Horas  4 horas 10 minutos

Coordenadas 2192

Uploaded 13 de Agosto de 2018

Recorded Agosto 2018

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  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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1.170 m
780 m
0
3,4
6,7
13,45 km

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próximo a Cardeal Mota, Minas Gerais (Brazil)

Trajeto entre a portaria do Retiro e as cachoeiras Palmital (ou Fantasma) e João Fernandes (ou Polar).

COMO CHEGAR:
Saindo de Belo Horizonte, siga pela MG-010 até a Serra do Cipó. Após a ponte estreita sobre o Rio Cipó, entre à direita na terceira rotatória (Padaria Cipó) e siga direto pela rua até a portaria do parque. São 4,7km da ponte até a portaria.

A portaria foi modificada e instalada uma porteira a alguns metros antes do antigo estacionamento. Desta forma, o carro é deixado na rua de acesso ao parque. No local é feito um simples controle de entrada.

A TRILHA:
Entrando pela portaria 2 do Parque são aproximadamente 800 metros de caminhada por uma via calçada. Após o fim do calçamento a trilha segue por uma estradinha de terra interna do Parque Nacional até a casa de apoio, onde os moradores vendem água e refri. A partir deste ponto a caminhada se dá realmente por trilhas, que estão bem consolidadas e com algumas sinalizações.

Até cruzar o Córrego Congonhas/Capão da Mata, a caminhada segue em nível acompanhando o leito do Rio da Bocaina. Pelo caminho há algumas passagens por córregos e riachinhos, pontos ideais para o reabastecimento de água. A trilha segue no sentido oeste-leste, alternando subidas e descidas leves e bem curtas por 5.9km, até a bifurcação para a cachoeira Andorinhas.

Na bifurcação é preciso seguir à direita, atravessar o Córrego Congonhas/Capão da Mata e, logo depois, tomar uma trilha discreta à esquerda, que segue acompanhando o córrego. A trilha segue em nível por um trecho de campos, entre o córrego e a serra, até iniciar uma subida pesada com muito cascalho.

Na subida a trilha fica um pouco confusa, com diversos caminhos paralelos e aspecto de suja. Quando termina a parte com afloramentos rochosos a trilha ganha os campos de altitude e passa a ser bem demarcada. São pouco menos de 1km de subida até chegar ao ponto alto dessa parte da serra, onde o GPS marcou 970m. A partir daí a caminhada segue em declive em direção ao Rio da Bocaina.

Em um trecho com muitas canelas de ema (8.8km) a trilha fica um pouco confusa, há um caminho mais batido à direita, que desce em direção ao rio. Depois de se aproximar do leito, a trilha continua discreta pela esquerda, para um ponto mais alto do rio, onde é preciso trocar de margem. Do outro lado a caminhada continua pelo leito seco até entrar numa trilha à direita. Rapidamente chega-se à Cachoeira Drummond, com um belo poço de águas calmas e muitos galhos submersos (preciso ter atenção caso queira se banhar por aqui).

A continuação é feita pela direita da cachoeira, a trilha segue entre o poço e as samambaias, subindo por alguns degraus até alcançar os campos rupestres. Neste trecho uma trilha bem discreta vai contornando pelos campos e subindo a serra, até cruzar o rio novamente num ponto acima. Como a trilha é bem discreta, fica um pouco difícil de notá-la no trajeto de ida, neste caso começamos a subir pela trilha até determinado ponto onde resolvemos seguir pelo leito do rio, que não apresenta muitas dificuldades.

Aos 9.6km cruzamos o Rio da Bocaina novamente e interceptamos uma trilha demarcada do seu lado esquerdo. Seguimos por campos até a trilha nos levar novamente ao leito do rio, num ponto onde é preciso atravessá-lo. Alguns metros após a travessia há uma bifurcação: em frente a trilha suja segue para a cachoeira João Fernandes, também conhecida como Polar; à esquerda é feito o acesso para a cachoeira Palmital, também conhecida como Fantasma.

Para a Cachoeira do Palmital a trilha segue marcada, margeando a mata ciliar que envolve o rio. Já bem perto da cachoeira a trilha se embrenha na mata ciliar e os metros finais são pelas rochas do leito. O poço possui um tamanho mediano, com muitas rochas no fundo e bom para banho.

Voltando à trilha, ao invés de retornar à bifurcação tomo uma trilha discreta à esquerda no ponto marcado. A trilha segue por campos de altitude, com leve pisoteio até passar por uma drenagem, ponto marcado como "entroncamento". Após cruzar essa drenagem o trilho fica mais consolidado, então segue-se por trilhas sujas até a Cachoeira João Fernandes.

No ponto indicado (12km), a trilha deixa os campos e cruza uma pequena mata, com vegetação típica de cerrado. É um trecho bastante encardido, com vegetação bem rente constituída por capim estilo navalha, cipós e outras plantas que podem soltar pequenos espinhos ou arranhar. Todavia o trecho é curto, com menos de 300 metros e facilmente transposto.

Depois de cruzar uma cerca velha, onde há um remanescente de um antigo curral à direita, a trilha fica um pouco mais discreta e, ao se aproximar do Ribeirão do Gavião, fica bem confusa entre os tufos de canela de ema. É preciso subir um morrote e, depois, descer em direção ao ribeirão. Depois atravessar, a trilha segue pela direita até o poço da cachoeira.

A cachoeira João Fernandes, também conhecida como Polar, possui um poço mediano, pouco maior que o da Palmital. Local ótimo para banho.

OBSERVAÇÕES:
> Trilha de dificuldade técnica moderada, com trechos íngremes com cascalho, trilha discreta ou confusa em alguns pontos, travessias de rios e córregos (atenção em época de chuva!). Do ponto de vista físico, é uma trilha exigente, em virtude da distância a ser percorrida.

> Pela distância, fundamental começar bem cedo a caminhada, para evitar caminhar a noite. Em um ritmo tranquilo, parando para aproveitar as duas cachoeiras, foram 12 horas de atividade;

> Não há qualquer infraestrutura ao longo da rota. Tenha em mente que caminhará por trilhas pouco frequentadas após o KM 6. Leve lanche! Há boa disponibilidade de água ao longo da rota.

> Trilha bem exposta ao tempo, use chapéu e protetor solar!

> Cachoeiras inseridas no Parque Nacional da Serra do Cipó, uma unidade de conservação federal. LEVE SEU LIXO DE VOLTA e NÃO FAÇA FOGUEIRAS.

> O Parque não permite acampamento fora dos pontos de apoio (Casa de Tábuas e dos Currais), portanto evite a atividade. A portaria possui controle de entrada e vigias em turno integral, uma eventual entrada com cargueira poderá ser barrada.

> Sinal de telefone somente no trecho inicial e, talvez, no ponto alto da primeira serra.

> Há algumas travessias de rios e córregos ao longo da trilha, portanto é preciso ter atenção quanto ao tempo e evitar o roteiro em períodos chuvosos.

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Sair da trilha para Andorinhas
Trilha continua pela direita

14 comentários

  • Foto de Ernani Dias

    Ernani Dias 17/ago/2018

    Melhor relato impossível!

  • Foto de Hélio Jr

    Hélio Jr 18/ago/2018

    Valeu demais, Ernani! No aguardo das próximas.

  • Foto de fredbsilva

    fredbsilva 8/out/2018

    Muito bem descrita! Já fui nas 2! Top demais!

  • Victor Marini 12/dez/2018

    Boa tarde Hélio! Volta pelo mesmo trajeto? Quero fazê-la no sábado agora com minha namorada. São então quase 27Km de trilha né?

  • Foto de Hélio Jr

    Hélio Jr 12/dez/2018

    Sim, Victor, a volta é pela mesma trilha. Ao totalizar vc pode contar 1k a menos, pq na ida ou na volta vc deixa de passar pela cachoeira do Palmital.

  • Foto de guiihpolicarpo

    guiihpolicarpo 9/jan/2019

    Já foi ao poço praia também Hélio? Passei perto dele e bateu uma vontade de conhecer... Gostaria de ir mas minha turma está gostando só das cachoeiras básicas, Andorinhas, gaviao e tombador... Tenho animo e vontade de começar a fazer travessias também!! Equipamento de camping preparado mas o que falta é encontrar uma turma animada..

  • Foto de rafael da silva freitas

    rafael da silva freitas 21/jan/2019

    Grande Hélio, top demais parabéns pelo relato, ja passei por Palmital vindo de cima em uma travessia que fiz por essas bandas, mas estou querendo ir nas duas, e ou falar de um poço top na continuidade da João Fernandes, mas nem trac log aqui no wikiloc encontrei, acampar nesse ponto do parque e proibido mas em um caso de extrema necessidade próximo a Palmital vc observou algum local propício para camping selvagem? E vc marcou a trilha ao fazê-la ou marcou a mão e foi depois?

  • Foto de Hélio Jr

    Hélio Jr 22/jan/2019

    guiihpolicarpo,

    não cheguei a ir neste poço que você mencionou....
    mas sobre as trilhas basta procurar os grupos de caminhada para facilitar. Tem o Trilhando Trekking, o Pé Nas Trilhas, o Chico Trekking... são muitas as opções.

  • Foto de Hélio Jr

    Hélio Jr 22/jan/2019

    Rafael,

    obrigado!
    Sobre a trilha dá pra fazer tranquilamente um bate-volta, mas caso tenha pretensões de acampar, o local mais adequado para isso seria na área do antigo rancho, que fica um pouco antes de chegar a cachoeira João Fernandes, do outro lado do Ribeirão Gavião, numa área com alguns eucaliptos e bambuzais. Inclusive esse rancho fica mais ou menos próximo ao poço que você menciona.

    Este arquivo que estou disponibilizando foi gravado por mim em campo. Quando fui estava seguindo um outro tracklog, mas houve algumas divergências, principalmente no trecho após a Palmital.

  • Foto de rafael da silva freitas

    rafael da silva freitas 23/jan/2019

    Obrigado Helio, e possível observar esse rancho da trilha mesmo?

  • Foto de Hélio Jr

    Hélio Jr 23/jan/2019

    Rafael,

    o rancho mesmo não existe mais, se tiver alguma coisa são só ruínas. Mas se vc estiver na trilha, depois que passa o trecho de cerrado entre a Palmital e a João Fernandes, vai ver que do lado direito, do outro lado do ribeirão. tem uns eucaliptos, uns bambuzais, coisa diferente da vegetação nativa. Imagino que lá seja o tal do rancho do João Fernandes.

  • Foto de rafael da silva freitas

    rafael da silva freitas 24/jan/2019

    entendi, obrigado cara, vlww

  • Foto de vagda

    vagda 1/jul/2019

    sao 13 km total ida e volta???

  • Foto de Hélio Jr

    Hélio Jr 1/jul/2019

    vagda, só ida.

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