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Distância

21,3 km

Desnível positivo

591 m

Dificuldade técnica

Moderada

Desnível negativo

591 m

Elevação máx

1.042 m

Trailrank

55

Elevação min

668 m

Tipo de trilha

Circular

Hora

8 horas 5 minutos

Coordenadas

2399

Enviada em

12 de junho de 2021

Registrada em

junho 2021
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1.042 m
668 m
21,3 km

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perto de Travassô, Braga (Portugal)

O percurso aqui partilhado pode conter erros de GPS ou eventualmente passar por propriedades privadas, ou mesmo através de corta mato e ter passagens por locais que podem ser perigosos para os menos experientes. A descrição do percurso é efetuada à data da sua realização, pelo que se deve ter em atenção que as condições do trilho podem facilmente vir a alterar-se, quer pelas condições meteorológicas, quer por mudança da vegetação, quer por outros fatores inimputáveis à minha vontade. O grau de dificuldade e as condições técnicas atribuídas é baseado na minha experiência pessoal e apenas serve de referência, pelo que não me responsabilizo por qualquer acidente que possa ocorrer por influência ou utilização do percurso aqui disponibilizado.


MOINHOS DE REI

- Trilho desenhado de forma a ligar o Parque de Lazer dos Moinhos de Rei com as aldeias de Torrinheiras e Busteliberne e os bosques da Veiga;
- Trilho circular, apenas com marcações no troço comum ao PR3 CBC - Trilho de Torrinheiras, com início e fim no Parque de Lazer dos Moinhos de Rei (opcional);
- Decorre, primeiro, pela Levada da Víbora, subindo até à aldeia de Torrinheiras. Depois desce até à ribeira de Busteliberne, cruzando-a e progredindo até à aldeia com o mesmo nome, primeiro, e aos bosques da Veiga, depois. Daí regressa à ribeira de Busteliberne, volta a cruzá-la e sobe até aos Moinhos de Rei, novamente pela Levada da Víbora;
- Ao longo do percurso existem vários pontos de referência, com destaque para os 7 Moinhos de Rei, a Levada da Víbora, os verdes lameiros e a aldeia de Torrinheiras, com a sua famosa Tasca do Picão, os bosques dos Moinhos de Rei, da Levada da Víbora e da Veiga, as várias ribeiras que se atravessa, a Casa do Guarda Florestal e a Unidade de Acolhimento e Apoio da Veiga, assim como as excecionais vistas panorâmicas que este maciço montanhoso proporciona;
- Misto de caminhos de terra, estradões florestais e trilhos de pé posto;
- Trilho com características moderadas, apenas tendo em conta a distância considerável;
- A serra da Cabreira proporciona vistas panorâmicas de vários maciços: Monte Farinha, Serra do Marão, Serra do Alvão, Serra do Larouco e PNPG;
- As duas aldeias que se atravessa, Torrinheiras e Busteliberne, são ainda exemplos vivos de tradições e costumes serranos, onde a agricultura e a pastorícia determinam o tempo e os hábitos coletivos;
- Este trilho é um percurso relativamente acessível. No entanto, convém ter em conta o número de kms, condição que exige boa capacidade física. Se chover, com vento e neblina, as dificuldades serão bastante acrescidas. Botas e bastões são essenciais;
- No seu todo, é um percurso paisagisticamente deslumbrante, com bastantes pontos de interesse e que resulta numa excelente oportunidade para contactar mais diretamente com uma intemporal obra de engenharia rural, e também com os habitantes destas aldeias remotas. Esta belíssima região, repleta de história ancestral fará, com certeza, as delícias de quem a visite!!


LAMEIROS DE TORRINHEIRAS

Outros percursos realizados na Serra da Cabreira:
Trilhos da Cabreira: entre Moscoso, Meijoadela e Uz
À volta das minas da Borralha
Trilho do Túrio + Espindo + Cabeço da Vaca
Bosques da Veiga, Busteliberne e Levada da Víbora
Dos Moinhos de Rei aos Bosques da Veiga
PR6 VRM - Trilho dos Moinhos do Ave (alargado)
PR2 RPN - Levada de Santo Aleixo (c/extensão à Ponte de Arame - PR1)
Levada da Víbora - Serra da Cabreira
De Moscoso ao Nariz do Mundo
PR8 MTR - Trilhos de D. Nuno e minas da Borralha
Caminhada por Val de Moscas
À volta de Uz (Cabeceiras de Basto)
2ª caminhada CAPDEX - Serra da Cabreira (01/04/2017)


GADO BARROSÃO

- SERRA DA CABREIRA
Entre as muitas estórias que se ouvem da boca das gentes simples e afáveis desta região, a Lenda da Serra da Cabreira e do Rio Ave é, talvez, a mais romântica e dócil, de todas. Reza a história, que uma pobre e bela pastora espanhola chegou à Serra da Agra e encantando-se com as belas paisagens deixou-se por ali ficar, com o seu rebanho de cabras, até que numa manhã solarenga se deparou com um grupo de caçadores que por ali passavam. Um deles, de vestes distintas, encantou-se pela cabreira e apesar do constrangimento da sua condição social, a moça cedeu aos seus encantos e às promessas de amor eterno. Ali viveram aquele amor, recolhidos naquele recanto paradisíaco… até um dia… Um dia o cavaleiro teve de partir. As obrigações chamavam-no. Desolada, a jovem cabreira, apenas lhe perguntou quem era, uma vez que nada sabia do seu príncipe encantado. O jovem respondeu-lhe:
– Sou o homem que te ama e a quem amas, mas adianto-te que sou Conde de uma vila muito próxima. Espera por mim!
E a cabreira esperou, desesperou, definhou. Desejava apenas ser uma ave para sobrevoar o mundo e voltar a encontrar o Conde. Restaram-lhe apenas as lágrimas. Chorou. Chorou tanto que as suas lágrimas criaram um caudal. O caudal transformou-se num rio. O rio correu e banhou as terras daquele que a abandonara: a Vila do Conde. As gentes do povo, como românticos e justos que são, perpetuaram esta história de amor e abandono, chamando à serra onde a pobre jovem esperou, Serra da Cabreira e, sabendo que ela queria ser ave e voar, batizaram o Rio de Vila do Conde como Rio Ave. Seja a pé, de btt ou de viatura, a Serra da Cabreira é passagem obrigatória para quem visita Vieira do Minho, e para quem deseja desfrutar de uma exuberante paisagem serrana.
A Serra da Cabreira estende-se pelos territórios de Vieira do Minho e de Cabeceiras de Basto. O seu cume, o Talefe, com 1262 metros de altitude, oferece ao visitante uma paisagem verdadeiramente deslumbrante e sublimes panorâmicas sobre as aldeias serranas, albufeiras e a Serra do Gerês. A sua Fauna é dominada pelas espécies típicas das zonas de matos e das florestas de coníferas, estando as espécies dos restantes habitats muito confinadas. Convém, no entanto salientar que a diversidade de espécies é ainda assim, relativamente elevada, quando comparada com outras zonas do país. Destacam-se, pelo seu estatuto de protecção e/ou raridade: entre os anfíbios a salamandra-lusitana, o tritão-de-ventre-laranja e o tritão-palmado; entre as aves o tartaranhão-caçador, melro-d’água. De referir ainda a existência de duas espécies (o dom Fafe e a felosa-das-figueiras) cujo valor patrimonial é elevado devido à raridade dos locais conhecidos de nidificação em Portugal. Já no que diz respeito aos mamíferos, merecem menção, a toupeira de água, o lobo, a lontra e o gato bravo. A região da Serra da Cabreira encontra-se numa zona que, do ponto de vista biogeográfico, se classifica como de transição entre a flora da região cantábrica e a flora da região ibero-atlântica. O primeiro tipo de flora é mais próximo da flora eurosiberiana, dominada por espécies adaptadas ao calor e relativa secura, mas em que ambos os factores são atenuados pela presença regular de massas de ar húmidas e frescas, provenientes do Atlântico. A coexistência destas espécies vegetais é possível pela particularidade do clima da Serra da Cabreira, que congrega uma grande disponibilidade de água, com influência do clima mediterrâneo, que marca progressivamente as regiões mais a sul. Na Cabreira foram recenseadas 256 espécies de plantas, possuindo 43 um particular interesse para a conservação do património natural devido à sua raridade, vulnerabilidade, carácter endémico ou perigo de extinção, como azevinho ou perigo de extinção, como o azevinho ou a Drosera rotundifolia (espécie carnívora).
A Serra da Cabreira conserva ainda um importante núcleo de vestígios arqueológicos, como abrigos pré-históricos, sepulcros megalíticos, mamoas, gravuras rupestres que atestam a antiguidade da ocupação humana neste concelho. Aqui encontramos também os Fojos de Lobo, armadilhas de caça através das quais os lobos e a caça grossa eram capturados, e ainda as cabanas que abrigavam os pastores quando estes apascentavam o gado. São conhecidos 4 fojos, Fojo da Alagôa, Fojo Grande, Fojo do Meio e Fojo Novo. Este conjunto monumental é constituído por paredes com cerca de 2,5m de altura. A sua área de implantação abrange as freguesias de Anjos, Ruivães e Rossas, estendendo-se no seu conjunto por 2,5 km. As cabanas são construções mais modestas, quase sempre de planta circular, com paredes de pedra, cobertura de lajes e de torrões de terra. Estas foram construídas entre os finais do século XVI e inícios do século XVIII.
Contudo, para conhecer a Cabreira, descobrir os seus encantos e alcançar lugares recônditos, nada melhor que experimentar um dos trilhos pedestres (Percurso do Turio, Percurso da Costa dos Castanheiros, Percurso de longo curso aos Fojos, etc.) e caminhar por entre a natureza. Esta será a melhor forma de contactar com a fauna, a flora e o património humano dessa serra. Para cada percurso encontra-se publicado um desdobrável que contem uma ficha técnica com as características do percurso, a descrição do trilho, o perfil altimétrico e o mapa. Estes podem ser adquiridos no Posto de Turismo de Vieira do Minho.


BOSQUES DA VEIGA

- MOINHOS DE REI
Conjunto de moinhos, construídos no reinado de D. Dinis, primeiro rei que no nosso país, sobretudo no Entre-Douro-e-Minho, incentivou e desenvolveu a indústria da moagem. Até aí era quase exclusivamente realizada pelo esforço do homem ou do animal, esmagando o cereal primeiramente entre duas pedras e recorrendo depois ao pilão e ao gral.
A invenção dos moinhos de água (azenhas) abriu uma nova era na moagem, actividade antes realizada pelo moinho-a-braços. Estes moinhos comunitários pertenciam ao Rei e declarava-se que metade do seu rendimento seria para a Coroa. Mais tarde passaram a pagar ao Rei apenas um imposto simbólico.
Os moinhos de mós passaram a aparecer nos primeiros anos da Monarquia, sabendo-se que em Julho de 1157, sendo Gualdim Pais “mestre absoluto da Ordem do Templo, houve uma doação régia que a este Mestre e à sua Ordem se fez de oito moinhos na Ribeira de Alviela”.
No Arquivo da Torre do Tombo há muitos documentos sobre moinhos e o Dr. Sousa Viterbo, no Arqueólogo Português de 1896, especifica e refere vários moinhos, suas licenças e regras de funcionamento.
Moinhos de Rei, acolhe um agradável área de lazer com condições para a ocupação salutar dos tempos livres e a fruição de uma paisagem natural de grande beleza que é proporcionada a quem ali se desloca.


VEIGA

- BUSTELIBERNE
Em plena serra da Cabreira, à cota de 800 metros, ergue-se a aldeia de Busteliberne, parte da freguesia de Cabeceiras de Basto (São Nicolau), no concelho de Cabeceiras de Basto. Pensa-se que Busteliberne terá começado por ser um conjunto de tradicionais abrigos de pastores, tendo depois progressivamente evoluído para o aglomerado rural que conhecemos hoje. É uma aldeia tipicamente serrana, com as suas casas e moinhos dispostos em socalcos, chegando a confundir-se com rochas.
Caminhe a pé pela povoação, é a melhor forma de a conhecer e sentir. O percurso pedestre da Veiga, num total de 14 quilómetros, não deixa de fora nenhum dos principais pontos de interesse da aldeia e suas imediações: a capela, recentemente remodelada; achados arqueológicos em Lameiras, São Nicolau; a pista de aviação de recreio de Moinhos do Rei, em Abadim; o cercado de veados e o centro de fomento cinegético de Moinhos do Rei, também em Abadim; e o Mosteiro de São Miguel de Refojos na sede de concelho.
Não deixe também de observar os fascinantes exemplos de “engenharia” rural que são o caminho de atravessamento e a levada. O caminho define o limite entre os espaços construídos e os agrícolas; a levada, que nasce no ribeiro do Moureirinho, foi "desenhada" de forma a que a força da água alimente um conjunto de moinhos, bem como lavadouros e tanques, e no fim regue parte dos lameiros da zona poente da aldeia. Elementos estruturantes que são, atualmente, um dos grandes atrativos de Busteliberne. O mel e os enchidos são os produtos mais típicos da gastronomia local. Dê tréguas à dieta e usufrua dos sabores de Busteliberne.


LAMEIROS DE TORRINHEIRAS
Waypoint

Moinho 2

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Moinho 3

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Moinho 4

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Levada da Víbora

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Moinho 5

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Moinho 6

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Moinho 7

Waypoint

Marcos de Delimitação (Distritos Vila Real e Braga)

Waypoint

Cruzeiro e Capela da Senhora dos Remédios

Capela do séc. XVIII, de planta longitudinal com nave única. Cobertura em telhado de duas águas. Fachadas em alvenaria de pedra, disposta em aparelho regular, com juntas revestidas a argamassa e pintadas de cor branca. Fachada principal com púlpito adossado, rasgada por porta rectangular com empena truncada por cruz latina. Fachada posterior com empena truncada por cruz latina. Fachada NO cega, e a SE rasgada por fresta horizontal. No topo dos cunhais, pináculos coroados por esfera. Possui adro sobrelevado, rodeado por muros de betão e grades de ferro pintado, com entrada frontal, cerrada por portão de ferro forjado, com acesso por escadarias de lanço.
Provisionamento

Tasca do Picão

Waypoint

Torrinheiras

Pequena aldeia tipicamente serrana, fiel às suas origens, que mantém casas de construção regional, algumas com a cobertura em colmo, e os tradicionais moinhos.
Waypoint

Travessia de propriedade privada (portão)

NOTA: neste ponto houve necessidade de atravessar parte de uma propriedade privada. São apenas cerca de 30 metros, entre dois portões metálicos de controlo de gado. Deve-se abrir, passar e voltar a fechar. É tranquilo.
Waypoint

Travessia de propriedade privada (portão)

NOTA: neste ponto houve necessidade de atravessar parte de uma propriedade privada. São apenas cerca de 30 metros, entre dois portões metálicos de controlo de gado. Deve-se abrir, passar e voltar a fechar. É tranquilo.
Árvore

Carvalho Centenário

Local religioso

Alminhas (1886)

Panorama

Panorâmica de Torrinheiras

Piquenique

Parque de Merendas da Fonte da Víbora

Este parque tem estruturas para refeições (mesas e bancos corridos de granito), churrasqueiras, WC e bancas lava-loiça com água corrente.
Panorama

Panorâmica de Busteliberne

Ponte

Ponte sobre Ribeira de Begainhos

Local religioso

Capela de São Nicolau e Santa Ana

Capela do séc. XVIII, com planta longitudinal e nave única. Cobertura em telhado de duas águas. Fachadas em alvenaria de granito de aparelho irregular com juntas revestidas a argamassa e pintadas de cor branca. Paredes rematadas por cornija sob beiral e cunhais apilastrados. Fachada principal (com púlpito adossado) rasgada por porta rectangular de verga recta, com empena truncada por campanário e cruz latina. Cunhais rematados por pináculos piramidais. Fachada posterior cega, fachadas laterais, SO e NE rasgadas por fresta e porta, respectivamente. Possui adro rectangular, sobrelevado, rodeado por muro de pedra, com entrada frontal e laterais, com acesso por escadarias de pedra de lanço.
Fonte

Fonte

Waypoint

Busteliberne

Pequena aldeia tipicamente serrana, fiel às suas origens, que mantém casas de construção regional, algumas com a cobertura em colmo, e os tradicionais moinhos.
Rio

Ribeira da Cangada

Árvore

Bosques da Veiga

Refúgio de montanha

Casa do Guarda Florestal da Veiga

Refúgio de montanha

Unidade de Acolhimento e Apoio à Floresta

(antigo quartel dos bombeiros da Veiga)
Ponte

Ponte sobre Ribeira de Busteliberne

Fonte

Fonte

Árvore

Bosque (Ribeiro das Folhas)

Waypoint

Trilho com declive muito acentuado

NOTA: este trilho é um atalho para encurtar caminho. No entanto, o declive é muito acentuado, pelo que se aconselha especial cuidado, sobretudo se o mesmo for feito a descer.
Waypoint

Levada da Víbora

Waypoint

Moinho 1

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