Horas  3 horas 55 minutos

Coordenadas 1155

Uploaded 8 de Março de 2017

Recorded Fevereiro 2017

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próximo a Capuchos, Lisboa (Portugal)

Este percurso inicia-se no PNSC , precisamente junto ao Convento dos Capuchos , aonde se pode estacionar e vai percorrer um trilho que nos conduzirá à Anta de Adrenunes depois pela Ermida S.Saturnino e Santuario N.Senhora da Panha regressando novamente ao Convento do Capuchos

Nota : no mapa ao carregar nas Bandeiras existe mais informação adicional referente ao local
Junto ao Convento dos Capuchos
Entrada
Caminho dos carreiros
Caminho dos Moinhos
localizada em Cabo da Roca, Portugal, é um dólmen, isto é, um monumento megalítico. Trata-se de uma estrutura constituída por várias pedras, entre as quais existe uma passagem com cerca de 5 metros de altura. Esta passagem poderá ter servido de necrópole colectiva durante a época megalítica. Situa-se no alto de um outeiro que domina a paisagem em redor do Cabo da Roca e a vasta região que se estende para norte da Serra de Sintra. A teoria de que se trata de uma anta foi proposta por Joaquim Possidónio Narciso da Silva (1806-1896), que efectuou escavações no local, não tendo encontrado quaisquer vestígios de utilização funerária. Esta ideia não é actualmente aceite. A disposição das pedras e a sua orientação relativamente ao pôr-do-sol / Lua e ao Cabo da Roca, que leva de facto a pensar tratar-se de uma estrutura megalítica, provavelmente de origem natural e posteriormente trabalhada pelo homem, razão pela qual deve ser considerada como sendo uma anta. A existência de calços nas fundações de alguns dos blocos prova a intervenção do homem. No seguimento do estudo do local levado a cabo por Narciso da Silva, este local foi classificado como monumento nacional pelo IPPAR em 16 de Junho de 1910 (DG 136, de 23 de junho de 1910). Apesar de ignorada durante décadas pelas autoridades (como atesta o marco geodésico de cimento colocado mesmo em cima do tecto da anta), escavações recentes nas fundações dos blocos megalíticos comprovaram definitivamente a 'mão' do homem nesta edificação megalítica: foram encontradas pedras a compor cunhas no assentamento de alguns blocos, como se não bastasse o recorte ainda bem delineado de alguns dos megalitos aproximadamente rectangulares que compôem o tecto da anta. Ainda hoje esta estrutura recebe a visita dos mais diversos visitantes por ocasião de eventos celestes, sendo sem dúvida merecedora de investigações arqueológicas mais aprofundadas, tanto em si como na sua envolvente. Situa-se no topo de uma pequena mas invulgar colina que revela vestígios de pavimentações antigas nos seus acessos, revelando assim uma insuspeitada importância arqueológica e cultural.
O cipreste-português (Cupressus lusitanica), também designado por pinheirinho, cedro-de-portugal, cipreste-de-portugal, cedro-do-buçaco, cipreste-mexicano, cipreste-de-bentham, cipreste-de-lindley ou cedro-de-goa, é uma árvore muito utilizada como "cerca-viva" e para a produção de madeira. É nativa da América Central. O facto de ser designada como "cedro-de-portugal" ou "cedro-do-buçaco" (ou de "cipreste", em vez de cedro) deve-se ao facto de a planta ter sido introduzida em Portugal no século XVII na mata do antigo Convento do Buçaco. Foram estes exemplares, aí cultivados, que foram depois enviados para outros países da Europa e mesmo para o Brasil, onde a árvore continua a ser designada como "portuguesa", tal como é explícito também no nome científico. É uma árvore de crescimento rápido, chegando a atingir cerca de 20 a 30 metros de altura.
Lago Verde
Na base do monte da Peninha, a Ermida de São Saturnino dos tempos medievais, erigida por D. Pêro Pais, companheiro de armas de D. Afonso Henriques na conquista do território português, sendo assim desse modo, uma das mais - senão talvez a mais antigas ermidas de Portugal (Século XII - o início de Portugal
No cume do monte da Peninha, a Capela de Nossa Senhora da Penha (Santuário da Peninha), erguida no Século XVI, no reinado de D. João III, segundo a Lenda da Peninha, em que Nossa Senhora tinha aparecido perante uma jovem e muda pastorinha, e nela operado um milagre.
Monge
Em Setembro de 1966, a serra de Sintra era motivo de notícia, nos jornais nacionais e estrangeiros. Não pela sumptuosidade do seu património histórico-natural, mas antes, devido à violência com que o fogo a devastava e às circunstâncias dramáticas em que haviam morrido, durante os trabalhos de extinção, 25 militares do Regimento de Artilharia Anti-Aérea Fixa de Queluz (RAAF). O fogo lavrou – com intensidade brutal – entre os dias 6 e 12 de Setembro. As chamas irromperam na Quinta da Penha Longa, alastrando à Quinta de Vale Flor, Lagoa Azul e Capuchos. Em diversos momentos, a situação apresentou-se incontrolável, sendo favorecida por elevadas temperaturas e constantes mudanças de vento forte. Vários pontos de referência de Sintra estiveram sob risco elevado, caso do Palácio de Seteais, Palácio de Monserrate e Parque da Pena, entre outros. A própria localidade de S. Pedro de Sintra chegou a correr perigo. A presença, no ar, de corpos incandescentes, originou focos de incêndio noutros pontos do concelho – Albarraque, Cacém, Colares, Gouveia, Magoito, Mucifal, Pinhal da Nazaré, Praia Grande e Praia das Maçãs – obrigando à dispersão dos meios de combate. Foram mobilizados todos os corpos de bombeiros do distrito de Lisboa, aos quais se juntaram, ainda, por absoluta necessidade de reforços, pessoal e material de Caldas da Rainha, Elvas e Leiria. Também várias forças militares e militarizadas integraram o dispositivo de luta contra o fogo. Ao todo, estiveram no terreno, mais de quatro mil homens em acção. A Lagoa Azul e o largo do Palácio Nacional de Sintra foram, em termos estratégicos, os locais escolhidos para concentração dos meios de combate. "Sintra: uma vila ocupada", escrevia o jornal Diário de Notícias, em 10 de Setembro de 1966, ao legendar uma foto que registava o abastecimento de veículos de bombeiros e militares, defronte do vulgarmente designado "Palácio da Vila". O actual edifício do Museu do Brinquedo, ao tempo quartel-sede dos Bombeiros Voluntários de Sintra, acolheu o "quartel-general de combate e alerta". Toda a região de Sintra ficou envolta numa enorme nuvem de fumo – negro e espesso – sendo visível a vários quilómetros de distância. À noite, um "medonho clarão", que se avistava de Lisboa e arredores, fez convergir, diariamente, muitas pessoas a Sintra, para assistirem, de perto, ao gigantesco incêndio. Enquanto uns tinham a atenção centrada no rasto de destruição, outros combatiam o fogo até à exaustão, com todos os meios ao seu alcance. Serviu para amenizar o cansaço, a corrente de solidariedade desencadeada pelas gentes de Sintra. Por exemplo, conforme destacado pela imprensa, "restaurantes, cafés e pensões serviram, gratuitamente, alimentos a bombeiros e soldados Combate eficaz apesar da falta de meios Em 1966, ao contrário de outros países, não existiam, em Portugal, meios aéreos para o combate a incêndios. Por outro lado, os veículos de bombeiros não dispunham de tracção às quatro rodas e muito menos de depósitos de grande capacidade e de bombas de grande débito. Muitas das frentes de incêndio foram debeladas com recurso, entre outras técnicas, ao batimento do fogo, quer com ramos de árvores quer com material sapador, saldando-se num trabalho deveras penoso e extenuante. Calcule-se, portanto, as difíceis condições enfrentadas pelo pessoal combatente, na presença de altas temperaturas, agravadas pelas características dos uniformes utilizados na época, com destaque para o capacete de latão e botas de borracha. Apesar das condições de extrema adversidade e da ausência de meios, incluindo sistema de telecomunicações, bombeiros e militares defenderam, com êxito, o património edificado de Sintra e evitaram que o fogo atingisse maior número de área arborizada. A abundância de mato ressequido constituiu um dos maiores inimigos enfrentados pelos bombeiros e, por sua vez, representou um dos maiores amigos da combustão. Na altura, havia sido determinada a proibição de apanhar mato na serra. Como tal, a falta de limpeza dos terrenos foi um dos factores considerados na avaliação das causas da rápida propagação do incêndio. A este respeito, importa referir que o conceito de prevenção, mesmo ao nível da antiga Direcção-Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas, não tinha as incidências dos dias de hoje. Vegetação rara da serra sofreu danos bastante consideráveis, antevendo os técnicos, desde logo, a difícil probabilidade do seu florescimento. Os parques da Pena e de Monserrate salvaram-se, ao contrário da Tapada do Mouco, onde os prejuízos atingiram quase a totalidade da sua área. Os terrenos de particulares foram os mais causticados. Serra de luto Grande parte da serra perdeu a sua beleza e viu-se convertida num horizonte negro, como a significar um manto de luto. Luto, também, pela perda de 25 vidas humanas. Tudo aconteceu na noite de 7 de Setembro, no Alto do Monge, numa altura em que o fogo atingiu o seu máximo. Um grupo de militares do RAAF que operava no local, sem preparação adequada para o combate a incêndios, deixou-se cercar pelas chamas… A detecção dos seus corpos carbonizados – diz quem testemunhou a tragédia – foi "chocante". Desejada por todos, só a queda de chuva permitiu a extinção do incêndio. No dia 12, às sete da manhã, chegava finalmente a solução para um problema que parecera não ter fim: a chuva caía sobre Sintra. Apesar disso, numa medida de prevenção, alguns meios dos bombeiros permaneceram vigilantes no local, a fim de fazer face a inevitáveis reacendimentos. Somente, no dia 25, foram dadas por concluídas todas as operações. Este foi o mais grave incêndio ocorrido na serra de Sintra, totalizando 50 quilómetros quadrados de área ardida. Um simples descuido, na zona da Lagoa Azul, esteve na sua origem, segundo investigação da Polícia Judiciária. A experiência vivida pelos bombeiros, na serra de Sintra, suscitou um conjunto de reflexões, no domínio organizativo da prevenção e do combate, cuja essência permanece actual e continua a alimentar, repetidamente, no país, na época de Verão, o debate sobre o flagelo dos incêndios florestais. Ao estudo do assunto, privilegiando uma visão sistémica e nacional, dedicaram-se dois comandantes de bombeiros do concelho de Sintra: Mário Ferreira Lage (BV S. Pedro de Sintra) e José Maria de Magalhães Ferraz (BV Algueirão-Mem Martins). Já em 1966, à semelhança do que se verifica nos nossos dias, era defendido um trabalho a montante e interligado entre várias entidades intervenientes na problemática dos incêndios florestais Vinte anos depois Em 1986, por ocasião do 20.º aniversário do grande fogo na serra de Sintra, os nove corpos de bombeiros do concelho de Sintra (Agualva-Cacém, Algueirão-Mem Martins, Almoçageme, Belas, Colares, Montelavar, Queluz, S. Pedro de Sintra e Sintra), em articulação com a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), decidiram evocar a efeméride, promovendo para o efeito um conjunto de actividades que vieram a cumprir-se nos dias 6 e 7 de Setembro. No primeiro dia, a respectiva programação compreendeu a inauguração de uma exposição retrospectiva do sinistro, na Sala das Galés do Palácio Nacional de Sintra, a inauguração da Mostra Filatélica do Selo Alusivo ao Bombeiro, na Praça da República, n.º 20, e um colóquio subordinado ao tema "Prevenção e Protecção Contra Incêndios na Serra de Sintra", na Sala da Nau do Palácio Valenças. A 7, concelebrou-se no Alto do Monge uma missa por intenção dos militares que perderam a vida durante o incêndio, a qual foi presidida pelo padre Vítor Melícias, na qualidade capelão da LBP, e transmitida em directo pela Radiodifusão Portuguesa. À tarde, com um percurso compreendido entre a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra e o Terreiro Rainha D. Amélia, realizou-se um desfile dos corpos de bombeiros que intervieram em 1966, cujo comando das forças em parada esteve a cargo do prestigiado comandante Artur Lage, dos Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém. A assisitir ao desfile, que foi seguido de uma cerimónia evocativa, no Terreiro Rainha D. Amélia, defronte do Palácio Nacional de Sintra, esteve o ministro de Estado e da Administração Interna, Eurico de Melo, que tomou assento na tribuna de honra, entre outras entidades. Antes, porém, em Junho de 1970, integrada nas Festas do Concelho de Sintra, ocorreu no mesmo local a cerimónia de imposição de medalhas de Abnegação e Serviços Distintos de Mérito Florestal aos corpos de bombeiros que combateram o incêndio, bem como ao RAFF, Legião Portuguesa e Cruz Vermelha Portuguesa.
Implantado na serra de Sintra entre cerrados arvoredos e elementos rochosos, o Convento de Santa Cruz dos Capuchos, Convento da Cortiça ou Convento dos Capuchos, como é mais conhecido, havia água de nascentes naturais alem do fundamental silêncio rustico. As árvores autóctones davam frutos secos para o inverno como a bolota e da castanha e de arbustos que davam frutos agradáveis no verão como é o caso das amoras silvestres e do medronheiro. Havia terra fértil para cultivar hortaliças e legumes e na encosta inúmeras plantas medicinais. Antes do convento havia lá um ermitério onde ascetas se sustentavam apenas com o que a natureza lhes oferecia. Os monges ermitãos homens que se tinham retirado do Mundo para se dedicarem exclusivamente a pensar em Deus, para viverem em contacto permanente com a natureza, considerada obra maravilhosa do criador foram os percursores de pequenas comunidades de religiosos ascetas que foram aumentando em número e extensão. Como primavam pela humildade e pobreza desprendidos de tudo, não pretendiam a posse de nada e inspiravam grande simpatia e admiração. O povo designava-os carinhosamente por Capuchinos. O nome veio do traje que usavam que se chamava Capucha. Era um hábito muito simples de estremenha escura, composto por uma túnica talar com capuz, cingindo por uma corda de lã branca. D. João de Castro a quem por honra e como pagamento de serviços prestados foi dada a Quinta da Penha Verde, lembrando-se de proteger a sua alma achou que seria bom doar parte da sua propriedade para a fundação de um convento. Assim em 1560, foi fundado por D. Álvaro de Castro quando este tinha 35 anos, que assim cumpriu o voto de seu pai, D. João de Castro, Vice-Rei da Índia. Os primeiros franciscanos capuchos que aqui habitaram, em número de oito, vieram do convento da Arrábida, trazendo consigo toda uma espiritualidade que privilegiava a pobreza e a ascese, e que se traduziu na arquitectura totalmente depurada que, desde então, acolheu os diversos religiosos que viveram nestas celas de dimensões reduzidas escavadas na rocha. O convento dos Capuchos assim como todos os conventos Franciscanos deveriam ser uma espécie de ermitérios humildes e pobres. As suas igrejas deveriam ter pequenas dimensões e estreitas para só se olhar em frente para o Altar e evitas distracções, seriam organizados em comunidades pequenas de oito ou doze elementos consoante se tratasse respectivamente da proximidade de uma pequena ou grande povoação, seriam construídos fora das povoações mas não muito distantes a fim de realizarem apostolado e os sermões deveriam ser para toda a gente entender sem palavras caras ou com expressões de retórica. Acompanhando o declive do terreno, a planta do complexo conventual é, naturalmente, irregular e antecedida por um terreiro com uma fonte, que marca a passagem de um mundo de luz natural para um outro, as celas (e demais dependências, algumas das quais forradas a cortiça, e articuladas entre si através de escadas e corredores talhados na rocha) e a igreja, onde impera a penumbra. A vida contemplativa abraçada pelos frades capuchos assim o impunha. A igreja, integrada no conjunto, é de uma só nave, destacando-se o retábulo-mor de mármore e o altar de embutidos, por constituírem os elementos de maior vanguarda (devem ter sido executados entre o final de Seiscentos e o início da centúria seguinte), fugindo ao rigorismo e pobreza observada nos restantes espaços. É também aqui que se encontra a lápide evocativa da fundação do convento, que perpetua a memória de D. João de Castro. “D. Álvaro de Castro, do conselho de estado e vedor da fazenda D´el Rei D. Sebastião, fundou este convento por mandado do Vice Rei da India D. João de Castro, seu pai, no ano de 1560. O padroado é dos sucessores de sua casa. O altar desta igreja é privilegiado todos os dias a qualquer sacerdote que nele celebrar. Todas as pessoas que contritas e confessadas, ou com o propósito de se confessar, visitarem esta igreja, na festa da invenção da Santa Cruz, desde as primeiras vésperas até ao Sol-posto do dia, e rogarem a Deus pela paz, entre os príncipes cristãos, extirpação das heresias, exaltação da Santa madre Igreja, e pela alma de D. João de Castro, ganham indulgência plenária e remissão de seus pecados”. A imagem e o simbolismo da cruz, que recorda a paixão de Cristo e a invocação do próprio convento, são uma presença constante, que tem início na grande cruz de pedra à entrada e se propaga por todo o interior, assumindo um significado especial na capela dedicada ao Senhor dos Passos. Esta é revestida por azulejos setecentistas, de cerca de 1740, representando a Flagelação, a Coroação de Espinhos, símbolos da Paixão na abóbada e, sobre a porta, Cristo Crucificado, a completar o programa. Segundo Victor Serrão a capela do Senhor Crucificado insere-se na mesma iconografia que reflecte a espiritualidade franciscana, apresentando pinturas murais atribuídas a André Reinoso. A par da iconografia da cruz todo o complexo foi concebido como um caminho a percorrer para atingir a salvação, um percurso ascendente que culmina na sala do retiro, logo após a sala da penitência. Uma lógica arquitectónica que testemunha as principais preocupações dos seus habitantes - a penitência e a vida contemplativa e espiritual. Assim, à primeira campanha fundacional, seguiu-se apenas uma outra já setecentista, que veio trazer alguma modernidade ao complexo conventual, mas, sobretudo, acentuar o simbolismo da cruz. O convento dos Capuchos nunca deixou de impressionar todos quantos aí se deslocaram ao longo dos séculos, desde viajantes a monarcas, que expressaram a sua admiração pela vida austera que os religiosos levavam. Quando Filipe I de Portugal estadeou em Sintra no Outono de 1581, o maior monarca da Cristandade ficou sobretudo extasiado pela modéstia e sobriedade do pequenino Convento. O Rei terá dito comovido que possuía nos seus reinos as duas jóias mais preciosas: O mosteiro do Escurial pela sua pujante riqueza e o Convento dos Capuchos pela sua singeleza tao propicia à meditação, com a vegetação rasgando fragas e a água fresca jorrando das fontes. Uma das personagens mais controversas do Convento dos Capuchos é o Frei Honório que viveu e morreu no Convento. Controversa porque não há documentação nem provas documentais a seu respeito e nem sequer o seu nome de baptismo se sabe. Porém a tradição oral e a memória colectiva dos habitantes da região dizem-nos que em vários locais da Serra de Sintra eram habitados em tempos muito remotos por Eremitas. Eram homens que habitavam sozinhos em locais ermos dedicando-se apenas a uma vida ascética e mística. Há dúvidas sobre a sua integração na comunidade dos religiosos Capuchos na Serra de Sintra porque um homem que há tantos anos vivia isolado, não deve ter aceitado viver em comunidade. As pessoas que o conheceram transmitiram-nos de geração em geração a ideia que era um Santo. Frei Honório gostava muito daquela pequena gruta onde se diz que viveu 30 anos. Há memória que morreu no ano de 1565 pouco tempo antes da abertura do Convento. Beneficiado por vários réis, o convento foi habitado até 1834, quando a extinção das Ordens Religiosas obrigou ao seu encerramento. Adquirido pelo Estado já no século XX, encontrou-se encerrado entre 1998 e 2000 devido ao avançado estado de ruína, abrindo de novo as suas portas ao público em 2001.

4 comentários

  • Foto de Nuno Mendes Fernandes

    Nuno Mendes Fernandes 17/fev/2018

    Obrigado pela partilha. Um excelente passeio.

  • Foto de filipavm

    filipavm 19/jun/2018

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    Percorri em sentido inverso apenas para iniciar logo com a maior subida. Gostei tanto deste trilho que o fiz duas vezes em semanas seguidas.
    Obrigada!

  • Foto de Itamar Lourenço

    Itamar Lourenço 21/jul/2019

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    As duas últimas (grandes) subidas são de grande inclinação e recomenda-se o uso de apoio extra. Uma enorme chamada de atenção, é que estas mesmas são pistas de downhill por isso pode-se tornar bastante perigoso. Extrema cautela recomenda-se ao subir!!

  • Foto de herikalcn

    herikalcn 19/ago/2019

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    Percurso espetacular! Algumas dubidas são mais exigentes, mas cada pedaço vale mesmo a pena 😁

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