Hora  8 horas 11 minutos

Coordenadas 2564

Enviada em 26 de Outubro de 2020

Registrada em Outubro 2020

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283 m
19 m
0
5,9
12
23,71 km

Visualizado 165 vezes, baixado 8 vezes

perto de Penacova, Coimbra (Portugal)

- Trilho circular, tendo por base o PR1 - Penacova e o rio Mondego e o PR5 - Livraria do Mondego, com alguns troços alargados que se cruzam ainda com a GR48 - Grande Rota do Mondego, a GR51 - Grande Rota do Alva e o Caminho Português de Santiago (interior);
- Decorre por vias urbanas, caminhos de terra, estradões florestais e algum piso alcatroado, com passagem por vários pontos de referência, tais como o Mirante Emídio da Silva, o centro urbano de Penacova, Penedo do Castro, rio Mondego, Praia do Reconquinho, Livraria do Mondego, foz do rio Alva, Porto da Raiva, Barragem da Raiva, Miradouro da Livraria do Mondego e Águas das Caldas de Penacova;
- Trilho de dificuldade moderada mas acessível, embora seja longo. A primeira parte apresenta uma subida com declive acentuado até ao miradouro do Penedo do Castro, seguida de uma descida também acentuada até à margem direita do rio Mondego. Daí até Porto da Raiva é um passeio tranquilo, sempre pela margem esquerda do rio Mondego. A segunda parte, a partir da Barragem da Raiva, é um constante carrossel de subidas e descidas, até chegar ao ponto de partida;
- Por opção, decidiu-se começar este trilho junto ao Hotel Palacete do Mondego (abandonado). Tomou-se esta opção essencialmente pela facilidade de estacionamento nesse local;
- IMPORTANTE: NESTE PERCURSO EXISTEM 4 LOCAIS PARA OS QUAIS CHAMO A ATENÇÃO POR DIFERENTES RAZÕES:
1º - No PENEDO DO CASTRO, quando se começa a descer, existe uma passagem bastante perigosa. Está equipada com cadeados de apoio, no entanto, a pedra lisa é muito escorregadia e tem pendente para o exterior, o que deixa a passagem mais exposta. Convém estar atento e com alguma calma e o cuidado necessários;
2º - À saída de PORTO DA RAIVA, no caminho de terra, fez-se um desvio para a direita, para apanhar outro caminho de terra numa cota superior. Este desvio implica passar pelo alpendre de entrada de uma casa particular e subir por um carreiro muito íngreme mesmo ao lado da casa, sempre pelo meio de um eucaliptal. Não será a melhor opção, no entanto não existem muitas mais alternativas no local (outra hipótese seria seguir pela EN2, sobre alcatrão...);
3º - Ao chegar à ROTUNDA, PRÓXIMA DA JUNÇÃO DA EN2 COM O IP3, fez-se outro pequeno desvio. Tal facto deveu-se apenas para desfrutar da panorâmica sobre o Mondego e as ferraduras que o rio faz nesta zona. No entanto, esse ponto encontra-se em propriedade privada, cuja proprietária é uma idosa extremamente rude e agressiva que não permite o acesso ao local. Infelizmente, a receção que se obteve foi bastante elucidativa para não querer lá voltar! Fica o aviso... além disso, a panorâmica também não é nada de especial, por conseguinte...;
4º - O pequeno trilho de terra que sobe desde a margem direita do Mondego até ao MIRADOURO DA LIVRARIA DO MONDEGO apresenta uma inclinação muito acentuada e o piso é bastante escorregadio. Requer também algum esforço físico, destreza e especial atenção para não se escorregar. O mesmo se aplica na descida de regresso à margem do rio;
- No seu todo é um percurso muito bonito, com vários pontos de interesse que justificam a visita. Destaque especial para as vistas panorâmicas sobre o Mondego a partir do Mirante Emídio da Silva e do Penedo do Castro. E em absoluto para o magnifico geo-monumento que é a Livraria do Mondego. É um percurso que se percorre com prazer e que nos permite contactar com diverso património da região de Penacova. Atenção que num dia de calor estival, este é um trilho com bastante exposição solar, embora também apresente muitas zonas arborizadas. Uma ótima experiência!!!


Outros percursos realizados nesta região:
Pelo Vale da Ribeira de Arcos aos Moinhos de Gavinhos
Mata Nacional do Bussaco



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- PENACOVA
A bonita vila de Penacova, sede de concelho, situa-se na região Centro do País, num local de grande beleza natural, bem na margem direita do bonito rio Mondego, no alto de um ponto rochoso (a “Penha”), e rodeada pelas luxuriantes Serras do Buçado e do Roxo. As origens embora remotas são pouco claras, supondo-se que a povoação terá se desenvolvido de um Castelo, provavelmente construído no século IX ou X que foi provavelmente um baluarte Cristão nas lutas contra os Muçulmanos. Hoje em dia Penacova é uma vila maioritariamente rural, onde os serviços têm também alta importância. Por todo o concelho encontram-se pequenas aldeias rurais e lugares, quase que perdidas no tempo, e aninhadas na geografia serrana, que as tem protegido ao longo dos séculos, como é o caso da Portela de Oliveira, Gavinhos, Lórvão, Carvalho, Rebordosa, Sanguinho, Felgar ou Besteira, entre tantas outras.


- PR1 PCV - PENACOVA E O RIO MONDEGO
O percurso inicia-se e termina no centro da vila de Penacova, próximo da inspiradora
Pérgola Raúl Lino, uma varanda magnífica com vista panorâmica sobre o leito do Mondego. O caminho segue até ao rústico Parque Verde António Manuel Marques, onde o silêncio é quebrado pelo sibilar suave da brisa e, aqui ou além, pelo canto das aves. Após uma subida pela encosta penedia chegará ao ponto mais alto e exuberante de todo o percurso, o miradouro Penedo do Castro. Depois da vista contemplada, desce pelo caminho sinalizado até ao rio, atravessa o açude da Carvoeira e seguindo sempre a margem do rio, alcançará a Praia Fluvial do Reconquinho onde poderá descansar antes de retomar a marcha pela “costa do sol” até ao ponto inicial da caminhada. Este percurso é na íntegra um roteiro de descoberta de vários patrimónios, geológicos, paisagísticos e naturais, da área onde se insere de relevo particularmente acidentado, facto muito próprio desta região, que em conjunto com o rio conferem uma singularidade e autenticidade únicas á paisagem, num enquadramento cénico de rara beleza. Destaca-se na parte alta da vila, o imponente Penedo do Castro - homenagem a um dos maiores divulgadores das belezas naturais da região, o escritor Augusto Mendes Simões de Castro. Este sublime miradouro surpreende pela grandeza do bloco quartzítico e pela deslumbrante vista panorâmica sobre o vale do Mondego. De salientar ainda a aprazível Praia Fluvial do Reconquinho, convidativa a mergulhos no tempo quente e detentora de galardão de Bandeira Azul desde 2013.
Tipologia - Circular
Distância - 6Km
Duração aproximada - 2:30h
Tipo de piso - Caminhos urbanos e naturais
Grau de dificuldade - Médio
Local de Partida e de Chegada - Largo Alberto Leitão (Posto de Turismo)


- PR5 PCV - LIVRARIA DO MONDEGO
O percurso inicia-se e termina no centro da vila de Penacova, próximo da inspiradora
Pérgola Raúl Lino, uma varanda magnífica com vista panorâmica sobre o leito do Mondego. Retome a caminhada com uma visita à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção e prossiga por estreitas ruas até à descida da Costa do Sol do Mirante Emídio da Silva. Percorrendo a margem esquerda do rio, passa a pista de pesca e rapidamente alcança os Passadiços do Mondego onde poderá contemplar na sua plenitude o imponente bloco quartzítico - a Livraria do Mondego. Seguindo o trilho sinalizado, atravessa o rio próximo da Mini-Hídrica que o levará a subir a um dos mais belos miradouros da região - a Livraria do Mondego. A caminhada prossegue pela margem esquerda do rio até alcançar a subida da Costa do Frio, local onde decidirá percorrer o Ramal dos Fornos do Casal de Santo Amaro ou terminar a caminhada no centro da vila. Percurso de beleza notável inspirado no património natural, biológico e paisagístico do rio Mondego, marcado pela existência nas suas margens da Livraria do Mondego, um Ge-monumento natural com mais de 400 milhões de anos, constituído por atras assentadas quartzíticas, semelhantes a livros dispostos numa estante. Este cenário é complementado pelo romântico miradouro do Mirante Emídio da Silva, local absolutamente privilegiado pela natureza.
Tipologia - Circular
Distância - 11,7Km
Duração aproximada - 4:00h
Tipo de piso - Caminhos urbanos e naturais
Grau de dificuldade - Médio / Alto
Local de Partida e de Chegada - Largo Alberto Leitão (Posto de Turismo)


- GR48 - GRANDE ROTA DO MONDEGO
A GR do Mondego é um percurso linear, com 142 km de extensão, promovido pela CIM-RC, que visa dinamizar turisticamente os territórios compreendidos entre a Figueira da Foz e Oliveira do Hospital, cruzando os concelhos de Montemor-o-Velho, Coimbra, Penacova e Tábua, tendo o rio Mondego como denominador comum. O percurso permite descobrir inúmeros pontos de interesse naturais, paisagísticos e culturais associados ao principal rio nacional. Esta grande rota deslumbra pela constante presença do rio Mondego e pela história de toda uma região que este leito permite descobrir, num contexto de frescura e sedução muito aprecia- dos pelos visitantes e muito marcado pela presença de elementos relevantes: a Figueira da Foz, com o seu imenso areal de areia fina e dourada e as suas atrações turísticas, onde o Mondego encontra o oceano num estuário cheio de história e de vida marinha; o percurso até Coimbra, passando pelas vilas de Montemor-o-Velho e Pereira, com a forte presença dos marcantes campos de arroz do Baixo Mondego e da textura de outros cultivos; a cidade de Coimbra, eterna cidade dos estudantes, património da UNESCO, com o fado como elemento cultural exclusivo e diferenciador; Penacova, como região de transição para um cenário de montanha, proporcionando uma significativa alteração da paisagem, com vales mais ou menos cavados e espelhos de água a perder de vista, com origem na Barragem da Aguieira. Pelos concelhos de Tábua e Oliveira do Hospital o cenário vai-se repetindo, sendo constantes, ao longo do percurso, elementos do modo de vida local, tais como moinhos de água, açudes, socalcos, levadas, entre outros. Para além da excelência paisagística desta Grande Rota, deslumbre-se com os sabores e saberes da região, conjugando a gastronomia rica e variada com a autenticidade das manifestações culturais e a afabilidade de um povo que sabe receber.
Tipologia - Linear
Distância - 142Km
Duração aproximada - 42:00h
Tipo de piso - vários tipos de piso
Grau de dificuldade - Difícil
Local de Partida e de Chegada - Oliveira do Hospital / Figueira da Foz


- GR51 - GRANDE ROTA DO ALVA
A Grande Rota do Alva, percurso linear com 77 km de extensão, promovido pela CIM-RC, passa pelos concelhos de Penacova, Vila Nova de Poiares, Arganil, Tábua e Oliveira
do Hospital. O rio Alva é o elemento identitário da região atravessada pela rota, assinalada por planaltos e vales marcantes, nos quais o serpentear do Alva moldou a paisagem e impôs um modelo de povoamento e desenvolvimento muito próprio que desperta o desejo da descoberta e justifica a visita atenta e enriquecedora. Com uma extensão aproximada de 106 km, o rio Alva nasce na Serra da Estrela e desagua no rio Mondego, na localidade de Porto de Raiva, no concelho de Penacova. O seu percurso sinuoso, marcado nas encostas da Serra da Estrela e Serra do Açor, permite descobrir um conjunto de atrações naturais e turísticas de grande qualidade e importância local, que justificam a realização desta grande rota. Entre essas atrações destacam-se as povoações que ocupam as suas margens (Coja, Vila Cova do Alva, a “Sintra das Beiras”, Avô, entre outras) e um conjunto de magníficas praias fluviais (como por exemplo São Gião, Avô, Caldas de São Paulo, Coja, Vimieiro, Ponte das 3 Entradas, São Sebastião da Feira, Fronhas), a maioria das quais detentora do galardão de Bandeira Azul, o que evidencia a qualidade da água cristalina do rio. São também importantes atrações a barragem de Fronhas, em São Martinho da Cortiça, com o seu espelho de água, a zona de lazer, os vestígios megalíticos do período Calcolítico, na localidade de Secarias, entre muitas outras. Este cenário de belezas naturais é completado por uma diversidade florística, típica dos cursos de água, na qual se destacam os salgueiros (Salix spp.), amieiros (Alnus glutinosa), freixos (Fraxinus angustifolia), choupos (Populus nigra), sanguinho-de-água (Frangula alnus), fetos-reais (Osmunda regalis) e largas encostas com medronheiros (Arbutus unedo). A isto acresce um conjunto faunístico cujo desenvolvimento é fomentado pelas águas do Alva constituído por espécies como barbos (Luciobarbus bocagei), bogas-comuns (Pseudochondrostoma polylepis), enguias-europeias (Anguilla anguilla) e lampreias-de-rio (Lampetra fluviatilis). Existem ainda peculiares formações geológicas graníticas ao longo do percurso e os açudes e a morfologia do Alva permitem atividades de lazer em harmonia com a natureza, como é o caso da canoagem e alguns desportos radicais.
Tipologia - Linear
Distância - 77Km
Duração aproximada - 22:00h
Tipo de piso - vários tipos de piso
Grau de dificuldade - Difícil
Local de Partida e de Chegada - São Gião / Penacova
Panorama

Mirante Emídio da Silva

Construído no início do séc. XX, por iniciativa do político do mesmo nome, o Mirante Emydgio da Silva, localizado junto ao antigo Preventório é um projeto, da autoria do arquiteto veneziano Nicolau Bigaglia. Inaugurado a 31 de maio de 1908, o Mirante assemelha-se a um pagode oriental construído na proa mais avançada da escarpa. Vitorino Nemésio haveria de escrever, mais tarde, que dali parecia estar “ a ver a catedral do púlpito” e, de facto, dali, junto do que outrora havia sido o Castelo e a Capela de Nossa Senhora da Guia, e sob as colunas de pedra originárias do Mosteiro de Lorvão, a paisagem sobre o Mondego, avassala-nos, de tão magnífica. De arquitectura recreativa, neo-renascentista e Arte Nova, o Mirante resulta da reutilização de elementos (colunas) e formas renascentistas (planta e azulejos decorativos) caldeadas com as formas orientalizantes da Arte Nova.
Monumento

Pelourinho de Penacova

As primeiras referências a Vila Cova datam de uma época tão recuada como o século X. O topónimo Penacova é mencionado em 1036, havendo notícias do seu antigo castelo a partir de 1105. D. Sancho ordenou a reconstrução e povoamento da localidade, concedendo-lhe a primeira carta de foral ainda em 1192. Teve ainda foral novo manuelino, datado de 1513. É possível que a construção do pelourinho, ainda hoje levantado num pequeno largo na zona do antigo castelo, seja justamente contemporânea do foral de D. Manuel, embora o monumento, de resto bastante anódino, pareça mais tardio. O pelourinho está presentemente transformado em cruzeiro. É constituído por um soco de três degraus de planta quadrangular, sendo os dois inferiores de aresta viva, e o degrau superior de rebordo boleado. Nele assenta a base da coluna, composta por uma grande peça cúbica de arestas adoçadas, encimado por escócia, que prepara o arranque do fuste. O fuste é cilíndrico e liso, ligeiramente galbado, encimado por astrágalo, colarinho cilíndrico, e ábaco saliente, ao modo de tabuleiro. Sustenta, ao presente, uma cruz latina de braços lisos.
Local religioso

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção

Embora exista alguma controvérsia sobre as origens do povoado de Penacova, sabe-se com certeza que as primeiras referências documentais à vila mondeguina datam de 1036, havendo citações à povoação e ao seu castelo também na centúria seguinte. Em 1192 Penacova recebia o seu primeiro foral, doado por D. Sancho I. Embora tenha sido possivelmente fundada na Idade Média, a actual igreja matriz de Penacova foi praticamente toda edificada durante uma grande campanha datada da segunda metade do século XVI, fazendo parte do padroado do Mosteiro de Santa Clara de Coimbra. O templo, dedicado a Nossa Senhora da Assunção, apresenta uma estrutura implantada longitudinalmente, de linhas sóbrias, com torre sineira recuada edificada do lado direito. Na fachada o único elemento de destaque é o portal, em pedra de ançã, com moldura rectangular ladeada por pilastras, cujo entablamento é encimado por frontão curvo onde foi gravada, em baixo relevo, a imagem da padroeira ladeada por dois anjos. O espaço interior é de nave única, coberta por abóbada de berço em madeira, e nas paredes laterais foram abertas várias capelas, encimadas por um conjunto de janelas dispostas a espaços regulares que iluminam toda a área. Ao fundo, o altar-mor alberga o retábulo em talha dourada, em estilo nacional, executado no último quartel do século XVII. As capelas laterais distribuem-se de forma desigual pelos alçados laterais da nave, tendo sido todas edificadas no século XVI, pelo que formam um conjunto de arquitectura de gosto clássico de grande qualidade. Do lado do Evangelho, onde se situa também o baptistério, foi edificada a Capela de Nossa Senhora da Esperança, de portal de moldura rectangular ladeada por pilastras jónicas, que alberga no seu interior um retábulo com uma escultura da Virgem com o Menino. Junto a esta, construiu-se a Capela de Nossa Senhora da Graça, capela privativa dos Duques de Cadaval, aberta por arco de volta perfeita com cabeças aladas gravadas no extradorso, que possui um retábulo de pedra com uma imagem da Virgem. Na parede fronteira, foram edificadas as capelas do Espírito Santo, Nossa Senhora da Piedade, estas duas edificadas em 1628, e da Sagrada Família, todas com portais de estrutura muito semelhante, decorados com bustos em relevo.
Monumento

Pérgola Raúl Lino

Bem no centro da vila de Penacova, junto ao edifício dos Paços do Concelho, a Pérgola Raúl Lino comemorou em 2018 cem anos sobre a sua inauguração. A Pérgola, desenhada pelo traço de Raúl Lino, admirador profundo da paisagem penacovense foi oferecida, em 1918 pela Sociedade de Propaganda de Portugal, ao povo de Penacova. Esta agradável varanda coberta por velhas glicínias permite avistar o rio, para jusante, até à curva da Rebordosa, e contemplar uma das paisagens mais icónicas do concelho.
Local religioso

Capela de Santo António

Localiza-se na encosta sul da Vila de Penacova. Data do séc. XVII, mas sofreu modificações posteriores. No chão da capela-mor, uma campa gasta com faixa envolvente e decorada possui brasão sumido e a lápide sepulcral de Manuel de Paiva, datada de 1621. No interior, destacam-se, igualmente, os retábulos secundários dos sécs. XVII e XVIII, com esculturas de S. António e S. Francisco, do mesmo período. Púlpito cilíndrico. Numa mísula vê-se um Anjo da Anunciação, de pedra, do séc. XVI correspondendo-lhe numa outra, uma Virgem de madeira, dos sécs. XVII e XVIII.
Parque

Parque Verde António Manuel Marques

Pico

Penedo do Castro

Localizado na parte alta da vila, do lado oeste, o Penedo do Castro, surpreende pela imponência da parede quartzítica propícia à prática de escalada e rappel. O nome Penedo do Castro foi-lhe atribuído em 30 de maio de 1908, em homenagem ao escritor Augusto Mendes Simões Castro, um dos mais antigos propagandistas da região. Este local está assinalado com uma lápide desenhada por Raúl Lino, oferecendo uma das mais impressionantes vistas panorâmicas de Penacova, pela sensação de vastidão que se tem da vila e do seu espaço envolvente sobre o Vale do Mondego.
Waypoint

Cheira (Bairro da Lomba)

Fonte

fonte

Waypoint

linha de água

Rio

Açude da Carvoeira

Praia

Praia Fluvial do Reconquinho

A água limpida dos trechos não poluídos do Mondego e do Alva, correndo em curvas caprichosas entre montes escarpados oferece, a quem visita Penacova, a tranquilidade e harmonia de uma paisagem cénica. Ao longo dos rios e na grandiosa albufeira da Barragem da Aguieira pode-se praticar natação, pesca, canoagem, remo, kayaking, vela, windsurf e ski aquático. Na margem esquerda do Mondego, em frente da Vila de Penacova, a Praia Fluvial do Reconquinho, galardoada, pela primeira vez, em 2013 com a Bandeira Azul, dispõe de Bar, Apoios de Praia, Fluvioteca e Animação garantida ao longo de toda a época balnear.
Ponte

Ponte do Reconquinho

Uma das suas principais características da Praia Fluvial do Reconquinho é a ponte de madeira que convida mergulhar na água e dá passagem para o percurso pedestre á volta do rio Mondego para explorar a área.
Rio

Açude de Penacova (passagem para peixes)

Waypoint

Pista de Pesca de Penacova

Panorama

Livraria do Mondego (1º conjunto)

Monumento natural que marca a paisagem das margens do Mondego junto a Penacova, a Livraria do Mondego é um monumento que o tempo esculpiu ao longo de mais de 400 milhões de anos. Depois de ter recebido o Alva, seu afluente da margem esquerda, o Mondego estrangula-se ao atravessar o contraforte de Entre Penedos e surgem as altas assentadas de quartzíticos dispostos quase verticalmente, como se de livros numa estante se tratasse, o que de resto deu origem á designação popular de Livraria do Mondego. Constituída por quartzíticos do Ordovícico, a Livraria do Mondego foi, por Galopim de Carvalho, classificada como um Geomonumento ao Nível do Afloramento, constituindo-se, pelas caraterísticas geológicas que encerra e pela graciosidade escultórica que o tempo lhe incutiu, como um dos mais singulares monumentos naturais de Portugal. A Livraria do Mondego é visível para quem circula no IP3, imediatamente na zona da ponte sobre o rio Mondego, junto a Penacova. Temo acesso direto e privilegiado a este monumento a partir da EN2. Esta estrada está envolta numa mística e contém algo de lendário que a distingue das outras. Foi Projetada como ligação entre Chaves e Faro num percurso vertiginoso pela espinha dorsal do país sendo a estrada nacional mais extensa de Portugal, a única que o atravessa de lés a lés, e a maior da Europa.
Panorama

Livraria do Mondego (2º conjunto)

Miradouro com painel informativo e passadiço de madeira.
Rio

Rio Mondego

O rio Mondego é o quinto maior rio português e o primeiro de todos os que têm o seu curso inteiramente em Portugal. Nasce na serra da Estrela e tem a sua foz no oceano Atlântico, junto à cidade da Figueira da Foz. O rio Mondego tem um comprimento total de 258 quilómetros. A sua nascente situa-se na Serra da Estrela, no sítio de Corgo das Mós (ou Mondeguinho), freguesia de Mangualde da Serra, concelho de Gouveia, a uma altitude de cerca de 1525 metros. No seu percurso inicial, atravessa a Serra da Estrela, de sudoeste para nordeste, nos concelhos de Gouveia e Guarda. A poucos quilómetros desta cidade, junto à povoação de Vila Cortês do Mondego, atinge uma altitude inferior a 450 metros. Nesse ponto, inflecte o seu curso, primeiro para noroeste e depois, já no concelho de Celorico da Beira, para sudoeste.
Ponte

Ponte sobre Rio Alva EN2 (foz)

O Rio Alva é um afluente do Mondego, nascendo na encosta sudoeste da Serra da Estrela, percorre cerca de 106 km até desaguar no Rio Mondego, o que ocorre na localidade de Porto de Raiva, Concelho de Penacova no Distrito de Coimbra, após o Mondego ser quebrado pela Barragem da Aguieira. No seu leito percorre um caminho sinuoso entre as encostas da Serra da Estrela e da Serra do Açor, onde escavou o seu leito. Várias localidades cresceram nas suas margens como São Gião, por exemplo, assim como, apresenta muitas praias fluviais como São Gião, Avô, Caldas de São Paulo e a praia fluvial da aldeia de Sandomil. O rio Alva é quebrado em São Martinho da Cortiça com a barragem de Fronhas após ter percorrido 78 km Esta barragem teve a descara máxima a rondar os 500m3/s. É um rio conhecido por ter uma variação muito elevada no seu caudal, visto que tem um caudal muito baixo no verão, e muito elevado no inverno. Isto deve-se essencialmente à variação de precipitação durante o ano, e a ausência desta no verão, mas também ao facto de o caudal do rio ser controlado em grande parte pelo sistema hídrico da Serra da Estrela.
Ponte

Passadiço metálico (rio Mondego)

Rio

Açude

Provisionamento

Porto da Raiva

NESTE LOCAL, JUNTO AO PARQUE INFANTIL, EXISTE UMA PÉRGOLA COM BANCOS E O CAFÉ / RESTAURANTE MONDEGO, COM DIÁRIAS A PREÇOS MUITO ECONÓMICOS E COMIDA CASEIRA TRADICIONAL. EXCELENTE LOCAL PARA UMA PARAGEM PARA ALMOÇO OU REFORÇO MATINAL. O Mondego foi, durante séculos, a principal via de comunicação entre as populações do interior e do litoral. A inexistência de caminhos-de-ferro, estradas, transportes internos e a rapidez e baixo custo do transporte fluvial transformaram o Mondego, da nascente até à foz, no responsável pela subsistência e economia das populações por ele banhadas. De Penacova partiam embarcações carregadas de madeira, lenha, carqueja e carvão, com destino a Coimbra e Figueira da Foz, trazendo, no regresso, sal, pescado, milho, pipas de vinho e outras mercearias. Uma percentagem muito grande da população de Penacova dedicou-se sempre a barcagem e atividades complementares ligadas ao rio): barqueiros, carafetes, carroceiros, etc… (Relvas, in Lameiras 1988. Vários eram os portos importantes no carregamento e descarregamento de mercadorias ao longo do Mondego, a montante de Coimbra, no século XIX e ainda em parte do século XX: Coimbra, Foz do Caneiro, Rebordosa, Ronqueira, Carvoeira, Ponte de Penacova, Vila Nova, Raiva, Carvalhal, Oliveira do Mondego, Almaça e Gondolim (atual Gondelim). De todos estes portos há a salientar a grande importância comercial do Porto da Raiva, que chegou a ser um dos maiores e mais importantes do país ate meados do séc. XIX, e até ao findar da navegação do Mondego o mais importante ao longo deste rio. Era principalmente na Raiva que fabricantes de tecidos, negociantes, recoveiros e estudantes, vindos das Beiras a cavalo ou em carros de bois, tomavam o seu transporte - as barcas - em direção a Coimbra, facilitado pelo Ramal da Raiva - que era uma estrada que passando por nove povoações, fazia a ligação «Estrada Real da Beira-Raiva» (Peixoto 1947, in Lameiras 1988). Na Raiva existia um cais e uma construção destinada ao empilhamento de lenha e madeira a exportar, tal como armazéns de sal (certamente um dos produtos mais transacionados ao longo deste rio) vindo da Figueira e indo depois até Espanha e outras localidades. Aveiro, Coimbra, Lavos, Ílhavo, Porto e província do Minho eram os pontos mais importantes para onde se exportavam as mercadorias saídas do Porto da Raiva.
Risco

panorâmica do Mondego

!!AVISO!! - o desvio a este local deveu-se apenas para desfrutar da panorâmica sobre o Mondego e as ferraduras que o rio faz nesta zona. No entanto, este ponto encontra-se dentro de propriedade privada, cuja proprietária é uma idosa extremamente rude e agressiva que não permite o acesso ao local. Infelizmente, a receção que se obteve foi bastante elucidativa para não querer lá voltar! Fica o aviso... além disso, a panorâmica também não é nada de especial, por conseguinte...
Waypoint

Coiço

Monumento

Barragem da Raiva (ou do Coiço)

Situada no rio Mondego após a foz do rio Dão, a Barragem da Raiva ou do Coiço está a 9500 metros a jusante da Barragem da Aguieira. Esta serve de contra-embalse, para que a da Aguieira possa funcionar em modo reversível, ou seja de jusante para montante além do habitual montante para jusante. Esta barragem tem a função de produção elétrica, permitindo a realização de desportos náuticos. O percurso entre esta barragem e Coimbra é dos mais conhecidos pelos praticantes de canoagem.
Local religioso

alminhas

Monumento

Oficina

Panorama

Livraria do Mondego (passagem superior)

Panorama

Miradouro da Livraria do Mondego

Rio

Rio Mondego

Fonte

fonte (Águas das Caldas de Penacova)

Proveniente de aquífero profundo, as Águas Minerais Naturais são sistemas aquosos impolutos cuja composição química é de origem natural e proveniente exclusivamente de fenómenos de interação água/rocha. Por tal facto, esta composição química é específica, não existindo duas águas iguais, e define um padrão químico próprio e imutável ao longo do tempo.
Rio

Açude de Penacova

Waypoint

Hotel Palacete do Mondego (abandonado)

EXCERTO DE NOTICIA DO JORNAL ON-LINE PENACOVACTUAL.PT: O Hotel Palacete do Mondego ardeu, tal como se esperava que acontecesse um dia e tal como acaba sempre por acontecer aos imóveis que ficam abandonados durante o tempo suficiente até se tornarem locais desprezados pelos proprietários, que mais não fazem do que se reclamarem como tal. Era de prever que o abandono a que foi votado, desde que em 2007 foi definitivamente esquecido por todos os penacovenses, não só por aqueles que são os seus efectivos donos, mas também por todos aqueles que se esqueceram da sua curta existência e se demitiram de reclamar a dignidade que ele merecia, como unidade hoteleira que era e poderia ter sido. Por mero acaso foram uns jovens que (descuidadamente) atearam o fogo aos colchões que equipavam uma das principais suítes do Hotel Penacova e que, estranhamente, ainda permaneciam no local, como se não tivessem dono ou como se não tivessem outra utilidade que não a de equipar as camas do hotel. O fogo, esse ladrão, de imediato se propagou à zona mais nobre o hotel, aquela onde as madeiras mais bem cuidadas acolhiam confortavelmente os hóspedes e que, tal como o resto, se encontrava abandonada, à mercê dos desejos mais ou menos obscuros de quem por lá queria passar ou pernoitar, sem ter que se confrontar com algum obstáculo imposto pelos que se suponham ser diligentes proprietários. Mas o fogo, esse ladrão, apenas veio pôr a nu uma realidade que todos conheciam e que poucos ousavam denunciar. As imagens de quem teve a oportunidade de gravar o incidente demostram, tão só, o estado de degradação a que chegou o hotel, não só no interior, como também no exterior. Sucedem-se os conselhos de administração, as promessas de resolução, mas não se assiste a qualquer intervenção. Aquele “mamarracho”, que outrora foi a “menina dos olhos” dos penacovenses, jaz agora nas cinzas, sem que para ele se augure algo de bom e vem hipotecar uma venda que se pretendia rápida e despercebida, já que, pelo preço a pagar, só vem dar razão àqueles que sempre consideram exorbitante o preço das rendas que se pediam pela sua exploração e que a impossibilitavam, afastando qualquer potencial investidor.
Risco

Passagem com cadeados

!!NOTA!! - esta passagem muito exposta, com piso molhado torna-se bastante perigosa, pois a rocha é inclinada, muito lisa e escorregadia. Os cadeados ajudam, mas requer algum cuidado, sobretudo para quem sofra de vertigens.

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