse turístico a visitar. Aí se situa a área de Paisagem Protegida da Serra do Açor. Em 1747, esta era uma serra no termo da Vila de Coja, Bispado de Coimbra, na Província da Beira. Tinha o seu princípio no lugar do Sobral, Bispado da Guarda, e acabava na Vila de Arganil. Teria seis léguas e meia de comprido, e duas de largo. Os principais braços dela eram o Lombo do Vermelho, que principia no sítio chamado o Selado do Porco, e finda no Casal Novo, freguesia de Cepos; e teria légua e meia de largura. O outro a que chamam a Lomba Branca principia em Fonte Espinho, e finda em Ponte Fajão; o seu comprimento seria de uma légua, e meia de largo. Era o seu clima demasiadamente frio, por causa da muita neve, que ordinariamente a cobre. Nascia desta serra uma ribeira sem nome, que se metia no rio de Ceira, onde chamam Foz Teixeira. À borda desta serra ficavam algumas povoações, como eram a Vila de Coja, a Vila de Avô, e os lugares de Bemfeita, Pomares, Teixeira, Caratão, Aguadalte, Portocarreiro e Relvas. A maior parte da terra se cultivava, e o mais era povoado de mato baixo e bravio, e nele pastavam os gados de lã e pelo, como eram ovelhas e cabras. A caça que criava eram perdizes e coelhos.
Carreiros ancestrais que unem as aldeias esculpidas em xisto, num vale de socalcos palheiros e pontes tão antigas que se perdem na história.
NOTA: existe fonte
A aldeia de Chãs d’Égua pertence à freguesia do Piódão, concelho de Arganil, que curiosamente é a freguesia com maior dimensão, mas no entanto, a menos povoada. Mais em baixo encontra-se localizada a localidade de Foz d'Égua conhecida pela sua praia fluvial. A fundação desta desta aldeia remontará entre 700 a 1000 anos a.C em que a localização dos povoados ao longo do vale tinha como objectivo conseguirem comunicar gritando uns aos outros, sendo útil para se socorrerem em caso de perigo. Cinco dezenas de pinturas rupestres do Neolítico e da Idade do Bronze foram descobertas na zona desta aldeia. A arte rupestre de Chãs de Égua enquadra-se entre o período do Neolítico e o Bronze Final e o Bronze Final e da 1ª Idade do Ferro. As rochas gravadas estavam, nessa altura, ligadas a comportamentos ritualizados que associavam os códigos figurativos ao domínio de um território específico. A arte rupestre encontrada é essencialmente do tipo esquemático, como antropomorfos, serpentiformes, podomorfos, equídeos, espirais e figuras geométricas, entre outros. Neste território foram já descobertas 100 rochas gravadas e constituem a mais importante concentração de arte rupestre conhecida até ao momento no território que estende entre o Tejo e o Baixo Côa. Tal facto foi determinante para a instalação de um Centro Interpretativo de Arte Rupestre em Chãs de Égua.
NOTA: existe fonte
NOTA: existe fonte
Embora seja um espaço privado, pode ser visitado pois é de livre acesso.
NOTA: é uma ponte privada e nesta altura estava interdita a passagem, por motivos de segurança.
A localidade de Foz d'Égua situa-se a junto ao o ponto de encontro da ribeira de Piódão com a ribeira de Chãs, perto da aldeia de Chãs d'Égua, na freguesia de Piodão. É neste ponto de encontro que se situa uma praia fluvial de grande beleza. Tanto a aldeia de Chãs d'Égua com a de Foz d'Égua são caracterizadas pelo seu aspecto rural serrano, com típicas casas de xisto e lousa, rodeadas por uma natureza pitoresca, rica em espécies de fauna e flora que aqui encontram o seu habitat natural.
NOTA: neste ponto retoma-se o trilho, à esquerda, saindo da estrada.
A aldeia de Piódão situa-se numa encosta da Serra do Açor. As habitações possuem as tradicionais paredes de xisto, tecto coberto com lajes e portas e janelas de madeira pintadas de azul. O aspecto que a luz artificial lhe confere, durante a noite, conjugado pela disposição das casas, fez com que recebesse a denominação de “Aldeia Presépio”. Os habitantes dedicam-se, sobretudo, à agricultura (milho, batata, feijão, vinha), à criação de gado (ovelhas e cabras) e em alguns casos à apicultura. A flora é em grande parte constituída por castanheiros, oliveiras, pinheiros, urzes e giestas. A fauna compõe-se, sobretudo, de coelhos, lebres, javalis, raposas, doninhas, fuinhas, águias, açores, corvos, gaios, perdizes e pequenos roedores. Actualmente, a desertificação das zonas do interior afecta praticamente todas as povoações desta freguesia. As populações mais jovens emigraram para o estrangeiro ou para as zonas litorais à procura de melhores condições de vida e regressam às suas origens, sobretudo, durante as épocas festivas para reviver o passado e se reencontrarem com os seus congéneres. O conjunto arquitectónico da povoação forma uma das aldeias históricas protegidas. Com efeito, recebeu, na década de 1980, o galo de prata, condecoração atribuída à "aldeia mais típica de Portugal". Está classificada como Imóvel de Interesse Público.

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