Horas  5 horas 59 minutos

Coordenadas 1541

Uploaded 28 de Julho de 2019

Recorded Julho 2019

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594 m
300 m
0
3,1
6,2
12,39 km

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próximo a Bemfeita, Coimbra (Portugal)

- Trilho circular, com marcações, com início e fim na aldeia de Benfeita, uma das 24 incluídas na Rede das Aldeias do Xisto;
- Este trilho desenvolve-se por caminhos rurais, estradões florestais e caminhos de pé posto, entre as aldeias de Benfeita, Sardal e Pardieiros, no limite da Paisagem Protegida da Serra do Açor;
- Trilho verde e sempre com água por companhia, com algum declive facilmente transposto através de degraus (xisto) e excelentes vistas sobre o Vale da Ribeira do Carcavão e o Vale da Ribeira da Mata. Destaque para a travessia da Mata da Margaraça e visita obrigatória ao parque de lazer da Fraga da Pena;
- Um bom trilho para ser realizado na primavera, verão ou no outono. Não é de todo aconselhável no inverno, ou mesmo em dias de chuva, pois o xisto torna-se excessivamente escorregadio, conferindo-lhe um elevado grau de perigosidade, pelo que deve ser evitado.


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PR1 AGN - CAMINHO DO XISTO DA BENFEITA
O Caminho do Xisto da Benfeita é um percurso circular, partindo do centro desta aldeia. O sentido aconselhável é o que sai em direcção ao vale da Ribeira do Carcavão (anti-horário). Entramos num estreito trilho, ao longo da margem da ribeira, e tomamos contacto com pequenas mas fantásticas quedas de água, bem como com as transformações da paisagem, fruto da acção secular do Homem. Dado o forte declive desta zona, é necessário deixar as margens da Ribeira e subirmos por antigas veredas rurais, com inúmeras escadas em pedra, pelo que devemos ter atenção redobrada. A fase de subida termina pouco depois da passagem por zonas em que a água trilhou o seu percurso pela rocha. Uma vez no cimo da crista rochosa, a vista que se alcança sobre todo o vale é deslumbrante. Cruzamos uma estrada asfaltada e abordamos a aldeia do Sardal por um trilho suave contornando a encosta. Após a passagem pelo interior da aldeia, onde podemos retemperar forças e energias, iniciamos a descida, utilizando caminhos e levadas estreitas mas bem definidas. Já em plena área de Paisagem Protegida da Serra do Açor encontramos a derivação (opcional) para uma descida curta à Fraga da Pena, zona de cascatas impressionantes. Continuando em frente, atingimos a aldeia de Pardieiros, onde existem serviços de apoio, sendo aconselhável a visita ao núcleo museológico de temática rural. A partir daqui, retomamos a descida para a Ribeira da Mata, ao longo da qual se fará o regresso à Benfeita, num ambiente em que a prática agrícola e o aproveitamento dos campos marcam a envolvente do percurso. A Aldeia da Benfeita possui um conjunto de pontos de interesse únicos, como é o caso da Torre da Paz e o simbolismo que lhe está associado. Destacam-se também a Igreja Matriz, os seus arruamentos tradicionais e a praia fluvial. A Loja Aldeias do Xisto e a Casa-Museu Simões Dias permitem o contacto com o património cultural e histórico local, bem como com o artesanato produzido na Freguesia, de que as colheres de pau, o vestuário em feltro e as casinhas de xisto são a principal referência. O Núcleo Museo- lógico dos Pardieiros, permite conhecer as vivências rurais desta população, representadas por um vasto conjunto de instrumentos utilizados antigamente nas práticas agrícolas e florestais. Nesta aldeia pode ainda saborear a gastronomia local, com destaque para o cabrito, a chanfana, o bucho de Vila Cova do Alva e a tigelada. Grande parte da área da Freguesia está inserida na Área de Paisagem Protegida da Serra do Açor, em que se destaca a Mata da Margaraça e a Fraga da Pena.
Extensão - 10,4 km
Tipo de Percurso - Pequena rota circular
Grau de dificuldade - Médio
Duração - 5:00 horas
Época Aconselhada - Primavera, Verão e Outono
Desnível - 576+
Ponto de Partida / Chegada - Benfeita


SERRA DO AÇOR
A Serra do Açor - a quinta serra mais alta de Portugal continental - constitui o quadrante norte do território das Aldeias do Xisto, assegurando a continuidade da Cordilheira Central, a partir da Serra da Estrela. Nas suas cumeadas, torres eólicas geram electricidade que chega a todo o País. É a mãe do Rio Ceira, que parte dos seus cumes à procura do Mondego, que só encontra à entrada de Coimbra. Mas também dá um fortíssimo contributo para os caudais do Zêzere e do Alva. É uma serra que há mais de um século é esventrada pela exploração mineira, cujo centro principal são as Minas da Panasqueira. Mas também por mais de 10 km de túneis que transvasam para o Rio Zêzere as águas que alimentam a albufeira da Barragem de Santa Luzia. Esta é a formação montanhosa em xisto que atinge a maior altitude no território continental português: o Cebola, a 1438mts.


PAISAGEM PROTEGIDA DA SERRA DO AÇOR - PPSA
A Paisagem Protegida da Serra do Açor (PPSA) está situada na serra do Açor, no concelho de Arganil, com altitudes que oscilam entre os 400 m e os 1016 m e alberga duas áreas de especial interesse: a Reserva natural Parcial da Mata da Margaraça e a Reserva de Recreio da Fraga da Pena.


MATA DA MARGARAÇA
A Mata da Margaraça está documentalmente referenciada desde a segunda metade do séc. XIII. Dela saiu madeira para o retábulo da Igreja da Sé Nova (Coimbra) e para a construção de uma antiga ponte sobre o Mondego, em Coimbra. No início do séc. XVIII também forneceu madeira para a construção do Convento de Santo António na AX Vila Cova do Alva. Actualmente é propriedade do ICNF. Esta Mata corresponde, tão somente, a uma das mais notáveis florestas caducifólias existentes em Portugal. Desenvolve-se numa encosta orientada a N-NO e em altitudes entre os 600 e os 850 metros. Carvalhos, castanheiros, cerejeiras, ulmeiros, azevinhos, freixos, azereiros, loureiros e outras, são algumas das espécies que constituem o seu estrato arbóreo. O estrato arbustivo conta com o folhado, medronheiro, aveleiras, aderno, gilbardeira. O Selo-de-Salomão, o Lírio-martagão, a Veronica micrantha, bem como algumas espécies de orquídeas, são raridades que se abrigam nesta mata. Está classificada como Reserva Biogenética. É uma das raras relíquias da vegetação natural das encostas xistosas do Centro de Portugal, sendo um notável exemplo do coberto florístico primitivo da Região. Para além de espécies arbóreas, a Mata possui ainda numerosas plantas vasculares de grande interesse científico e endemismos.
Sardal é uma típica aldeia escondida em plena Serra do Açor, conhecida pela sua piscina pública de águas aquecidas, convidativa ao descanso.
A Fraga da Pena é uma zona de recreio e lazer, com quedas de água originadas por um acidente geológico, possuindo igualmente um conjunto florístico de elevado interesse, conferindo um carácter singular à paisagem. Situada em plena Paisagem Protegida da Serra do Açor, corresponde a um acidente geológico atravessado pela Barroca de Degraínhos, originando um conjunto de quedas de água sucessivas. A queda de água maior tem uma altura de 19 metros. Nas suas margens existem alguns antigos exemplares de carvalho-alvarinho Quercus robur e de castanheiro Castanea sativa, para além do medronheiro Arbutus unedo, do trovisco Daphne gnidium e dos adernos Phillyrea latifolia e P. angustifolia.
As referências a esta aldeia, na freguesia de Benfeita e concelho de Arganil, remontam a 1527. Consta que, em tempos, se chamava Valverde, tomando apenas o nome de Pardieiros (i.e. casas em ruínas), após uma epidemia de febre tifóide. A aldeia é conhecida pelo fabrico manual de colheres de pau, sendo ainda possível observar artesãos a esculpir pedaços de madeira. No passado, a localidade chegou a ter 30- 35 colhereiros a tempo inteiro, sendo uma importante atividade económica a que se dedicavam os homens. O fabrico de tamancos e tamancas, de gamelas e de cestos e a tecelagem também aqui existiram, estando hoje extintos.
BENFEITA - Esta é uma das "aldeias brancas" da Rede das Aldeias do Xisto. E é única aldeia no Mundo que exalta a paz com uma torre, um sino e um relógio. Fica próxima da Fraga da Pena e a Mata da Margaraça, que é uma das mais importantes florestas caducifólias do País. Aqui tudo é Benfeita. Percorra as ruas e sinta a frescura no encontro de duas ribeiras, a do Carcavão e a da Mata. No recuperado moinho do Figueiral e alambique ainda é possível ver como antigamente se aproveitava a força da água. Do outro lado da rua descubra a Igreja Paroquial e o atelier da Feltrosofia, onde se fazem artesanalmente peças de feltro com um design inovador. Não se esqueça de visitar também a Loja das Aldeias do Xisto e Centro Documental, na recuperada Casa Simões Dias. É obrigatório subir à Fonte das Moscas e apreciar o conjunto de casario branco com as suas ruelas e passadiços característicos, nas quais se destaca a Torre da Paz, de alvenaria de xisto, com uma interessante história para contar. Situada entre Côja e a Paisagem Protegida da Serra do Açor, a Benfeita leva-nos a seguir a Ribeira da Mata, a encontrar a frescura da Fraga da Pena e o arvoredo da Mata da Margaraça.

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