Horas  13 horas 51 minutos

Coordenadas 3490

Uploaded 21 de Abril de 2015

Recorded Abril 2015

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1.342 m
788 m
0
6,5
13
25,81 km

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próximo a Cardeal Mota, Minas Gerais (Brazil)

Travessia com elevado grau de dificuldade pelo Parque Nacional da Serra do Cipó, começa nas proximidades da Pousada Duas Pontes, desce até o Travessão e segue pelo vale do córrego Bocaina até a portaria 2 (Retiro).

COMO CHEGAR:
A trilha tem início quase de frente à entrada da Pousada Duas Pontes, às margens da rodovia MG-010. Saindo de Belo Horizonte, siga em direção a Serra do Cipó e continue na rodovia para Conceição do Mato Dentro. A trilha tem início cerca de 10km após o Véu da Noiva.
De ônibus (viação Saritur ou Serro) peça para descer na Pousada Duas Pontes, no alto da Serra.
Por ser uma travessia, os pontos inicial e final são diferentes, se for de carro, deixe-o no centro da Serra do Cipó e suba de carona, ou então combine algum resgate na portaria Retiro.

A TRILHA:
A primeira parte, da Pousada Duas Pontes até o Travessão, é composta de trilhas bem demarcadas, com amplo visual da parte alta do Parque Nacional. O trecho alterna subidas e descidas suaves até as Pinturas Rupestres, onde começa uma longa descida até o Travessão.
Depois da travessia do Córrego Capão da Mata (6,3km), a trilha segue por uma mata de samambaia. Como não é uma rota muito utilizada, as plantas podem crescer e encobrir parte da trilha. Depois das Pinturas Rupestres (7,7km), são 2km de descida até o Travessão. Em alguns trechos a trilha se confunde com os afloramentos rochosos.
Nesta primeira parte, os atrativos são os belíssimos visuais da parte alta do parque e do Travessão, as pinturas rupestres e a cachoeira espelhada. Há boa disponibilidade de água no caminho.

A segunda parte da caminhada é composta de um trecho sem trilhas demarcadas, desde o Travessão até a Cachoeira do Tombador, possui 3km de extensão. Saindo do Travessão, passamos por um pequeno poço e seguimos pelo vale do Rio Bocaina. A princípio seguimos pela margem, alternando o lado algumas vezes. Com as matas ciliares ficando mais densas, optamos por seguir pelo leito do rio, que conta com muitas rochas e baixo volume d'água. Sendo assim, é possível seguir por grande parte sem molhas os pés.
Próximo ao Córrego Capão da Mata (12,1km) a mata ciliar fica densa e torna a passagem difícil. Neste ponto também é possível ouvir e ver uma parte das quedas do córrego, chamadas de Cachoeira Fantasminha e de Deus. É uma área de difícil acesso.
Depois de passar o córrego, avançamos um pouco pelo leito e logo fomos para a margem esquerda do Rio Bocaina. Chegando a cachoeira do Tombador, optamos por descer pelo lado esquerdo. É uma descida muito difícil, principalmente praqueles que tem medo de altura. Mesmo assim é possível fazê-la sem equipamento e/ou cordas.

Da parte baixa da Cachoeira do Tombador até a portaria Retiro são cerca de 9km por trilha bem demarcada. O trecho final passa pela Cachoeira da Érika, do Gavião, na bifurcação que leva a Cachoeira Andorinhas e Bambuzal.

Da portaria do parque seguimos em direção a Padaria Cipó, próxima ao local onde deixamos o carro. Para cortar caminho passamos por dentro da área de um condomínio, que na época tinha entrada mais fácil. Atualmente (2017) já foram construídos dois portões, o que dificulta a passagem.

CONSIDERAÇÕES:
- É uma trilha realmente MUITO DIFÍCIL pelos 3km sem trilha, não recomendado para iniciantes na atividade;

- São cerca de 22km de trilhas pela área do Parque Nacional, já que os KMs finais são por ruas de calçamento. Fazer com cargueira e tralha de camping seria o ideal, mas dificultaria muito a passagem, principalmente nos 3km sem trilha. Optamos por fazer em um dia pela maior facilidade de transpor os obstáculos com mochila de ataque;

- Atualmente (2017) somente alguns pontos do Parque Nacional tem camping permitido. Esta rota não contempla nenhuma dessas áreas. Se decidir por acampar mesmo assim, seja discreto e recola todo o lixo produzido;

- Pontos de água por toda a rota, uma garrafa já basta;

- Evite fazer essa caminhada em dias com boa probabilidade de chuva, há um bom trecho pelo leito do rio, com chuva as rochas podem ficar (ainda mais) escorregadias;

- Comece a trilha cedo, quanto mais cedo melhor;

- Mais detalhes sobre a trilha no link:

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Início da trilha. À direita da rodovia MG-010 (próx. do KM 110) e praticamente de frente à pousada Duas Pontes. Há também uma placa de VENDE-SE à direita da porteira.
Morro arredondado, vista 360º.
Primeiro ponto de água da trilha. A trilha segue pela mata de samambaias.
Poços à esquerda da trilha. Água cor de coca-cola.
Uns 10-15 metros à esquerda da trilha.
Após chegar ao lajeado, a trilha continua pela margem esquerda. A trilha batida que pode ser vista na margem direita não tem saída.
Aproximadamente 2,1km até o topo da cachoeira do Tombador
Topo, descer pelo lado esquerdo da queda ou ladear o morro à esquerda.
Após a porteira, seguir à esquerda.
Passar, preferencialmente, após as 18h.
Fim da trilha. 26km.

7 comentários

  • Foto de Fozim

    Fozim 16/jan/2017

    Pessoal, com todo respeito, sou voluntário do Parnacipo e é sempre bom lembrar que toda atividade dessa natureza dentro do parque deve ser feita com autorização e orientação do ICMBio. Pelo que verifiquei, essa travessia NÃO É PARA AMADORES, envolve muitos riscos, especialmente nos trechos que não possuem trilhas bem marcadas, como mencionado acima. A atenção deve ser redobrada em DIAS DE CHUVA. O trecho da descida da cachoeira do tombador, pelo que ouvi dizer, é muito técnica e PERIGOSA. É importante que tenham ciência desses riscos antes de decidir por fazer. O parque está com um projeto de travessia muito interessante, caso queiram contribuir, façam contato que serão bem orientados.

  • Foto de rafael da silva freitas

    rafael da silva freitas 18/mar/2018

    Grande Helio estou ai mais uma vez para seguir seus passos nas trilhas do Parnacipó, em breve pretendo ir com meu pequenos grupo fazer essa travessia. vamos aguardar a chuvarada passar.

  • Foto de rafael da silva freitas

    rafael da silva freitas 20/mar/2018

    pelo que vi pelo satélite to Travessão ate a cachoeira Tombador não tem nenhuma trilha, mas após essa cachoeira vi um traçado, e isso mesmo?

  • Foto de rafael da silva freitas

    rafael da silva freitas 20/mar/2018

    Também encontrei essa travessia que e quase igual a sua, porem ele sobre um pouco para o outro lado do travessão e depois desce novamente. essa aqui passa por cachoeira do |Palmital, Fantasma e Drumond, poerem não passa por gavião Erika e Tombador. quanto a grau de dificuldades qual vc acha mais fácil?

  • Foto de Hélio Jr

    Hélio Jr 22/mar/2018

    Fala Rafael,
    esta travessia é interessante, mas possui um trecho totalmente sem trilha (entre o Travessão e o Tombador, como vc obervou). Depois de descer a cachoeira, aí tem a trilha do Parque, que segue sem dificuldades até a portaria Retiro.
    Em relação a comparação das trilhas, acredito que as duas sejam difíceis e não conheço a rota Travessão x Palmital pra te dar mais detalhes. De qualquer forma, é uma travessia que exige um bom físico e psicológico, já que atravessar regiões sem trilha não é tarefa simples.
    Eu recomendaria a travessia Duas Pontes x Retiro passando pelo Ribeirão Congonhas, é um trecho todo trilhado e vc tem a opção de passar em diversas cachoeiras. Pode dar uma esticadinha pra passar na Cachoeira da Erika, do Tombador e Andorinhas.

  • Foto de Leonardo Bispo

    Leonardo Bispo 22/mar/2018

    Bom di Helio, estou com a ideia de ir na cachoeira de Deus, entrando pela portaria do retiro, subir a cachoeira do Tombador e chegar na de Deus e talvez a Fantasminha.
    VOcê acha uma boa opção?
    Com esse tempo chuvoso será que dá pra chegar?
    A subida da Tombador é de muita dificuldade?

  • Foto de Hélio Jr

    Hélio Jr 22/mar/2018

    Olá Leonardo,
    com esse tempo não é recomendado. A subida é feita pela cachoeira, então se o rio estiver cheio, a parte por onde é feita a subida pode estar úmida ou mesmo com água correndo, dificultando ou impossibilitando a subida. Mesmo com o tempo seco e o rio em condições normais, trata-se de uma passagem muito difícil. Existe também a opção de subir pela serra, ao invés da cachoeira, mas não sei dar mais detalhes sobre.

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