Coordenadas 2034

Uploaded 21 de Fevereiro de 2019

Recorded Fevereiro 2019

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850 m
586 m
0
2,8
5,6
11,18 km

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próximo a Xertelo, Vila Real (Portugal)

A visita aos Poços Verdes do Sobroso constitui um motivo bastante para realizar este percurso pedestre.
Estas lagoas naturais existentes no leito da Corga do Sobroso são muitas vezes designadas por 7 Lagoas de Xertelo ou Poços Verdes de Cabril ou ainda por Lagoas das Lages dos Infernos. Possuem uma beleza bastante característica, tanto pelas lagoas em si como também pelo cenário envolvente, um tanto agreste e remoto.
Trata-se de uma incursão pela da Serra do Gerês que não desilude o pedestrianista.
O reverso de todos estes motivos de interesse é que o local por vezes torna-se vítima de algumas formas de turismo de massas, especialmente nos meses de verão. A contribuir para isto teremos certamente a possibilidade de lá chegar utilizando veículos automóveis, em especial aqueles que tenham alguma capacidade de Todo-o-Terreno...

Mas o percurso pedestre, visto na sua globalidade, oferece bem mais que a visita às lagoas:
- A aldeia de Xertelo é por si só um bonito de exemplar de arquitectura popular minhota, com as suas casas em granito, capela, cruzeiro e moinho. Tem também uma bonita envolvente com alguns campos de cultivo e vistas para as encostas dos vales da Ribeira de Cabril e do Rio Cávado.
- O Fojo do Lobo de Xertelo, magnificamente conservado, transporta-nos para outros tempos em que a relação do Homem com a natureza era mais difícil.
- Há uma Silha dos Ursos (a "Silha de Xertelo") que está a poucas dezenas de metros do trilho, mas que não é visível quando o percorremos. Há que estar atento ao passar ao km 4,2 para fazer um pequeno desvio à direita, pois é um elemento de património que merece uma visita.
- O traçado do trilho leva-nos pelas encostas da Ribeira de Cabril, mas também nos permite vislumbrar alguns dos maciços montanhosos mais relevantes da zona: Surreira do Meio-dia, Roca Alta, Borrageiro 2º, Chamiçais, Lages dos Infernos e Espigão da Lama de Pau.

Os únicos pontos que merecem nota negativa prendem-se com a segurança:
- Percorri o trilho com tempo seco, mas é bem evidente que com tempo de chuva a travessia da Ribeira de Cabril (km 3,1) pode tornar-se difícil, ou mesmo impossível;
- Há uma pequena zona da encosta do lado oeste da Ribeira de Cabril (ao km 3,7) em que se exigem cuidados redobrados. O carreiro passa por zonas de rocha nua e escarpada. O perigo de escorregar está bem presente e a queda pode ser fatal, especialmente com o piso molhado ou com gelo!

Não encontrei documentação oficial a apresentar ou a descrever o trilho, mas sei que ele foi implementado no terreno à relativamente pouco tempo. Talvez surja brevemente a habitual descrição nos sites das entidades oficiais...


O trilho desenrola-se dentro dos limites do Parque Nacional Peneda-Gerês. Uma vez que entra dentro da "Área de Protecção Parcial Tipo II" (entre os km 3,1 e 7,8) temos que respeitar algumas restrições de circulação e solicitar autorização ao ICNF por escrito ou por email ([email protected]) para grupos com mais de 15 pessoas.

O trilho está sinalizado de forma quase impecável, com as marcações a serem suficientes para a orientação.
O traçado segue maioritariamente por carreiros de pastores que por vezes exigem uma progressão cautelosa. Volto a realçar os cuidados para não escorregar no troço ao km 3,7, em especial com piso molhado ou com gelo!
A cobertura florestal quase não existe, pelo que a exposição solar é elevada.
Assim, considero a Dificuldade Técnica como "Moderada".


Boas Caminhadas!

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