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1.533 m
570 m
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5,7
11
22,99 km

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perto de Vilarinho das Furnas, Braga (Portugal)

A abordagem às Minas dos Carris pela linha de fronteira não é das mais fáceis.
Os cerca de 500m de declive positivo logo nos primeiros 3km de subida, são um bom aquecimento a ter em conta tendo que ser gerido com moderação.
Aliás, uma das características mais fascinantes do maciço central da Serra do Gerês é, quanto mais difícil, melhor, e a cumeada da Encosta do Sol é disso exemplo.
Chegando à Cruz do Pinheiro observamos o Vale do Rio Homem em quase toda a sua extensão, simplesmente, espectacular!
Olhando para trás podemos visualizar o Pé de cabril, a albufeira de Vilarinho das Furnas, a Serra Amarela e mais distantes as Serras do Soajo e Peneda.
A progressão continua ao longo da linha de fronteira com um declive positivo acentuado e com a paisagem a tornar-se cada vez mais imponente.
Chegamos então a um Miradouro no alinhamento de Água de Pala. É indescritível ver uma tão grande extensão do estradão dos Carris, estando numa posição 400m acima sobre um enorme precipício.
Os vales das Ribeiras de Água de Pala e Cagarouço não são menos impressionantes, consegue-se ver até o Curral do Absedo.
A jornada prossegue agora ao ritmo de sobe e desce sendo os trilhos um pouco difíceis e com inclinação acentuada.
Chegando ao ponto mais alto que antecede a Lage do Sino, tempo para observar aquele planalto granítico e as linhas de água que alimentam a alta cascata que se observa abaixo do Cabeço do Madorno quando se passa no estradão dos Carris, curioso, sem dúvida. Podemos observar também os cumes a vencer à nossa frente, Altar de Cabrões e Marco dos Carris.
Ainda antes de chegar à Amoreira, novo momento de contemplação, as Minas das Sombras.
Posto isto, a tareia do dia, subir ao Altar de Cabrões a 1538m, apenas menos 10m que o Pico da Nevosa.
São cerca de 200m de declive para 650m de progressão. O dito cume a fazer jus ao nome, sem dúvida.
Lá em cima as paisagens são espectaculares, permitindo ver a Roca Negra, Louriça, Peneda, com a presença da Nevosa a uns escassos 1100m.
Aponto como curiosidade o facto de conseguir ver daqui na Peneda, o Lugar de Rouças, são Bento do Cando e até a Branda de Bosgalinhas. Pena ter tirado as fotos com o telemóvel e não ter a maq fotográfica para fazer um zoom daqueles!
Prosseguimos então viagem para o marco Geodésico de Carris a 1508m e descemos para o complexo mineiro.
Logo à entrada tive uma agradável surpresa.
Devido à condição solar, eram perfeitamente visíveis as inscrições "MINAS DOS CARRIS" e "PROIBIDA A ENTRADA SEM AUTORIZAÇÃO" nos muros da entrada.
Depois do almoço seguimos em direcção a um miradouro que penso ser pouco visitado para quem vai casualmente aos Carris. Vou chamar-lhe (até ter mais informação) "miradouro Este do Salto do Lobo" e que fica cerca de 250m a Este das Lavarias.
As paisagens são também espectaculares, e temos uma perspectiva rara sobre toda a área compreendida entre a Nevosa, Cornos de Candela e Alto das Eiras.
Na zona de exploração minéria recomenda-se prudência porque algumas galerias estão a abater!
O regresso foi efectuado pelo amontoar de pedras soltas que é o estradão dos Carris.
Saliento a nudez gritante da encosta sul do Vale do rio Homem desde as Abrótegas ao Cabeço do Madorno, resultantes do incêndio do verão de 2013.
É um choque quando se compara fotos antes e depois do incêndio.
No entanto, conseguem-se identificar muitas lagoas naturais antes escondidas e inacessíveis, e algo que penso que seja o segmento do antigo trilho dos Carris que seguia em parte pela margem direita do Rio Homem algures entre o Madorno e o Cagarouço.

O Gerês em plenitude.
Quanto mais difícil, melhor, e hoje foi um bom exemplo disso!

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