Coordenadas 812

Uploaded 2 de Dezembro de 2017

Recorded Dezembro 2017

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  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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1.357 m
692 m
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3,5
7,0
14,03 km

Visualizado 354 vezes, baixado 3 vezes

próximo a Vilarinho das Furnas, Braga (Portugal)

Temos neste trilho uma excelente proposta para conhecer o Gerês de uma forma bastante mais pura e selvagem do que é normal encontrar nos tradicionais trilhos pedestres sinalizados!
O percurso leva-nos por zonas um pouco mais afastadas da "civilização" e onde a mão humana tem uma intervenção bastante mais moderada que nos tradicionais cenários minhotos. Os caminhos de pastores que vão ligando as Chãs, Prados, Currais e Cabanas vão serpenteando as encostas e vales. Uma comunhão bastante feliz da natureza, mais ou menos agreste, com a criação de gado num formato quase "ancestral".
Ninguém ficará indiferente a estes cenários a a estas vistas!

Da mesma forma que o PR Trilho da Vezeira, este é um trilho sinalizado por mariolas. No terreno não existe qualquer sinalização formal deste trilho.
O ICNF retirou este trilho da sua lista oficial de percursos e também já não o encontramos na sua carta da rede de percursos relativa aos trilhos oficiais do PNPG. Porém, na data em publico este trilho ainda se encontrava disponível no site da ADERE, com uma descrição oficial do mesmo, assim como um mapa e um ficheiro para orientação com GPS.

O traçado do trilho desenrola-se bem dentro do território do Parque Nacional Peneda-Gerês, sendo abrangido pela "Área de Protecção Parcial Tipo I" (até ao km 7,3, no "Lombo do Burro") e depois pela "Área de Protecção Total". Assim é necessário solicitar autorização ao PNPG por mail (pnpg@icnf.pt) ou na página de formulários de contacto para o percorrer na totalidade (mesmo que seja apenas uma pessoa). Para grupos com mais de 10 pessoas que apenas pretendam percorrer o trilho até ao "Lombo do Burro" também necessitam de obter esta autorização.

Como o trilho está sinalizado com mariolas, não existem as habituais marcações de PR. Se não tem uma preparação prévia do traçado em GPS e não está familiarizado com os diversos trilhos da região, será sensato recorrer ao serviço de um guia.

Na data em percorri o trilho não encontrei obstáculos muito difíceis de ultrapassar. Porém, os diversos tipos de piso que encontramos exigem de nós uma atenção constante e é frequente surgirem encostas que considero um pouco escarpadas: qualquer descuido pode resultar numa queda. Isto é particularmente notório nas passagens por zonas de rocha nua, que são particularmente traiçoeiras, pois com tempo húmido são quase sempre muito escorregadias. Máximo cuidado!
Já encontramos algum mato a invadir o trilho na descida da Costa da Sabrosa.
A cobertura florestal é quase inexistente ao longo de grande parte do trilho, pelo que a exposição solar é elevada. Só ao chegar à Mata da Albergaria (ao km 10,0, aproximadamente) é que o cenário muda radicalmente, com o regresso a Leonte a ser feito sempre à sombra.
Existem fontes em alguns pontos do trilho, mas considero que devemos levar conosco água suficiente para as nossas necessidades e ainda mais, se necessário. Além da criação de gado poder afectar negativamente a qualidade da água dessas fontes, elas também poderão estar secas!
Considerando os factores que indiquei, considero a Dificuldade Técnica deste trilho como "Difícil".
A extensão do trilho não é muito grande, mas o desnível acumulado é significativo. Conjugando isto com a exigência técnica do piso, resulta um esforço físico também elevado.


Boas Caminhadas!

1 comment

  • miguel roque 22/dez/2017

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    Maravilhoso!
    Primeira caminhada "a sério" com família.
    Mágico.

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