Horas  um dia 6 horas 7 minutos

Coordenadas 4989

Uploaded 14 de Fevereiro de 2019

Recorded Fevereiro 2019

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1.284 m
610 m
0
10
20
40,58 km

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próximo a Serranópolis de Minas, Minas Gerais (Brazil)

POR FAVOR, LEIA A DESCRIÇÃO.

Trajeto a pé realizado em dois dias. Antes de realizar a caminhada o visitante deve entrar em contato com a gerência do Parque Estadual Serra Nova.

LOGÍSTICA:

A referência para a logística desta travessia é Porteirinha, no norte de Minas Gerais. A cidade está a aproximadamente 600km da capital Belo Horizonte e a 170km de Montes Claros (aeroporto mais próximo). Há ônibus diários com vários horários entre essas cidades.

O Cânion do Talhado, ponto inicial da travessia, está a 28km de Porteirinha e a 6.5km de Serranópolis. Já a Cachoeira do Serrado, ponto final, está a 30km de Porteirinha. O trajeto entre Porteirinha e as localidades deve ser contratado localmente, pois não há transporte coletivo regular na área rural.

Para esta travessia deixamos o carro na região do Serrado e, previamente, combinamos o transfer do Serrado ao Talhado. O valor cobrado pelo serviço foi R$100. O trajeto entre Porteirinha e as localidades gira em torno desse valor. Terminamos a travessia e buscamos o carro, que estava a 2km da cachoeira.

A TRILHA:

1º dia: Talhado x Abrigo

Iniciando no cânion do Talhado, a trilha segue bem demarcada, sinalizada, em aclive e margeando o Rio Mosquito. Mesmo com sol a pino a trilha tem boa oferta de sombra neste trecho inicial. Com aproximadamente 30 minutos de caminhada chegamos ao Poço da Sereia, local muito interessante para banho.

A caminhada segue margeando o Rio Mosquito, ora mais perto, ora mais distante. Ignoramos duas saídas à direita, que seguem para a região de Curralinho e cruzamos o Rio Mosquito após a segunda bifurcação. Depois de uma breve caminhada para o norte, chegamos ao Rio Mosquito novamente, no local conhecido por Sete Quedas. Há vários poços para banho e, do alto, uma boa vista da região.

Do topo das Sete Quedas seguimos por uma trilha discreta, à direita do rio. Logo que chegamos ao local conhecido como "Raia Olímpica" ou "Canal das Rochas". Daqui um trecho curto de pula-pedra e sem trilha definida em direção à "Cidade de Pedra", para depois tomar uma trilha discreta entre canelas de ema para o norte. Logo adiante a trilha discreta desaparece e há um trecho de aprox. 700m de vara-mato. Alguns trechos mais fechados e outros de campos, mas no geral é um trecho relativamente fácil de ser vencido. A travessia do Rio Mosquito pode ser feita por um tronco caído sobre o leito do rio, que forma uma ponte.

Depois de passar por uns afloramentos rochosos, continuamos no sentido noroeste até interceptarmos uma trilha discreta, perto das pinturas rupestres. A trilha leva ao leito do Rio Mosquito mais adiante, por onde seguimos por um bom tempo por lajeados. Saindo do leito há uma caminhada breve por uma trilha suja e logo chegamos à estradinha. Depois de 2km passamos pela ponte molhada do Rio Mosquito, último ponto perene de água antes da chegada ao abrigo.

Na passagem pela ponte há duas opções: seguir pela estradinha, caminho um pouco mais longo, porém sem qualquer dificuldade, ou seguir pela trilha que vai margeando a serra e as cabeceiras do Rio Mosquito. A trilha é mais curta, porém está suja em alguns pontos, segundo relato dos guardas-parque.

Seguimos pela estradinha até o abrigo do PE Serra Nova, onde pernoitamos em companhia dos funcionários do parque.

2º dia: Abrigo x Serrado

Com a sugestão dos funcionários do parque, fizemos um ligeiro ataque a uma cachoeirinha do Rio Serra Branca, a 1.1km do abrigo. A cachoeira é singela e tem um pequeno poço, porém ótimas duchas refrescantes. No período da manhã a sombra domina boa parte da cachoeira.

No retorno pegamos as cargueiras e fizemos o caminho inverso ao do dia anterior. Depois de cruzar o Córrego Sant'Ana, tomamos à direita numa trilha discreta pelos gerais. A trilha é bem discreta em alguns pontos, mas a caminhada pelo capim baixo é tranquila. Depois da passagem por um dos afluentes do Córrego Sant'Ana o caminho fica um pouco mais consolidado e segue assim por um bom trecho. Depois de vencer uma subida longa e suave, passando pelo ponto culminante da travessia, tem início uma descida moderada rumo a um patamar inferior da serra.

Após a passagem por um cano azul, deixamos a trilha principal e entramos à direita, em uma trilha mais discreta e suja. Passamos por uns afloramentos rochosos onde a trilha some e entramos em uma matinha, onde a trilha suja continua. Cruzamos um pequeno afluente do Córrego da Biquinha (água no verão) e seguimos pela trilha suja por um trecho de cerrado.

Sem dificuldades de orientação chegamos a uma casinha bem pequena, onde há um pé de manga. Depois dessa casinha a trilha continua ainda mais discreta e suja e vai se encaminhando em direção a uma grota seca. Este é um dos piores trechos da travessia, pois a trilha está muito suja e galhos e troncos caíram em alguns trechos, dificultando o avanço. É difícil reconhecer por a trilha segue em alguns pontos, de forma que o jeito é seguir "no rumo". Para evitar este trecho complicado, recomenda-se tomar uma das trilhas à esquerda, algumas centenas de metros antes da casinha. Essa opção passa mais a oeste, longe da grota, evitando a vegetação mais viçosa daquela porção.

Depois de algumas centenas de metros a trilha que margeia a grota dá uma limpada e a caminhada volta a ser mais tranquila, seguindo assim até o Córrego da Biquinha, único ponto de água neste trecho intermediário, antes de chegar ao Serrado.

Após cruzar o córrego pela barraginha, a trilha continua discreta pelos afloramentos rochosos na outra margem. Algumas dezenas de metros depois, porém, a navegação fica mais fácil, já que a trilha segue margeando um cano azul. A caminhada segue para o norte, se aproximando do cânion do Serrado. A medida que se aproxima do cânion a trilha vai ficando mais estreita e perigosa, já que o lado esquerdo é um barranco bem inclinado. Na bifurcação marcada deixamos as cargueiras e fizemos um ataque ao topo da segunda cachoeira. A subida é bem pesada com alguns trechos de escalaminhada e exposição à altura. No topo da 2ª cachoeira há um poço interessante para banho e uma bela visão para a caatinga, como é chamada a região no pé da serra.

No retorno pegamos as cargueiras e encaramos uma descida bem pesada rumo ao topo da cachoeira do Serrado. A trilha reencontra os canos e acompanhando eles seguimos por uma declive muito pesado até a parte baixa o pé da serra, no acesso ao poço do Serrado.

OBSERVAÇÕES:

> Trilha de alta dificuldade, devido aos trechos sem trilha definida, aclives e declives muito íngremes e com exposição à altura.

> Antes de realizar a travessia, entre em contato com a gerência do Parque Estadual Serra Nova. Até o momento (fev/2019), o único local permitido para pernoite é nos arredores do abrigo do Parque.

> Esta travessia cruza o Parque Estadual Serra Nova, NÃO FAÇA FOGUEIRAS e LEVE SEU LIXO DE VOLTA.

> Boa quantidade de água pelo caminho, porém atenção com o trecho pela estradinha após o Rio Mosquito (aprox. 11km) e o início do segundo dia, após o Córrego Sant'Ana (aprox. 10km). Esses trechos citados não possuem oferta permanente de água.

> Sinal de telefone (VIVO) no caminho para a cachoeirinha e nas proximidades do Serrado.

> Não há rota de fuga consolidada, de forma que deve ser pensado o retorno ou a conclusão da travessia. Entre as alternativas possíveiis, estão a saída para a localidade de Curralinho (segunda bifurcação do Talhado) e para Serra Nova (a partir do abrigo do PESN).

> Não há qualquer tipo de infraestrutura ao longo da rota. No abrigo há possibilidade de dormir no beliche, a depender da quantidade de funcionários do parque no local. Há banheiro com chuveiro (quente, se o gerador estiver funcionando) e cozinha.

> Embora existam alguns trechos sombreados, a maior parte da rota é exposta ao tempo. Chapéu e protetor solar são ítens obrigatórios.

> Há diversas opções de caminhos no trecho intermediário da travessia, que modificam os atrativos visitados e a distância percorrida. Algumas alternativas: guinada para o norte próximo ao Córrego das Patacas, evitando a ida à Sete Quedas; sair da Sete Quedas pela parte baixa, em direção à estradinha, evitando a passagem pela Raia Olímpica e Cidade de Pedras; trecho de trilha entre a ponte molhada do Rio Mosquito e o abrigo do PESN; descer para o Serrado pelo cânion do Rio Serra Branca.
WAYPOINT 49

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