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Coordenadas 4637

Uploaded 14 de Outubro de 2018

Recorded Outubro 2018

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1.494 m
608 m
0
8,4
17
33,77 km

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próximo a Cardeal Mota, Minas Gerais (Brazil)

LEIA A DESCRIÇÃO

Travessia pelo Parque Nacional da Serra do Cipó, saindo das proximidades das Duas Pontes e seguindo até Cabeça de Boi, pequeno povoado pertencente a Itambé do Mato Dentro. Caminhada realizada de forma autônoma, em dois dias.

> Recentemente o Parque Nacional abriu ao público esta travessia, porém a rota aqui publicada difere em dois trechos:
1 - Trecho inicial da rota oficial sai da sede do Parque na antiga Fazenda Alto Palácio e segue até as Pinturas rupestres, onde se encontra com a trilha que vem das Duas Pontes.
2 - Após a área de acampamento sugerida, a sinalização do Parque sugere uma rota ao norte do Córrego do Riacho, pela vertente da margem esquerda. Escolhi uma trilha antiga ao sul do Córrego do Riacho (margem direita), que na minha opinião é o melhor acesso pras 3 cachoeiras na parte final da travessia.

LOGÍSTICA:
O ponto de partida, conhecido como Duas Pontes (referência às duas pontes da antiga estrada), fica em frente à Pousada Duas Pontes, cerca de 10km após a entrada da cachoeira Véu da Noiva. De BH até o ponto de partida são aproximadamente 110km.
De ônibus, o trajeto pode ser feito pela Viação Serro (comprar bilhete para Fazenda Alto Palácio, trecho após a Serra do Cipó) e Viação Saritur (comprar bilhete para Alto Palácio, da linha que vai para Morro do Pilar). Tem ônibus pela manhã, a partir das 06:00, a viagem dura cerca de 2h30.
O ponto final é o povoado de Cabeça de Boi, também conhecido como Santana do Rio Preto. Do povoado não há transporte regular de passageiros, sendo necessário contratar um serviço de táxi desde Itambé do Mato Dentro (aprox. 45$ por viagem), conseguir carona ou seguir a pé (9.5km por estrada de terra).
Desde Itambé tem ônibus regular para Belo Horizonte, da Viação Saritur. São dois horários diários: um pela manhã e outro na parte da tarde. A viagem dura pelo menos 3h30. Itambé está a aproximadamente 120km de Belo Horizonte.

A TRILHA:
Dia 1: Duas Pontes x Curral Córrego do Riacho
Saindo das Duas Pontes, a trilha acompanha uma antiga estradinha 4x4 em aclive. Ao longo da caminhada a estradinha vai desaparecendo, dando lugar a uma trilha bem demarcada, que segue assim até o Córrego Capão da Mata, primeiro ponto de água. Após o córrego a trilha segue por uma matinha repleta de samambaias, com vegetação bem rente. Esse trecho tem algumas centenas de metros, até sair novamente na área de campos rupestres.

Depois do Córrego Capão da Mata a trilha segue em ligeiro aclive até as pinturas rupestres, onde há o entroncamento com a trilha que vem do Alto Palácio. Logo tem início uma forte descida, por afloramentos rochosos e campos rupestres, com alguns trechos bem cascalhados, que termina somente no Travessão.

O Travessão é um divisor de águas entre as bacias do Rio Doce (esquerda, Rio do Peixe) e Rio São Francisco (direita, Córrego Capão da Mata), única passagem pelos vales que rasgam a Serra do Espinhaço no sentido leste-oeste.

Após o Travessão tem início uma longa subida, ora com trechos mais acentuados, ora mais suave. É preciso cruzar o Rio do Peixe, próximo de suas cabeceiras, por duas vezes, os últimos pontos de água antes de virar a serra. Já próximo ao topo da serra, com trilha estabilizada, é preciso ficar atento com o novo sentido recomendado pelo parque, que segue mais à direita, próximo aos afloramentos, de forma a contornar uma das nascentes do Rio do Peixe.

Mais adiante chega-se à bifurcação Cabeça de Boi x Serra dos Alves. Este caminho está sinalizado com as estacas amarelas, enquanto a rota para Cabeça de Boi segue sinalizada com estacas vermelhas. Rapidamente a trilha, que até então estava com bom pisoteio, vai dando lugar a trechos mais sujos ou com trilha bem apagada.

Após cruzar alguns afloramentos, há uma breve descida até o fundo de um vale, onde interceptamos uma trilha antiga e voltamos a subir, agora por um aclive suave. A trilha contorna um capão de mata e segue estável pelo alto da serra, passando por campos de altitude.

Depois de passar pelo ponto culminante da travessia, com quase 1.500 metros de altitude, tem início uma forte descida que termina na área recomendada para acampamento. Durante boa parte da descida a trilha é suja, com caminhos paralelos e alguns trechos por lajeados que podem confundir.

Por motivo de força maior tive que acampar a cerca de 1.5km do ponto sugerido, próximo a um córrego perene. Porém, recomendo fortemente que a área de acampamento seja o ponto indicado no tracklog, que conta com água perene a poucos metros de distância, no córrego mais ao norte. A área sugerida é plana e ótima para montar barracas.

De Duas Pontes até a área sugerida para acampar são 19.8km.

Dia 2: Curral Córrego do Riacho x Cabeça de Boi

Embora a sinalização do parque indique um caminho mais ao norte, do outro lado do Córrego do Riacho, o caminho escolhido foi uma trilha antiga que percorre os campos à direita.

Saindo da área de acampamento, é preciso cruzar uma matinha, que conta com um riachinho com água perene na saída. Depois tem início um trecho por campos e capoeiras, com trilha suja e quase apagada em alguns pontos, em virtude dos últimos incêndios na região, porém a navegação é bem fácil, já que o trecho conta com amplos visuais.

Na proximidade das cachoeiras os capões de mata vão se adensando e aparecem várias palmeiras. Depois de um forte declive passamos por um ponto mirrado de água, atravessamos uma cerca velha e chegamos nos acessos às cachoeiras.

A primeira é a dos Macacos. Por ser pouco visitada, recomendo que o local seja o mais aproveitado, caso a travessia esteja sendo feito em feriados ou em tempo de calor. Abaixo está a Cachoeira das Maçãs e, por último, a Cachoeira do Entancado. Essas duas últimas costumam encher bastante durante feriados.

Ao sair do Entacando, a trilha segue em nível, acompanhando o Rio Preto do Itambé até chegar na estradinha vicinal que dá acesso à Cabeça de Boi. Está marcado no tracklog o ponto mais avançado de resgate, caso a logística para a travessia seja feita de van. Do estacionamento são mais 6km por estradinha vicinal até o povoado de Cabeça de Boi, onde a travessia foi finalizada.

Do Curral velho até Cabeça de Boi são 14.5km.

OBSERVAÇÕES:
- Trilha de dificuldade moderada, primeiro dia com grandes declives e aclives, exigindo um bom preparo físico; no segundo dia o relevo é mais suave.
- Esta travessia foi recentemente aberta ao público pelo Parque Nacional da Serra do Cipó. O roteiro proposto se inicia na portaria 3 do parque, conhecida como Alto Palácio (o mesmo trecho inicial desta rota: https://www.wikiloc.com/hiking-trails/pn-serra-do-cipo-travessia-alto-palacio-x-serra-dos-alves-14410002). Para percorrer o trecho é necessário obter autorização do parque, através do e-mail: parna.serradocipo@icmbio.gov.br.
- Atualmente não é cobrada nenhuma taxa pra essa travessia. O roteiro está limitada a 30 pessoas por dia.
- São poucos pontos de água ao longo da rota, espaçados de tal forma que não é necessário carregar uma grande quantidade. Recomendo uma autonomia mínima de 1L por pessoa. O trecho mais crítico é na subida pós Travessão, tendo em vista que o próximo ponto de água está a 8km de distância.
- Para quem não conhece a rota, um GPS com tracklog carregado é fundamental, tendo em vista que as sinalizações são escassas e o aspecto sujo da trilha, principalmente após a bifurcação para os Alves.
- Recomendo iniciar o 1º dia até às 09:00, para chegar ao ponto sugerido de acampamento ainda com luz (20km de distância do ponto inicial).
- Sinal de celular inconstante na descida para Cabeça de Boi, operadora VIVO.
- Mais de 90% da trilha é feita por áreas abertas, com pouco sombreamento. Chapéu e protetor solar são ítens obrigatórios!

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Local mais avançado para resgate
Entroncamento trilha Alto Palácio
Seguir estacas
WAYPOINT 41

7 comentários

  • Foto de guiihpolicarpo

    guiihpolicarpo 9/jan/2019

    Melhor descrição que já vi!

  • Foto de rafael da silva freitas

    rafael da silva freitas 18/fev/2019

    Hélio, farei atravessia na semana santa, sexta, sabado e domingo.
    Estarei com um grupo de umas 12 pessoas, nossa tarefa dada pelo parque e encontrar um pondo para camping entre o km 13 e 15, onde seja possível futuramente criar um abrigo e que esteja próximo a algum curso d'água. Pelo que vi e no final da subida do travessão, quando a trilha dá uma guinada para a esquerda, estão pedindo isso pois a maioria dos grupos fazem travessias com trecho de no maximo 15 km. Vc esta lembrado de algo relevante nesse trecho? Esta +- próximo a bifurcação das trilhas cabeça de boi e Serra do Alves.

  • Foto de Hélio Jr

    Hélio Jr 19/fev/2019

    Olá Rafael,
    já comentei com alguns amigos e te digo: isso que o Parque quer não existe, pois não há água perene neste trecho intermediário da travessia. Depois de nos afastamos do Rio do Peixe (aprox. KM 11) só reencontramos água perene no KM 19, sendo que a área realmente boa para camping está no KM 20, já fora do Parque Nacional. Pode ser que, por fazer na Semana Santa, você encontre algum ponto de água neste trecho sugerido pelo Parque, mas já te adianto que será coisa de ocasião. Após a travessia, dê esse feedback ao Parque. Mais informações é só falar. Bons ventos!

  • Foto de rafael da silva freitas

    rafael da silva freitas 19/fev/2019

    entendo, pois e 20 km de cargueira pós travessão só para gente com bom preparo e experiencia né, foi ventilada a ideia de ir ate a casa de taboas mas ai também já são 18 km, puxado também. vamos ver como vai ser, realmente nessa época pode ser que encontremos aguá lá.

  • Foto de rafael da silva freitas

    rafael da silva freitas 19/fev/2019

    outra pergunta, no caso de chegarmos a essa área prox do km 20 a ideia seria na segunda noite acampar la embaixo já nas redondezas das cachoeiras, no visual parece ter alguns bons pontos. oque você acha?

  • Foto de Hélio Jr

    Hélio Jr 19/fev/2019

    Rafael,

    essa área de camping fica a aproximadamente 11km do Travessão, começando a caminhar cedo, você chega ao local tranquilamente, pois a trilha é tranquila (a execeção do trecho logo após o Travessão que tem um aclive mais acentuado).

    Nos arredores das cachoeiras tem até algumas áreas interessantes, porém não costumam ser áreas grandes que comportam várias barracas. E tem a questão que lá em feriado fica muito movimentado, então o recomendado seria montar a barraca somente no fim do dia.

  • Foto de rafael da silva freitas

    rafael da silva freitas 19/fev/2019

    Ho Helio valew demais, como sempre ajudando muito..

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