Horas  4 horas 27 minutos

Coordenadas 1233

Uploaded 12 de Maio de 2019

Recorded Maio 2019

-
-
562 m
275 m
0
3,1
6,3
12,56 km

Visualizado 19 vezes, baixado 2 vezes

próximo a Sanfins, Aveiro (Portugal)

- Trilho circular, com marcações, com início e fim no parque de merendas junto à Fundação Bernardo Barbosa de Quadros;
- Este trilho desenvolve-se por caminhos rurais, estradões e alguns troços alcatroados, passando pela Quinta do Linheiro, Moinhos e Levadas de Sanfins, Vale e Cascatas do rio Gresso, Irijó, Capela de S. Geraldo, Souto Chão, Mondim e Rocas do Vouga;
- Trilho de uma beleza paisagística relativamente interessante. Destaque, essencialmente, para o Vale do rio Gresso. No entanto, apresenta alguns troços que se desenvolvem em estrada de alcatrão (algo bastante desagradável) e outros tantos que percorrem eucaliptais, o que torna estas passagens algo desoladoras e, caso se realize este trilho em meses estivais, muito quentes e completamente desinteressantes. Enfim, no seu todo, é caso para dizer que, uma vez feito, não justifica lá regressar!!

__________________________________________________________________________________________

PR10 SVV TRILHO DO GRESSO
O percurso desenvolve-se por caminhos agrícolas e florestais, estradas de ligação entre algumas aldeias da freguesia de Rocas do Vouga e ao longo da levada do Gresso. É também serpenteado por várias levadas de água que a direcionam à linha de moinhos que existe ao longo das margens do Rio Gresso. Passa também dentro da Quinta do Linheiro, pertencente à Fundação Bernardo Barbosa de Quadros, onde se pode observar a dinâmica agrícola, com especial destaque para os mirtilos, local onde foram feitas as primeiras experiências de introdução deste fruto no concelho de Sever do Vouga. Ao longo deste percurso também se pode perceber a fé que estas comunidades têm com a Igreja e em especial, no culto dos santos, devido à passagem por capelas (Linheiro e Irijó), cruzeiros (Souto Chão) e alminhas (Sanfins, lrijó e Rocas). Este facto confere a este percurso um cunho cultural diferenciador dos restantes percursos de carácter mais paisagístico. Toda a freguesia é recortada por inúmeros cursos de água que regam campos férteis e alimentam as mós dos diversos Moinhos da Levada do Gresso. Esta levada, com a força da corrente, provia de energia vários rodízios. Alguns deles, como o da Carneira, estão hoje desativados. Construído em pedra da região, podemos ver que no seu interior ainda se encontram as mós. Não muito distante encontra-se o da Serralheira. Edificado, obedecendo às regras da arquitetura popular e aos materiais tradicionais, está em melhor estado de conservação que o anterior, apesar de algumas alterações provocadas por recentes adaptações. Na mesma localidade podemos ainda observar o moinho do Linheiro, auxiliado por um eficaz aliviadouro, que controlava a distância entre as mós e, consequentemente, o grau de espessura da farinha. Este mecanismo moía vários cereais dos quais se destacam: milho, centeio e trigo.
Foi mandada construir pelos seus proprietários, capitão Bernardo Barbosa de Quadros, em devoção à Imaculada Conceição, realizando-se a festa religiosa a 8 de dezembro.
O rio Gresso é afluente do Vouga e tem origem no cimo da serra do Arestal, a quase 800 metros de altitude. Este rio percorre, na sua descida para a foz, pouco mais de 7 km, tendo um desnível total de mais de 700 metros. É, por isso, um rio de montanha com muitas cascatas e quedas de água com pouco caudal no verão, apenas enchendo com as chuvas de inverno. São duas as cascatas que se destacam no seu percurso, uma abaixo de Sanfins acessível pelo PR10 – Trilho do Gresso, e a segunda a montante da ponte entre Sanfins e Mouta. A cascata do Gresso, ou as cascatas do Gresso, são as menos conhecidas em Sever do Vouga, e levam-nos à descoberta de um rio sombrio, com uma galeria ripícola muito fechada e particular.
Capela construída em homenagem ao santo padroeiro da aldeia, S. Geraldo. Neste local faz-se ainda todos os verões a festa em homenagem a este santo. A festa não é muito grande mas atrai os habitantes dos locais vizinhos e ainda os emigrantes naturais desta zona que escolhem esta altura para fazerem as suas férias de verão.
A Igreja Matriz de Rocas do Vouga, também conhecida como Igreja Paroquial de São João Batista, encontra-se implantada no interior de um adro, adaptado à fisionomia do templo. Esta igreja terá sido edificada no século XVII, tendo sofrido obras de reconstrução na primeira metade do século XVIII e durante a época contemporânea. Destacam-se, no interior, as pinturas dos caixotões dos tetos, com notáveis figuras de cenas religiosas, que datam de 1783. No exterior o templo conserva a traça de cariz classicista, com pilastras e pináculos de linhas verticais bem acentuadas.

Comentários

    You can or this trail