Horas  um dia 21 horas 33 minutos

Coordenadas 4965

Uploaded 19 de Dezembro de 2017

Recorded Dezembro 2017

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1.337 m
390 m
0
7,8
16
31,25 km

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próximo a Casa Branca, Bahia (Brazil)

LEIA A DESCRIÇÃO

Travessia pelo Vale do Pati, feita em 3 dias, iniciando pela Trilha dos Aleixos (próximo a Guiné) e finalizando pela Ladeira do Impédio (Andaraí). É o trajeto mais curto que atravessa o vale, pode ser feito tranquilamente em 2 dias, desde que a caminhada se inicie cedo. Em relação aos atrativos, foi visitado apenas o Poço da Árvore, além das casas dos nativos.

COMO CHEGAR:
A entrada pela Trilha dos Aleixos está nas proximidades do povoado de Guiné, no município de Mucugê. Em relação à sede do município, são cerca de 36km até o início da trilha. Para chegar até lá, saia de Mucugê pela BA-142, sentido Barra da Estiva/Ibicoara. Cerca de 9km após a saída da cidade, é preciso entrar à direita, pegando a estrada de terra para o povoado de Guiné. A estrada de terra está em boas condições, na entrada para os Aleixos há uma pequena placa sinalizando, é bom estar atento.

Para quem sai de Lençois, uma alternativa é sair da cidade e tomar a BR-242 sentido Palmeiras/Iraquara. Entrar no trevo para Palmeiras e seguir a estrada de terra para Guiné. Este trajeto possui cerca de 92km, o trecho entre Palmeiras e Guiné costuma estar em condições medianas, com muito cascalho e costelas de vaca na estrada, porém acessível por qualquer tipo de veículo.

A TRILHA:
O trajeto em questão foi realizado em 2,5 dias, mas iniciei bem tarde no primeiro dia, após as 13h. Começando cedo a caminhar mais cedo, é uma travessia que pode ser feita tranquilamente em 2 dias inteiros, chegando em Andaraí na parte da tarde.

Início no Projeto Gaya, seguindo por trilha bem demarcada até o sopé da Serra do Sincorá. A subida é bem puxada, exige um bom esforço físico. Do estacionamento ao alto da serra são cerca de 45 minutos a 1h de caminhada.

Ao chegar no alto da chapada, atente-se na primeira bifurcação. O caminho da esquerda segue para o mirante do Pati e o da direita leva para a trilha do Arrodeio e Cachoeirão por cima. Em ligeiro declive a trilha passa por um afluente do Rio Preto e, logo após, pelo próprio Rio Preto. Depois começa um aclive suave que termina no Mirante do Paty. Do estacionamento ao mirante são 5.9km.

Do mirante é preciso seguir pela direita, para pegar a trilha da rampa, que desce a serra. É uma descida muito puxada, com vários degraus, porém rápida. Chegando ao final da descida há uma encruzilhada. À esquerda a trilha segue para a Igrejinha, à direita a trilha do Arrodeio (por onde passam as mulas) e seguindo adiante a subida do morro do cruzeiro.

A subida do morro do cruzeiro é acentuada, porém mais tranquila que a do Aleixo. Do alto se tem uma bela visão do vale. A entrada para chegar ao cruzeiro está um pouco fechada, mas vale a pena subir até ele. De lá é só descida até as casas que estão no centro do vale. No caminho está a entrada para a Cachoeira dos Funis, que fica próxima a menos de 2km do eixo principal.

A primeira casa é de Seu Wilson, que recebe visitantes. Eles NÃO trabalham com camping. Logo na sequência está a casa de Agnaldo, que trabalha com camping, além da pensão completa. Não deixe de encomendar uns pães pra manhã seguinte. Do mirante até a casa de Agnaldo são 3.8km.

Na sequência estão as casas de Dona Lea, Dona Raquel e os filhos. André e João, filhos de Dona Raquel, trabalham só com a dormida, mas cedem a cozinha para quem quiser preparar alguma refeição. Dona Raquel também trabalha com a pensão completa.

A trilha dentro do vale segue quase sempre em declive, com pequenas subidas. É um trecho bem sombreado e com boa disponibilidade de água ao longo da rota. De Seu Wilson a Dona Raquel as casas são bem próximas. De Dona Raquel até a casa de Jailson (Prefeitura), são 3.2km, uma distância um pouco maior.

Nesta parte central do vale, parte a trilha para o Morro do Castelo. Cerca de 1.3km após a Casa de Jailson, está o Poço da Árvore, local ótimo para banho. Próximo ao poço há uma boa área para camping (selvagem).

Do Poço da Árvore até a Casa de Seu Antônio, já no confluência do Rio Cachoeirão com o Paty, são 3.6km. É preciso ficar atento na chegada à ponte de concreto sobre o rio. Caso queira seguir direto para Andaraí, atravesse o rio, pegando a trilha da esquerda. Caso queira fazer mais uma pernoite, pegue a trilha da direita, passando pelas casas do Cachoeirão e de Seu Joia.

A trilha segue bem demarcada, embora com vegetação bem rente. A caminhada segue sem muitos desafios, acompanhando o leito do Rio Paty. Da casa de Seu Antônio até Seu Joia são 1.8km. Seu Joia é o último ponto de apoio dentro do vale, para quem está de travessia.

Depois de uma curta descida e da travessia do Rio Paty, após Seu Joia, começa a subida da Ladeira do Império. São 2.8km de aclive de moderado a acentuado. Fazendo a subida durante a manhã, o caminhante tem a vantagem de trilhar boa parte do trecho na sombra. Após o entroncamento com a trilha que vem da ponte de concreto, o caminho passa a ter diversos trechos calçados por pedras.

Durante a subida temos um belo visual do vale do Paty e do cânion do Cachoeirão. São mais de 500 metros de desnível desde o fundo do vale até o final da Ladeira do Império. Depois de cruzar o topo da serra, é uma longa descida até Andaraí, com 9.6km. O trajeto continua calçado em grande parte, com alguns pontos bem irregulares, principalmente na chegada a Andaraí. Na descida há alguns pontos de água.

Desde Seu Joia são 12.8km até Andaraí, que num ritmo constante levam em torno de 4 horas.

OBSERVAÇÕES:

> Trilha de nível moderado. Embora, comumente, tratem a travessia do vale do Paty como fácil, existe vários trechos bastante irregulares, com declives ou aclives acentuados que exigem atenção. De toda forma, é uma travessia relativamente tranquila, principalmente quando é realizada utilizando as pensões das casas dos nativos.

> Atualmente boa parte das casas cobra R$120 por pessoa pela pensão completa (janta + dormida + café da manhã). Não há almoço (muito provavelmente você estará na trilha).

> É possível fazer a travessia de forma totalmente autônoma, levando comida e utensílios, acampando em alguns pontos pelo caminho.

> Sinal de celular somente nas proximidades de Andaraí, quando é possível visualizar as antenas;

> Sobre a logística, uma opção é fretar algum veículo até os Aleixos. Desde Guiné há opções de até R$200 para 4 pessoas. Outra forma é arranjar um mototáxi desde as cidades mais próximas, como Mucugê ou Palmeiras.

> Trekking com muitos trechos sombreados, com baixa exposição ao tempo;

> Boa oferta de água pelo caminho, uma garrafa de 1L já basta;

> Esta travessia não precisa de qualquer autorização, embora atravesse o Parque Nacional da Chapada Diamantina;

> Se fizer em dois dias, comece cedo no 1º;

> ATENÇÃO: Principalmente em feriados, é uma travessia que pode ficar congestionada. Muitos guias já fazem a reserva de lugares nas pensões com antecedência. Se optar por ir nesses períodos, corre o risco de não encontrar lugar nas casas de nativos (somente camping). Caso esta seja sua única opção, busque o contato dos nativos. Uma vez por semana o pessoal vai a Guiné ou Andaraí para reabastecer as casas, é o momento em que recebem os recados.

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2 comentários

  • Dani Cuper 7/jun/2018

    Hélio, obrigada por suas postagens! Por favor, sabe me dizer se a trilha dos Aleixo é mais puxada que ir para o pati pela trilha do Morro do beco?

  • Foto de Hélio Jr

    Hélio Jr 11/nov/2018

    Dani Cuper,
    espero que esteja respondendo em tempo de responder... rs.
    A subida pelo Aleixo é mais acentuada que a subida pelo Beco, então, sim, é mais puxada. A vantagem é que é um trajeto um pouco mais curto, mas é coisa de 1 a 2km a menos até o Pati.

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