Horas  um dia 8 horas 2 minutos

Coordenadas 5574

Uploaded 21 de Maio de 2019

Recorded Maio 2019

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1.705 m
773 m
0
10
20
40,69 km

Visualizado 216 vezes, baixado 23 vezes

próximo a Cardeal Mota, Minas Gerais (Brazil)

FAVOR LER A DESCRIÇÃO.

Primeira travessia "oficial" do Parque Nacional da Serra do Cipó, saindo da portaria 3 (Alto Palácio) e finalizando em Serra dos Alves, um vilarejo do município de Itabira.

Para realizar a travessia é preciso agendá-la, somente através do link:
http://www.ecobooking.com.br/site3/destinoEmpresa.php?Xempr=45d8zddqki686zyo27i8

LOGÍSTICA:

Utilizamos uma van para facilitar a logística desta travessia. Entretanto, para realizá-la de forma autônoma, a sugestão é a seguinte:

Partindo de Belo Horizonte, ônibus da Viação Serro (linha Conceição do Mato Dentro) ou Viação Saritur (linha Morro do Pilar). O ideal é comprar o bilhete no guichê da rodoviária e informar como destino o trecho Alto Palácio, assim a passagem sai bem mais barata que comprar o trecho completo para CMD ou Morro do Pilar.

Antes de embarcar para a travessia, feche um serviço de transfer entre Serra dos Alves e algumas localidades referência da região, como Ipoema, Senhora do Carmo ou Itabira. Em Serra dos Alves não há transporte coletivo regular, a exceção da linha Itabira x Alves, que circula somente nas sextas-feiras. Nessas outras três localidades citadas há transporte regular para Belo Horizonte.

Se estiver com tempo sobrando, outra opção é procurar carona para as localidades próximas no próprio vilarejo. A probabilidade de sucesso será maior em fins de semana ou feriados.

A TRAVESSIA:

1º trecho: Alto Palácio x Casa de Tábuas

Saída da sede da fazenda no sentido sudoeste, sentido o Morro da Antena. A caminhada se inicia em ligeiro aclive, pelo topo da Serra do Palácio. A trilha está bem demarcada e segue acompanhando a cerca do Parque Nacional. Próximo das nascentes dos córregos Salitreiro e Alto Palácio há uma descida curta e forte, seguida por um aclive também acentuado. Depois desse ligeiro mergulho o relevo volta a ser suave, até que se inicia a descida rumo ao Travessão.

A descida é divida em dois lances, o primeiro do alto da Serra do Palácio até o entroncamento com a trilha que vem da região das Duas Pontes. Este primeiro trecho possui alguns pontos escorregadios, principalmente se o solo estiver molhado. Após a passagem pela pinturas rupestres, logo tem início o segundo lance da descida, agora predominam os afloramentos rochosos e a trilha corta pequenos afluentes do Córrego Capão da Mata. Ao todo são mais de 400 metros de perda de elevação em pouco mais de 3km, indicando que a descida é íngreme em diversos trechos.

Desde o Travessão se tem um visual magnífico do vale do Rio do Peixe (leste) e também do vale do Córrego Capão da Mata/Rio Bocaina (oeste). Neste tracklog não segui até os mirantes principais, porém, ao chegar ao fim da descida, tome alguma das trilhas que sobem à esquerda.

Após o Travessão tem início uma longa subida até as cabeceiras do Rio do Peixe. O aclive começa intenso por um terreno cascalhado e vai se tornando mais suave ao longo da caminhada. Em pouco mais de 3,5km recuperamos toda a elevação perdida na descida da Serra do Palácio. Ainda na parte inicial da subida é preciso cruzar o Rio do Peixe por duas vezes, estes são os primeiros pontos de água perene da rota.

Ao fim do aclive, tomamos à direita na bifurcação mais importante do primeiro dia, seguindo as estacas amarelas. O outro caminho, de estaca vermelhas, segue em direção ao povoado de Cabeça de Boi. Depois da bifurcação começamos a descer até o vale do Córrego Palmital, onde cruzamos três afluentes. Ao cruzar o segundo, embora tenha um caminho bem demarcado que segue em frente, subindo os campos, a alternativa correta é manter à direita e logo cruzar o 3º afluente. A trilha está um pouco discreta neste trecho, o que pode gerar alguma confusão. Após cruzar o 3º afluente do Palmital tem início um trecho curto no interior de uma mata, com várias exemplares de samambaia. A trilha está um pouco suja, mas segue sem dificuldade de navegação até retornar aos campos rupestres. Depois de vencer o morrte, chega-se à Casa de Tábuas.

No local há quatro catres, banquinhos, uma mesa, fogão de lenha e água na parte baixa do terreno.

2º trecho: Casa de Tábuas x Currais

Saindo do abrigo, a caminha segue em ligeiro aclive por um trecho de campos. Ao alcançar o topo deste trecho, a caminhada segue em um ligeiro declive, passando ao lado de exemplares de canelas-de-ema gigantes. Adiante a trilha deixa o trecho de campos para embrenhar em um capão de mata, na encosta de um morro. A trilha segue em aclive moderado, ao sair da mata passamos por uma cerca velha e a subida se torna mais suave.

Cruzamos um trecho de campos, seguindo em direção a um pico mais elevado que se destaca no horizonte. Na base do pico, próximo a uma cerca, deixamos a mochila e fizemos um breve ataque ao cume. O local é conhecido como "Pico do Curral", com 1.700m de elevação, um dos pontos mais altos do Parque Nacional.

De volta a trilha tradicional, a caminhada segue em aclive, passando ao sul do pico. Vencido o aclive começa um longo trecho até o abrigo dos Currais, onde predomina um declive suave. A caminhada é pela cumeada, com amplos visuais da região ao leste da borda do parque, destaque para a Serra do Lobo e dos Linhares.

Seguimos pela cumeada até o ponto onde é preciso deixar a trilha mais antiga e descer para o fundo de um pequeno vale, à direita, por onde segue uma trilha mais nova e sinalizada. Depois de passar por uma cerca e por uma nascente, a trilha se aproxima de um trecho de afloramentos rochosos. Neste pontoo caminho, que já era discreto, vai sumindo aos poucos e passamos a caminhar no rumo, por um trecho de vegetação rasteira. Mais a frente encontramos outra trilha discreta, mas logo ela some e retornamos a caminhar por campos de vegetação rasteira. Adiante interceptamos a trilha definitiva até os Currais e passamos a caminhar por ela.

Vamos nos aproximando de alguns capões de mata na parte mais baixa do terreno. A trilha percorre uma região de nascentes e logo cruza um afluente do Córrego Mutuca. Após passar por uma porteira, há uma bifurcação importante: à direita um caminho mais sujo em meio a mata que segue direto para os Currais. À esquerda um caminho mais novo, uma espécie de aceiro aberto na mata, que leva para um ponto a frente do abrigo dos Currais.

O abrigo dos Currais é uma casa maior, de dois cômodos, cozinho e quarto. O Córrego Mutuca corre no fundo do terreno, no entorno da casa há um chuveiro de lata e alguns pés de limão capeta. A área de acampamento é ampla e regular.

3º trecho: Currais x Serra dos Alves

Deixamos o abrigo dos Currais tomando uma trilha consolidada no sentido sul, avançando rente a cerca por um aclive suave. Até iniciar a descida da face leste da Serra do Espinhaço, a caminhada se desenvolve pelos campos de altitude, com relevo suave. A trilha segue para o sul até chegar no Córrego da Serra, bem próximo de sua nascente. A partir deste ponto, até o final, a trilha segue para o leste.

Depois de passar por um curral no alto da serra, a caminhada continua em um declive praticamente constante até o Rio Tanque. A primeira parada na descida é no mirante do topo do cânion Boca da Serra. Após o mirante fizemos um rápido ataque ao topo do morrote ao lado do cânion.

Depois de passar pela casa verde no alto da serra, a descida se torna um pouco mais acentuada, neste trecho há uma bifurcação que leva à cachoeira da Luci. Adiante passamos por um pequeno afluente do Córrego da Serra e chegamos à antiga pousada da Luci.

Após a pousada a caminhada segue por uma estradinha em péssimo estado de conservação. Em um trecho em que uma mata margeia a estradinha, há um acesso relativamente discreto que leva à Cachoeira dos Cristais, por onde descemos.

A trilha leva ao topo da cachoeira, para acessar o poço é preciso atravessar o córrego e pegar um caminho de pedras à direita. O poço é relativamente pequeno, com alguns trechos rasos, porém bem interessante para banho. Descendo o rio também é possível acessar outros poços e pequenas piscinas naturais.

Após retornar ao topo da cachoeira, ao invés de subir pela trilha que descemos em meio a mata, seguimos pela esquerda, por uma trilha batida que intercepta a estradinha mais adiante. Agora enfrentamos um declive pesado até o pé da serra. Ao fim da descida continuamos pela estradinha, passando por áreas de capoeira e cruzando o Rio Tanque por uma velha ponte pênsil, em péssimo estado de conservação.

Depois de passar pela ponte, saímos em uma estradinha de rodagem, por onde caminhamos o quilômetro final até chegar ao vilarejos de Serra dos Alves.

OBSERVAÇÕES:
- Essa travessia requer autorização do Parque Nacional da Serra do Cipó, facilmente obtida através do link: http://www.ecobooking.com.br/site3/destinoEmpresa.php?Xempr=45d8zddqki686zyo27i8; limite de 30 pessoas por trecho por dia.

- Travessia de dificuldade moderada. Não apresenta grandes desafios técnicos, a exceção do trecho sem trilhas demarcadas, onde é importante fazer uma boa navegação. Trechos irregulares com aclives e declives acentuados. Embora não seja uma travessia muito exigente, o ideal é que o caminhante já tenha experiência no transporte de cargueiras e em acampamento natural.

- Poucos pontos de água ao longo da rota, principalmente no período de estiagem. Faça a programação dos reabastecimentos. Considero uma autonomia de 2L por pessoa uma quantidade suficiente para passar pelos trechos mais longos sem água.

- A travessia pode ser realizada em 2 ou 3 dias. Desta vez, fizemos em 2. Neste formato, o ideal é começar a caminhar tão logo o dia clareie, para alcançar o abrigo dos Currais ainda de dia (aproximadamente 29km). Se fizer em 3 dias, o ideal é começar a caminhada antes das 9, tendo em vista que o trajeto até o abrigo da Casa de Tábuas também é longo (17,5km) e conta com desníveis acentuados.

- A sinalização é fraca em alguns pontos importantes e a trilha não está 100% marcada. Portanto, o ideal é se utilizar de algum equipamento de navegação para realizar o trajeto sem dificuldades. Caso não possua aparelho GPS ou um smartphone com aplicativo semelhante, o ideal é contratar um guia local.

- O trajeto é exposto ao tempo em quase sua totalidade (>95%), utilize chapéu e protetor solar!

- Sinal de telefone (VIVO) no ponto informado no tracklog, após a subida do Travessão.

- A rota de escape mais interessante para o trajeto é tomar o caminho para Cabeça de Boi, ao invés de seguir para os Alves. No entanto, desde a bifurcação que divide os caminhos, são, aprox., mais 20km até Cabeça de Boi. Portanto, o mais prudente seria retornar ao ponto inicial, caso ainda não tenha passado do Pico do Curral. Se já tiver passado, siga até o final da rota. Lembrando que há sinal de celular em alguns trechos.

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fonte

Córrego da Serra

Saída ParNa
Waypoint

Curral - Início da descida

Waypoint

Mirante Cânion Boca da Serra

panorama

Topo Boca da Serra

abrigo

Casa verde

fonte

Afluente Serra

abrigo

Antiga pousada

Waypoint

Sem trilha definida

Interseção

Acesso Cristais

Queda de água

Cachoeira dos Cristais

fonte

Água

Ponte

Ponte pênsil Rio Tanque

Waypoint

Porteira 2

Waypoint

Portaria Alto Palácio

Waypoint

Morro da Antena

Interseção

Direita

Rio

Córrego Capão da Mata

Sítio arqueológico

Pinturas Rupestres - esquerda

Rio

Afluente Capão da Mata

panorama

Travessão - Mirante esquerda

Waypoint

Esquerda

Rio

Rio do Peixe

Rio

Rio do Peixe 2

abrigo

Abrigo Currais

Interseção

Direita - trecho de mata

Waypoint

Porteira

Rio

Afluente Mutuca

Waypoint

Sinal de telefone

Interseção

Direita - trilha nova

Waypoint

Direita para Alves

Waypoint

Afluente Palmital

Waypoint

Afluente Palmital 2

Rio

Afluente Palmital 3

Waypoint

Afluente Palmital 4

Waypoint

Saída mata

abrigo

Abrigo Casa de Tábuas

Água abaixo
Waypoint

Direita - trilha nova

Waypoint

Entrada mata

pico

Pico do Curral

1700m
Waypoint

Trilha definitiva

Waypoint

Nascente

Arquitetura religiosa

Igrejinha Serra dos Alves

árvore

Vellozia gigante

Waypoint

Trilha discreta

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