Horas  7 horas 34 minutos

Coordenadas 2159

Uploaded 4 de Maio de 2019

Recorded Maio 2019

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310 m
119 m
0
5,6
11
22,45 km

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próximo a Dornes, Santarém (Portugal)

NOTA: por razões logísticas, optou-se por fazer este trilho no sentido contrário ao proposto no respetivo folheto, tendo em linha de conta as altas temperaturas que é costume fazerem-se sentir nesta região. Por conseguinte, percorreu-se no período da manhã o troço com as subidas e descidas mais pronunciadas e expostas, ficando para a tarde (período de maior calor) o percurso mais próximo da albufeira e com mais sombra.

- Trilho circular, com marcações, com início e fim no parque de estacionamento em frente ao Café / Restaurante Fonte de Cima;
- Este trilho desenvolve-se por caminhos e estradões da Serra dos Aguilhões, passando pelo Lagar de S. Guilherme, aldeias de Peralfaia, Rio Cimeiro, Vale Serrão e Dornes;
- Pontualmente coincide com o GR33 - Grande Rota do Zêzere;
- Do ponto de vista paisagístico, o trilho é muito bonito sempre que se aproxima da albufeira. No entanto, pelo facto de estar intensivamente arborizado por eucaliptos, perde o encanto que poderia ter caso a floresta autóctone estivesse aqui presente. Muito facilmente se transforma num percurso cansativo, seco, muito quente e pouco atrativo do ponto de vista ambiental. É pena...


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PR1 (FZZ) - DORNES, VIGIA DO ZÊZERE
Situada numa pequena península da albufeira de Castelo de Bode, a Vila de Dornes possui um enquadramento previlegiado sobre o Zêzere e uma relação muito especial com este rio. O percurso “Dornes – Vigia do Zêzere” inicia-se junto ao Posto de Turismo, percorrendo o centro da Vila (Torre Pentagonal e Igreja de Nossa Senhora do Pranto), continuando em troço coincidente com a Grande Rota do Zêzere (GR33), na direção de Vale Serrão. Ao contornar a Serra dos Aguilhões segue-se para a aldeia de Rio Cimeiro e para as “Ilhas”. De regresso à caminhada toma-se o caminho florestal para Peralfaia, observando uma curiosa formação rochosa, conhecida localmente por Penedos Amarelos. Pouco depois de passar a aldeia surge a opção de regressar a Dornes ou continuar o caminho para o Lagar de S. Guilherme, sempre por caminho florestal, ladeado de eucaliptal ou pinhal, e também alguns carvalhos, castanheiros e medronheiros. Em qualquer uma das opções é-se presenteado com uma extraordinária vista panorâmica sobre a Península de Dornes. Se optou por visitar o Lagar de S. Guilherme, o regresso a Dornes será feito pelo Percurso da Biodiversidade, um caminho florestal que acompanha a Ribeira de S. Guilherme até bem próximo da sua foz, em Dornes.

GR 33 - GRANDE ROTA DO ZÊZERE
A GR 33 do Zêzere apresenta-se como uma grande rota que liga o rio Zêzere desde a nascente no Covão de Ametade na serra da Estrela até à foz em Constância. Os 370 Km de extensão da GRZ percorrem 13 concelhos e unem importantes marcas nacionais: Serra da Estrela, Aldeias do Xisto, Castelo de Bode e Rio Tejo. O percurso foi projetado para ser multimodal, podendo ser feito a pé, de bicicleta ou de canoa. Assim, pode realizar-se de forma contínua e encadeada, por troços ou mesmo em circuitos multimodais, recorrendo a mais do que uma disciplina. Para este aspeto contribui o caráter inovador das 13 Estações Intermodais existentes ao longo do percurso.
A Ribeira de S. Guilherme aflui na margem esquerda do rio Zêzere em Dornes. Aqui foi instalada uma Estação da Biodiversidade, cujo percurso interpretativo é comum a este percurso pedestre. Espécies emblemáticas: borboleta laranja-quadrada-do-sul (Melitaea deione), estevão (Cistus populifolius), trovisco (Daphne gnidium), cigarra (Ciccada orni), zigaena-comum (Zygaena trifolii), feto-real (Osmunda regalis), hipericão-do-gerês (Hypericum androsaenum), aveleira (Coryllus avelana).
Situada no Rio Zêzere numa zona de grande beleza, a albufeira da Barragem do Castelo de Bode é uma das maiores em Portugal e estende-se ao longo de 60 kms entre os concelhos de Tomar, Abrantes, Sardoal e Ferreira do Zêzere. Rodeada por vegetação frondosa em que o pinhal é predominante, a albufeira oferece excelentes condições para a prática de desportos náuticos ou simplesmente para o lazer em contacto com a natureza. Quem quiser conhecer este grande lago em pormenor tem à sua disposição um cruzeiro de barco, que o levará por entre as paisagens deslumbrantes dos recantos desta albufeira, como a Ilha do Lombo, um pedaço de terra onde existe uma estalagem, ideal para passar uns dias em absoluta tranquilidade.
O rio Zêzere é o segundo maior rio exclusivamente português. Nasce na Serra da Estrela e desagua no Tejo, a oeste de Constância, totalizando mais de 200 km de percurso e uma bacia hidrográfica de 5043 km2. De todas as paisagens que este rio criou, merecem especial atenção os “Meandros do Zêzere”, uma sucessão de curvas em redor das montanhas do Pinhal Interior. Este rio é também dono de uma notável riqueza hidroeléctrica, aproveitada em três barragens (Bouçã, Cabril e Castelo de Bode), que produzem anualmente cerca 700 milhões de kWh. As águas do Zêzere são um importante habitat para variadas espécies piscícolas, nomeadamente o sável (Alosa alosa), a boga (Chondrostoma occidentale), a enguia (Anguila anguila), o barbo (Barbus bocagei), o achigã (Micripterus salmoides) e a carpa (Cyprinus carpio).
Na foz da Ribeira de Vale Mosqueiro há um lugar mágico a que os habitantes locais foram chamando de “Ilhas”. Com a construção da Barragem de Castelo de Bode e a consequente subida do nível das águas, formaram-se aqui três ilhas que fazem as delícias de habitantes e visitantes.
Situada numa península no rio Zêzere, a Vila de Dornes é rica em história, património, lendas e manifestações religiosas. A sua história perde-se no tempo, resistindo o testemunho de importantes monumentos e vestígios arqueológicos. Por aqui andaram romanos, que extraíam ouro das águas do rio e construíram as primeiras edificações. Foi sobre a base destas ruínas milenares que Gualdim Pais fez erguer a singular torre templária de cinco faces, para defesa das terras em tempo de reconquista. Com efeito, os primeiros documentos que se lhe referem datam do séc. XIII (Foral de Arega e Comenda Templária de Dornes). Em 1321 era esta antiga Vila uma das Comendas da Ordem de Cristo e, em 1353, já tinha tabelião. Mais tarde, em 1453, o Comendador D. Gonçalo de Sousa mandou construir, à sombra protetora da atalaia medieval, a Igreja de Nossa Senhora do Pranto, a mando da própria Rainha Santa Isabel segundo reza a lenda, tendo recebido instruções Guilherme de Pavia para aí colocar a pietá sagrada de Nª Sra. do Pranto. A ela estão associadas as mais diversas lendas e o seu culto fez de Dornes um importante centro de peregrinação religiosa desde a idade média. No ano de 1513 atinge Dornes o seu auge com a atribuição de foral manuelino, mantendo-se sede de concelho até 1836. No século XIX, a reforma de Rodrigo da Fonseca veio extinguir o Concelho de Dornes, integrando-o desde 1836 no Concelho de Ferreira do Zêzere. Ainda hoje aqui acorrem peregrinações de toda a região, os Círios, entre a Páscoa e o terceiro Domingo de Setembro. A Vila de Dornes tem-se assumido como polo de atração turística e “sala de visitas” deste concelho. Os principais monumentos da vila são a Torre Pentagonal, que terá sido construída pelos cavaleiros templários para vigiar o profundo vale do Zêzere, e a Igreja de Nossa Senhora do Pranto. Na Igreja Matriz são de destacar os azulejos, o órgão de tubos oitocentista, as imagens de pedra de Nossa Senhora do Pranto e de Santa Catarina, um púlpito de 1544 e um quadro a óleo denominado “descanso na fuga para o Egipto“ e que se refere à Lenda de Nossa Senhora do Pranto. Todos os anos, pelo 15 de Agosto, realiza-se a romaria de Nossa Senhora do Pranto, atraindo muitos religiosos. Na história recente de Dornes está a gravação do filme de Luís Galvão Teles “dot.com”, em 2007.
TORRE PENTAGONAL DE DORNES - A Torre Templária de Dornes surpreende pela invulgaridade da forma, as suas cinco faces tornam-na um exemplar raríssimo da arquitetura militar dos tempos da reconquista. Edificada por Gualdim Pais, no séc. XII, foi construída sobre a base de uma antiga torre romana, como parte integrante de um sistema defensivo da linha do Tejo contra os mouros. TEMPLO DE NOSSA SENHORA DO PRANTO Desde a Idade Média, tempo de pestes e guerra, que é prestado culto a N. Sra. do Pranto e remontam a essa época as peregrinações de toda a região que ainda se mantêm vivas, os Círios, tendo os dias de Espírito Santo e 15 de Agosto como pontos altos. Diz a lenda que a igreja foi mandada construir pela Rainha Santa Isabel, mas é D. Gonçalo de Sousa (Séc. XV) que lhe dá a feição atual.

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